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Adalberto Piotto - Olhar Brasileiro -

Responda, por gentileza, à seguinte pergunta na linha abaixo:
Quantas vezes você já rotulou alguém sem dar a essa pessoa ou a si mesmo o direito de pensar um pouco antes de ser taxativo?
Já chegou a uma conclusão?
Pense um pouco mais. Não há pressa. Exame de consciência demora mais que imaginamos, mas é saudável.
Bem, permita-me ajudá-lo. Neste país varonil, somos uma coisa ou outra. Nunca podemos estar no meio, oscilando e avaliando antes de avalizar, pensando melhor sobre o que dizer a alguém ou que decisão tomar.
Nunca!
Sempre há pressa, espera, aflição.
Santo Onofre! Que mania temos de nos apressar para tudo e nos deixar sentir a pressão para responder logo!
Com essa coisa de redes sociais, remédio e veneno de nossas vidas modernas, a coisa só fez aumentar. Estamos quase sempre aflitos em dar opinião. Rotulamos ou somos rotulado de forma aflitiva a cada minuto.
E nós todos, não raro, humanos que somos, de carne e com alma atingida em seu âmago, e um desejo grande de dar resposta rápida à provocação, por vezes ofensiva, o que realmente gera sentimentos inconfessáveis acerca de nosso interlocutor, continuamos a discussão que, no máximo, gira sobre seu próprio eixo.
É dessa pressa que vem a mania brasileira, não sei se só brasileira, de não se dar tempo – e o direito – de pensar, de avaliar melhor antes de decidir.
Daí, pra rotular é um “tirinho”.
Longe de mim sugerir o silêncio envergonhado ou covarde. Não é disso que falo.
Em política, por exemplo, se você reclama do governo Dilma, é tucano. Se concorda, é petista. Não preciso reproduzir os adjetivos que acompanham ambos os rótulos quando equivocadamente substantivados. São pobres em oratória e agressivos demais.
Mas usei esse exemplo para dizer que já pensou que é possível não ser nem uma coisa nem outra e estar apenas concordando ou discordando do governo momentaneamente? Concordando ou discordando da oposição. Ou tendo um terceiro argumento, uma terceira via?
Quando estava diariamente no rádio, como âncora, vivi isso diariamente. Até porque a imprensa é uma das primeiras a rotular sem medida. Hoje, deficitária em inteligência, coragem e bom gosto, mais ainda. Sobrevoa, com boas e salvadoras exceções, os campos do populismo e do exagero retórico.
Duas ressalvas. Não confunda “populismo” com programas acessíveis e “exagero retórico” com discursos e editoriais bem argumentados e inteligentes.
Volto ao tema principal.
Um entrevistado, por exemplo, não sai incólume de jeito nenhum: ou é isso ou aquilo, quando, na maioria absoluta das vezes, está apenas expondo uma opinião que, apesar de embasada, ganha injustamente um rótulo medíocre de um expectador igualmente medíocre com preguiça de pensar ou incapacidade de fazê-lo.
Mas não é só na política que o rótulo não tem limites. Na economia, então, ou você é neoliberal privatizante (hoje fora de moda por causa da crise) ou conservador estatizante (mais demodê ainda pelo tamanho do passivo). Mas a economia está muito desse bipolarismo conceitual. Mesmo assim, seu interlocutor, logo após você ouvir uma opinião, dependendo da “orientação política” dele (e nos últimos 12 anos e meio, se está ou não sendo pago para fazer oposição aos que se opõem à bandalheira que se tornou o governo), já sairá da conversa com a ideia fixa de você como um capitalista opressor e um membro da elite.
Vale também para o outro lado.
Uma defesa bem estruturada de uma corrente de esquerda (esquerda de verdade, não esse arremedo que tomou de assalto o governo), vira logo um comunista empoeirado.
Não há meio termo, mesmo que sejam opiniões e pessoas comprometidas com a honestidade intelectual. Com isso, não há espaço para o real debate que produz o pensar e gera avanços de conhecimento e mudanças sociais sustentáveis.
Não há espaço mais para a convivência pacífica e a discussão de ideias.
Evidentemente que quando uma opinião vem carregada de desinformação, erros de análise básicos e com preconceito, uma reação àquilo se faz justa, necessária e urgente. Senão o ignorante vira um pregador espertalhão. Seguidores haverá sempre.
Mas todo mundo e toda opinião está sendo tratada da mesma forma. Sempre com intolerância e um desejo de, ao se contrapor a você, fazer uma pregação para “salvá-lo”.
A rotulagem automática, na maioria das vezes, é feita por quem pouco sabe, pouco estudou ou pouco se importa com o resultado da opinião frenética dele sobre tudo e todos. E não se resume à política.
Na vida pessoal, dos gostos por coisas cotidianas, a rotulagem também não dá espaço. Há embates tolos entre vinho e cerveja, rock e sertanejo universitário, comida isso ou comida aquilo, etc. Todos assuntos com grande potencial para bons debates que terminam, no máximo, medíocres porque ou protagonizados ou avaliados por medíocres.
Fato é que os rótulos se reproduzem sem parar, sem se justificar. São proferidos em tom inquisitório como se fossem uma sentença, sem direito à apelação. Quando, na verdade, afrontam o direito elementar do outro de pensar no seu tempo. Aliás, a filosofia é eloqüente acerca disso ao incentivar um questionamento profundo e incessante sobre as certezas – suas e as dos outros. E o faz com o objetivo de aprimorar e corrigir precipitações dos conceitos que emitimos. Se bem que, ao citar filosofia nesta crônica, não me espantaria que alguém já esteja me acusando de eu estar “filosofando”. Mas fato é que em conversas sobre a vida do país ou do seu cotidiano, abriu-se mão do debate inteligente, da exposição e troca de idéias e pontos de vista.
Seria porque intelectualmente empobrecemos ou a pressa, pra cair no lugar-comum e me permitir o clássico chavão, é inimiga da perfeição?
A rotulagem parece ser a saída fácil para a preguiça de pensar.
Afinal, quem opina exerceu a democracia, posicionou-se e pretensamente gerou conteúdo. Bobagem, sabemos que é uma enorme bobagem.
Bem, pra finalizar essa minha crônica-provocação, me responda: você concorda ou não com minha opinião?
Ah, um conselho: decida logo, porque senão vão rotulá-lo de “em cima do muro”.

Do autor: Aos críticos que acharem que escrevi um artigo reclamando de rótulo rotulando também, esse artigo é antigo e, portanto, pensado. Seu texto original, o qual me serve de base, já tem uns 6 anos. Incrível notar que basta eu dar umas pinceladas nele, atualizar alguns conceitos, nomes e lugares e nossa estranha mania de rotular fica novinha em Folha, digo, em folha.

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