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Em 2013, o neurocientista Thomas Insel criticou o lançamento do DSM-5. Ele escreveu que “diferentemente das definições de isquemia cardíaca, linfoma e Aids, os diagnósticos do DSM são baseados em conjuntos de sintomas clínicos, e não em medidas objetivas de laboratório.” Aqui lemos um eco distante da crítica à instituição psiquiátrica feita por Thomas Szasz no artigo “The myth of mental illness” (de 1961!). https://www.technologyreview.com/2013/05/03/113597/nimh-will-drop-widely-used-psychiatry-manual/

Só que em vez de criticar por inteiro a idéia de doença mental, como fizera Szasz, Thomas Insel simplesmente decidiu estabelecer critérios científicos para diagnosticar esse tipo de “doença”.

Insel passou anos trabalhando com neurociência e com a genética das desordens mentais. Foram 20 bilhões de dólares que, segundo o próprio, só serviram pra financiar muitos artigos científicos inúteis. https://www.wired.com/2017/05/star-neuroscientist-tom-insel-leaves-google-spawned-verily-startup/

Agora ele se volta para as questões comportamentais. Mas existe uma petição de princípio aí: ele tentará, por exemplo, buscar os sinais da bipolaridade em pessoas diagnosticadas como bipolares. Fará um estudo de como 600 indivíduos usam o celular para descobrir padrões ligados à depressão, psicose e mania. Descobrirá e quantificará comportamentos que serão registrados como “doenças”, exatamente no sentido do DSM, mas agora com suporte matemático “objetivo”.

* * *

Como a ausência da cultura filosófica cria lacunas na pesquisa científica! Insel busca descobrir o que já está dado como princípio. A partir da suposição de que essas “doenças” realmente existem, estabelecerá, de modo “científico”, os comportamentos a elas associados.

A tese de Thomas Szazs, diferentemente da de Thomas Insel, é a de que existem “doenças”, ou seja, alterações na estrutura fisiológica que causam sofrimento e algum tipo de incapacidade, mas não existem “doenças mentais”. Aquilo a que chamamos de “doenças mentais” ou são comportamentos causados por mudanças na estrutura fisiológica, e neste caso são doenças “comuns”, ou não têm causas orgânicas rastreáveis e não podem ser identificadas por testes clínicos, mas somente pelo preenchimento de uma lista de comportamentos. Neste caso, Szasz afirma que não se tratam de “doenças”, mas de problemas de natureza psicossocial. Em suma: as “doenças mentais” ou são doenças comuns, fisiológicas, ou não são doenças; de qualquer modo, não há “doenças mentais” propriamente ditas.

* * *

Mas qual é a relevância dessa posição?

Ora, se não há “doenças mentais”, o DSM não faz sentido: ele não descreve “doenças”, mas classifica comportamentos. O problema, então, não é, como diz Thomas Insel, a baixa cientificidade do DSM: o problema é a sua própria existência, de acordo com a qual não existe nenhum ser humano mentalmente são – isto é, todos os seres humanos somos doentes mentais, e portanto precisamos todos nos submeter à instituição médica e à indústria farmacêutica.

* * *

Simão Bacamarte também descobriu que todos os habitantes de Itaguaí eram loucos. Todavia, ao contrário dos psiquiatras da American Psychiatric Association, ao menos teve o bom-senso para perceber que havia algo de errado com esse julgamento e que, no fim das contas, quem estava com as idéias perturbadas não eram os outros, mas ele mesmo.

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