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Nestes tempos estranhos, algumas expressões da moda são muito ridículas, reverberadas principalmente pelas redes sociais; as politicamente corretas geralmente são as piores. Mas há outras, como o Inglês mal traduzido (falso cognato) que gera demências como “inicializar”, “empoderar” “planta” em lugar de fábrica ou “desclassificar” como tirar sigilo de algo. Enfim, resultado da atividade incessante do binômio baixa cultura + mania de ser pretensamente sofisticado. Ridículo.

As expressões ditas “políticas” da modinha não ficam atrás. Uma das mais ridículas é usar “republicano” como sinônimo de democrático – como se não houvesse monarquias absolutamente democráticas no mundo, a exemplo de Suécia, Japão, Holanda, Reino Unido e tantas outras.

Porém, a mais irritante, de longe, é o tal “estado democrático de direito”, indispensável em qualquer discurseira na qual o autor queira oferecer uma imagem de “republicano” entendido e moderno. A coisa tem presença obrigatória em qualquer entrevista pseudo-intelectual que se preze. Um horror. Ninguém tem a menor ideia do que signifique essa expressão, mas é como sal na receita: Usam a gosto. Ou como cobertor: Esquenta e, se necessário, esconde.

Nossos deputistas e senateiros escondem fielmente um desses cobertores, vindo do longínquo pacote de abril, nascido em 13 de abril de 1977. À época, preocupado com o avanço da oposição no Congresso, o presidente da República Ernesto Geisel baixou um pacote de medidas para tentar reaver o poder que estava perdendo pelas urnas. O governo militar, através desse pacote, criou o senador “biônico”, indicado pelo presidente, “eleito” sem receber nenhum voto. Também aumentou o mandato presidencial numa canetada, mexeu no Judiciário, fechou o Congresso temporariamente, manteve a proibição de voto direto para alguns cargos executivos, entre outras barbaridades que foram sendo eliminadas ou corrigidas com o tempo e com o advento de nossa Constituição-Frankenstein de 1988, uma colcha de retalhos que mantém o nada nobre recorde de ser a terceira mais extensa do mundo. Eliminadas e corrigidas… com exceção de uma.

O uso do cachimbo entorta a boca, e nossos congresseiros acharam simplesmente o máximo uma das maiores jabuticabas criadas pelo danoso Pacote de Abril, que não só foi mantido como abraçado amorosamente pela nossa Constituição: A super, hiper, inflada representação de deputados dos Estados menos populosos. Em 1974, Geisel estava preocupado com o avanço democratizante e o poder econômico nos Estados mais populosos (São Paulo à frente, claro) e resolveu reverter boa parte desse poder para os Estados com menor população, sob a desculpa esfarrapada de dar voz aos menos representados, coitadinhos. Esse entulho autoritário, verdadeiro golpe baixo, terminou com a real representatividade da Democracia no Brasil, que, como qualquer outra, depende de uma equação muito, mais muito simples: Um homem, um voto. Aqui, não. Aqui, um voto acreano vale por 11 paulistas. Uma distorção inimaginável, demente, injusta, sem a menor justificativa. Mas não se ouse criticar ou mesmo tocar no assunto, sob pena de ser tachado imediatamente como racista-nazista-fascista que pretende destruir o… Estado democrático de direito. Pois é.

Bacana essa visão, né? O “entulho autoritário”, num passe de mágica, tornou-se pilar do “estado democrático de direito”. Quem se banha nessas águas dadivosas das benesses do poder não quer perder a boquinha de jeito nenhum. Que se dane o princípio básico da Democracia, segundo o qual todos são iguais e cada pessoa vale um voto. O que era lixo ditatorial virou ouro puro, mas só para os verdadeiros beneficiados, deputistas que deturpam o sistema eleitoral para eleger-se, baseados numa picaretagem do governo militar. É como a Lei de Segurança Nacional: Todo esquerdista tem horror a ela, mas se servir pra prender alguém da direita, a metamorfose em panaceia jurídica de altíssimo nível é imediata.

Ironia é pouco. A cafajestada é insuperável. E quando é travestida por expressões tão vazias quanto mordazes, o sabor metálico é ainda maior.

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