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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Imagine Fernando Haddad sendo vítima de uma tentativa de assassinato. Por um ex-militante do DEM ou do PSL, no mesmo dia em que Bolsonaro quase morreu pelas mãos de um ex-PSOL.

Primeiramente, os brucutus lulistas jamais deixariam que o sujeito escapasse; ia ser trucidado pelos amantes da paz, do entendimento e da tolerância. Depois de massacrar o criminoso, iam exigir o melhor hospital particular de toda Minas Gerais para atender o fantoche do presidiário curitibano – imagina que iam deixar o engomadinho ser atendido num hospital do SUS, como foi seu adversário! Afinal, camarada, igualdade e comunismo é aquilo que eles defendem só para os outros, né? Como o Boulos, criador da campanha “Sua casa, minha vida”.

Enquanto Haddad estivesse sendo atendido, os lulistas diriam que, diferente do atentado de Bolsonaro, executado por uma pobre vítima da sociedade oprimida pelo discurso misógino e fascista que apenas quis fazer o necessário contra o inimigo, o atentado contra o fantoche foi um enorme complô orquestrado pelos americanos via CIA, os militares, Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Moro, a Lava Jato, a mídia golpista, o Tiro de Guerra de Agudos, os banqueiros, os escoteiros de Araraquara e o “verdadeiro” Bolsonaro (o esfaqueado seria um sósia, garantiriam) fantasiado de Adolf Hitler. Pessoas que protestassem seriam espancadas pelos jagunços lulistas, em nome da Paz e da tolerância, pois só quem tem o monopólio da verdade lulista-orwelliana pode protestar, camaradas; os demais são sempre fascistas, nazistas, neoliberais, mesmo que  desconheçam o significado desses três vocábulos.

Com nojinho de hospital de pobre, rindo na cara de um dos lulistas ingênuos (sim, há um ou outro) que sugerira internação numa unidade pública – que Lula dizia ser perfeita – Haddad e sua trupe exigiriam transferência para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista. No meio do caminho, a bordo de algum jato enviado por empreiteiro corrupto ou pelo governo canalhocrático da Venezuela, Lula, que despreza judeus, ordenaria desvio da rota para o Hospital Sírio-Libanês; caso alguém recusasse, ele arrumaria rapidinho uns terroristas líbios amigões pra fazer o serviço, camaradas. Kadafi só morreu pra você, filho ingrato.

Devidamente internado e operado no Sírio, o excelente hospital seria forçado a mudar seu nome para Hospitala Síria Libanesa, por exigência de Dilma Roussef e uma comitiva de mulheres lulistas de grelo duro (atenção: essa nojeira foi cunhada pelo próprio Lula, ao se referir às suas seguidoras; nenhuma feminista abriu o bico: https://extra.globo.com/noticias/brasil/lula-chama-feministas-do-pt-de-mulheres-do-grelo-duro-internautas-reagem-18897069.html ).

Atendido, fantoche no quarto, os mortadelas pagos com dinheiro público desviado fariam arruaça dia e noite em frente à Hospitala Síria; famílias dos demais doentes reclamariam e seria obrigados a calar a boca pelos mesmos brucutus lulistas sob a alegação de estarem ali defendendo a democracia, distribuindo porrada em todos os que fossem contra. Em nome da Paz, claro. A polícia seria chamada para garantir a ordem e seria recebida a pedradas pelos mortadelas aos gritos de “polícia fascista”, por tentar impedir um protesto cheio de amor só porque uns 300 doentes de extrema-direita, a mando do governo americano, reclamavam. Que absurdo, né, camaradas?

Como haveria “provas concretas” da culpa da zelite quanto ao atentado a Haddad e inocência divina do bandido na facada a Bolsonaro, “estudantes” que não estudam, “intelectuais” que não pensam e “trabalhadores” que nunca trabalharam fariam vigílias e cantorias. Novamente viria a polícia, novamente recebida a pedradas pelos defensores da tolerância, novamente os demais doentes e suas famílias xingados e ameaçados.

Lula mandaria advogados à Suprema Corte Interplanetária, exigindo sua libertação para ocupar o lugar do zumbi teleguiado. Na negativa, caberia recurso ao Vaticano, ao Valhala ou ao Tribunal de Nárnia; tudo para eliminar esse gópi da zelite, camaradas.

Se Haddad piorasse ou não pudesse fazer campanha, a lulada exigiria (eles nunca pedem; exigem, como se tivessem direitos inegáveis ou poder para tanto) o cancelamento imediato das eleições, tuteladas futuramente por um governo do “povo” que Lula escolheria pela capacidade e sabedoria digna de uma deidade cubânico-guevarista – ou seja, a si próprio.

Exagero? Não mesmo. Basta analisar a “versão” inventada pelos robôs lulistas, os “cybermortadelas”, para o atentado a Bolsonaro. Alegaram ser uma mentira sórdida, uma farsa. Diante do recuo da própria cúpula petista, mudaram de tática, passando a defender teorias conspiratórias das mais lunáticas.

Falando em conspirações, o mundo aguarda uma explicação convincente sobre um militante de esquerda radical desempregado, assassino amador premeditado, com quatro celulares e um notebook, defendido por uma banca caríssima de excelentes advogados, viajando a seu encontro em avião particular, mas que ninguém admite ter contratado. Aham. Conta outra.

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