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OBSERVANDO O PASSADO

Texto de Alex Soletto

É possível viajar no tempo? Essa pergunta tem sido feita há anos. Pelo menos pelas mentes mais curiosas… É quase um sonho. Ou para vislumbrar o futuro, ou para reparar o passado.

O escritor H.G. Wells propos em seu primeiro romence de ficção, A Máquina Do Tempo, escrito em 1895, que seria possivel sim, viajar no tempo. O livro inspirou o filme com o mesmo nome em 1960 tendo como protagonista o ator Rod Taylor (George) como o cientista que construiu tal máquina e conseguiu a façanha de viajar no tempo. Um filme clássico.

No filme o cientista viaja ao futuro esperando encontrar uma civilização enfim, vivendo em paz. Ao invés disso porém, George encontra a humanidade divida em duas partes: uma vivendo na superficie da terra e outra nos subterraneos. Os da superficie uma espécime pacifica e cordata. Os habitantes dos subterraneos  podém, uma espécime deformada e canibal. Para resumir George salva a humanidade da superficie salvando inclusive sua musa e consegue voltar para seu laboratório de onde partiu.

 

 

Futuro ou passado?

 

Mas deixando de lado a ficção e caindo na realidade é possível viajar no tempo ou não?

Depende. Para o futuro teóricamente, sim. Para o passado, é impossível. Para o futuro Einstein nos mostrou como. Sua famosa equação E=mc2 e a Teoria da Relatividade, propõe

que se uma nave, por exemplo, viajar próximo à velocidade da luz, o tempo e o espaço serão alterados. O tempo passará mais devagar e o espaço encolherá. Para ilustrar isso Einstein usou o famoso exemplo dos irmãos gêmeos. Se pegarmos dois irmãos gêmeos e colocarmos um deles em uma nave especial e acelerarmos à velocidade próxima a da luz e deixarmos o outro na Terra, quando o gêmeo viajante voltar à Terra encontrará seu irmão num tempo futuro e mais velho que ele. Isso por que o tempo dentro da nave viajante passará mais lentamente. O tempo é relativo. Quem assistiu o filme Interestelar compreende melhor o fenômeno.

 

 

Enxergando o passado

 

Mas mesmo não podendo viajar ao passado podemos, acreditem vocês, “enxergar” o passado. Como é possível isso? Graças aos telescópios Hubble e mais recentemente ao Super Telelescópio James Webb conseguimos essa façanha. O Hubble foi lançado em 24 de abril de 1990 e hoje se encontra a 600Km de altura. Já está para se aposentar. Ele deve entrar na orbita terrestre baixa entre 2030 e 2040.

O James Webb por sua vez está começando sua vida util agora. Foi lançado em 21 de dezembro de 2021. Sua altura é de 832Km. E ele pode ser considerado uma “máquina do tempo”.

Para entender melhor precisamos conhecer como a luz se comporta. Primeiro sua velocidade é de 300.000Km/seg. Embora seja uma super-velocidade, ela é limitada. Sendo limitada ela leva um tempo para viajar de um lugar ao outro no espaço. Vamos pegar o exemplo mais comum que é o Sol. A uma distância de 150 milhões de Km, sua luz leva 8 min. e 20 seg. para chegar à terra. Isso significa que quando olhamos para o Sol vemos uma imagem com 8 min. e 20 seg. de atraso.

Nós vemos um Sol antigo, do passado, que a rigor não existe mais. Com a luz emitida pelas estrelas e galaxias mais distantes, acontece o mesmo. Só que aqui estamos falando do Universo que possui 13,8 bilhões de anos. E ele, segundo a Teoria do Big Bang, teve um inicio  e está atualmente se expandindo aceleradamente. Então quando olhamos a luz de uma estrela, ela viajou um tempo e uma distância para chegar até nos e por isso talvez muitas estrelas que vemos na na noite escura, de verdade, já nem existem mais. Quando apontamos um telescópio em direção a uma galáxia estamos observando ela no passado. É isso que o telescópio James Webb faz atualmente. Ele observa o passado do Universo. Como ele era há 13,8 bilhões de anos atrás.

As estrelas emitem comprimentos de onda correspondentes à várias cores. Cada cor tem seu comprimento de onda especifico. Depois da cor vermelha elas começam a emitir as ondas infravermelhas que são invísiveis a olho nú. Acontece que o James Webb tem instrumentos em seu interior que conseguem enxergar através dessas ondas infravermelhas. Com isso ele pode ver estrelas e galaxias, antes invisíveis por outros telescópios. Pode captar galaxias começando e se formar somente há alguns milhões de anos após o Big Bang. Ele vê o Universo no passado.

O Webb produziu uma imagem considerada a mais antiga do Universo até hoje conhecida como Primeiro Campo Profundo de Webb contendo várias galaxias se formando ainda bebês. Mas uma das observações é suprendente e revela que o telescópio Webb localizou galaxias que teriam se formado 100 milhões de anos antes do que os cientístas haviam pensado. Ou seja, elas seriam mais velhas do que outras para sua época. Isso pode significar algumas mudanças nas teorias da formação do Universo. Ao que parece muitas descobertas ainda serão feitas pelo James Webb. É esperar para ver mais do nosso passado.

 

 

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