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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Sou o Luciano Pires e tô chegando com o Podcast Café Brasil pra ajudar seu célebro a virar cérebro. Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera, que estão aí, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera.

Algum tempo atrás fiz um programa chamado DIAS SOMBRIOS, no qual eu falava dos conflitos crescentes no Brasil, da incapacidade das pessoas em aceitar quem pensa diferente, do uso do rótulo “fascista” como se fosse “bobo” ou “tonto”. Pois é. Estamos saindo do bate-boca para o bate na boca. Das sombras para as trevas. Namorando com o diabo… simpatia pelo diabo. É disso que quero tratar hoje.

E quem vai levar o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, mais o invejado KIT DKT é o Bruno Marcellus Rodrigues lá de Colombo, no Paraná, que comentou assim o programa DIAS SOMBRIOS:

“Olá Luciano! Ouvir este programa me fez refletir… Tenho apenas 22 anos e confesso que já estou um tanto cansado do ambiente político nacional. Ao ver as notícias do dia-a-dia, vejo que os valores se inverteram e olha que tenho “somente” 22 anos. Nos sites onde os comentários são permitidos o que não falta são discussões. Muitas vezes parece melhor xingar os outros do que debater sobre a matéria em si. Se você quer ampliar seu vocabulário de palavrões basta ver os comentários do Youtube por exemplo. Fica difícil nos orientarmos em meio ao caos. E se formos ouvir as notícias já “mastigadas” dos grandes meios de comunicação é ainda pior! Pois somos influenciados para interesse de terceiros. Num país onde não é possível acreditar fielmente em uma simples noticia e eu acredito que este não seja um problema somente nacional, como poderemos formar um opinião que realmente seja válida? Por exemplo, recentemente foi publicada a notícia que a nossa presidente seria eleita ainda no primeiro turno, porém ao se deparar com comentários em qualquer matéria relacionada não faltam críticas ao governo. Poucos apoiam, pelo menos é a sensação que temos. E eis que começo a duvidar da noticia, dos comentários, do governo, de mim mesmo. Procuro saber de tudo antes de formar uma opinião, mas isso só me leva a crer que não sei de nada. Fica um sentimento de impotência no ar. Mas desejo que tudo melhore em nosso país. Minha parte sempre tento fazer. Seja comentando em seu programa mesmo sabendo que possa haver opiniões totalmente contrárias, seja ficando calado quando é necessário. E como disse Charles Chaplin: “Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político”.

Um forte abraço!” 

Bruno, não pense que só você sofre dessa agonia de se perceber enganado, perdido e incapaz de saber que escolha fazer, especialmente diante das mídias. É assim que funciona, que sempre funcionou.

O homem tentando manipular o homem. Ter consciência disso é o primeiro passo, e isso você já fez. Agora é ir enriquecendo seu repertório, refletindo sobre seus erros e aprendendo com eles. Com o tempo você desenvolverá um sexto sentido que tocará o alarme cada vez que se deparar com uma notícia estranha. E aí é partir atrás da fonte primária, das outras versões, e fazer seu balanço. Não existe mágica, não existe uma forma de fazer isso sem ser quebrando a cara. E aprendendo. Mas isso você já está fazendo. Continue. Um abraço.

Muito bem. O kit que o Bruno levou está repleto de produtos que a DKT distribui pelo Brasil, com a marca Prudence. Coisas que ajudam a ampliar o prazer enquanto protegem a gente. A DKT distribui a mais completa linha de preservativos e géis lubrificantes do Brasil, e também suporta iniciativas voltadas à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. E ao planejamento familiar! Acesse www.facebook.com/dktbrasil e conheça mais a respeito.

Na hora do amor então, você já sabe, é PRUDENCE na cabeça.

Ô Joel, que tal umas aulinhas de inglês pelo Skype, com um professor de carne e osso do outro lado da linha, e não um vídeo ou uma gravação? Conduzindo a aula com base em acontecimentos do dia a dia? Até de futebol ele vai falar! Conheça a LOI ENGLISH, veja os depoimentos dos brasileiros que estão desenvolvendo o inglês com eles. Acesse www.skypeenglishclasses.com. Eu vou repetir www.skypeenglishclasses.com.

Foi na paróquia de Navalmorales. Seguraram o padre: — “Estás preso, velhinho”. O ancião suspira: — “Seja o que Deus quiser”. Outro miliciano pergunta: — “Estás com medo, padre?”. Responde: — “Quero sofrer pelo Cristo”. Os milicianos riam, sem nenhuma maldade. Batiam nas costas do sacerdote: — “Pois morrerás como Cristo”. Em seguida, disseram: — “Tira a roupa, amigo. Tens vergonha?”. — Olha as caras que o cercam: — “Tudo?”. E os outros: — “Tudo”.

O padre vai-se despindo. E, de repente, para. Pergunta, súplice: — “Basta?”. O chefe diz, e não isento de doçura: “Eu disse tudo”. E tirou tudo. Alguém faz o comentário: — “Como tu és magro, hem, velho?”. De fato, o ancião era um esqueleto com um leve, diáfano revestimento de pele. Foi açoitado furiosamente. Perguntaram: — “Não choras, padre?”. Ele arquejou: — “Estou chorando”. As lágrimas caíam-lhe, de quatro em quatro.

Por fim, os homens cansaram-se de bater. Resmungavam: — “O velho não grita, não geme”. Houve um momento em que um dos milicianos teve uma dúvida: — “Padre, vamos fazer um trato. Blasfemas e serás perdoado”. E ele responde: — “Sou eu quem os perdoa e abençoa!”. E repetiu: — “Quero sofrer como o Cristo”. Os milicianos se juntam, num canto, e discutem. Como matar o padre, eis a questão. Um deles voltou: — “Padre, vamos te crucificar”. Estende as duas mãos crispadas e diz: — “Obrigado, obrigado”.

Mas três ou quatro milicianos esbravejavam: — “Vamos acabar com isso!”. Realmente, fazer uma cruz dava trabalho e a maioria optou pelo fuzilamento: — “Fuzila-se e pronto!”.

Puxaram o padre nu: — “Vamos te fuzilar. Anda”. O velho tinha um último pedido: — “Quero ser fuzilado de frente para vocês. Pelo amor de Deus. De frente para vocês”. E repetia: — “Quero morrer abençoando vocês”. Atracou-se a um miliciano, escorregou ao longo de seu corpo, abraçou-se às suas pernas e soluçava: — “De frente para vocês, de frente, de frente, de frente!”. Levou seus últimos cachações terrenos: — “Sai pra lá, velho!”.

Ficou de frente. Quando viu os fuzis apontados, esganiçou-se: — “Eu perdôo vocês! Eu abençôo vocês! Eu amo vocês, amo, amo, amo”. Os milicianos atiraram. Um tiro na cara, outro no peito, outro no ventre, outro não sei onde. E ficou, lá, horas, varado de balas, aquele cadáver tão magro e tão nu.

Aí está um episódio da Guerra Civil Espanhola. Iguais a esse, e piores do que esse, ainda mais hediondos, houve milhares, houve milhões. De parte a parte acontecia tudo.

Matava-se, violava-se, enforcava-se, sangrava-se sem nenhum ódio e, até, sem nenhuma irritação. O padre de Navalmorales teria escapado se tivesse dito um palavrão contra Deus ou contra a Virgem Maria. E sairia com vida e ninguém lhe tocaria num fio de cabelo.

Contei o episódio do sacerdote e proponho ao leitor: — façamos de conta que isso vai acontecer no Brasil dos nossos dias. Não é mais a Guerra Civil Espanhola, nem Espanha, nem Navalmorales. É a Guerra Civil Brasileira. A toda hora e em, toda parte, brasileiros fazem apelos à Guerra Civil. Há muita gente interessada em que os brasileiros bebam o sangue uns dos outros. E vamos admitir que, tão solicitada, tão sonhada, a Guerra Civil venha a explodir no Brasil.

Sei que estou, aqui, sugerindo uma fantasia cruel. Mas vamos lá. Tiremos de cena os milicianos. Somos agora nós, brasileiros, cariocas, paulistas, gaúchos, pernambucanos ou lá o que seja, quem prende um padre bem velhinho como o de Navalmorales. Vejo um nosso patrício rosnando: — “Velho, fica nu, velho!”. Algum leitor há de pedir: “Licença para um aparte?”. Respondo: — “Pois não”. E o leitor, enfático: — “Mas nós somos brasileiros!”.

Ledo engano. Ou, por outra: — nós somos brasileiros, sim, mas os espanhóis também eram espanhóis. E os americanos eram americanos, e os franceses eram franceses, e os chineses eram chineses. Mas aqui começa o pavoroso mistério da condição humana. Quando um povo chega à Guerra Civil ninguém é mais brasileiro, ninguém é mais francês, ninguém é mais americano ou cubano. Cada qual é o anti-homem, a antipessoa, o anticristo, o antitudo.

Nós ouvimos falar em Guernica. Pelo amor de Deus, não sejamos cínicos. Na Guerra Civil, cada lado faz uma Guernica em cima do outro lado. São massas de canalhas contra massas de canalhas. Cada uma das nossas inocentes passeatas propõe Cuba, propõe Vietnã, propõe a matança espanhola, propõe a linha chinesa etc. etc. E isso sem nenhuma sutileza, da maneira mais límpida, líquida, taxativa. As passeatas picham os muros confessando suas intenções.

Até há bem pouco, a história tinha-nos feito o favor de não testar a nossa crueldade. Eu próprio escrevi, certa vez, com certa humilhação de subdesenvolvido: — “Nunca tivemos um vampiro”. Mas vejo muita gente querendo beber sangue como groselha. E já o mito da nossa bondade começa a ruir. No Rio de Janeiro mataram um cinegrafista que filmava a manifestação.

E quem fez esse crime, de uma irracionalidade apavorante, não foi chinês, nem espanhol, nem tirolês, foi brasileiro. Portanto, convém desconfiar dos nossos bons sentimentos. Mas voltemos à história que o aparte do leitor interrompeu. O padre velhinho, de oitenta anos ou mais, está nu. A dez passos, ou quinze, estamos nós, de fuzil apontado. Vejam bem: — nós — brasileiros, torcedores do Flamengo, do Fluminense, do Botafogo, do Vasco massacrando um velhinho, magro, santo e nu. Queremos sangue.

O brasileiro tem suas trevas interiores. Convém não provocá-las. Ninguém sabe o que existe lá dentro. Sim, ninguém sonha com as fúrias que estão por baixo das trevas, A partir do momento em que se instala o terrorismo no Brasil, tudo o mais é possível. E nós, brasileiros, estamos brincando com a nossa irracionalidade.

Mas não vou acabar sem referir um outro episódio da Guerra Civil Espanhola. Prenderam uma freira que, por infelicidade, era mocinha. Se tivesse 85 anos, seria apenas fuzilada.

Mas, repito, era mocinha. Um miliciano pergunta-lhe: — “Queres casar comigo?”. Não quis. E, então, ele tomou-lhe o rosário e enfiou-lhe no ouvido as contas do rosário. Em seguida, bateu-lhe na orelha com a mão aberta, até rebentar-lhe os tímpanos. Ato contínuo, fez o mesmo na outra orelha. E, por fim, a violou. Transfiram o mesmo fato para o Brasil dos nossos dias. As nossas classes dominantes estão encantadas com o grito das ruas. Há grã-finas que a cantam a música das ruas deliciadas, como se cada qual fosse a própria “Passionaria”. É uma pose, claro, mas uma pose pode comprometer ao infinito. Em caso de Guerra Civil, prendem a capa de Veja. Um sujeito pergunta: — “Queres casar comigo?”.  Não. O revolucionário faz o seguinte: — enfia-lhe pedrinhas no ouvido. Depois dá murros na orelha. Os tímpanos explodem. Faz o mesmo na outra orelha.

E depois, depois… depois… Paro aqui.

Com uma pequena adaptação aos nossos dias, esse texto é de Nelson Rodrigues em outubro de 1968.

Sympathy for the devil
Mick Jagger]
Keith Richards

Please allow me to introduce myself
I’m a man of wealth and taste
I’ve been around for a many long years
Stole many a man’s soul and faith

And I was ‘round when Jesus christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that pilate
Washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

I stuck around St. Petersburg
When I saw it was a time for a change
Killed the czar and his ministers
Anastasia screamed in vain

I rode a tank
Held a general’s rank
When the blitzkrieg raged
And the bodies stank

Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
Ah, what’s puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah
(Woo woo, woo woo)

I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the gods they made
(Woo woo, woo woo)

I shouted out,
“Who killed the kennedys?”
When after all
It was you and me
(Who who, who who)

Let me please introduce myself
I’m a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadours
Who get killed before they reached bombay
(Woo woo, who who)

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
(Who who)
But what’s puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby
(Who who, who who)

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But what’s confusing you
Is just the nature of my game
(Woo woo, who who)

Just as every cop is a criminal
And all the sinners saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
‘Cause I’m in need of some restraint
(Who who, who who)

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
(Woo woo)
Use all your well-learned politesse
Or I’ll lay your soul to waste, um yeah
(Woo woo, woo woo)

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
(Who who)
But what’s puzzling you
Is the nature of my game, um mean it, get down
(Woo woo, woo woo)

Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah
(Woo woo)

Tell me baby, what’s my name
Tell me honey, can ya guess my name
Tell me baby, what’s my name
I tell you one time, you’re to blame

Oh, who
Woo, woo
Woo, who
Woo, woo
Woo, who, who
Woo, who, who
Oh, yeah

What’s my name
Tell me, baby, what’s my name
Tell me, sweetie, what’s my name

Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Oh, yeah
Woo woo
Woo woo

Simpatia pelo diabo

Por favor, permita que eu me apresente
Sou um homem de riquezas e bom gosto
Estive por aí por muitos, muitos anos
Roubei a alma e a fé de muitos homens

E eu estava por lá quando Jesus cristo
Teve seu momento de dúvida e dor
Certifiquei-me de que pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo

Eu estava por perto de São Petersburgo
Quando vi que era a hora de uma mudança
Matei o czar e seu ministros
Anastásia gritou em vão

Montei em um tanque
Mantive a posição de general
Quando a guerra relâmpago estourou
E os corpos federam

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo
(Quem? Quem?)

Assisti com alegria
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que criaram
(Quem? Quem?)

Gritei alto
“Quem matou os kennedys?”
Quando, no final das contas
Fui eu e você
(Quem? Quem?)

Deixe-me, por favor, apresentar-me
Sou um homem de posses e bom gosto
Deixei armadilhas para os trovadores
Que acabaram mortos antes de alcançar bombay
(Quem? Quem?)

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
(Quem? Quem?)
Mas o que está o intrigando
É a natureza de meu jogo, isso, divirta-se, meu bem
(Quem? Quem?)

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
Mas o que o está confundindo
É somente a natureza de meu jogo
(Quem? Quem?)

Assim como todo policial é um criminoso
E todos os pecadores são santos
E cara é coroa
Simplesmente me chame de Lúcifer
Porque preciso de alguma amarra
(Quem? Quem?)

Então se encontrar-me
Tenha alguma cortesia,
Tenha simpatia e tenha bom gosto
(Quem? Quem?)
Use toda sua educação bem-aprendida
Ou eu vou jogar sua alma no lixo
(Quem? Quem?)

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
(Quem? Quem?)
Mas o que está o intrigando
É a natureza de meu jogo, de verdade, divirta-se
(Quem? Quem?)

Woo, who
Oh yeah, divirta-se
Oh yeah
Oh yeah!
(Woo woo)

Diga-me amor, qual é o meu nome
Diga-me querida, pode adivinhar meu nome
Diga-me amor, qual é o meu nome
Eu direi uma vez, você é a culpada

Oh, who
Woo, woo
Woo, who
Woo, woo
Woo, who, who
Woo, who, who
Oh, yeah

Qual é o meu nome
Diga-me amor, qual é o meu nome
Diga-me docinho, qual é o meu nome

Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Woo, who, who
Oh, yeah
Woo woo
Woo woo

Pois é… você ouve Sympathy For The Devil, com ninguém menos que os Rolling Stones, uma música que foi lançada quando, hein: 1968. Algo me disse que tinha que ser essa música aqui…

E então? Nelson Rodrigues pintando um quadro sombrio meio século atrás. Você pensou que falava destes nossos dias sombrios, não é? Pois é…

Poucos dias atrás, durante o quebra quebra que se segue às chamadas manifestações populares no Rio de Janeiro, dois inconsequentes acenderam um rojão que foi explodir junto à cabeça de um cinegrafista da TV Bandeirantes que documentava a confusão. O cinegrafista morreu e o que se seguiu foi uma polêmica insana sobre responsabilidades, criminosos, jovens inocentes, fascistas (outra vez), intolerância, etc.

Confesso que fiquei assustado. Em alguns momentos parecia que eu estava num filme italiano dos anos sessenta, daqueles de Pasolini ou até mesmo de Fellini, onde imperava o realismo fantástico. Não parecia ser real aquela discussão. Havia um brasileiro morto e se discutiam questões acessórias…

Bem, o escritor Ruy Castro escreveu um texto chamado Trevas dos Brasileiros, publicado na Folha de São Paulo. É conveniente trazê-lo para esta nossa reflexão.

Nelson Rodrigues, numa crônica dos anos 60, falou de um inglês de passagem pelo Rio. Ao lhe perguntarem que característica identificava no brasileiro, o visitante espiou em volta e declarou: a cordialidade. Referia-se às pessoas que, nas ruas, se dirigiram umas às outras como se se conhecessem , fossem íntimas e se estimassem, embora nunca se tivessem visto.

Nelson fez disso um artigo, mas talvez não partilhasse da ideia do inglês – ou não de todo. Porque, em outra crônica, pouco depois, escreveu: “O brasileiro tem suas trevas interiores. Convém não provocá-las. Ninguém sabe o que existe lá dentro”.

Mas se não sabíamos como era o brasileiro por dentro, não é por falta de exemplos que estamos deixando de saber. Nosso passado recente inclui prisioneiros metralhados às centenas numa cadeia, homens fritando seus semelhantes em “micro-ondas” nas favelas ou abatendo helicópteros com fuzis. Chacinas são vistas como faxinas. Outros degolam companheiros de cela, chutam cabeças de adversários caídos nas arquibancadas, agridem moradores de rua e gays e vão às ruas para destruir, queimar, matar.

Conheci Santiago Andrade, o cinegrafista morto pelos “black-blocs”. Durante anos, veio semanalmente a meu apartamento, com o produtor João Paulo Duarte, para gravar uma coluna diária que eu fazia na TV BandNews. Era grande profissional e pessoa. Insistia no melhor enquadramento, melhor som, melhor luz. Se, por minha culpa, tivéssemos de refazer cada coluna duas ou três vezes, era com ele mesmo.

Santiago foi vítima desses brasileiros que estão pondo suas trevas para fora. Há algo de monstruoso em quem dispara um rojão em meio a uma multidão, indiferente ao que pode acontecer. Alguém fracassou na formação desses indivíduos.

Não somos cordiais, somos cruéis, e é bom que o mundo se cuide a nosso respeito.

Bem, não sei você, mas eu estou a cada dia mais indignado. Não aceito esse rótulo de cruel. Ou fascista. Ou bandido. Ou intolerante. Não sou assim, acho que você também não é. Não tenho nenhuma simpatia pelo diabo, mas estou convencido que o brasileiro tem suas trevas interiores. Convém não provocá-las. Ninguém sabe o que existe lá dentro.

E é assim então, ao som de Sympathy For The Devil com a orquestra de Ukulele Sinfônico Honolulu que este Café Brasil endiabrado vai saindo de mansinho. Fique com um diabinho aí atrás da orelha…

Com o iluminado Lalá Moreira na técnica, a sombria Ciça Camargo na produção e eu, que to que nem filme de terror americano, com a pilha da lanterna acabando, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bruno Marcellus Rodrigues , a Sinfônica Honolulu e… os Rolling Stones.

O Café Brasil chega até você com apoio da Pellegrino, uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil. Além disso a Pellegrino também distribui conhecimento sobre carreira, gerenciamento, comunicação e outros temas muito legais pelo www.facebook.com/pellegrinodistribuidora. Pellegrino sempre com dois eles. Experimente. Nunca é demais aprender, não é?

Pellegrino Distribuidora. Conte com a nossa gente.

O podcast Café Brasil existe pois tem o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera, e de onde ele veio, tem muito mais! Acesse www.portalcafebrasil.com.br.

Pra terminar, uma frase dele, é claro. Nelson Rodrigues:

Antigamente, o silêncio era dos imbecis hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.