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Iscas Intelectuais
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Novos especialistas

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Ah, Brasil… País que nunca decepciona. Se há alguma modinha besta rodando pelo mundo, a chance dela se arraigar aqui na Banânia é de 100%. A “modinha dos especialistas”, por exemplo; o brasileiro sabe tudo, conhece tudo; é palpiteiro polivalente. Quando a Covid rebentou pra valer, milhões de microbiologistas, infectologistas e imunologistas sem diploma dedicavam-se dia e noite a apresentar soluções para a pandemia – e criar problemas para os outros – com a mesma fecundidade aventada por Pero Vaz de Caminha. Aqui, em termos de besteira, tudo dá. Rende que é uma beleza.

Há pouco mais de um mês, cientistas de boteco, à beira de receber um Nobel de Medicina por seus discursos em fila de padaria trocaram o jaleco branco pela farda camuflada. Por causa da guerra na Ucrânia, esses especialistas passaram às palestras sobre armamento e estratégia militar. E lá vão eles: Na TV, nos botecos e nas filas. Chamam blindado de tanque, foguete de míssil, confundem arma antiaérea com aspirador de pó. Mas seguem, impávidos, errando todas as previsões, mantendo o ar de sábios. Pior: Sabem tudo do futuro, mas desconhecem totalmente o passado. Discorrem sobre o conflito baseados em Twitter e 20 minutos de CNN.

Mas eles não estão sozinhos, sejamos francos. Muitos se questionam sobre o que virá dessa guerra tão distante, de reflexos tão próximos. A maior dúvida é: O que se passa na cabeça do ditador russo Vladimir Putin? Ele vai ceder? Encerrar a agressão? Essa é a chave de qualquer previsão de sucesso. Como dizia Winston Churchill, tão citado atualmente (até por gente que não consegue nem soletrar seu nome), a antiga União Soviética era “uma charada embrulhada num mistério dentro de um enigma”. Putin é filho dileto dessa extinta e misteriosa máquina assassina, falida e morta em 26 de dezembro de 1991.

Conta sua autobiografia “oficial”, First Person, que, quando criança, Vladimirzinho – então um mero aprendiz de assassino – corria atrás dos ratos, armado com um pedaço de pau, pelas escadas do miserável bloco residencial onde vivia com a família. Até que um dia acuou um único e solitário rato. Sem saída, o pequeno animal atacou o animal maior, e o caçador virou fugitivo. Diz a autobiografia que Putin nunca esqueceu aquilo.

Vários anos depois, já tenente-coronel soviético e membro do KGB, foi deslocado para Dresden, na então Alemanha Oriental, com a notória função de espionar e punir qualquer atividade minimamente libertária. O império soviético guiava com mão de ferro os países por ele invadidos na Europa central desde a 2ª Guerra Mundial, utilizando polícias políticas especializadas em tortura e demais formas de degradação humana. Como, aliás, a União Soviética sempre agiu nos seus 74 anos de aterrorizante vida.

Pois bem: Com a queda do Muro de Berlim em 1989, o efeito dominó impulsionou os povos dominados pela URSS, sequiosos de liberdade e justiça (ou mesmo vingança) contra os invasores. Em todos os países-satélites houve ocupações dos órgãos de repressão soviéticos; seus membros foram presos, julgados ou extraditados. Alguns, mais espertos, fugiram rapidinho. Putin resistiu à bala, praticamente sozinho, e impediu a invasão do escritório KGB de Dresden, no mesmo ano. Essa lição ele também nunca esqueceu. Em outra biografia, Vladimir Putin. História de vida, há relatos a indicar que o ditador não vai recuar – ao menos não do jeito tradicional. Teria dito certa vez que, para quem quer a vitória, “é preciso assumir que não há recuo.”

A depuração dos impiedosos membros do KGB ocorreu em todos os países dominados pela URSS, menos na própria Rússia, onde Putin galgou, com rapidez e sucesso, o rude caminho ao topo. Lá, construiu um novo topo, artificial, e passou de mandatário a ditador, matando ou prendendo seus opositores, sempre que possível. E quase sempre era possível. Os “manuais do poder” utilizados nessas ocasiões sinistras são os mesmos de sempre. Não mudam, independentemente do tempo ou da geografia.

Resumindo: O que será da Ucrânia, da Rússia e do mundo nessa guerra indecente será o que a cabeça de Putin quiser, baseada, muito provavelmente, nessas suas três experiências de vida: Ele só vai parar quando achar que precisa – e só para sua própria vantagem. Os novos especialistas menosprezam essa fato: Para o ex-KBG, os outros não interessam. Que se danem. Putin só se importa com si próprio. Vai que essa moda pega aqui também, hein? Pelamor. Melhor uma garrafa de vodka. Sem veneno putínico. Na Zdorovye.

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