s
Iscas Intelectuais
Henrique Viana
Henrique Viana
O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

Ver mais

Deduzir ou induzir
Deduzir ou induzir
Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

Ver mais

Origem da Covid – seguindo as pistas
Origem da Covid – seguindo as pistas
Tradução automática feita pelo Google, de artigo de ...

Ver mais

Palestra Planejamento Antifrágil
Palestra Planejamento Antifrágil
Aproveite o embalo, pois além de ouvir a história, você ...

Ver mais

Café Brasil 781 – Stalinismo tecnológico
Café Brasil 781 – Stalinismo tecnológico
Se você não é do ramo do marketing, da comunicação, da ...

Ver mais

Café Brasil 780 – LíderCast Barone & Priester
Café Brasil 780 – LíderCast Barone & Priester
Pronto. Chegou o dia de conversar com duas referências ...

Ver mais

Café Brasil 779 – Grávida? Você está demitida!
Café Brasil 779 – Grávida? Você está demitida!
Há quatro anos, uma amiga me relatou uma história ...

Ver mais

Café Brasil 778 – Cringe: a maldição dos Millennials
Café Brasil 778 – Cringe: a maldição dos Millennials
Um novo termo entrou em evidência: o cringe. A tradução ...

Ver mais

Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

Ver mais

Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

Ver mais

Café Brasil 766 – LíderCast Ilona Becskeházy
Café Brasil 766 – LíderCast Ilona Becskeházy
E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não ...

Ver mais

Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um ...

Ver mais

Sem treta
Sem treta
A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

Ver mais

O cachorro de cinco pernas
O cachorro de cinco pernas
Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

Ver mais

Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

Ver mais

Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Escolha um tema quente, dê sua opinião e em seguida ...

Ver mais

Olímpica expectativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Olímpica expectativa “O esporte tem o poder de unificar, passar uma imagem de paz e resiliência, e nos dá esperança de seguir nossa jornada juntos.” Thomas Bach (Presidente do Comitê Olímpico ...

Ver mais

Economia do crime
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Economia do crime  O crime compensa?  “Na faculdade, fui atraído pelos problemas estudados por sociólogos e as técnicas analíticas utilizadas pelos economistas. Esses interesses começaram a se ...

Ver mais

Reprise
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Reprise  Já vi esse filme outras vezes… e não gostei do final A combinação de novas denúncias de irregularidades envolvendo membros do governo, o andamento da CPI da Covid e a sucessão de ...

Ver mais

O infalível ministro
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
A piada é antiga. Dá pra contar, se a turma do politicamente correto ainda não inventou o crime de lusofobia: A famosa cena bíblica do apedrejamento da adúltera, quando o Mestre teria dito… ...

Ver mais

Cafezinho 408 – Correlações e causalidades
Cafezinho 408 – Correlações e causalidades
Preste muita atenção nos discursos dos educadores, dos ...

Ver mais

Cafezinho 407 – A teoria do valor subjetivo
Cafezinho 407 – A teoria do valor subjetivo
Trocar um apartamento por um automóvel? Como assim?

Ver mais

Cafezinho 406 – Ressentimentos passivos
Cafezinho 406 – Ressentimentos passivos
Eu escolhi participar ativamente, usando as armas que tenho.

Ver mais

Cafezinho 405 – O babaca
Cafezinho 405 – O babaca
Qual tipo de reação você acha que levo em consideração ...

Ver mais

Forjado na derrota

Forjado na derrota

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Forjado na derrota

“A um escritor, assim como a um armador, não era permitido sentir medo.”

Pat Conroy

Conversando por telefone com minha irmã, depois de meses sem nos vermos por conta da quarentena, ela me falou que estava lendo um livro do qual eu provavelmente iria gostar por ser relacionado com o basquete. Na primeira oportunidade em que nos vimos rapidamente depois disso, ela me emprestou o referido livro, cujo título é A última temporada.

Ao ler os comentários da quarta capa e das orelhas, meu interesse cresceu enormemente, de tal forma que rapidamente me dediquei à sua leitura.

Que feliz surpresa!

Em síntese, trata-se de uma autobiografia, narrada a partir da última temporada do autor no campeonato de basquete universitário norte-americano como jogador da rigorosa academia militar de Charleston, Carolina do Sul.

Pat Conroy, o autor, descreve a infância e a juventude que viveu em diferentes lugares do país, em razão das sucessivas transferências de seu pai, um violento ex-fuzileiro naval, que fora também jogador de basquete, e que descarrega todas as suas frustrações na mulher e em seu filho mais velho.

Depois de considerável sucesso em equipes colegiais, que justificaram o sonho de uma bolsa como jogador de alguma das principais equipes universitárias dos Estados Unidos, Conroy acabou, sem antes sofrer algumas decepções, tendo que se contentar em estudar e jogar pela equipe da academia militar, única a lhe conceder a indispensável bolsa de estudos de que necessitava para frequentar a universidade, dadas as limitações financeiras de sua família.

O começo na academia não teve nada de animador. Muito pelo contrário. Conroy teve de experimentar as atrocidades impostas aos calouros que eram famosas na instituição e que acabaram provocando o abandono da academia de alguns dos mais promissores companheiros da equipe de basquete.

Além da sua própria quase desistência, Conroy descobriu que o treinador do time de basquete era quase uma reedição de seu pai, pois tinha uma relação extremamente fria com os atletas, criticando-os e desestimulando-os na maior parte do tempo e, com isso, gerando a insegurança e a perda de confiança de muitos jogadores.

Tal perda de confiança atingiu o próprio Conroy e, em consequência disso, ele chegou à sua última temporada acreditando que, a exemplo do que ocorrera nas três primeiras temporadas, ele continuaria sendo um reserva com poucas chances no time titular.

Diante disso, recebeu com surpresa a notícia de que fora escolhido para ser o capitão naquela temporada em que a equipe, que já não era muito forte, acumulou uma série maior de derrotas do que de vitórias. Durante a temporada, sua liderança foi se consolidando enquanto, por um lado, convivia com suas dúvidas a respeito do que faria no futuro e, de outro, procurava neutralizar o efeito negativo das atitudes do técnico sobre seus companheiros, restituindo-lhes a confiança e a autoestima.

Numa narrativa que tem como pano de fundo a sucessão de jogos da última temporada da equipe, Conroy prende a atenção do leitor, quer pela descrição detalhada dos jogos, quer pelo seu amadurecimento nas relações familiares e, principalmente, com seu técnico, seus companheiros de equipe e seus professores, em especial aqueles que o estimularam a seguir a carreira de escritor, o que não é comum numa academia militar.

Duas coisas me marcaram profundamente neste livro, cuja leitura recomendo a qualquer apreciador de esportes – e, em especial, para quem teve a oportunidade de estudar nos Estados Unidos. A primeira tem a ver com a coincidência com a minha própria trajetória, pois fui armador das equipes em que atuei enquanto jogador de basquete e acabei me tornando, entre outras coisas, autor de centenas de artigos e de alguns livros, um dos quais, Das quadras para a vida, escrito em parceria com meu filho, focalizando as lições aprendidas nas quadras aplicadas às nossas relações pessoais e profissionais. A segunda relaciona-se com a maneira pela qual o autor revela como foi forjando seu espírito a partir de uma temporada pontilhada mais de fracassos do que de sucessos.

O trecho escolhido por mim para concluir este artigo ilustra bem esse aspecto: “Não há um lado negativo na vitória. Seu sabor é eternamente fabuloso. Mas não existe professor mais seletivo ou transformador do que a derrota. O grande segredo do esporte é que você pode aprender mais com a derrota do que com a vitória”.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências bibliográficas

CONROY, Pat. A última temporada. Tradução de Roberto Muggiati. Rio de Janeiro: Record, 2005.

MACHADO. Luiz Alberto e MACHADO, Guga. Das quadras para a vida: lições do esporte nas relações pessoais e profissionais. São Paulo: Trevisan Editora, 2018.

Ver Todos os artigos de Luiz Alberto Machado