Iscas Intelectuais
Produtividade Antifrágil
Produtividade Antifrágil
PRODUTIVIDADE ANTIFRÁGIL vem para provocar você a rever ...

Ver mais

Cafezinho Live
Cafezinho Live
Luciano Pires, criador e apresentador dos podcasts Café ...

Ver mais

Me Engana Que Eu Gosto
Me Engana Que Eu Gosto
Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão ...

Ver mais

Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Café Brasil 725 – A revolução da mídia
Café Brasil 725 – A revolução da mídia
Estamos protagonizando uma revolução nas mídias, com ...

Ver mais

Café Brasil 724 – A Pátria dos bobos felizes
Café Brasil 724 – A Pátria dos bobos felizes
Nos últimos 100 anos, na Alemanha e nos EUA, o ...

Ver mais

Café Brasil 723 – O Paradoxo do Dadinho
Café Brasil 723 – O Paradoxo do Dadinho
Pois é... esta semana completo 64 anos de idade. ...

Ver mais

Café Brasil 722 – O Poder do Mau
Café Brasil 722 – O Poder do Mau
Um Podcast Café Brasil com quase três horas de duração ...

Ver mais

Comunicado sobre o LíderCast
Comunicado sobre o LíderCast
Em função da pandemia e quarentena, a temporada 16 do ...

Ver mais

LíderCast 204 – Marco Bianchi
LíderCast 204 – Marco Bianchi
Humorista, um dos criadores dos Sobrinhos do Athaíde, ...

Ver mais

LíderCast 203 – Marllon Gnocchi
LíderCast 203 – Marllon Gnocchi
Empreendedor de Vitória, no Espírito Santo, que começa ...

Ver mais

LíderCast 202 – Richard Vasconcelos
LíderCast 202 – Richard Vasconcelos
Que está à frente da LEO Learning Brasil, uma empresa ...

Ver mais

Sobre Liberdade
Sobre Liberdade
Abri uma das aulas de meu curso Produtividade ...

Ver mais

Minuto da Produtividade 4 – Registre os pensamentos e ideias
Minuto da Produtividade 4 – Registre os pensamentos e ideias
A mente da gente é que nem o Windows; está agitando mas ...

Ver mais

Minuto da Produtividade 3 – Livre-se do lixo
Minuto da Produtividade 3 – Livre-se do lixo
Minuto da Produtividade 3 - Livre-se do lixo

Ver mais

Minuto da Produtividade 2 – Desenvolva sua própria pegada produtiva
Minuto da Produtividade 2 – Desenvolva sua própria pegada produtiva
Desenvolva a sua própria pegada produtiva!

Ver mais

O fenômeno da fraude acadêmica no Brasil
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Existe um fenômeno curioso na cultura brasileira: a falsificação de credenciais acadêmicas. A mentira do novo ex-ministro da Educação, Carlos Decotelli, que afirma ter concluído um doutorado que ...

Ver mais

Pandemia ou misantropia?
Filipe Aprigliano
Iscas do Apriga
Mais importante que defender a sua opinião, é defender o direito de livre expressão e escolha.

Ver mais

Revisionismos e intolerância
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Revisionismos e intolerância “Sabemos que ninguém jamais toma o poder com a intenção de largá-lo. O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar ...

Ver mais

Motivos de orgulho
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Motivos de orgulho Numa época repleta de dificuldades, pessimismo e más notícias como a que estamos vivendo em razão da pandemia de coronavírus e suas consequências sanitárias, econômicas, ...

Ver mais

Cafezinho 296 – Conhecimento ao seu alcance
Cafezinho 296 – Conhecimento ao seu alcance
Se você tem acesso a informações que outras pessoas não ...

Ver mais

Cafezinho 295 – O Domingão do Faustinho
Cafezinho 295 – O Domingão do Faustinho
Estamos assistindo a uma revolução na mídia, meus ...

Ver mais

Cafezinho 294 – Vem pra Confraria
Cafezinho 294 – Vem pra Confraria
Se você vê algum valor em nosso trabalho, acesse ...

Ver mais

Cafezinho 293 – Democracia da porta pra fora.
Cafezinho 293 – Democracia da porta pra fora.
Não coloque a distribuição do seu trabalho nas mãos das ...

Ver mais

Hoje é o WhatsApp. Amanhã será o quê?

Hoje é o WhatsApp. Amanhã será o quê?

Bruno Garschagen - Ciência Política -

Em 2008, fui a Turquia numa viagem de trabalho. Já tinha lido a respeito, mas tomei um susto ao tentar abrir o Youtube e surgir na tela a mensagem de que o serviço não estava disponível no país. Sim, o Youtube na Turquia estava bloqueado. E voltou a sê-lo no ano passado junto com o Twitter por decisão judicial a pedido de agentes do Estado que queriam impedir que a população tivesse acesso a informações a respeito da morte de um promotor e gravações que indicavam corrupção de pessoas próximas ao na época primeiro-ministro Tayyip Erdogan.

A coisa funciona assim: é mais fácil e rápido para o Estado bloquear e censurar redes sociais e aplicativos do que lidar com os problemas reais de suas condutas ou investigar crimes de forma adequada e sem transferir para a sociedade as consequências desse tipo de decisão.

No Brasil não só não é diferente como determinadas práticas certamente despertam a inveja dos autoritários turcos e dos comunistas do governo da China.

O ponto interessante nessa discussão é que muita gente que reclamou publicamente do bloqueio judicial do WhatsApp fez campanha para, ou apoiou, o Marco Civil da Internet, a lei que definiu os marcos regulatórios (princípios, garantias, direitos e deveres) para o uso da rede no Brasil. Clique aqui para saber quem são as pessoas que ajudaram a passar uma lei que atrapalhou a vida de milhares de brasileiros que também usam o WhatsApp para trabalhar (faxineiras, doceiras, encanadores, eletricistas etc.)

Foi justamente o Marco Civil da Internet, celebrado como garantia de liberdade e de punição para criminosos, que permitiu que até agora dois juízes mandassem bloquear o aplicativo.

Se você acha pouco e até vê com bons olhos que os bloqueios autorizados pelos juízes tenham como justificativas investigações de crimes é porque considera de forma ingênua que decisões desse tipo pararão por aí. Não irão.

Todos aqueles que consideram como legítimas as intervenções do Estado na vida das pessoas ignoram que aquilo que começa com a interrupção de um aplicativo pode terminar na invasão da privacidade ou na prisão de pessoas inocentes por parte de agentes do Estado sob a desculpa da segurança pública.

Assim como acontece com a informação e recolhimento de impostos, o governo (entendido como a soma dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) tem transferido cada vez mais suas tarefas para os brasileiros. Se a polícia não consegue investigar um crime é mais fácil para um juiz determinar que uma empresa forneça as informações. Mesmo que no caso do WhatsApp a empresa já tenha explicado que não pode fornecê-las porque não as armazena em virtude do sistema de criptografia utilizado para garantir a privacidade dos usuários.

E assim somos conduzidos, com aceitação entusiasmada ou pacífica de uma parcela da população, para um ambiente similar ao do programa Big Brother Brasil no qual todos somos vigiados e, mais tarde, controlados de alguma maneira por quem está no poder – justamente como no livro 1984, de George Orwell, que serviu de inspiração para o programa de TV.

Imagine agora se o controle arbitrário mostrado no livro, e que pode ser ajudado pelo Marco Civil da Internet, pudesse ser exercido neste momento em que Dilma Rousseff é presidente e o PT está lutando para se manter no poder? Vocês acham que saberíamos algo sobre o mensalão, o petrolão e outras atividades menos nobres de todos aqueles (políticos, empreiteiros) envolvidos no esquema? E se, no futuro, um partido ainda mais autoritário do que o PT, que coloque o Estado ainda mais a serviço do partido e não da sociedade, conquiste o poder? Você consegue imaginar-se vivendo numa sociedade em que todos os seus passos são controlados por políticos e funcionários públicos?

Duvide sempre de todos aqueles que propõem leis para regular o que funciona bem ser regulado. Desconfie especialmente de políticos e de “formadores de opinião” que ocupam espaços de prestígio na imprensa e nos programas televisivos. E que para justificarem a sua sanha controladora apelam para coisas como “se não tivermos leis, os criminosos continuarão agindo”. Os criminosos continuarão agindo, infelizmente, pois é público e notório que o são justamente porque não respeitam as leis. Cada um de nós é que será prejudicado e punido por esse tipo de mentalidade e de ambiente controlado pelo Estado em nome de supostas garantias e direitos.

Hoje é o WhatsApp. Amanhã será o quê?

Ver Todos os artigos de Bruno Garschagen