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Suely Pavan Zanella - Iscas Comportamentais -

Uma pergunta recorrente que escuto de alunos e participantes de cursos é: Tem coaching pra tudo hoje em dia?

A maioria das pessoas leigas tem se assustado com a quantidade absurda no Brasil de tipos de coaching. É coaching para a vida, o tal de Personal Coaching, é coaching para lidar com problemas afetivos, é coaching para resolver problemas financeiros…

Vamos voltar um pouco na história para entendermos como o coaching verdadeiro entrou no Brasil. Foi na década de 90, com o crescimento e a abertura comercial. Naquela época as empresas começaram a necessitar de um desenvolvimento rápido e o gap existente entre as escolas (universidades) e as empresas era imenso. Então havia a necessidade de contratação de serviços específicos: Os Coaches.

Quem eram eles?

Profissionais extremamente competentes e experientes em sua área de atuação técnica: contabilidade, suprimentos, finanças, tecnologia, etc.

Estes técnicos (coaches) supriam as carências de conhecimento das empresas.

Eu mesma acompanhei este processo de instrumentalização muito de perto e trabalhei com consultores coach de diferentes áreas.

Após este processo de atualização de diretores e gestores é que surgiu uma nova demanda: os coachs focados em desenvolvimento de pessoas.

Em 1994 eu comecei a fazer um trabalho dentro da empresa em que trabalhava, a DINAP do Grupo Abril, que chamei de “assessoria individual no papel profissional”. A demanda que eu tinha era tanta que aquelas sessões de conversas com base na metodologia psicodramática tornaram-se não só endossadas pelo meu chefe como passaram a fazer parte de todo um trabalho de planejamento e desenvolvimento profissional. Afinal, gestores queriam orientações de como liderar, demitir funcionários e melhorarem como gestores de pessoas.

No ano de 2000 comecei a chamar este trabalho de “coaching de talentos”, e o mesmo foi estendido para pessoas que buscavam orientação para novas carreiras e alinhamentos de diretores de uma mesma empresa.

O mercado também exigiu que gestores fossem coaches de suas equipes e isto demandou não só um treinamento, mas também trabalhos efetivos e práticos de desenvolvimentos baseados em demandas dos participantes (Role Playing do Papel Profissional).

Atualmente faço uma pesquisa internacional sobre coaching e a definição mestra que sigo é: O coaching, na esfera organizacional ,é o trabalho realizado por um coach com seu cliente (le coaché), durante um número limitado de sessões cara a cara, para o desenvolvimento de atitudes profissionais e gerenciais que não pertencem a uma competência (habilidade) técnica propriamente dita. Durante estas sessões, o coach irá apelar para uma gama de métodos, ferramentas e técnicas para permitir que o cliente (coaché) supere um problema, se adapte a uma situação de trabalho específica e, finalmente, desenvolva o seu desempenho e autonomia.

Maîtriser le coaching – Jean-Yves Arrivé,Isabelle Frings-Juton

É importante salientar que todo profissional que pretende se tornar coach depois de adquirir experiência deve ser especializado em alguma metodologia/linha teórica específica. Um curso de especialização dura no mínimo dois anos e deve ser reconhecido pelo MEC. A metodologia que eu escolhi foi o Psicodrama, mas você pode se especializar em psicanálise, analise transacional, gestalt e outras teorias. Afinal, é um ser humano que está a nossa frente, então temos que nos instrumentalizar para tal.

O coaching por si só é uma ferramenta de desenvolvimento. Portanto, ao escolher um curso de formação em coaching tome muito cuidado para não cair na armadilha da “ferramenta”. Ao ligar para estas entidades internacionais, cujas dezenas de e-mails de propaganda entopem a minha caixa de entrada, fiquei surpresa e indignada ao constatar que diante da minha pergunta:

– Qual a metodologia que vocês seguem?

Todas me responderam:

– Temos a nossa própria ferramenta!

Ora bolas, desde quando metodologia é ferramenta ou técnica?

Outra crítica a alguns “coaches” formados nestas escolas e que escuto aos montes é o excesso de mecanização e papéis com metas disto ou daquilo. Como se pessoas fossem máquinas que reagissem apenas a metas.

Coaching visa o desenvolvimento e jamais o encarceramento ou a criação de pseudoprofissionais, coisa infelizmente cada dia mais comum nos ambientes organizacionais.

O verdadeiro processo de coaching (sim é um processo) ocorre de dentro para fora, e não ao contrário e através da aplicação de ferramentas próprias (sabe-se lá Deus que ferramentas são estas!).

Coaching também não é autoajuda recheada de frases bonitas. Às vezes o processo é muito duro, porque o cliente (coaché) precisa estar afinado e desejando mudanças.

Personal Coach não existe. Quando queremos tratar dos problemas da vida de forma geral buscamos um psicoterapeuta. Quando temos um problema psicoterápico específico, como por exemplo medo de avião ou situações de luto, devemos buscar uma psicoterapia breve. Psicoterapia é um campo de atuação de psicólogos e psiquiatras devidamente legalizados.

Outra confusão recorrente é chamar de coaching cursos comuns de desenvolvimento profissional, tais como liderança, atendimento e gestão de pessoas.

Particularmente prefiro os franceses, que tem uma clareza imensa sobre o perfil do coach: Ter mais de quarenta anos de idade, vivência profissional como gestor ou diretor, curso de psicologia (preferencialmente) e especialização nas áreas que citei neste texto, impreterivelmente.

Atuo como coach apenas para dois tipos de processo: desenvolvimento do papel profissional e desenvolvimento de atores quando necessitam atuar em determinados personagens.

Não sou economista e nem contadora, e não veria problema algum em contratar um profissional especializado e experiente para ajudar-me em processos específicos nestas esferas. Isto também é coach.

Então, não há coaching para tudo. Não é a tenda do Pai Tomás!

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