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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

A piada é antiga. Dá pra contar, se a turma do politicamente correto ainda não inventou o crime de lusofobia: A famosa cena bíblica do apedrejamento da adúltera, quando o Mestre teria dito… “Quem nunca errou, atire a primeira pedra!”. Manuel manda um pedregulho certeiro na coitada, pegando em cheio; Jesus reclama: “Ô português, você nunca errou?” Manuel, orgulhoso, responde: “A esta distância? Jamais!”.

Obviamente é apenas uma piada inocente, velha, sobre uma passagem da Bíblia a traduzir um ensinamento sobre a importância da humildade e de não julgar os outros. Sabedoria valiosa nos dias atuais, tão conturbados: Não julgue e seja humilde, pois todos erram, você não é perfeito. Ou deveria ser assim…

Até o fatídico dia 21 de junho de 2021, quando o (ainda) ministro do STF Marco Aurélio Mello resolveu levar a sério, muito sério mesmo, a piada do português bom de pedrada. Perguntado por uma das entrevistadoras (muito ruim, por sinal) do programa Roda Viva sobre qual teria sido o erro que ele poderia ter cometido em sua carreira de 31 anos no STF, Mello, o pândego involuntário, respondeu candidamente: “Nenhum”. Momentos antes, afirmara que todos estão sujeitos a erros; menos ele, pelo jeito. Marco Aurélio não é “todos”. Marco Aurélio não erra, segundo ele próprio. E emendou, sem enrubescer, sempre ter atuado com desassombro, valentia costumeira e coragem. Ou seja, o homem é praticamente um super-herói – a depender da própria avaliação – digno de ser lembrado em livros, homenagens e canções épicas.

Marco Aurélio esqueceu que elogio em boca própria vale tanto quanto sua humildade: Zero. Aquele que se julga herói é, sem a menor dúvida, o exato oposto disso. Heroísmo, coragem, valentia, são qualidades que nos atribuem, não são auto-concedidas, principalmente vindas de quem deveria ser o mais humilde de todos: Aquele que julga por profissão, como é, ou deveria ser, o caso dos ministros do STF.

Não que isso exista naquele supremo picadeiro majestático; ali se refugiam, num Olimpo distante, figuras como Gilmar Mendes e outros, cuja arrogância e desprezo pelo povo alcançam o inimaginável. Acreditam ser a aristocracia da Banânia, agindo como nobreza entediada que, por vezes, atira migalhas à ralé nojenta, enquanto permanecem confortáveis em suas torres de marfim, cercados por mordomos, seguranças, motoristas e benesses desconhecidas até mesmo por reis e rainhas de verdade. Comandam e usufruem de um reino sem paralelo em nenhuma democracia ocidental, sem dar a menor satisfação a quem quer que seja, e transformaram uma Corte Constitucional em fórum dos ricos e poderosos, onde tudo é decidido, menos assuntos da Constituição.

Apesar de tudo isso, de toda essa realidade pavorosa, Marco Aurélio conseguiu inovar, atribuindo a si o dom da infalibilidade. Deixou bem claro aos pobres mortais (pode acompanhar a entrevista completa no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=vlmYwgdjsmI ) o fato de nunca, jamais, ter cometido nem sequer um mísero errinho, nem mesmo quando libertou da prisão um dos maiores traficantes do País, André do Rap, em novembro do ano passado. Um bandido cuja capivara é mais extensa que discurso de paraninfo. Segundo o destemido e infalível Marco Aurélio, ele apenas fez o certo ao presentear com a doce liberdade um facínora que desapareceu assim que ganhou a rua, e aparentemente comanda sua rede criminosa do exterior. Inacreditável.

A piada do portuga é apenas isso mesmo: Uma mera piada despretensiosa. O caso de Marco Aurélio não é. Ele realmente se julga infalível e deixou isso muito claro. Ainda bem que ele não vivia nos tempos bíblicos. Seria capaz de desmoralizar até mesmo um dos ensinamentos mais valiosos de Jesus. Ia mandar pedrada na adúltera, convicto de sua infalibilidade, sua impossibilidade de errar, seu heroísmo. Mas nem tudo é tragédia: Na entrevista, criticou (com razão) alguns de seus pares no STF, expondo com clareza os erros (puro eufemismo para absurdos inacreditáveis) dos colegas, elogiou a imprensa e fez algumas considerações pertinentes sobre o uso do Supremo para fins nada democráticos, como o “julgamento” absurdo, ilegal, do ex-juiz Sérgio Moro, fruto da indisfarçável intenção de beneficiar Lula, sujeitinho condenado por três instâncias. Mas a alegada infalibilidade foi demais. Doeu.

Não bastasse um ex-presidente que foi denunciado e condenado por ser chefe de quadrilha (na expressão dos procuradores e do judiciário) que se julga “a alma mais honesta”, e o atual, que se diz “imorrível, incomível, imbrochável”, entre outras deselegâncias estupidamente constrangedoras, ainda temos um ministro do STF que se crê infalível. A imodéstia assusta, ainda mais por acreditarem nela.

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