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Liberdade e prosperidade

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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

O impacto da liberdade na prosperidade das nações

 

“Os cubanos, sob um sistema socialista, permanecem pobres e comem alimentos insossos. A noventa quilômetros de distância, os cubanos que moram em Miami tornaram-se relativamente ricos e fazem uma comida maravilhosa. Mesmas pessoas, dois sistemas econômicos diferentes, dois resultados econômicos – e gastronômicos – drasticamente diferentes”.

Robert Lawson e Benjamin Powell

 

Como mencionei em meu último artigo (https://portalcafebrasil.com.br/think-tanks/), participei, nos dias 13 e 14 de outubro, do LibertyCon 2023[1], ministrando palestra num painel ao lado do Prof. Ubiratan Iorio e de Rodrigo Saraiva Marinho que teve por tema “A influência da Liberdade Econômica para a prosperidade das nações”.

 Consultando previamente a programação do evento, constatei que aspectos teóricos concernentes à filosofia, à política e à economia seriam amplamente abordados por competentes expositores em outras sessões. Por essa razão, optei por concentrar minha fala em dois itens: no primeiro, fiz um depoimento baseado em vivências pessoais; no segundo, apresentei dois exemplos de evidências históricas.

Na parte inicial, comecei contando uma experiência única, fundamental para a formação de minha futura visão de mundo. Em 1972, aos 17 anos, tive oportunidade de visitar oito países da Europa numa época em que viajar para o exterior era um privilégio restrito apenas a pessoas abastadas. Integrando a equipe de basquete do Continental Parque Clube, estivemos na Iugoslávia (Liubliana, Koper, Doncaster, Novo Mesto e Celje), Itália (Trieste e Veneza), Rússia (Moscou), Finlândia (Vierumaki e Helsinque), Suécia (Lulea e Estocolmo), França (Paris), Portugal (Lisboa e Estoril) e Espanha (Madri e Escorial).

Vivíamos o período da Guerra Fria e a viagem foi cercada de rumores sobre eventuais consequências de visitar Moscou, capital não apenas da Rússia, mas da poderosa União Soviética, que disputava a hegemonia mundial com os Estados Unidos.

Limitei minha exposição a dois países, Iugoslávia e Rússia.

Na Iugoslávia, um país socialista não-alinhado presidido pelo Marechal Tito[2], cumprimos uma intensa agenda esportiva com quatro jogos em quatro cidades diferentes num espaço de cinco dias. Apesar  do pouco tempo em cada lugar, tivemos chance de estabelecer algum contato com os habitantes locais e dois acontecimentos ficaram vivamente gravados em minha memória. Um deles se deu em Liubliana, onde assistimos no lobby do hotel em que estávamos hospedados, ao lado de muitos iugoslavos, à partida de futebol entre Brasil e Iugoslávia vencida pelo Brasil por 3 a 0[3]. Apesar da dificuldade de comunicação em razão do idioma, nos divertimos bastante em meio a muita cerveja (por parte deles) e de muito refrigerante (de nossa parte). O outro ocorreu após o jogo em Novo Mesto, quando houve um jantar de confraternização com a participação de jogadores e integrantes das comissões técnicas das duas equipes. Novamente observou-se um clima de grande empatia e esforço de comunicação, facilitada pelo fato de muitos iugoslavos daquela região falarem italiano.

Na Rússia, em que estivemos por uma semana alguns dias depois, a sensação foi muito diferente, a começar pelo contato quase nulo com habitantes locais. Presidida por Leonid Brezhnev[4], o país apresentava evidentes sinais de ausência de liberdade que pudemos sentir pelo controle absoluto das comunicações, pela impossibilidade de consumir artigos de qualidade fora das lojas oficiais ou pelo acompanhamento onipresente das guias da Intourist.

Embora tenhamos tido oportunidade de conhecer atrações interessantes como a Praça Vermelha, o Kremlin, o mausoléu de Lênin[5] e algumas das belíssimas estações do metrô, e ainda que não me interessasse muito por política na época, saí de lá com a certeza de que se era aquilo que o socialismo oferecia, não seria o que eu queria para minha vida.

Essa certeza foi confirmada em 1999, quando tive oportunidade de passar uma semana em Cuba, onde acompanhei a edição daquele ano da Conferência Internacional sobre Globalização e Desenvolvimento. Lembro-me que tinha grande expectativa em conhecer as instalações esportivas do país, que havia se transformado em verdadeira potência olímpica, com seus atletas arrebatando grande número de medalhas em competições internacionais tais como Olimpíadas, Jogos Panamericanos e campeonatos mundiais. Para minha decepção, graças ao fim dos subsídios dados pela Rússia, as instalações remanescentes estavam em péssimas condições, razão pela qual muitos dos famosos atletas cubanos de alto rendimento estavam treinando em outros países ou haviam se naturalizado. Também fiquei impressionado (mal) com as péssimas condições de vida da esmagadora maioria da população, caracterizadas pela combinação de pobreza, prostituição e desesperança, brilhantemente retratadas por Pedro Juan Gutiérrez nos livros Trilogia suja de Havana e O rei de Havana.

Na última parte de minha apresentação, utilizei dois exemplos de países que foram ou ainda se encontram separados, nos quais se constata profunda diferença de padrão de vida entre os territórios que vivem(ram) com e sem liberdade: Alemanha e Coreia. Para justificar minhas colocações, mais uma vez recorri a fatos ou ilustrações. No caso da Alemanha, que por 28 anos teve o ocidente e o oriente separados pelo Muro de Berlim[6], citei o fato de que das 500 atuais maiores empresas, 464 são provenientes da Alemanha Ocidental e apenas 36 da Alemanha Oriental. No caso da Coreia, utilizei as imagens noturnas amplamente difundidas pela internet, em que se vê o contraste entre a luminosidade reinante na Coreia do Sul e a escuridão predominante na Coreia do Norte.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto 

Referências

ACEMOGLU, Daron e ROBINSON, James A. Por que as nações fracassam: as origens do poder, da prosperidade e da pobreza. Tradução de Cristiana Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

_______________ O corredor estreito: estados, sociedades e o destino da liberdade. Tradução de Rosiane Correia de Freitas e Rogerio W. Galindo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.

GUTIERREZ, Pedro Juan. Trilogia suja de Havana. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

_______________ O rei de Havana. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Alfaguara, 2017.

LAWSON, Robert e POWELL, Benjamin. Socialismo amargo: dois economistas em um giro etílico pelo mundo. Tradução de Fernando Silva. São Paulo: LVM Editora, 2021.

[1] Promovido pelo Students For Liberty Brasil e realizado em Belo Horizonte, o evento foi organizado por jovens e destinado a jovens de diversas entidades interessadas em defender e fortalecer a liberdade em todas as suas dimensões.

[2] Marechal e político iugoslavo, nascido em 1892 e falecido em 1980, Josip Broz Tito proclamou em 1945, como primeiro-ministro, a República Federal. Em 1953 autoproclamou-se presidente, a título vitalício. Em 1948 tornou-se o primeiro líder comunista a opor-se à União Soviética, enveredando por um socialismo de feição autônoma sendo um dos principais dinamizadores do Movimento dos Países Não-Alinhados.

[3] O jogo fez parte da Taça Independência, também conhecida como Minicopa, uma competição amistosa de futebol entre 20 seleções nacionais, organizada pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), em comemoração ao Sesquicentenário da Independência do Brasil (150 anos). Para muitos analistas, foi uma forma encontrada pelo governo militar para estender o clima de euforia propiciado pela conquista do tricampeonato mundial dois anos antes na Copa do México.

[4] Político e líder da antiga União Soviética, Leonid Ilich Brezhnev nasceu na Ucrânia em 1906 e morreu em Moscou em 1982. Governou a URSS durante 18 anos. Foi secretário-geral do Partido Comunista soviético de 1964 a 1982 e presidente da URSS entre 1977 e 1982

[5] Ilustrei minha apresentação com fotos de meu acervo pessoal, muitas das quais com evidentes sinais de limitação tecnológica.

[6] O Muro de Berlim foi construído em 13 de agosto de 1961 e derrubado em 9 de novembro de 1989, a fim de evitar a emigração da população de Berlim Oriental para o lado Ocidental.

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