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relatosselvagensSuely Pavan Zanella

O filme argentino Relatos Selvagens dirigido por Damina Szifron tem início com um grupo de passageiros em um avião que descobrem ter um desafeto em comum: Pasternak. Porém, Pasternak é o comissário de bordo da companhia e acaba de adentrar à cabine do piloto. Num ato de vingança contra o assédio sofrido pelos passageiros do avião no passado, ele de propósito, faz o avião perder altura e cair!
Ficção ou realidade? Claro, que se trata de um filme, mas Szifron se inspirou no cotidiano trágico, aquele que revela o lado mais primitivo e sombrio do ser humano, e que se esconde sob os mais diferentes véus, normalmente politicamente e socialmente corretos para escrever as seis histórias do filme. Relatos Selvagens é filme nevrálgico, não tenho dúvidas. Eu me identifico com ele, pois dizem que sou especialista em temas nevrálgicos, aqueles que as pessoas se negam a enxergar, principalmente dentro dos ambientes organizacionais atuais. As empresas torcem o nariz para um dos temas que pesquisei e trabalho, o lado psicológico do Assédio Sexual, e também para a Saúde Mental de seus Trabalhadores, pesquisa que faço sozinha há anos.
Hoje, em função do acidente do voo da Germanwings que caiu nos Alpes franceses e principalmente pela notícia que circula nos principais sites nacionais e internacionais sobre o homicídio voluntário realizado pelo co-piloto Andreas Lubitz e que acarretou a morte de 150 pessoas resolvi escrever sobre saúde mental no trabalho.
Raramente as companhias aéreas e também os governos envolvidos em acidentes sem explicação plausível assumem publicamente o homicídio voluntário feito por um piloto que surtou e resolveu acabar com sua própria vida e de outras pessoas. Um piloto tem o poder para fazê-lo. E é duro assumir este lado sóbrio ou primitivo do ser humano, esse, que como escrevi antes, as pessoas de forma geral, salvo os psicólogos, tende a negar ou contemporizar.
Quem trabalha ou já teve pacientes em consultório advindos de companhias aéreas sabe muito bem que a coisa nestes lugares não é nada fácil. Há o alcoolismo, o uso de drogas, as condições extenuantes de trabalho, e principalmente o fato de viverem no ar. Se a vida calcada com os pés na Terra já não é fácil, imagine quando se vive praticamente no ar, sem grandes vínculos, já que isso é difícil, pois hoje se está aqui, e amanhã em outro lugar. Todo o psicólogo que já teve pacientes que trabalham neste tipo de emprego e bons consultores em gestão de pessoas na área da aviação tem uma história para contar, que obviamente são negadas pela maioria das companhias aéreas. Eu já ouvi cada uma que até Deus duvida. O sigilo profissional também impede, que nós os psicólogos que atendem em consultório, divulguem estes casos. Óbvio que o aconselhável seria ter um especialista em psicologia ou psiquiatria dando plantão permanente não só nas companhias aéreas, mas em todas as empresas, já que hoje os problemas relacionados à saúde mental, ou falta dela, são alarmantes. E raramente os RHs estão prontos para atender ou são preparados para tal. As empresas, infelizmente, ainda preferem gastar rios de dinheiro em palestras motivacionais, ou autoajuda empresarial, ao invés de prevenir futuros problemas relacionados à doenças mentais de seus funcionários.
Como diz o psiquiatra e psicanalista Christophe Dejours, o maior especialista e pesquisador da área de saúde mental e trabalho do mundo, é muito difícil estabelecer o nexo causal entre trabalho e doença mental. Não é uma relação matemática e muito menos médica em que um sintoma, como por exemplo, dor nos tendões tenha relação direta com o trabalho, como no caso da tendinite, por exemplo. Os sofrimentos mentais, diferentemente das doenças físicas, não aparecem em Raios X!
Se você for um bom pesquisador verá na Internet que após alguns anos alguns acidentes aéreos foram explicados a posteriore como feitos deliberadamente por pilotos. Alguns especulam que a depressão seria a causa, relacionada a problemas pessoais e financeiros. Novamente a negação de se relacionar drama vivido no trabalho como homicídios e suicídios vem à tona.
Alguns veículos da imprensa estão divulgando que o copiloto teve depressão em 2007 (as datas das notícias são imprecisas), mas é preciso lembrar que raramente um depressivo mata outras pessoas.
Enquanto continuarmos a negar o problema ou até banalizá-lo acidentes, boicotes e surtos no ambiente profissional irão continuar a acontecer. Alguns acarretarão perdas de produtividade, e incidentes financeiros e outros a morte de uma ou muitas pessoas.
Em saúde mental, que parece invisível aos olhos do leigo e/ou entendidos no assunto (não psicólogos), a palavra de ordem chama-se prevenção.
É preciso saber também que a Lufthansa, como a maioria das empresas, só faz avaliação psicológica através de testes validados como psicológicos, no momento da contratação. As empresas também deveriam adotar, tal como o exame médico periódico, um sistema de avaliação psicológica anual, baseando-se é claro, em instrumentos aceitos e validados pelo Conselho Federal de Psicologia, que disponibiliza em seu site os testes que podem ser aplicados por psicólogos. Aqui no Brasil ainda é comum outro grave problema que são os falsos testes ou instrumentos criados por consultorias que são inadvertidamente usados pelas empresas como instrumentos de avaliação psicológica, embora não o sejam. Esses pseudo instrumentos são usados no momento da contratação de funcionários nem sempre prontos para o exercício pleno, em termos de saúde mental, de suas atividades profissionais. Uma pena, que por aqui se prefira e ainda se divulgue o falso ao invés do verdadeiro!
Portanto, a prevenção se faz por meios científicos, tanto através da avaliação psicológica que pode prever surtos, e também com o acompanhamento constante dos funcionários, além, é claro, da constante assessoria e capacitação dos gestores para a detecção desses problemas e seu correto encaminhamento.

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