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Itália

 Penso che un sogno così non ritorni mai più

mi dipingevo le mani e la faccia di blu

poi d’improvviso venivo dal vento rapito

e incominciavo a volare nel cielo infinito

 

Volare oh, oh

cantare oh, oh, oh

nel blu dipinto di blu

felice di stare lassù

e volavo, volavo felice più in alto del sole

ed ancora più su

mentre il mondo pian piano spariva lontano laggiù

una musica dolce suonava soltanto per me

 

Volare oh, oh

cantare oh, oh, oh

nel blu dipinto di blu

felice di stare lassù

ma tutti i sogni nell’alba svaniscon perché

quando tramonta la luna li porta con sé

ma io continuo a sognare negli occhi tuoi belli

che sono blu come un cielo trapunto di stelle

 

Volare oh, oh

cantare oh, oh, oh

nel blu degli occhi tuoi blu

felice di stare quaggiù

e continuo a volare felice più in alto del sole

ed ancora più su

mentre il mondo pian piano scompare negli occhi tuoi blu

la tua voce è una musica dolce che suona per me

 

Volare oh, oh

cantare oh, oh, oh

nel blu degli occhi tuoi blu

felice di stare quaggiù

nel blu degli occhi tuoi blu

felice di stare quaggiù

con te

Jamais escondi que considero viajar uma das melhores “escolas da vida”. Viajando, para onde quer que seja, a pessoa tem a oportunidade de aprender vivenciando os locais que visita. Consegue, dessa forma, atingir a forma mais eficiente de aprender, de acordo com a milenar sabedoria de Confúcio: “Eu ouço, eu esqueço; eu vejo, eu lembro, eu faço, eu aprendo”. Viajar significa combinar as três formas de aprendizagem, resultando, na maior parte das vezes, numa aprendizagem profunda e duradoura.

Felizmente, a vida me proporcionou inúmeras oportunidades de viajar, tanto no Brasil como no exterior, razão pela qual posso me considerar uma pessoa privilegiada, o que não significa, em hipótese alguma, saturada. Ao contrário, continuo – e espero poder continuar ainda por um bom tempo – viajando e aprendendo, quer em novos lugares que tenho a chance de conhecer, quer revisitando localidades já conhecidas há mais ou menos tempo.

Um novo capítulo a essa trajetória foi escrito no mês de julho último, quando estive com minha mulher e meu filho percorrendo algumas regiões da Itália, num roteiro maravilhoso de pouco mais de três semanas. Graças, primeiro ao basquete, depois às experiências ligadas à atividade acadêmica, pude conhecer dezenas de países e quase todos os estados do Brasil, faltando apenas Tocantins. Nessa história, pude viajar à Europa mais de dez vezes, mas à Itália eu havia ido apenas por dois dias, passados em Trieste e Veneza, no intervalo de uma excursão em 1972 que incluiu jogos na Iugoslávia e na União Soviética – hoje inexistentes.

Voltar agora à Itália, que tem se alternado com o Brasil como 8ª ou 9ª economia do mundo de acordo com o PIB, com contribuição sensível do turismo, foi, nesse sentido, uma oportunidade para preencher uma lacuna no meu currículo de apaixonado viajante.

E que oportunidade, enriquecida por companhia tão agradável, divertida e de alto astral em tempo integral!!!

Nosso roteiro começou por Roma, onde estivemos por cinco dias. Ainda que não tivesse estado antes na capital italiana, havia acumulado tanta informação a respeito da cidade por meio de relatos, leituras e filmes que ficava a dúvida: será que alguma lição pode ser extraída de uma visita presencial?

A resposta, definitivamente, é sim. Capital da República Italiana e cidade mais populosa do país com 2.828.692 habitantes, a rigor, seriam necessários outros tantos dias, para aproveitar o extraordinário manancial de conhecimentos que Roma oferece aos visitantes.

Apesar do calor sufocante, do volume elevadíssimo de turistas e do indisfarçável subemprego exercido por um número considerável de refugiados, a “Cidade Eterna” é uma fantástica lição de história, embora partes consideráveis dessa história estejam atualmente submersas em camadas que foram soterradas com o passar de milhares de anos, mesma sensação que se tem em Jerusalém e em outras partes do mundo.

De propósito, comprei um livro poucos dias antes da viagem, para ser lido durante a estada em Roma, que recomendo a qualquer pessoa interessada em boa leitura. Quem acabou começando a leitura no Brasil, concluindo já depois de sairmos de Roma, foi minha esposa, de tal forma que só consegui ler quando já estávamos em outras regiões da Itália. O referido livro, intitulado, Quatro estações em Roma, relata a experiência real de um escritor americano que ganha uma bolsa de estudos para passar um ano na capital da Itália, viajando com a mulher e dois filhos gêmeos recém-nascidos. Certamente, se tivesse concluído a leitura antes, aproveitaria ainda mais a visita, uma vez que o autor dá uma série de dicas interessantes, baseado em sua própria experiência.

Faço questão de reproduzir pequenos trechos por seu alto valor explicativo. Começo pelo sentimento de fascinação que muitos visitantes – nós incluídos – sentem ao estar em Roma:

O fascínio de Roma está em seu quebra-cabeça: sua paciência, sua estratigrafia, a lama do Tigre aglutinando o passado, o vento que traz a poeira da África, a chuva que engole ruínas, o peso acumulado de séculos compactando tudo, transubstanciando todas as pedras em uma só.

Sem dúvida, cada olhar provoca uma emoção diferente, como se estivéssemos revivendo momentos fundamentais da história da humanidade. Monumentos, igrejas, museus, praças, estátuas, fontes, misturados a ruas comerciais repletas de lojas de grifes, restaurantes, sorveterias e cafés, num burburinho estonteante.

Efetivamente, quando se anda pela cidade, de repente, é possível se defrontar com verdadeiros tesouros, aspecto descrito magistralmente por Anthony Doerr:

Aqui, parece que cada época canibaliza a precedente; tudo é recuperado, reaproveitado, reciclado. Não muito depois do suicídio de Nero, a estátua de trinta e seis metros do imperador, que ele mandara erigir no salão de entrada de seu palácio de férias – uma construção com quase um quilômetro quadrado de área –, teve a cabeça reformada para se parecer com os imperadores que o sucederam. O imponente arco do triunfo de Constantino, construído no século IV, de pé até hoje perto do Coliseu, consiste basicamente de pedras e adornos pilhados de monumentos erigidos por imperadores precedentes.

O império romano tomou para si a cultura dos gregos, a infraestrutura dos etruscos e os obeliscos dos africanos.

Em um único dia de 1452, mais de duas mil e quinhentas carroças carregadas de rochas teriam sido extraídas do Coliseu e levadas para o canteiro da basílica de São Pedro, Novos templos, velhos templos.

O folheado de bronze que reveste o pórtico do Panteão resistiu novecentos e cinquenta anos a mais do que os azulejos do telhado, até que em 1625, o papa Urbano VIII mandou derretê-lo para moldar o baldaquino do altar de São Pedro.

Assim, fascinados pelos momentos vividos na primeira etapa da viagem, pegamos o carro e seguimos para a segunda etapa, a Costa Amalfitana.

A chegada por via rodoviária à Costa Amalfitana, pelas estradas sinuosas com vistas paradisíacas já dá bem uma ideia do que esperar.

Na Costa Amalfitana, hospedamo-nos em Positano, num hotel que também oferecia uma linda vista do mar, e de lá viajamos para as cidades vizinhas: Sorrento, Amalfi, Capri e Ravello. Cada uma com encantos próprios, possuem em comum, além do fato de se constituírem em verdadeiro colírio para os olhos, um enorme charme e riquíssima oferta gastronômica, com destaque para pratos à base de frutos do mar. Observadores atentos não deixam de constatar uma dose elevada de elegância, apesar do tom casual naturalmente predominante em dias de calor escaldante.

Depois de quatro dias de inesquecíveis paisagens marítimas e muitos Aperol Spritz (definitivamente a bebida do verão italiano), pegamos a estrada para a terceira etapa da viagem, na região da Toscana. Novas paisagens, novas sensações, novas emoções.

Hospedamo-nos num hotel que é um antigo convento, situado em Poggibonsi, uma cidade sem grandes trações turísticas, mas localizada numa posição estratégica, por estar no centro da Toscana, permitindo a visita a diversas cidades da região sem grandes deslocamentos. Da Villa San Lucchese, e graças às providenciais orientações da simpaticíssima equipe do hotel, visitamos localidades belíssimas, numa sucessão de flashes que ficarão permanentemente marcados em nossas memórias: Orvieto, San Gimignano, Certaldo, Siena, Monteriggione, Firenze, Pienza e Montepulciano. Sete dias, que poderiam parecer um exagero a princípio, mostraram-se insuficientes, pois muita coisa ficou por ver. Oxalá, possamos voltar para conhecer outras partes da Toscana, desfrutando ainda mais de sua gastronomia, seus queijos e seus vinhos.

Como estudioso da criatividade e da economia criativa, não posso deixar de registrar um aspecto que me chamou atenção. Aproveitando o grande afluxo de turistas nesta época do ano, diversas cidades da região promovem – simultaneamente ou em sequência – eventos culturais, artísticos e gastronômicos, explorando a riquíssima história do local. A título de exemplo, enquanto visitávamos a região, estavam sendo realizados um festival de teatro de rua em Certaldo, um de dança medieval em San Gimignano, além de outros eventos em Montepulcciano e Lucca. Evidentemente, afora tais atrações temporárias, existem as memoráveis atrações permanentes, com destaque para as de Firenze. A realização dessa sequência de eventos em localidades próximas revela uma articulação que não se vê no Brasil, onde as atrações – que ocorrem em volume considerável – ocorrem isoladamente, evidenciando falta de coordenação entre organizadores, públicos ou privados, municipais, estaduais e federais.Com inegável tristeza pela aproximação do fim da viagem, pegamos novamente a estrada para um dia em Milão, segunda cidade mais populosa da Itália, com 1.331.282 habitantes. Obviamente, o tempo de permanência foi insuficiente frente à riqueza e complexidade da cidade, um dos principais centros da moda de todo o mundo.

Por fim, dois dias em Veneza, única cidade que eu já conhecia, mas onde pude viver um dos momentos mais emocionantes da minha vida, propiciando à minha mulher e ao meu filho, a estonteante visão de uma das praças mais bonitas e mais fotografadas do mundo, a Piazza San Marco, com as tradicionais orquestras tocando clássicos da música italiana e mundial nos seus elegantes cafés.

Como chegamos à cidade na tarde de domingo, o único dia inteiro que passamos em Veneza foi a segunda-feira, quando estavam fechadas algumas das atrações que pretendíamos visitar, como, por exemplo, a Bienal. Porém, é impressionante a quantidade de eventos musicais e culturais oferecidos aos visitantes.

Concluído o roteiro na Itália, passamos ainda dois dias em Paris, minha cidade predileta, que Deus me deu o privilégio de também poder mostrar às duas pessoas que são, ao mesmo tempo, minhas maiores fontes de motivação e inspiração.

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referência bibliográfica

DOERR, Anthony. Quatro estações em Roma: memórias de um escritor americano na Itália. Tradução de Marcelo Levy. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.

Referência musical

Nel blu dipinto di blu (Volare). Composição de Dominico Modugno e Franco Miglicci. Disponível em https://www.letras.mus.br/domenico-modugno/713595/.

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