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Brasileiro em geral não gosta muito de ler, infelizmente. Com a chegada do smartphone então… O celular faz-tudo é primeirão em qualquer aspecto, do prazer ao ócio total. Se os clássicos não eram lidos no passado, que dirá agora, nesses tempos de tweeter, instagram e outras bobagens de leitura relâmpago, de conteúdo tão profundo quanto um pires, nas quais a boa e velha informação perdeu lugar para a troca de tapas virtual, num ringue onde todos querem ter razão.

Enfim, os clássicos estão em baixa aqui na Banânia. Cultura virou luxo, bobagem de gente metida. Mas como tudo cede à moda, a mitologia reaparece, vez por outra, pelos quadrinhos, telinhas e telonas. A Greco-romana, com Zeus/Júpiter e sua turma do Olimpo têm lugar garantido nos filmes. A mitologia nórdica mais ainda, desde que Thor voltou a fazer sucesso. O Valhalla pode não ser o mesmo das óperas e das letras mais eruditas de antigamente, mas Odin, Loki e os demais tão aí na atividade, cumpadi. Com o Hulk, claro, mas nada é perfeito.

Nos gibis, na TV ou no cinema (aquele lugar grande, com cheiro de pipoca e cheio de gente, que nem sabemos mais como é), uns dos fatos mais divertidos era assistir aos deuses mitológicos cedendo ao poder, à vaidade, às paixões, aos puxa-sacos, divertindo-se ao interferir nas vidas dos pobres mortais, como se seus destinos fossem uma espécie de jogo de tabuleiro com dados viciados, para deleite dos poderosos divinos.

Nada diferente do que os ministros do STF fazem com a gente.

Como deuses, suas excelências não se rebaixam a ninguém, crendo-se infalíveis; divindades, exigem respeito absoluto, embora a recíproca seja impossível para pobres mortais em busca de sua intervenção como forma de justiça. Mudam de opinião segundo suas vontades e conveniências, pouco se importando com as leis, feitas por seres inferiores. Não querem só devoção absoluta, mas também oferendas; preferencialmente lagostas, vinhos finos, queijos europeus e uísques caros, carros oficiais luxuosos com motoristas e um batalhão de seguranças armados. Iemanjá morre de inveja; apesar de tão brasileiros quanto ela, esses divinos julgadores não aceitam oferenda porcaria. Não percam tempo com perfume barato ou contas de plástico. Afinal, é o mínimo que se pode esperar de seres tão magníficos, que perdem seu tempo divino conosco, o povinho Zé Ruela.

Não que a ninguenzada seja atendida por eles, claro; como deuses supremos, comunicam-se apenas com uns poucos ungidos, que detém a glória de se lambuzar em suas bênçãos jurídicas. Mais do que arautos dessa suprema deidade aristocrática, são poderosos representantes de fieis mais poderosos ainda, banhando-se gostosamente nas ondas de uma decisão positiva. É para poucos, claro; mas deuses são assim mesmo. Não há como agradar a todos, nem todas as preces são agraciadas. Afinal, quem tem de ser agradado, ao fim e ao cabo, são os deuses, exigindo a justa adoração dos pobres servos cumpridores de suas vontades. E dá-lhe lagosta com Chateau Petrus. Lamentavelmente, provou-se que os crucifixos nas paredes do STF lá estão apenas como enfeite, não como exemplo ou, ao menos, inspiração. Naquele prédio majestoso, a humildade tá fora de moda há tempos.

Como seus pares mediterrâneos ou nórdicos, os deuses do STF têm seus devotos preferidos. Mexer com estes é pedir um destino terrível, em profunda agonia. Sacumé, deuses desenvolvem sua manias e seus protegidos. Quem cai em desgraça com eles dificilmente se levanta.

Problema: Deuses têm o dever de agir com justiça, confortar seus fiéis, não traí-los, nem sugá-los até os ossos. O Brasil precisa urgentemente de novos deuses. Servem até os do Olimpo ou do Valhalla. Daria muito menos problema e ia sair bem mais barato. Com Loki e tudo.

 

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