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 Quem te viu, quem te vê

epois de meses trabalhando em home office, compareci ao Espaço Democrático. Dos vários corredores que levam à região central – Rebouças/Consolação, Augusta, Nove de Julho, Brigadeiro Luiz Antonio, 23 de Maio –, optei pelo trajeto que se configura como um grande retão, que se inicia logo depois da ponte da Cidade Jardim e chega até o Centro. A partir da Rua Estados Unidos, esse retão responde pelo nome de Rua Augusta.

A melancolia foi inevitável. Na minha juventude, a Rua Augusta era a mais elegante e charmosa de São Paulo. Concentrava as melhores lojas, bons cinemas, restaurantes, cafés e lanchonetes, atraindo visitantes de vários bairros da capital e de outras cidades que lá encontravam produtos exclusivos num comércio de primeira categoria.

Fazer compras ou simplesmente passear pela Rua Augusta era sinal de status. Ronnie Cord, um dos integrantes da Jovem Guarda, deu o nome da rua a seu maior hit, na fase em que o grande ídolo Roberto Carlos enaltecia carros, carangos, calhambeques, estradas e velocidade.

Em 1970, era para lá que a população se dirigia para comemorar as vitórias da seleção brasileira na Copa do México, na qual a Seleção Brasileira conquistou o tricampeonato mundial.  No Natal de 1973, a Rua Augusta chegou a ter seu trecho mais badalado acarpetado, a exemplo do que acontecia em famosas ruas londrinas.

Com a chegada dos shopping centers, surgiu uma concorrência cada vez mais ameaçadora, à medida que o crescimento desordenado da cidade trazia consigo problemas de violência e engarrafamentos de trânsito.

Com o tempo, o cenário foi se alterando, e o glamour da velha Rua Augusta foi transferido, num dos seus trechos, às suas alamedas, como a Oscar Freire, que se tornou a rua de comércio mais chique da cidade. Outro trecho, conhecido como Baixo Augusta, transformou-se num dos lugares preferidos por um público alternativo, frequentador de bares, boates, cineclubes e casas de música ao vivo que ali se multiplicavam.

Quem observasse atentamente, percebia certa deterioração, mas, aos trancos e barrancos, o movimento se mantinha. Mas faltava à Rua Augusta uma identidade própria, uma vez que o comércio elegante transferiu-se para os shoppings e o popular concentrou-se em regiões como a da 25 de Março, do Brás e do Bom Retiro.

A pandemia do coronavírus, porém, escancarou a decadência. Em boa parte da extensão da Rua Augusta, uma sequência infindável de portas fechadas domina o cenário em que antes se viam lojas, bares, restaurantes, lanchonetes e galerias.

Torço para que a deterioração não atinja o nível de degradação a que chegaram outras regiões da cidade, que percorreram trajeto semelhante. Passando pela Rua Augusta e imaginando um eventual projeto de recuperação, lembrei de outro hit, este de Chico Buarque, cujo refrão dizia:

Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências musicais

Quem te viu, quem te vê. Letra e música de Chico Buarque. Disponível em https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/quem-te-viu-quem-te-ve.html.

Rua Augusta. Letra e música de Ronnie Cord. Disponível em https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/quem-te-viu-quem-te-ve.html.

 

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