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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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Café Brasil 935 – O que faz a sua cabeça?
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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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Café Brasil 932 – Não se renda
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LíderCast 329 – Bruno Gonçalves
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LíderCast 328 – Criss Paiva
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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café² – Live com Christian Gurtner
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Café na Panela – Luciana Pires
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Vida longa ao Real!
Luiz Alberto Machado
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A Lei de Say e a situação fiscal no Brasil
Luiz Alberto Machado
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Protagonismo das economias asiáticas
Luiz Alberto Machado
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Cafezinho 630 – Medo da morte
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Na reunião do meu Mastermind na semana passada, a ...

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ISO sim, Excelência

ISO sim, Excelência

Luciano Pires -

Se eu quiser exercer medicina, não posso. Preciso do diploma, obtido depois de pelo menos sete anos de estudo. Se eu quiser advogar, não posso. Preciso de diploma e exame da Ordem dos Advogados. Se eu quiser “engenheirar”, não posso. Preciso do diploma de engenheiro. Se eu quiser ser gari, não posso. Tenho que ter diplomas básicos e passar por um teste físico.Mas se eu quiser ser vereador, deputado, senador ou presidente da república, eu posso. Ninguém me pede credenciais. Diplomas. Nem mesmo testes físicos, apesar do poder dessas funções de impactar nossa vida.Daí o deprimente espetáculo protagonizado por atores que elegemos, vários deles falando um português sofrível, revelando ignorância generalizada e valores morais questionáveis. E transformando política em balcão de trocas.

Pois tive uma ideia que nem original deve ser: a ISO Política. A série ISO é uma família de padrões de gerenciamento da qualidade desenvolvida em 1987. Um escritório central em Genebra coordena o processo e publica os padrões que, quando seguidos, garantem que a empresa tem um sistema de gerenciamento de qualidade adequado. Para a certificação as empresas devem comprovar aos auditores da ISO que documentaram criteriosamente seus processos e seguem o sistema de forma consistente. E de tempos em tempos as empresas precisam se certificar novamente, comprovando que continuam mantendo os processos alinhados aos padrões. Muitos órgãos governamentais e empresas exigem conformidade com padrões ISO de seus fornecedores. Sem ISO, não tem negócio. A ISO é responsável por uma evolução sem precedentes do padrão de qualidade dos produtos e serviços brasileiros desde o início dos anos 90.

Pois bem, então que tal criar uma ISO Política? Uma instituição como a Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, desenvolveria os padrões para quem quer se dedicar a cargos públicos. Qualquer candidato a vereador, deputado, senador, etc. teria a oportunidade de obter a certificação. Mas para isso precisaria ter noções de política. Economia. Português. Administração. Ética. Atendimento a clientes. Leis. Política…

A ISO Política seria propagandeada maciçamente, até se transformar num selo de qualidade. E quem conseguisse a certificação ostentaria o selo com orgulho:

– Olha, eu tenho a ISO Política, viu? 

Quem banca o processo? Nós. Eu. Você. Com o maior gosto. O custo dele seria infinitamente menor que os prejuízos hoje causados pela ignorância e incompetência das excelências que elegemos.

Qualquer pessoa poderia se candidatar, mas eu só votaria em quem tem ISO, sacou?

É claro que o certificado não garante a boa intenção ou retidão moral do candidato, mas ao menos saberemos que ele passou por um vestibular que o obrigou a aprender o que faz um deputado.

Ou no mínimo teríamos certeza que Vossa Excelência sabe ler e escrever.