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Não pode nem rir

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Todo mundo (ou quase) viu nas redes sociais e nos grupos de whatsapp; vídeo de uma mulher careca de ares muito sérios discorrendo didaticamente sobre a necessidade de mudarmos nossa forma de expressão na velha e boa Língua Portuguesa, para incluir os tais “pronomes neutros”, como se isso existisse no Português, taspariu. Deu até processo. Se não viu, veja: Juiz quer que rádio indenize militante pró-linguagem neutra (revistaoeste.com)

A cidadã é daquelas que crêem piamente na tortura e deformação do Português, tudo em nome de um suposto respeito aos que ainda não se decidiram sobre o próprio gênero; ou seja sobre ser homem, mulher, ou mesmo ambos. Essa é a tal “linguagem neutra”, que simplesmente não existe em nossa Língua, em nenhum dos vários países onde ela é falada. Mas, como esse pessoal (entre outros guerrilheiros de internet, sentindo-se heróis por defenderem teses insanas no conforto de seu sofá) acredita que pode tudo, inclusive obrigar o mundo todo a pensar, escrever e falar como eles, a realidade e a gramática não importam. Sua vontade pessoal e sua lógica de hospício devem prevalecer sobre qualquer fato ou regra. Um eventual discordante certamente é nazista de carteirinha, homofóbico, bandido, miliciano, misógino, e dá uma surra na própria mãe toda quarta-feira, merecendo ser fuzilado sem demora, com direito a foguetório e banda de música pela depuração do mundo.

Ou seja, basta uma decisão dos gênios e toda a gramática, a Academia Brasileira de Letras, os dicionários, os livros, as escolas, e a norma culta em geral vão para o lixo. Simples. E ai dos que não aderirem felizes e compenetrados à nova ordem linguística; rende até processo. Se rir dessa bobagem toda então… é o fuzilamento.

Antes que as pedras voem, não se trata de crítica a qualquer opção sexual ou de gênero abrangida pelo enorme guarda-chuva da sigla LGTBQIA+ (se é que a tal sigla já não aumentou; a cada semana mudam as letras). Todos devem e merecem respeito. Todos têm direito a uma vida segura e tranquila, independentemente dessas decisões puramente pessoais. Cada um sabe de si e ponto final. Ninguém tem o direito a decidir pelo outro.

Mas daí a obrigar o próximo (e o distante também) a desfigurar a linguagem formal com um remendo ridículo, numa tentativa grotesca, intelectualóide e pseudo-humanitária para agradar uma minoria ínfima, é dose pra sanatório. Essa coisa de “todes” e “garotes” é tão insano que só serve para piada. Intencional ou não, bem entendido. Ou entendide, sei lá. Novamente, é a ideologia a serviço do emburrecimento. Típica manobra para manipular o pensamento através do controle e restrição linguístico. Nada de novo para quem já leu autores como George Orwell, notadamente sua obra 1984.

As línguas escritas e faladas são entidades vivas, sujeitas a mudanças que ocorrem paulatinamente através de outras línguas, do tempo, da gíria, dos costumes. Mas sempre de forma espontânea, popular, nunca por imposição ou vontade de uns poucos, que não estão nem aí para a alegada “inclusão”. Querem apenas lacrar, por uma necessidade politicamente correta de sair bem na foto.

Mas se discordar já é crime, imagine rir dessa tendência surreal. É totalmente proibido, mesmo que seja de nervoso; dá até processo. Alega-se que uma demência dessas deve ser levada a sério; de preferência aplaudida de pé, pelas “boas intenções inclusivas” que carrega. Ilusão pura. Essa gente não se preocupa em incluir ninguém. Quer apenas estar na moda. E lacrar nas redes, o novo esporte nacional, que deveria ser incluído na próxima olimpíada. Medalha garantida. Ou medalhe, não vamos desrespeitar o objete de metel para esportistes.

Pois é. Rir de uma sandice dessas pode render processo e condenação em dinheiro, como acreditam alguns gênios do politicamente correto e da gramática do esgoto; o conhecido programa Pânico, da Jovem Pan, já sentiu na pele, como mostra o link da reportagem. Em caso de ser surpreendido com uma dessas palhaçadas linguísticas sem tempo de correr para longe, segure o riso e faça uma cara respeitosamente atenta e compenetrada, como se ouvisse um concerto da Sinfônica de Londres executando Bach na primeira fila do Teatro Municipal. Depois aplauda, de pé, aos gritos de “brave, brave!”.

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