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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

“É uma ideia tão idiota que não chega nem sequer a ser uma ideia errada”. A frase é atribuída ao físico austríaco Wolfgang Ernst Pauli (1900-1958), ao analisar o trabalho de um aluno na universidade americana de Princeton.

É mais ou menos isso que acontece no Brasil com os pretensos reformadores do idioma, buscando, alegadamente, uma pseudo-inclusão de minorias, mas que não passa de uma bobagem enorme pra sair bem na foto. Ou lacrar, ou aparecer, ou se achar, ficando a gíria a gosto do usuário.

A coisa não é nova; Há uns 10 anos, uma turma de intelectualóides defendeu com denodo a teoria de que, para “comunicar”, bastaria uma linguagem tão simples quanto errada. A Gramática oficial só atrapalha, alegavam. A frase-símbolo do tal movimento ficou famosa: “Os menino pega os peixe”; repetiam-na, orgulhosos de sua brilhante descoberta linguística, que libertaria tantos pobres oprimidos pela norma culta, coitadinhos. Taspariu.

Claro que nada disso veio ao acaso; a manobra não é nada ingênua. É filha amada da Escola de Frankfurt (se não conhece… Google), com tendência de piorar. E muito. Taí o “todes”, que não discrepa em nada da estratégia geral da turma de Frankfurt. É puro pau mandado, com endereço determinado e método certeiro. O que nos salva é a baixa eficácia.

Essa bobagem toda não caiu de paraquedas. Nem é “inclusiva”, como alegam os adeptos da seita linguística. Como poderia ser inclusiva uma construção “sócio-gramatical” tão absurda que pretende mudar a Língua Portuguesa em função de 0,0001 % da população que, alegam, não chegou a uma conclusão sobre definir-se como homem, mulher, homossexual ou qualquer outra opção? E ignorando mais de 8% da população que lê em Braille, é disléxica ou surda? Sem contar as crianças em fase de alfabetização.

Antes que as pedras de sempre comecem a voar, isso não tem nada a ver com homossexualidade. De fato, há toda uma procissão de jornalistas e políticos assumidamente gays denunciando o uso dessa bandeira legítima para fins absolutamente ilegítimos. Aqui na Banânia tem gente que se acha dona do monopólio da virtude, uma espécie de Che Guevara de apartamento, acreditando salvar vidas pelo Instagram, sentados no sofá. Destemidos guerrilheiros de internet com um copo de suquinho nas mãos.

Mas nem só de Escola de Frankfurt vive o alucinado inimigo da Língua Portuguesa. Para verbos inventados terminando em “izar”, o céu é o limite. Daí a aparição de monstruosidades como “ressignificalizar”, “didatizar”, e até “naturalizar” no sentido de “tornar natural” (!), e não de “conceder a estrangeiro direitos de cidadão nativo”, como ensina o dicionário. Pra essa gente, o idioma é apenas um vasto campo de oportunidades para palavroinvencionalizar ou encherosacolizar todo mundo. Haja paciência. Também não é nenhuma novidade. É apenas o retorno da “Novilíngua”, distopicamente denunciada por George Orwell em seu imperdível livro 1984.

Ninguém mais fala, só “verbaliza”; simpatia desapareceu, a moda agora é “empatia”, mesmo usada de forma errada; “lugar de fala” não existe, mas faz um sucesso incrível. Fora “empoderamento” e outras bobagens mal traduzidas do Inglês, como to declassify (deixar de ser secreto) para “desclassificar”. O sujeito consegue ser bobo em dois idiomas ao mesmo tempo. Impressionante.

Outra facção inesquecível é a que equipara termos como “denegrir” e “esclarecer” a racismo. Ignorância pura de quem não se informa (nem quer se informar) sobre a etimologia, a origem das palavras. Vale o que eles acham, não a realidade, essa chatice. Pois é; a lacração vem antes do conhecimento para quem gosta de Educação só da boca para fora. Atualmente, livros são ilustres desconhecidos de uma população cada vez mais distante do raciocínio e do conhecimento.

“Resumobilizando”, é uma espécie de campeonato de pretensa intelectualidade com o vitimismo cada vez mais em moda. No fim, todo mundo perde.

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