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Revolucionando o aprendizado

Revolucionando o aprendizado

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

 

Revolucionando o aprendizado 

Mais produtividade na relação entre ensino e aprendizagem

Jeannette Vos

 “O mais valioso de todos os capitais é aquele

investido em seres humanos”.

Alfred Marshall

 Logo que tive oportunidade de conhecer mais detalhadamente questões ligadas à relação entre ensino e aprendizagem, o que ocorreu a partir de 1996, quando participei pela primeira vez da conferência anual da International Alliance for Learning, tomei conhecimento de um livro que teve enorme influência em minha carreira. Seu título era Revolucionando o aprendizado, de autoria de Gordon Dryden e Jeannette Vos. Eu tinha tido a chance de conhecer a professora Jeannette Vos na referida conferência e sua palestra se incluía entre aquelas que considero – ainda hoje – inesquecíveis.

Revolucionando o aprendizado

Voltando a participar desta mesma conferência em outras edições, pude conhecer melhor o trabalho de Jeannette Vos e procurei incorporar muitos de seus ensinamentos e de suas recomendações ao meu repertório de professor.

A se tomar por base as avaliações sistemáticas dos meus alunos, os resultados foram plenamente satisfatórios, uma vez que meus cursos passaram a ser considerados cada vez melhores, ainda que eu ministrasse disciplinas que dificilmente estão no rol das preferidas dos estudantes de economia, que são as de seu núcleo histórico, constituído por História Econômica Geral, História do Pensamento Econômico, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea.

Dos ensinamentos de Jeannette Vos (e de outras feras que participavam ou eram reverenciadas nas conferências do IAL como Bob Pike, Bobbi DePorter, Colin Rose, Dave Meier, Don Campbell, Georgi Lozanov, Howard Gardner, Nancy Margulies, Ned Herrmann, Peter Kline, Tony Buzan e Win Wenger), reputo da maior importância os conhecimentos envolvendo o uso integrado do cérebro, a utilização combinada de aspectos racionais, emocionais e espirituais, a exploração das múltiplas inteligências e dos diferentes estilos de aprendizagem, assim como o uso de ferramentas como a música e os mind maps (mapas mentais).

Com o tempo, e com a crescente percepção da relevância do tema da relação entre ensino e aprendizagem e outros afins, fui conhecendo também o trabalho de professores e pesquisadores que desenvolviam seus trabalhos no Brasil, como Celso Antunes, Cosette Ramos, Floriano Serra, Ruy Cézar do Espírito Santo, Suzana Herculano-Houzel e Victor Mirshawka.

Foi, sem dúvida, um período extremamente produtivo em minha trajetória profissional, graças aos desafios constantes representados pela incorporação de novas metodologias, dinâmicas e estratégias que tornavam as aulas mais atraentes, fugindo do padrão tradicional, descrito pelo Prof. Henrique Vailati Neto como modelo “arrotativo-regurgitatório”.

Desde então, jamais deixei de me debruçar sobre o tema e de tentar acompanhar as novidades. Poucos livros, no entanto, atraíram muito minha atenção, exceção feita ao livro de Doug Lemov, Aula nota 10, publicado em 2011 com o apoio da Fundação Lemann.

Aula nota 10

Nos últimos meses de 2014, porém, tive a sorte de ler alguns livros que me impactaram bastante e que recomendo vivamente aos colegas professores e a todos aqueles que se preocupam com o tema.

Os primeiros constituem a trilogia publicada por Pierluigi Piazzi, mais conhecido como Professor Pier, intitulados Aprendendo inteligência, Estimulando inteligência e Ensinando inteligência, e voltados respectivamente para estudantes, pais de estudantes e professores.

Aprendendo inteligência   Estimulando inteligência  Ensinando inteligência

Nesses livros, o autor faz um exame minucioso dos problemas que afetam o sistema educacional brasileiro sob dois prismas. No primeiro, o Prof. Pier faz uma crítica contundente à “pedagorreia” do Ministério da Educação, cuja fúria regulatória está longe de evitar que o País ocupe uma posição medíocre nos testes comparativos internacionais, dos quais o mais conhecido é chamado de Pisa (Programme for International Student Assessment).

No segundo, que é o mais importante, o autor condena a verdadeira farsa em que se transformou o nosso sistema educacional em que tanto estudantes quanto escolas confundem “estudar para passar” com “estudar para aprender”. Ao agirem dessa forma, os estudantes não são orientados para cumprirem as três etapas indispensáveis a uma efetiva aprendizagem: assistir às aulas para obter informação acerca de diferentes conteúdos (entender), estudar individualmente à tarde os conteúdos vistos nas aulas (compreender), e, dormir as horas necessárias para que o cérebro “salve” esses conteúdos, fixando-os de forma definitiva (por meio da reconfiguração das redes neurais, que permite que os conteúdos sejam gravados permanentemente).

O Prof. Pier afirma enfaticamente que não adianta estudar muitas horas esporadicamente, como fazem muitos dos estudantes brasileiros às vésperas das provas. Esse procedimento pode fazer até com que eles obtenham as notas necessárias para serem aprovados. Dessa maneira, no entanto, eles esquecerão logo em seguida. Em outras palavras, passaram, mas não aprenderam.

Portanto, o que vale é estudar individualmente todos os dias os conteúdos das aulas assistidas naquele mesmo dia, mesmo que não seja por muito tempo. E, à noite, dormir pelo tempo recomendável para uma vida saudável.

Obviamente, tudo ficará mais fácil se houver rigor e seriedade por parte das escolas, o que supõe uma boa direção, professores qualificados e respeitados e o acompanhamento ativo dos pais.

O outro livro que gostaria de comentar é produto de um trabalho de investigação de uma jornalista norte-americana da revista Time que, inconformada com o mau desempenho de estudantes dos Estados Unidos no Pisa, decidiu descobrir por que alguns países têm obtido, sistematicamente, notas superiores às da nação mais rica do mundo.

Na mesma semana, recebi duas recomendações para ler o livro. Numa reunião de diretores e vice-diretores na FAAP, o Prof. Luiz Felipe Pondé foi o primeiro a sugerir a leitura. Na mesma semana, em sua coluna da revista Veja, Lya Luft fez o seguinte comentário: “Raramente comento algum livro: estou do lado de cá do balcão, escrevo livros, não os estudo nem critico, isso deixo para especialistas ou colegas que o saibam fazer. Mas sugiro minha leitura destes dias: As crianças mais inteligentes do mundo, de Amanda Ripley. Uma experiente jornalista americana acompanhou por um bom tempo três alunos de 2º grau que foram estudar na Finlândia, Coreia do Sul e Polônia. Nesses países estavam os estudantes que mais se destacavam num critério estabelecido mundialmente, o chamado Pisa, que avalia o grau de excelência do ensino em várias nações. O resultado foi que nesses três lugares estavam os melhores alunos, o melhor ensino, os melhores professores, ganhando até de países mais ricos, como os Estados Unidos”.

As crianças mais inteligentes do mundo

Em As crianças mais inteligentes do mundo, Amanda Ripley mostra que há muitas diferenças nos modelos adotados por Finlândia, Coreia do Sul e Polônia, mas em todos eles a sociedade encara a educação com maior seriedade em comparação com os Estados Unidos. Constatou, ainda, que não se trata de volume de dinheiro aplicado ou de quantidade de recursos tecnológicos disponíveis, aspectos em que as escolas norte-americanas são, na maior parte das vezes, insuperáveis.

O que os livros do Prof. Pier e o de Amanda Ripley revelam em comum?

Que além da seriedade já mencionada, há dois fatores a serem destacados: 1º) o modelo pedagógico deve priorizar aspectos como saber raciocinar, aplicar os conhecimentos e resolver problemas, o que deve ser feito por meio de diferentes estratégias pedagógicas que combinem atividades individuais e em grupo, explorando, sempre que possível, as múltiplas inteligências; 2º) os estudantes devem ser tratados com respeito, mas devem ser cobrados rigorosamente no sentido de demonstrarem que efetivamente têm conhecimento dos conteúdos curriculares.

Lamentavelmente, um cenário bem diferente do que ainda prevalece no Brasil, onde, com as exceções de praxe, predominam escolas que adotam um ensino padronizado, atividades quase exclusivamente individuais, avaliações baseadas na memorização e baixíssimo nível de exigência.

Considerando o impacto econômico da educação e sua importância para o desenvolvimento das nações, não é difícil concluir que esta continua a ser o principal desafio para que o Brasil supere seus maiores gargalos.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências e indicações bibliográficas

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__________. Make the most of your mind.  Simon & Schuster.

__________. How to Mind Map. London: Thorsons, 2002.

CAMPBELL, Don G. O efeito Mozart. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.

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__________. O renascimento do sagrado na educação. Campinas, SP: Papirus, 1998.

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HERMANN, Walther e BOVO, Viviani. Mapas mentais: enriquecendo inteligências: captação, seleção, organização, síntese, criação e gerenciamento de informação. Campinas, SP: Walther Hermann & Viviani Bovo, 2005.

HERRMANN, Ned. The creative brain. Lake Lure, NC: Brain Books, 1988.

JENSEN, Eric. The learning brain. San Diego, CA: Turning Point Publishing, 1995.

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LEMOV, Doug. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência. Tradução de Leda Beck. Consultoria e revisão técnica de Guiomar Namo de Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.

MACHADO, Luiz Alberto. Aperfeiçoamento contínuo. Qualimetria, Número 132, agosto de 2002, pp. 54-57.

_______________ Como enfrentar os desafios da carreira profissional. São Paulo: Trevisan Editora, 2012.

MARGULIES, Nancy. Mapping inner space. Tucson, AZ: Zephyr Press, 1991.

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MORAES, Maria Cândida e DE LA TORRE, Saturnino. Sentipensar: fundamentos e estratégias para reencantar a educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

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RAMOS, Cosete. O despertar do gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

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Referência e indicação webgráfica 

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