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Adalberto Piotto - Olhar Brasileiro -

Por Adalberto Piotto 

Eu nunca achei opinião de artista, sobre política e sociedade, algo superior.
Na média, não.
Sobre arte, a que praticam, algo muito ou pouco especializada, dependendo do caso.
Mas sempre foi uma opinião a se ouvir porque traz pontos de vista com outras abrangências. Essa é a riqueza do debate.
No entanto, por deslumbre, alguns artistas brasileiros começaram a se achar com opinião superior ou foram e são tratados assim.
Nunca entendi isso. Por quê?
Curiosamente, por outro lado, justamente os artistas que entrevistei, quando despidos da arte, sendo só cidadãos, abandonando o personagem, sem a pretensão da superioridade, sempre se revelaram mais humanistas e realmente conectados com a sociedade.
Ouvi deles análises de riqueza de quem olha ao redor se sentindo de fato parte dele.
Trouxeram posições e opiniões elevadas em percepção social e nunca reivindicaram tratamento especial a sua cidadania e participação política. QueriamEu nunca achei opinião de artista, sobre política e sociedade, algo superior.
Na média, não.
Sobre arte, a que praticam, algo muito ou pouco especializada, dependendo do caso.
Mas sempre foi uma opinião a se ouvir porque traz pontos de vista com outras abrangências. Essa é a riqueza do debate.
No entanto, por deslumbre, alguns artistas brasileiros começaram a se achar com opinião superior ou foram e são tratados assim.
Nunca entendi isso. Por quê?
Curiosamente, por outro lado, justamente os artistas que entrevistei, quando despidos da arte, sendo só cidadãos, abandonando o personagem, sem a pretensão da superioridade, sempre se revelaram mais humanistas e realmente conectados com a sociedade.
Ouvi deles análises de riqueza de quem olha ao redor se sentindo de fato parte dele.
Trouxeram posições e opiniões elevadas em percepção social e nunca reivindicaram tratamento especial a sua cidadania e participação política. Queriam participar, estar lá como cidadãos. Como gente que pisa no chão da vida, não no palco da ilusão.
Lembrando disso, de todas essas experiências, eu, que fiz questão de trazer artistas para meus trabalhos de discussão brasileira, me pergunto:
Que valor intelectual tem esses artistas de uma suposta esquerda que, de tão ciosa e egoísta, nem sei o que é?
Pensar o que desse fetiche por ministérios e um zelo pelo Minc que cria, no mínimo, suspeitas sobre o real interesse deles?
De ocupações e “abraçassaços” que envolvem prédios e privilégios e expurgam da discussão nacional os reais problemas brasileiros, qual o objetivo real disso?
Ah se tivéssemos todos esses artistas abraçando hospitais públicos de cidadãos golpeados pela corrupção de seus heróis – dos artistas – e o péssimo atendimento.
Mas não. Isso é para o povo.
E povo não sobe ao palco.

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