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Artigos Café Brasil
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O campeão
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Mentiras simbólicas, dez anos depois

Mentiras simbólicas, dez anos depois

Luciano Pires -

Exatamente dez anos atrás publiquei um trecho de uma entrevista que a Folha de São Paulo fez com João Santana, o marqueteiro que cuidou da campanha de Lula. Dez anos atrás. Leia, por favor, é uma ótima oportunidade para refletir como essa turma manipula as informações e usa a imprensa como ferramenta para seus objetivos eleitorais:

Quando não temos referências políticas e culturais que nos inspirem confiança, nossa visão da realidade passa a ser determinada pelos profissionais de vendas, a maioria deles focada em técnicas para trocar produtos pelo nosso dinheiro sem preocupar-se com as questões morais que envolvem essa troca.

Sem referências, ouvimos a música que o vendedor quer. Usamos a roupa que o vendedor quer. Lemos o livro que o vendedor quer. Elegemos o político que o vendedor quer…

FOLHA – Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações?

JOÃO SANTANA – (…)Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade.

FOLHA – A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim…

SANTANA – Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o “consenso de Washington”, sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas. (…) Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha “o petróleo é nosso”. O outro eixo são as “tramas obscuras”. Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones.

FOLHA – Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa?

SANTANA – Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um “monstro vivo” que poderia ser jogado.

FOLHA – Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma “mentirobrás”?

SANTANA – Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.

Viu só? Como é fácil trabalhar as palavras e dar outro nome à “mentiras”? Pois essa cara de pau me assusta…  Essa estratégia funciona pois seu alvo – o povo – não tem repertório para compreender como, quando e onde está sendo manipulado. Desculpem a insistência, mas não tenho como não trazer mais uma vez a definição que José Ingenieros escreveu para o “Homem Medíocre”, em seu livro homônimo: “O homem medíocre é, por essência, imitativo e está perfeitamente adaptado para viver em rebanho, refletindo as rotinas, preconceitos e dogmatismos reconhecidamente úteis para a domesticidade”.

“Imitativo”… “rebanho”… “domesticidade”… Imaginário da população”… “produções simbólicas”…

Só posso encerrar esta reflexão recorrendo a outro petista, muito famoso, chamado Carlito Maia:

– Acordem! E progresso.

Bem, não acordaram. E dez anos depois, taí…