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Vivendo e aprendendo

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Vivendo e aprendendo

 Lições da quarentena

“Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas, aprendendo a jogar.”

Guilherme Arantes

O mundo todo está passando por uma experiência inédita. Mesmo em situações críticas, como em guerras, jamais havia ocorrido uma situação como a de agora, com a paralisação quase completa do aparelho produtivo dos diversos segmentos de atividade econômica.

Diante dessa situação, nada como aprender alguma coisa e tentar extrair algo de positivo da situação. Afinal, como dizem os chineses, a crise abre espaço para oportunidades.

Como primeira consideração, gostaria de lamentar as críticas de ocasião, dirigidas a gestores – públicos e privados – que estão sendo obrigados a tomar decisões dificílimas, sem qualquer experiência anterior em que se basear. Não se trata de condenar a consciência crítica, que deve prevalecer em qualquer situação. Trata-se, isso sim, de constatar que as decisões que estão sendo tomadas são, na esmagadora maioria dos casos, com o objetivo de acertar e proporcionar o que for melhor para todos. Se os resultados forem inferiores ao desejado, isso se deve muito mais ao desconhecimento do que está acontecendo do que à má intenção de quem quer que seja. Portanto, que tal deixar as críticas às atitudes incorretas, tais como corrupção e crimes de qualquer natureza? Nesses casos, críticas não apenas podem como devem ser feitas.

Considerando, pois, a reclusão forçada, gostaria de comentar algumas boas e más práticas que tenho tido a chance de observar.

Começando pelas más. É impressionante a quantidade de fake news que continuam surgindo. Verdadeira praga da atualidade, a desinformação gerada por essas notícias falsas só serve para agravar uma situação por si só extremamente desagradável.

A segunda prática negativa que tenho constatado refere-se à enorme quantidade de oportunistas que, indiferentes às dificuldades enfrentadas por todos, aproveitam para, sem qualquer escrúpulo, tirar proveito da situação, quer por meio de comentários desnecessários, quer por meio de golpes das mais variadas formas.

Lamentável, também, a histeria ou neurose facilmente perceptível, decorrente, em grande parte, pela maneira sensacionalista com que as notícias são divulgadas por determinados veículos de comunicação. Uma coisa é oferecer notícias e conscientizar as pessoas. Outra, completamente distinta, é gerar pânico. E é isso, que, infelizmente, muita gente tem se dedicado.

Agora, vamos a algumas boas práticas. A primeira refere-se às oportunidades que o tempo disponível e as facilidades da comunicação  da tecnologia da informação abriram para as pessoas aprendem e se aperfeiçoarem. Vejo, com satisfação, que muita gente tem aproveitado a quarentena para se educar, formal ou informalmente, participando de cursos à distância, de jogos educativos, dedicando-se à leitura, assistindo a bons filmes ou fazendo tours virtuais a museus e exposições disponibilizados gratuitamente por instituições de todas as partes do planeta.

Outra boa prática refere-se à solidariedade que explodiu nesses últimos dias, com ações raras vezes notadas em períodos de normalidade. Oxalá essas demonstrações entre familiares, vizinhos, amigos e até entre pessoas desconhecidas permaneça quando a crise gerada pela pandemia do coronavírus, a exemplo do que aconteceu com todas as anteriores, for superada.

Vale destacar também a redescoberta da convivência familiar, a riqueza dos diálogos entre seus membros, o prazer compartilhado de assistir a um filme ou série na TV ou mesmo de se dedicarem a simples jogos ou passatempos, atividades prejudicadas no cotidiano em razão da vida atribulada, das diferentes atribuições e dos horários descoordenados de cada integrante da família.

A divulgação de bons exemplos e iniciativas é também uma prática positiva da atual situação. Faço questão de destacar a iniciativa Leitura na Quarentena, demanda dos alunos de escolas públicas que participam do projeto Círculos de Leitura e prontamente atendida pelos responsáveis do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.

Você também deve conhecer ações ou práticas merecedoras de elogios, não é? Aproveite para divulgá-las, porque, de más notícias, recebemos uma carga volumosa dia após dia.

Por fim, um comentário de cunho pessoal. Acredito estarmos vivendo uma verdadeira mudança de paradigma, expressão consagrada por Thomas Kuhn no livro A estrutura das revoluções científicas, que se tornou referência mundial em Filosofia da Ciência e  Metodologia Científica. Neste livro Kuhn afirma que “paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência”. Se eu estiver correto nessa minha previsão, o mundo jamais será o mesmo daqui para frente. Sendo assim, nada melhor do que seguir vivendo e aprendendo.

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências bibliográficas

KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. Tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 1982.

PAGÉS, Catalinas; LAMAS, Maria Aparecida (Organizadoras). Círculos de leitura: a arte do encontro. São Paulo: Recriar Editorial, 2018.

Referência musical

Aprendendo a jogar. Letra de Guilherme Arantes, imortalizada pela brilhante interpretação de Elis Regina. Disponível em https://www.youtube.com/watch?time_continue=10&v=UQnga_JP2UU

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