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 Me engana que eu gosto

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 Em parte por dever de ofício, mas principalmente porque gosto, leio muito e assisto a muitas palestras. E procuro, tanto na escolha das leituras como das palestras, mesclar diferentes assuntos e áreas do conhecimento. Tenho firme convicção de que isso é fundamental não apenas para a construção do repertório individual, mas também para o desenvolvimento do potencial criativo.

Acreditando nisso, considero-me um privilegiado por ter a possiblidade de fácil acesso a livros e a eventos em que se apresentam especialistas de diversas áreas. Obviamente, nem tudo me agrada. Às vezes, fico decepcionado ao chegar ao final de um texto em que depositava enorme expectativa ou ao sair de uma palestra em que foi difícil permanecer acordado.

Com a experiência acumulada, constatei que qualquer combinação é possível: ótimos livros podem se transformar em filmes medíocres; grandes escritores podem ser palestrantes chatos e monótonos; verdadeiros ídolos do esporte, da música ou de qualquer outra área artística podem muitas vezes se mostrar um verdadeiro “porre” quando são entrevistados.

No caso específico das palestras, muitas vezes deparo-me com palestrantes que possuem muito conteúdo, porém preparam apresentações pobres e cansativas. Outras vezes, tenho oportunidade de ver apresentações animadas e muito bem elaboradas, mas quando se passa a peneira percebe-se que não sobrou quase nada de conteúdo.

Felizmente, com o Luciano Pires, tais riscos passam longe. Escrevendo ou palestrando, ele consegue aliar conteúdo e forma, transformando a leitura de seus livros ou a presença às suas palestras em ricas e agradáveis experiências.

Com Me engana que eu gosto, ocorre exatamente isso. Combinando linguajar acessível, fina ironia e muita – mas muita coragem e honestidade intelectual – Luciano vai pondo capítulo a capítulo o dedo nas feridas que fazem com que o Brasil, apesar de todo o potencial que possui, não saia desse rame-rame que caracteriza sua trajetória recente, agravada nos últimos anos pela podridão que foi muito bem definida pelo ministro Celso de Mello como “um projeto criminoso de poder”.

Ao contrário de muitos que se limitam a criticar “tudo aquilo que está aí” a partir da ótica simplista do “nós e eles”, Luciano vai além, deixando claro que o que vem ocorrendo nos governos do PT é triste, mas não tão diferente do que ocorre nos governos de outros partidos, inclusive do PSDB, que quando teve oportunidade de cerrar fileiras em torno de determinados princípios e valores, acovardou-se vergonhosamente, como no caso da defesa das privatizações.

Apesar de todos os problemas escancarados ao longo do livro, Luciano Pires conclui com uma contundente declaração de que acredita no País, dando exemplos vivos, nos dois capítulos finais, de que muita coisa boa acontece no Brasil e que esses exemplos bem sucedidos poderão se alastrar consideravelmente se a população brasileira continuar atenta, tendo a coragem de se indignar e de se manifestar, quer contra pessoas, quer contra partidos que não respeitem determinadas posições que ele defende – e muitos de nós também – e que estão explícitos na orelha do livro: o respeito à lei e à ordem, fundamentais para a existência dos direitos individuais e coletivos; a crença na iniciativa individual, nas privatizações, na democracia representativa e na propriedade privada; a certeza de que a lei deve prevalecer sobre a vontade das pessoas ou os interesses de grupos; a convicção de que não se deve fazer aos outros aquilo que não queremos que façam contra nós; o direito das pessoas terem suas opiniões e fazerem suas escolhas pessoais.

Se você concorda com isso ou pelo menos uma parte disso – afinal, como bem observou Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra” – siga minha indicação e boa leitura!

Referência

PIRES. Luciano. Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão um Brasil inteiro. São Paulo: Reino Editorial, 2015, 192 p.

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