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“Nós ainda acreditamos que não há nem pode haver alternativa racional a não ser a política de coexistência pacífica, e gostaria de enfatizar este ponto com plena certeza.”

Mikhail Gorbachev

Enquanto assisto às fortes imagens da movimentação de forças russas nas imediações de Kiev, capital da Ucrânia, rememoro diferentes momentos das minhas lembranças da Rússia e da União Soviética.

Estive em Moscou, então capital da Rússia e da União Soviética, em 1972, em plena guerra fria, numa época em que viajar ao exterior era privilégio restrito a poucos. Viajar para a URSS então era quase inimaginável. Tinha então 17 anos, o líder soviético era Leonid Brezhnev[1] e passei uma semana em Moscou como integrante de uma equipe juvenil de basquete[2]. Essa experiência foi decisiva para a formação de meus valores políticos e econômicos, num mundo claramente caracterizado pelas relações bipolares.

Provavelmente graças a essa experiência, sempre acompanhei os acontecimentos envolvendo a região com especial interesse.

Após a saída de Brezhnev[3] e da sucessão de líderes sem maior relevância[4], acompanhei com grande atenção a ascensão ao poder de Mikhail Gorbachev e as mudanças implementadas em seu governo, com destaque para a glasnost (transparência) e a perestroika (reestruturação). Na sequência dessas ações, acompanhei – com inegável surpresa pela rapidez com que ocorreram – as mudanças acentuadas do final dos anos 1980/início dos 1990, simbolizadas pelo desmoronamento do império soviético, queda do Muro de Berlim e sucessiva deposição dos líderes dos países da Cortina de Ferro, imediatamente seguida de tentativas de transição para a democracia e a economia de mercado.

Gorbachev se transformara numa espécie de ídolo mundial, chegando inclusive a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1990.

Passou despercebida a insatisfação interna, representada por significativa parcela da população local que jamais aceitou a perda de protagonismo da Rússia em termos geopolíticos. Muitos soviéticos passaram a ver Gorbachev como um traidor da pátria, que entregou de mão beijada o poder e influência a duras penas conquistados.

Seguiu-se um período de reconhecida liderança dos Estados Unidos, unanimemente vistos como a única potência planetária. Foi nessa época que Francis Fukuyama, no artigo O fim da história[5], publicado na revista National Interest, proclamou que a  dissolução da União Soviética e as reformas ocorridas nos países que haviam pertencido à Cortina de Ferro significavam o triunfo definitivo, da democracia política e da economia de mercado.

O século XXI testemunhou o incrível aumento do protagonismo da China no cenário econômico mundial, com evidentes repercussões no plano geopolítico.

Vladimir Putin, atualmente odiado em boa parte do mundo em razão do que está ocorrendo na Ucrânia, soube compreender esse sentimento e vem, há tempos, buscando reconquistar o protagonismo da Rússia no cenário mundial. Com isso, seu prestígio interno é enorme.

Ou seja, Gorbachev e Putin simbolizam a brutal diferença entre imagem interna e imagem externa.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

 Referências

BUTSON, Thomas. Gorbachev. Tradução de Maria Silvia C. Passos. São Paulo: Nova Cultural, 1987 (Coleção Grandes Líderes).

FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Tradução de Aulyde Soares Rodrigues. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

 

[1] Leonid Brezhnev assumiu o poder e tornou-se o líder da União Soviética após a destituição de Nikita Kruschev

[2] O time era do Continental Parque Clube e a viagem passou por oito países: Iugoslávia, Itália, União Soviética, Finlândia, Suécia, França, Portugal e Espanha.

[3] Brezhnev faleceu em 10 de novembro de 1982.

[4] Entre a morte de Brezhnev e a ascensão de Gorbachev ocuparam o poder máximo Yuri Andropov e Konstantin Chernenko.

[5] O referido artigo deu origem ao livro O fim da história e o último homem.

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