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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Hoje vamos mais uma vez falar dessa sociedade da informação que nos afoga em conteúdo, e onde pouca gente consegue nadar de braçada. Parece que a maioria quer apenas uma boia, sabe como é?

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural ewww.facebook.com/auditorioibirapuera.

Quem ganhou um exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA e um kit DKT foi o Robson Fogaça, que comentou assim:

“Olá Luciano, Ciça e Lalá! Estou ouvindo nesse instante o programa Geração cabecinha e, de imediato, já vou compartilha-lo com meus alunos. 

A relevância da percepção sobre o bom uso da internet, dos livros e acima de tudo da nossa capacidade de pensar, são pontos que procuro desenvolver em sala de aula e que, algumas vezes, é percebida como “preguiça” da parte deste professor, já que quero força-los a ir além da ação passiva de esperar tudo do professor. 

Aprofundar, sermos mais que “um oceano com um palmo de profundidade” é tarefa árdua a quem tem a pretensão de ensinar. 

Obrigado pelo impulso e motivação que vocês geram nesse humilde pretenso educador e formador de – mais que profissionais – seres humanos e cidadãos. 

Grande abraço e vida longa ao “nosso” cafezinho. 

Robson Fogaça”

Obrigado Robson! Você como professor desempenha papel fundamental na missão de fazer com que os alunos se aprofundem mais que um palmo. Você vai curtir o programa de hoje.

E o Whatsapp, hein? Cara, tá pegando fogo! A turma está comentando pra valer, e estou recebendo pérolas que chegam a ser emocionantes. Uma delas tem tudo a ver com o programa de hoje e vem lá da Bélgica, de um ouvinte que está usando o Café Brasil para aprender a falar português, cara. É o Tom. E o Tom é um cara especial. Ouça só:

(Áudio do Tom)

Caro Tom, estou impressionado, cara! Em dois meses e meio você já é capaz de falar português desse jeito? E aprendendo sozinho, pela internet? E ouvindo o Café Brasil? Ah cara! Isso é que é força de vontade. Mas ao mesmo tempo é o exemplo acabado das oportunidades que a internet dá para quem está disposto a crescer. Meus parabéns pra você, que é sem dúvida uma inspiração. Espero que continue ouvindo nosso cafezinho, comentando e inspirando os brasileiros a fazer o mesmo. Ei, que tal aprender inglês em 100 dias, usando a internet? Alguém aí aceita o desafio do Tom?

Muito bem. O Robson ganhou um livro e um kit de produtos DKT com a marca Prudence!

A DKT distribui a mais completa linha de preservativos e géis lubrificantes do Brasil e também apoia diversas iniciativas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. É, e também tem programas par o planejamento familiar! Acesse www.facebook.com/dktbrasil e conheça mais a respeito.

Então, vamos lá, você já sabe… aliás, o Lalá sabe. Lalá, na hora do amor você usa:

Lalá: PRUDENCE!

Vou começar o programa com o texto Ignorância abençoada, de Flavio Quintela, que é autor de um livrinho (mas é livrinho só no tamanhinho) fundamental chamado Mentiram ( e muito ) pra mim. Vamos a ele.

Ao fundo você ouve MERGULHO com Gabriel Improta, Daniela Spielmann, Alexandre Caldi, Rodrigo Villa e o veterano percussionista Don Camilo, a galera do Sincronia Carioca.

O final do século vinte nos trouxe uma das mais poderosas ferramentas de disseminação de conhecimento já vistas pelo homem, a internet. Desde o primeiro e-mail que enviei, quando ainda estava na faculdade, até hoje, passaram-se apenas vinte anos, mas a quantidade de avanços tecnológicos na área de telecomunicações foi imensa, permitindo que atualmente qualquer pessoa que possua um celular com plano de dados acesse desde o último vídeo do funkeiro do momento até as obras da maior biblioteca do mundo, a Biblioteca do Congresso, nos Estados Unidos. E é justamente esse amplo acesso à informação, jamais presente na história do homem em épocas anteriores, que se apresenta a nós como um paradoxo: mesmo diante de um oceano quase infinito de livros, dados, reportagens, aulas, poemas, contos, canções etc., todos a alguns toques de dedos de distância, a maioria das pessoas se aprofundou na ignorância, num movimento completamente oposto ao que o senso comum nos levaria a esperar.

Existe um ditado popular na língua inglesa que diz “A ignorância é uma bênção”. Esse ditado nunca pareceu tão verdadeiro como hoje. Parece que essa massa de dados e informações atingiu o homem comum como um grande peso sobre seu peito. Talvez uma analogia mais clara seja a de uma pessoa que está morrendo de sede e é jogada em um grande tanque de água, mas sem saber nadar. Assim como a água é o desejo físico do corpo sedento, a informação é o desejo da mente submetida à aridez de ideias. Mas assim como o corpo não treinado para nadar se afoga na abundância da água, também se afoga a mente não treinada na abundância de informações. E ali, circundada por algo que não pode vencer, ou que não acredita que pode vencer, a pessoa se agarra a qualquer coisa que a mantenha flutuando, e constrói sua ilha de ignorância. Afinal, a ignorância só pode ser uma bênção se ela for de alguma forma salvadora.

Mas há mais. Essa ilha não é deserta, de forma alguma. Uma das grandes atrações da ignorância é seu caráter inclusivo: sempre há espaço para mais gente e lá nunca se está sozinho. Muitas pessoas que conseguem romper barreiras e ascender intelectualmente experimentam em seguida um sentimento de solidão.

Acabam descobrindo que aquela ilha era na verdade um continente populoso e que a viagem agora é através de lugares bem mais ermos. A busca pelo conhecimento acaba se tornando uma busca pela verdade e a busca pela verdade se dá em caminhos cada vez mais solitários. 

Cada nova descoberta, cada esclarecimento que penetra a mente e depois a alma, traz consigo um pouco mais dessa solidão mental. E por mais que alguém nessa jornada queira se manter próximo a todos os que sempre estiveram ao seu lado, essa proximidade se torna cada vez mais predominantemente física. E então é chegado o ponto em que todo viajante intelectual já enfrentou ou irá enfrentar, quando aquela pergunta vem à mente: essa busca vale a pena? É realmente melhor buscar o conhecimento e a verdade e fazer parte de um grupo cada vez menor? Não seria melhor simplesmente aceitar a bênção universal da ignorância e viver feliz com as coisas mais simples da vida?

Tenho uma notícia boa e uma ruim para você que já fez essas perguntas. Vamos primeiro à ruim: você não tem como voltar atrás. É como o cego que passa a enxergar e não consegue mais viver de olhos fechados. Mas não há porque se desesperar. A notícia boa é que você foi feito para isso. Nossa diferença para os outros animais é a capacidade de questionarmos nossa própria existência, e com isso mudarmos tudo ao nosso redor. Criamos coisas belíssimas em nossa breve história, tesouros radiantes que conseguem refletir o toque de divindade que nos foi dado em nossa criação. A humanidade tem muito de que se envergonhar, não há dúvida, mas há tanto mais para se orgulhar, na arte, na ciência, na filosofia. E o que foi produzido de melhor por aqueles que hoje chamamos de gênios, só o foi por uma simples razão: eles se dispuseram a abandonar o conforto da ignorância e se aventuraram pelo desafio solitário de conhecer, de superar, de exceder, de fazer jus à condição de ser humano.

Mergulho
Alzira Espíndola
Alice Ruiz

Por isso tome fôlego
Que eu vou até o fundo do que posso

Posso bem menos do que imaginas
Posso bem mais do que pensei
Se a superfície é cristalina
Só mergulhando eu sairei

Posso aprender a vida ensina
Posso ensinar aprenderei
Posso enfrentar a minha sina
Posso ter medo mas te amarei
Posso?

Você está ouvindo outra música chamada MERGULHO. Esta é de Alzira Espíndola e Alice Ruiz, na voz de Rogéria Holtz, que vem lá de Curitiba…

Muito bem, vale dizer de novo o final do texto do Flávio Quintela: E o que foi produzido de melhor por aqueles que hoje chamamos de gênios, só o foi por uma simples razão: eles se dispuseram a abandonar o conforto da ignorância e se aventuraram pelo desafio solitário de conhecer, de superar, de exceder, de fazer jus à condição de ser humano.

Fazer jus à condição de ser humano.

Você já parou para pensar sobre isso, hein? Fazer jus à condição de ser humano? Tem tudo a ver com a capacidade de aprender, de querer crescer intelectualmente. Ai cara! Mas tá ficando cada vez mais confuso isso…

O jornalista Juan Luis Cebrián, fundador do jornal espanhol ‘El País’, deu uma entrevista tempos atrás sobre esse assunto da intermediação, especialmente com a chegada da internet. Ouça só:

No fundo a internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? As próprias organizações políticas foram ultrapassadas pela movimentação dos cidadãos. Como ordenar tudo isso? Não sei. O envolvimento da imprensa com a política é um fenômeno antigo. O que é novo é a instantaneidade, a globalidade e a capacidade de transmissão de dados que, por si só, configura um poder fabuloso. 

A internet cria um mundo sem hierarquias. E nós, acostumados ao mundo piramidal, com instituições fortes, o Estado, a Igreja, os partidos, enfim, com ordem estabelecida, agora temos que nos achar nessa imensa rede onde todos mandam e ninguém obedece. A sociedade democrática se move pela norma, que nos conduz à lei. No mundo virtual, a norma não conduz à lei, mas ao software.

Pois é. Essa reflexão de Luis Cebrián nos coloca o problema sob uma perspectiva interessante: se não há intermediários, quem vai me guiar? A internet, com suas possibilidades infinitas, me deixa perdido! Por onde começo? Para que lado vou?

Essa é e será cada vez mais a grande questão a ser enfrentada pelas novas gerações, que lembra a frase que o poeta Guilherme de Almeida escolheu para o brasão da cidade de São Paulo, parece que inspirado em Goethe: NON DUCOR DUCO, que quer dizer: não sou conduzido, conduzo! Não sou liderado, lidero!

Tempos atrás eu tive acesso a um pequeno texto de Celso Afonso Brum Sagastume, que é ótimo para contribuir com essa reflexão:

Eu não nasci gostando de poesia, nem de música clássica – na verdade, na minha pré adolescência eu odiava os “Concertos para a Juventude”. Mas aprendi a gostar…

Dizem que gosto não se discute. Mas,como não? Se podemos definir o bom gosto e o mau gosto, podemos discutir sim! Basta que tenhamos critérios para tal.

Basicamente, o gosto depende da compreensão, da sensibilidade, da cultura, e da influência de outros, ou do grupo. Quanto maior for a nossa bagagem cultural, mais refinado é o nosso gosto – e gosto refinado é sinônimo de bom gosto. Isso não quer dizer que, para ter bom gosto, o sujeito tenha que ser um chato que só ouve música erudita. Se o ambiente é de festa, a música tem que ser popular e animada – e tem muita música popular e animada de excelente qualidade!

Quando eu era adolescente – que é a idade em que começamos a formar nossa personalidade – evidentemente que a minha bagagem cultural era muito limitada apesar disso, eu procurei me espelhar no gosto das pessoas que eu mais considerava – pessoas com bagagem cultural muito maior que a minha. Se eles gostavam de um tipo de música ou literatura, é porque deveria ter algo de bom – mesmo que eu ainda não tivesse condições de perceber exatamente o que. Mais tarde eu fui entendendo melhor os mecanismos que formam o nosso gosto e pude determinar o meu com maior precisão. Hoje eu tenho um gosto bem eclético – que varia do popular ao erudito – e me acho em condições de discutir gosto e bom-gosto com qualquer um…

Posso dizer que uma coisa foi fundamental na formação da minha personalidade: o desejo de evoluir o desejo de querer ser como as pessoas que eu admirava de buscar conhecimento e sair da minha mediocridade.

Hoje eu agradeço aos mestres e artistas por me ajudarem a construir a minha personalidade e pelo mundo maravilhoso que as artes proporcionam aqueles que delas sabem desfrutar.

Hummmm…sacou, hein? O Celso fala de “bagagem cultural”, aquele tesouro que adquirimos ao longo da vida e cuja aquisição nunca esteve tão à mão como hoje. Mas num mundo desintermediado, com toda informação ao alcance de seus dedos, quando – como dizem os progressistas – partimos na busca de uma nova narrativa, aquele mundo alinhado do Celso Sagastume não existe mais. É o mundo dos hiperlinks, onde tudo pode ser começo, meio ou fim.

Nem vem que não tem
Wilson Simonal
Carlos Imperial

Nem vem que não tem 
Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa 
Esquenta o ferro, passa minha roupa 
Eu nesse embalo vou botar pra quebrar 
Sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá!

Nem vem que não tem 
Nem vem de escada que o incêndio é no porão 
Tira o tamanco, tem sinteco no chão 
Eu nesse embalo vou botar pra quebrar 
Sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá!

Nem vem, numa casa de caboclo, já disseram 
Um é pouco, dois é bom, três é demais! 
Nem vem, guarda seu lugar na fila 
Todo homem que vacila, a mulher passa pra trás!

Nem vem que não tem 
Pra virar cinza minha brasa demora!
Michô meu papo, mas já vamos’imbora!
Eu nesse embalo vou botar pra quebrar 
Sacudim, sacundá, sacundim, gundim, gundá

Nem vem, numa casa de caboclo, já disseram 
Um é pouco, dois é bom, três é demais! 
Nem vem, guarda seu lugar na fila 
Todo homem que vacila, a mulher passa pra trás!

E aí, gostou? Essa foi NEM VEM QUE NÃO TEM, o sucesso de Carlos Imperial com Wilson Simonal e que você ouviu aqui com a carioca Karla Sabah.

Muito bem. Eu vou recapitular aqui e você costura ai, tá bom? O programa abriu com Robson Fogaça dizendo “quero força-los a ir além da ação passiva de esperar tudo do professor.”

Em seguida veio o Tom lá da Bélgica, mostrando que quem quer, tem o mundo à disposição. Pode até aprender um idioma em dois meses e meio e descortinar diante de si, um mundo novo.

Seguiu com Flávio Quintela, “muitas pessoas que conseguem romper barreiras e ascender intelectualmente experimentam em seguida um sentimento de solidão.”

Depois, Juan Luis Cebrián com “temos que nos achar nessa imensa rede onde todos mandam e ninguém obedece.”

E aí veio o Celso Sagastume com “agradeço aos mestres e artistas por me ajudarem a construir a minha personalidade”

E eu contribuí com: “não sou conduzido, conduzo”.

Há que se escolher entre os dois caminhos possíveis: permanecer no conforto da ignorância, entregar nossas escolhas a terceiros, deixar que alguém nos conduza ou… abandonar o conforto da ignorância e se aventurar pelo desafio solitário de conhecer, de superar, de exceder, de fazer jus à condição de ser humano.

Como eu sempre digo e você que ouve o Café Brasil deve estar cansado de saber, é tudo uma questão de escolha. Tem a zona da indiferença, tem a pocotice, preguiça, tem o conformismo e tem o propósito de ser dono da sua vida. De não ser conduzido, mas conduzir.

É sempre ela, a escolha. E sabe de quem é a responsabilidade? É única e exclusivamente sua.

Tudo que você podia ser
Milton Nascimento
Lô Borges

Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser

Sei um segredo
Você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e no anel de Zapata
Tudo que você devia ser
Sem medo

Não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser
Na estrada

Ah! Sol e chuva
Na sua estrada
Mas não importa, não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser
Ou nada

Não importa, não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser
Ou nada!

E é assim então, ao som de TUDO QUE VOCÊ PODIA SER, de Lô Borges e Milton Nascimento, com o próprio Milton, que vamos arrumando as malas por aqui.

Com o sempre curioso Lalá Moreira na técnica, a independente Ciça Camargo na produção e eu, que não sou conduzido, conduzo, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Robson Fogaça, Celso Brum Sagastume, Flávio Quintela, Juan Luis Cebrián, Rogéria Holtz, Sincronia Carioca, Karla Sabah e Milton Nascimento. Que tal?

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Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera.

De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no www.portalcafebrasil.com.br.

E agora tem WhatSapp pra comentar!!! É o 11 96789 8114. Repetindo: 11 96789 8114. Tecle aí, grave uma mensagem de voz!

Para terminar, uma frase de quem? Sêneca.

Não há coisa mais fácil que o conhecimento alheio.