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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence à União, e não a Isabel de Orleans e Bragança. Quem é essa senhora? Bem, ela passou para a História com o título de Princesa Isabel. A filha de Pedro II Ingressou em juízo com essa demanda no ano de 1895, finalmente julgada pelo nosso Supremo – depois de 125 anos. Sim. 125 anos. A tribo Flecha Ligeira ataca outra vez.

Nossa Suprema Corte se diferencia de todas as demais; em um País onde tudo se judicializa, principalmente (e pior) a política, não podia dar outra: Os ministros supremos provaram o sabor metafórico do sangue e nunca mais abrirão mão do poder extra que receberam de bandeja, além das mordomias nababescas que arrancam da população pagadora de impostos. Praticamente a aristocracia de um País com tantas mazelas, vivendo numa torre de marfim, onde duques e condessas togados, verdadeira casta funcional, fazem aquele indisfarçável ar de tédio em meio às lagostas e vinhos caríssimos do lanchinho nobiliárquico, degustado dentro de sua bolha de luxo e opulência.

Essa tendência de poder agregado à imensa fortaleza institucional, tão infeliz quanto previsível, veio da eterna mania de se dar bem, tão acalentada pela classe política nacional. De processo em processo, transformaram uma corte constitucional em fórum para ricos, poderosos e famosos. Principalmente políticos, obviamente. Hoje, o fórum supremo dá a primeira e a última palavra sobre qualquer assunto que desejar. A Constituição não é mais discutida no STF. O que devia ser seu único assunto passou a ser um mero panfleto que pode ser (re)interpretado ao gosto do freguês (no bom sentido, claro). Chegamos a um ponto em que o regimento interno do tribunal pode valer mais do que a própria constituição. O resto da legislação então… não serve nem pra acender churrasqueira ou forrar gaiola de canário. Para libertar Lula e torná-lo elegível, botaram fogo no código de processo penal e torturaram a jurisprudência. Alunos de 3º ano de Direito poderiam dar aula aos aristocráticos ministros. Um deles inventou o flagrante perpétuo e o inquérito aberto por juiz. Outro invocou até o código do consumidor para soltar Lula.Um outro chorou, em pranto rasgado, ao elogiar de forma apaixonada (no bom sentido, se é que há algum), no plenário do STF, o defensor do ex-presidente apanhado pela Lava Jato, a mais bem sucedida operação contra o crime organizado da História do Brasil. Um outro faz lives com imitador de focas, outra “explica” que o traficante é apenas uma vítima de seu vício, e praticamente todos dão palpites (ordens?) sobre política, economia, física nuclear, o diabo. Falam abertamente em defesa (ou em ataque) de réus que estão sob seu julgamento. E ainda pretendem se fantasiar de isentões. Taspariu.

Enquanto isso, os processos aguardam. Milhares de brasileiros lesados por planos econômicos suicidas (Collor, Bresser, etc.) aguardam a devida indenização pela tunga mastodôntica e impune praticada pelos bancos há mais de 30 anos. Nesse caso específico, mais uma invenção do nobilíssimo STF: Criaram, com sua varinha de condão jurídica, o acordo de um lado só; os bancos impuseram aos poupadores um “acordo”, tão injusto, tão cafajeste, que ninguém aderiu. Os ministros-viscondes, irritados com a ousadia da plebe, da ralé suja que ousa questionar seus desígnios superiores, avisou que ou aceitam os termos vampirescos dos bancos, ou ninguém recebe nada. E assim estão as coisas, há anos. Nenhuma palavra de explicação, alento, ou mesmo esperança, para tantos poupadores idosos. Eles que se danem. Ora, o povo…

Pelo menos a princesa Isabel, falecida em 1921, já pode descansar em paz. Perdeu a ação, mas teve seu processo julgado. Os poupadores seguem torturados pelos bancos e pelo STF, rezando para não bater o recorde de 125 anos da princesa.

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