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Nem tudo se desfaz

Nem tudo se desfaz

Luciano Pires -
Fui à estreia do documentário do Josias Teófilo, Nem tudo se desfaz.
O filme conta o que se passou entre 2013 e a eleição de Bolsonaro. É instigante ver a história da qual fizemos parte, em retrospecto. Muita coisa passa a fazer sentido, especialmente nas relações de causa e consequência. A explicação sobre a eleição de Bolsonaro é perfeita. Está tudo lá, suas origens, como ele foi a peça exata para se encaixar num momento chave da vida política, como o pensamento de direita foi ganhando força, como a campanha foi sendo expandida, como a leitura do momento foi bem feita pelos estrategistas de Bolsonaro… e o filme não puxa o saco do presidente, apenas mostra o que aconteceu.
Os atores estão lá, de VocêSabeQuem a Dilma, de Steve Bannon a Marcos Feliciano, de auxiliares desconhecidos a jornalistas, e a grande protagonista, a internet, com seus memes incontroláveis.
A sequência da entrevista do candidato Jair Bolsonaro para Willian Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional, faz a plateia se agitar. É aquela piada que todos conhecemos e da qual rimos toda vez que ouvimos.
E o Josias foi muito inteligente quando chamou gente de esquerda para explicar os contextos. De figurão de direita, com participação relevante na narração dos acontecimentos, só tem o Felipe G. Martins, uma participação pequena do Augusto Nunes, do Flávio Morgenstern e de outros com fragmentos da história. E, felizmente, nenhum YouTuber de direita histriônico, nenhum dos medalhões que estamos acostumados a ver como “baluartes”. Nem os aproveitadores tiveram espaço.
A maior parte da narrativa quem faz é João Cezar de Castro Rocha, pensador “independente”, mas que sobe e desce do muro pela esquerda. Aliás, com uma leitura que é muito boa em vários momentos. Outros pensadores de esquerda também estão lá, o que acaba dando ao filme um equilíbrio. Não é um filme bolsonarista, é um documentário que mostra a cegueira da esquerda, sem demoniza-la. Mostra como ela não conseguiu enxergar as mudanças da sociedade, e foi atropelada.
Olavo de Carvalho está lá, arrancando risadas da plateia, com suas explicações e irreverência. Trechos de seu podcast True Outspeak são preciosos e documentam como foi importante seu trabalho para criar as bases para o pensamento liberal e conservador decolar a partir de 2013.
Bolsonaro e os filhos Eduardo e Carlos, evidentemente, também aparecem. Foi curiosa a ausência do Flávio, o que talvez represente a escala de impacto que cada um tem na história do pai. Aliás, o depoimento mais impactante do filme é o de Carlos Bolsonaro, relatando os minutos seguintes à facada, quando socorre seu pai no chão de um boteco e o leva para o hospital. O depoimento foi incluído no último minuto, e deixou a plateia calada e emocionada.
Eu fiquei curioso para ver a reação da plateia a cada personagem apresentado. Dilma causou gargalhadas antes mesmo de abrir a boca. Reinaldo Azevedo é arrasado com um trecho onde, diante de Mariana Godoy, que levanta a possibilidade de Bolsonaro ser eleito, com toda a arrogância característica, afirma que não existe a menor chance desse palhaço ser eleito. Talvez não sejam exatamente essas as palavras, mas é esse o sentido. A plateia cai na gargalhada. Se Reinaldo assistir esse filme, o que provavelmente dirá que não fez, terá um ataque de pelanca, pois é humilhado por suas próprias palavras.
Fiquei curioso para ver as reações aos personagens, até chegar um momento em que a plateia explodiu em aplausos. Aliás, foi o único personagem aplaudido durante os poucos segundos em que aparece, mesmo sem dizer uma só palavra: padre Paulo Ricardo. Sinal de que com elegância, sem arroubos, sem grandes recursos, só com o domínio da palavra e grande embasamento teórico, é possível impactar profundamente as pessoas. A distância do Padre Paulo Ricardo para a direita showbusiness é astronômica. E não precisou falar uma palavra. Só ele foi aplaudido em cena.
Josias acertou muito intercalando imagens reais com trechos do filme Fantasma da Ópera, na versão de 1925. As cenas casam perfeitamente com os contextos. E acertou também ao optar por uma câmera nervosa nas imagens das manifestações de rua. Nos leva para dentro da ação, que ainda está fresca em nossas mentes. Tudo isso constrói uma narrativa que leva a diversas conclusões: é tudo um grande teatro, os vilões são caricatos, o roteiro dos momentos políticos manipula nossas emoções, as consequências de pequenas ações podem ser poderosas, a massa emocionada e insuflada é imprevisível e, finalmente, no calor dos acontecimentos, exceto meia dúzia de “puppet Masters”, ninguém sabe de porra nenhuma. É preciso o distanciamento do tempo para se compreender o que aconteceu.
Vale muito a pena ver a história da qual somos protagonistas, sem o ranço ideológico e narrativa torcida que temos visto nos documentários mais recentes.
Resumo: vale muito assistir, sim. E quem for de esquerda, ficará alucinado. A bunda ficou de fora.