s
Podcast Café Brasil com Luciano Pires
O Lado Cheio
O Lado Cheio
Aqui é o lugar onde você encontrará análises sobre o ...

Ver mais

Pelé e os parasitas.
Pelé e os parasitas.
Meu herói está lá, a Copa de 1970 está lá, o futebol ...

Ver mais

Branding a preço de banana.
Branding a preço de banana.
Quanto vale o branding? Pelo que estou vendo acontecer ...

Ver mais

O Tigre Branco. Ou poderia ser Cidade de Budah…
O Tigre Branco. Ou poderia ser Cidade de Budah…
Um grande comentário sócio-político sobre a divisão em ...

Ver mais

Café Brasil 764 – LíderCast Live – Gastronomia Viva
Café Brasil 764 – LíderCast Live – Gastronomia Viva
Medidas restritivas desproporcionais impostas pelos ...

Ver mais

Café Brasil 763 – A Agro é pop?
Café Brasil 763 – A Agro é pop?
Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil,  ...

Ver mais

Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um ...

Ver mais

Café Brasil 761 – O viés nosso de cada dia
Café Brasil 761 – O viés nosso de cada dia
Você já ouviu falar em autoilusão? A forma como nós ...

Ver mais

LíderCast 217 – Amyr Klink
LíderCast 217 – Amyr Klink
Meu nome é Amyr Klink, tenho 65 anos e eu construo viagens.

Ver mais

LíderCast 216 – Denise Pitta
LíderCast 216 – Denise Pitta
Empreendedora digital, dona do site Fashion Bubbles, ...

Ver mais

LíderCast 215 – Marco Antonio Villa
LíderCast 215 – Marco Antonio Villa
Historiador, professor, comentarista polêmico em rádio ...

Ver mais

LíderCast 214 – Bianca Oliveira
LíderCast 214 – Bianca Oliveira
Jornalista e apresentadora, hoje vivendo na Europa, ...

Ver mais

Sem treta
Sem treta
A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

Ver mais

O cachorro de cinco pernas
O cachorro de cinco pernas
Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

Ver mais

Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

Ver mais

Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Escolha um tema quente, dê sua opinião e em seguida ...

Ver mais

John Williamson e o Consenso de Washington
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
John Williamson e o “Consenso de Washington” “O Consenso de Washington já foi “aquela babaquice” reproduzida por Marcos Lisboa no início do governo Lula, citando a famigerada entrevista de Maria ...

Ver mais

Comércio Eletrônico no Brasil e que fazer em 2021
Michel Torres
No início de abril passávamos pela primeira experiência de fechamento do comércio na maioria das cidades no Brasil em função da pandemia do COVID-19. Esse grande desafio global estava apenas ...

Ver mais

Três livros sobre corrupção e como combatê-la
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A corrupção e o desafio de combatê-la em três livros “Ao contrário da maioria dos crimes violento ou passionais, a corrupção em larga escala é um crime absolutamente racional, baseado na análise ...

Ver mais

Richard Feynman desancando a universidade brasileira… de 1951
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Como acabar com o mito de que a educação brasileira dos anos 50 tinha boa qualidade…   Em 1951, o físico norte-americano Richard Feynman (que posteriormente ganharia o Nobel de Física) veio ...

Ver mais

Cafezinho 376 – Amizades supérfluas
Cafezinho 376 – Amizades supérfluas
Não tenho tempo de vida para amizades supérfluas.

Ver mais

Cafezinho 375 – As Mídias E Eu
Cafezinho 375 – As Mídias E Eu
Dias 26, 27 e 28 de abril vai acontecer o DESAFIO AS ...

Ver mais

Cafezinho 374 – Amizades perdidas
Cafezinho 374 – Amizades perdidas
Não brigue com seu amigo por causa da política. Depois ...

Ver mais

Cafezinho 373 – oladocheio.com
Cafezinho 373 – oladocheio.com
Venha para o lado dos que querem construir.

Ver mais

Café Brasil 424 – Aos Vinte e Sete

Café Brasil 424 – Aos Vinte e Sete

Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. O programa de hoje é um daqueles que eu a-do-ro fazer, pois a inspiração vem de uma música e quando isso acontece… Bem, não sei se você vai gostar, mas eu pirei…

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera

E o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, acompanhado do apimentadíssimo kit DKT vai para….para…. a Ana Paula, que é enfermeira lá em Osasco e comentou o programa pelo Whatsapp. Ouça:

Que legal Ana. Eu posso imaginar a sua sensação ao ouvir aqueles comentários das enfermeiras sobre o paciente do transplante de coração! É. Eu sei. Eu sei que quem trabalha com o coração são as enfermeiras e é o médico que leva a fama. Obrigado pela dedicação e pelas palavras gentis. Mande seus dados pra gente enviar os brindes. E um beijão pra sua filha, viu! Só quero ver você explicar o Kit DKT pra ela…

Mas quero botar no ar mais um comentário. É da Sefika Gulfem Karakus, para quem não vai dar para mandar os brindes. Saiba a razão:

Que delícia esse “Bom dia Luciano”!!! Obrigado Sefika! Se você tiver um endereço no Brasil a gente manda os brindes, viu? Olha vai preparando as coisas ai que um dia vou pra Turquia! Eu quero conhecer esse país tão maravilhoso!

Muito bem. A Ana Paula ganhou um kit de produtos DKT com a marca Prudence! Você sabe né que os produtos Prudence são a mais completa linha de preservativos e géis lubrificantes do Brasil, distribuídos pela DKT, não sabe? A DKT apoia diversas iniciativas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. E também ao planejamento familiar! Acessewww.facebook.com/dktbrasil e conheça mais a respeito.

Na hora do amor, use PRUDENCE.

Então. Aperte os cintos e vamos entrar na nave do Café Brasil pra embarcar na nossa viagem, que começa com uma descoberta deliciosa.

O compositor, instrumentista e cantor carioca Edu Krieger. Edu tem músicas gravadas por Maria Rita, Ana Carolina, Maria Gadu, Roberta Sá e muitos outros. Até uma música em parceira com Oscar Niemeyer ele tem…

Pois bem. Investigando o ótimo trabalho do Edu, eu dou de cara com uma canção fascinante. Uma levada nordestina, tipo repente, onde ele canta sobre artistas famosos que morreram aos 27 anos e faz um curioso contraponto com um artista brasileiro de primeira linha. É uma delícia e acabou me inspirando este programa, que terá como pano de fundo a música do Edu chamada AOS 27.

Manda lá, Lalá.

Janis Joplin com sua voz rasgada
Foi rainha na era da loucura
Conheceu triste morte prematura
Por levar uma vida desregrada
Personagem pra sempre relembrada
De uma história que muito se repete
Pois aqui no Brasil teve um valete
Que bem antes viveu em polvorosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Janis…Love Janis… Janis Joplin nasceu nos Estados Unidos em 1943. Iniciou sua carreira solo em 1969. Cantora branca com voz e alma negra, Janis foi insuperável na interpretação do blues. Sua voz rasgada e a emoção que colocava em suas performances a lançaram ao estrelato imediatamente, o que foi demais para uma personalidade tão sensível e instável.

Janis passava com facilidade da euforia ao desespero, bebia demais e usava drogas demais. Não, drogas não… heroína. Incontrolável, chegou a ser processada por dizer palavrões em shows. Até no Brasil ela esteve, e existem histórias saborosíssimas dando conta de sua loucura e do romance que teria tido com ninguém menos que o Serguei. Em 1970 gravou “Pearl” álbum que tem como nome seu apelido entre os amigos, Pérola. O álbum Pearl saiu com duas faixas a menos que o previsto e uma delas, “Buried Alive in the Blues” saiu só com o instrumental. Não deu tempo de colocar a voz.

Ainda durante o processo de gravação Janis foi encontrada morta, num quarto de hotel em Hollywood, por overdose de heroína.

Janis Joplin tinha 27 anos de pura emoção, como você ouvirá aqui com um de seus grandes sucessos, Maybe.

Maybe
Janis Joplin

Maybe…

Oh, if I could pray, and I try, dear,
You might come back home, home to me.

Maybe
Whoa, if I could ever hold your little hand
Ooh, you might understand.
Maybe, maybe, maybe, maybe… yeah

Maybe, maybe, maybe, maybe, maybe, dear,
I guess I might have done something wrong,
Honey, I’d be glad to admit it
Ooh, come on home to me!
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe… yeah

Well, I know that it just doesn’t ever seem to matter, babe,
Ooh, honey, when I go out or what I’m trying to do,
Can’t you see I’m still left here
And I’m holding on in needing you

Please, please, please, please,
Oh, won’t you reconsider, babe,
Now come on, I said come back,
Won’t you come back to me!

Maybe, dear, oh maybe, maybe, maybe,
Let me help you show me how.
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe,
Maybe, maybe, maybe, yeah,
Maybe, maybe, maybe, yeah.
Ooh!

Revezando momentos de algazarra
Com a força divina de seu rock
Como Janis brilhou em Woodstock
Jimi Hendrix, o mago da guitarra
O danado gostava de uma farra
Só tocava curtindo seu chiclete
Quem quiser pode olhar na Internet
O que eu digo e repito em verso e prosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

James Marshall “Jimi” Hendrix, nasceu nos Estados Unidos em 1942.

Foi um guitarrista, cantor, compositor e produtor e é considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock. Jimmi inspirou-se nas inovações de músicos do blues como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, e do rhythm and blues como Curtis Mayfield. Apesar de outros guitarristas como Dave Davies do The Kinks, e Pete Townshend do The Who terem empregado recursos como o “feedback”, distorção e outros efeitos especiais, Hendrix usou estes recursos de uma forma que transcendia suas fontes de inspiração. Também foi um letrista cujas composições foram tocadas por inúmeros artistas. Sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível dos grande nomes do Rock.

Em Agosto de 1969 Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra rítmica e Jerry Velez e Juma Sultan na bateria e percussão. Dizem que Hendrix estava sob o efeito de uma dose potente de LSD tomada pouco antes de subir ao palco e o show, sem ensaio e desigual na performance, foi tocado para uma plateia igualmente enlouquecida que se esvaziava lentamente.

Esse show memorável possui uma extraordinária versão instrumental improvisada por Hendrix do hino nacional norte americano. De sua guitarra distorcida e quase irreconhecível, saíam sons de metralhadoras e bombas. A criação desses efeitos foi inovadora, muito além das técnicas tradicionais das guitarras elétricas. Essa execução foi descrita por muitos como a declaração da inquietude de uma geração da sociedade americana, e por outros como uma gozação anti americana, estranhamente simbólica da beleza, espontaneidade e tragédia que estavam embutidas na vida de Hendrix. Recomendo que você, se nunca ouviu, procure Hendrix em Woodstock no Youtube.

Em, 18 de Setembro de 1970 Jimmi Hendrix foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, desacordado após ter tomado nove pílulas para dormir e asfixiando em seu próprio vômito. Horas mais tarde, Jimmi morreria num hospital.

Jimi Hendrix tinha 27 anos. É ele com a maravilhosa Little Wing que você ouvirá agora. Espera Lalá, deixa eu ajoelhar…

Litte wing
Jimi Hendrix

Well, she’s walking through the clouds

With a circus mind
That’s running round
Butterflies and zebras and moonbeams
And fairy Tales

That’s all she ever thinks about

Riding with the wind

When I’m sad, she comes to me
With a thousand smiles
She gives to me free

It’s alright, she said
It’s alright
Take anything you want from me
You can take anything, anything

Fly on, little wing
Yeah, yeah, yeah, little wing

Vou falar de outro grande guitarrista
Que ajudou a criar os Rolling Stones
O eterno e lendário Brian Jones
É mais um a engrossar a nossa lista
Apesar de brilhante instrumentista
Mick Jagger chamou no tète-a-tète
Expulsou o rapaz de seu escrete
Já cansado de tanta rebordosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Brian Jones nasceu em 1942 na Inglaterra e é desconhecido pela maioria das pessoas. Foi Brian quem formou e deu nome à banda, escolheu os membros, decidiu o tipo de música que íamos tocar e conseguiu shows, diz o baixista Bill Wyman. Ah, sim, a banda a que Bill se refere é nada menos que os Rolling Stones.

Se você acha que ninguém tem a presença de palco de Mick Jagger, saiba que ele aprendeu muito com o seu “chefe” Brian Jones que, segundo muitos fãs da banda, mandava melhor que o próprio Jagger. E, se Mick Jagger se gaba de ter transado com mais de 4 000 mulheres, Jones só não conseguiu o mesmo porque não teve tempo. Com 25 anos, já tinha 5 filhos – eram tantos que dois deles acabaram tendo o mesmo nome, por falta de ideias.

Provavelmente o maior pecado cometido por Brian foi pensar que tinha a mesma saúde do imortal Keith Richards… Jones abusava de álcool, LSD e metanfetamina, entre outras drogas da época. Tomado pelas drogas, sem controle, Brian Jones foi se exilando num mundo próprio e saindo da banda, como se ele mesmo estivesse se excluindo aos poucos.

É impossível negar a importância que Brian teve para os Stones. Sua rebeldia foi vital para que se destacassem como uma espécie de contraproposta ao que eram os Beatles, a grande e certinha banda da época. Sua versatilidade musical influencia até hoje as músicas da banda, sempre contando com trompetes, saxofones e percussões que forma introduzidas por ele.

Brian segurou o peso do grupo enquanto Keith Richards e Mick Jagger se desenvolviam como artistas, para depois brilharem. É possível dizer que sem Brian Jones os Rolling Stones não existiriam. E, com ele, provavelmente não teriam durado tanto tempo. Em todos os sentidos, ele acaba sendo a razão da existência dos Stones. As informações deste trecho estão em http://www.elhombre.com.br.

Por conta dos problemas com drogas, o guitarrista não conseguiu um visto para participar do Tour do álbum Let it Bleed nos EUA em, 1969. Foi a gota d´água. Brian Jones foi informado que não fazia mais parte do grupo.

Poucos meses depois, vivendo em uma fazenda afastada de Londres, Jones foi encontrado morto, afogado em sua piscina. Mais tarde descobriu-se que foi um homicídio cometido por um dos empregados da casa.

Brian Jones tinha 27 anos.

Vamos com um clássico? Ruby Tuesday, com os Stones incluindo Brian Jones.

Ruby Tuesday
Mick Jagger
Keith Richards

She would never say where she came from
Yesterday don’t matter if it’s gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

Don’t question why she needs to be so free
She’ll tell you it’s the only way to be
She just can’t be chained
To a life where nothing’s gained
And nothing’s lost
At such a cost

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

There’s no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Ain’t life unkind?

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I’m gonna miss you…

Abusando também da própria sorte
O poeta Jim Morrison foi gênio
Um dos mais criativos do milênio
Parecia viver buscando a morte
Sua voz tão sublime quanto forte
Ecoava dos Andes ao Tibéte
Mas a vida de excessos não promete
Um futuro de pedra preciosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

James Douglas Morrison nasceu em 1943, nos Estados Unidos, filho de um oficial da marinha. Aos 5 anos de idade, Jim teve sua primeira experiência com a morte. Ao passar de carro com os pais e avós pelo deserto, viu um acidente envolvendo um caminhão com trabalhadores indígenas. Vários corpos estavam espalhados pela estrada, sangrando até à morte. Anos depois, Jim diria: “… penso que, naquele momento, as almas ou os fantasmas desses índios mortos saltaram para a minha alma, e eu era como uma esponja, preparado para apenas estar ali sentado e absorver tudo… não é uma história de fantasmas, é algo que realmente tem importância para mim.”

Esse acontecimento talvez explique a vida rebelde e sombria de Jim Morrison, que se interessou por poesia, filosofia e… bebidas, passando uma adolescência e juventude turbulentas, cortando os laços com a família. Jim se mudou do seu apartamento e vivia onde encontrasse uma cama: a maior parte das vezes em sofás e no chão das casas de amigos. Mudou-se para Venice Beach, vivendo com um amigo até agosto de 1965, e depois nos telhados de um armazém. Jim fumava maconha e bebia muito num ambiente onde as drogas eram centrais, por isso foi inevitável experimentar LSD, que tem a tendência de fazer emergir aspectos escondidos na personalidade de uma pessoa (e nem sempre para o melhor).

Um amigo disse que Morrison tomava LSD “como quem comia doces”. Com Jim o ácido trouxe um insuspeito talento à superfície. Apesar de nunca ter tido grande afinidade por música Jim Morrison “começou a ouvir canções”. Dominado pelo LSD Jim emagreceu muito e em agosto de 1965, deu de cara com alguém que tinha conhecido na Universidade da Califórnia: Ray Manzarek. O que se passou depois deste encontro foi o nascimento de uma das mais brilhantes bandas da história do Rock and roll, o The Doors. De 1965 até 1971 foram 6 álbuns e um sucesso estrondoso.

Jim Morrison continuou seu mergulho no álcool e drogas, tornando-se cada vez mais criativo e incontrolável. Sai do palco de um dos show preso, acusado de masturbar-se em público.

Morrison tinha um problema respiratório e que tossiu sangue por quase dois meses enquanto passava uma temporada em Paris, em 1971. Por volta das 4 da manhã de 3 de julho daquele ano, Morrison acordou perturbado. Tossia de novo e, quando levantou, vomitou uma pequena quantidade de sangue. Disse a sua companheira, Pamela Courson que se sentia bem e que queria tomar um banho. Pamela, de 25 anos, voltou a dormir, mas logo decidiu ver como ele estava. Jim estava imóvel na banheira. Tinha um meio sorriso no rosto, e Pamela achou que ele estava brincando, aprontando alguma. Assustada, chamou os bombeiros para tentar a reanimação. A polícia e um médico vieram depois – todos tarde demais.

Em sua lápide está escrito: “Queime seu demônio interior”. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, pois embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína, Pam era consumidora. Ela morreu de overdose em 1973. As teorias da conspiração dizem que pode ter sido um assassinato encomendado, junto com o de Janis, Hendrix e Brian Jones, todos com a mesma idade. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte.

Jim Morrison morreu ao 3º dia de Julho do ano de 1971. Tinha 27 anos de idade…

Aqui vamos com os Doors e um baita blues, Woman is a Devil

Me and the devil
Jim Morrison

Walking side by side.
Me and the devil,
Going to take you on a long and evil ride.
The woman is a devil,
That’s what I’ve been told.
Woman is a devil,
That’s what I’ve been told.
She’ll take all your money,
Then she’ll spend all your gold.
All right.
The devil is a woman.
She’s a woman.
Well I play my acts, honey
She take the whole damn role.
Keep on going, now, come on.
All right play it, yeah.
One more time.
Well she feel like dying.
Only twenty-one.
Well she feel like dying,
But she’s only twenty-one.
She’s not the only,
She’s not the only one.
All right, all right, all right.
All right, all right.
Gonna save the whole world.
All right.

Kurt Cobain foi o líder de seu trio
E buscando atingir o tal nirvana
Se meteu numa vida tão mundana
Que acabou mergulhado num vazio
Quem se arisca em caminho tão sombrio
Geralmente já sabe onde se mete
Vira reles e vil marionete
De uma história cruel e perigosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Kurt Donald Cobain nasceu em 1967 nos Estados Unidos. Filho de uma família humilde de Aberdeen, costa oeste do Estados Unidos, Kurt foi uma criança super protegida. Tímido, tinha bronquite e costumava passar os dias desenhando sozinho, ou melhor, com seu amigo imaginário Buddah. Kurt começou a mostrar interesse pela música quando tinha apenas 2 anos de idade. Sua tia lhe deu discos dos Beatles e do Monkees.

Sempre com problemas de saúde, hiperatividade e bronquite crônica, na oitava série descobriram que Kurt tinha um pequeno grau de escoliose que, com o passar do tempo e o peso da guitarra, se agravou. Em 1975, aos oito anos de idade, os pais de Kurt se divorciaram e ele passou a viver com a mãe. Mas ela só aguentou ficar três meses com Kurt. Revoltado com o fim do casamento dos pais, o garoto tinha passado o verão inteiro batucando desesperadamente e não aceitara de maneira alguma o novo namorado da mãe. Kurt descontava em qualquer um sua raiva e a mãe não conseguia mais controlá-lo. Então Kurt foi morar no trailer de seu pai Donald, empregado de uma serralheria noutra cidade.

Neste meio tempo, ele começou a descobrir novas músicas. Seu pai começou a montar uma coleção de discos depois de alguém conseguir convencê-lo a entrar no Clube de disco. Todos os meses vinham discos de bandas como: Aerosmith, Led Leppelin, Black Sabbath e Kiss… Nessa época Kurt conheceu na escola um tipo engraçado, muito alto para sua idade e que provocava risos em todos. O nome do garoto: Krist Novoselic.

Apresentado ao Punk Rock e às drogas, Kurt logo estaria formando bandas. A Fecal Matter (matéria fecal), com Noveselic, daria origem ao Nirvana, uma das mais bem sucedidas bandas da transição dos anos 80 para os 90. E o hiper sensível Kurt, envolvido com drogas pesadas, casamentos complicados, overdoses e tentativas de suicídio, passou poucos dias de seus últimos 6 anos de vida longe da heroína. Já na primeira turnê europeia do Nirvana, Kurt sofreu um colapso em pleno palco em Roma. Surtou, quebrou microfones, ameaçou acabar com o grupo e quase não chega vivo a Londres, de onde saiu consagrado como sensação underground. No dia 04 de março de 1994, Kurt Cobain é hospitalizado e entra em coma.

No dia seguinte ele acorda e pede um milkshake. No dia 08 deixa o hospital caminhando sozinho. Kurt tinha o mundo nas mãos e um revólver também. Achou que morto ficaria mais sossegado do que recebendo em vida a adoração de milhões de pessoas. E assim, um mês mais tarde, mais provavelmente no dia 05 de abril de 1994, Kurt Cobain se suicidou com um tiro na cabeça. Seu corpo só foi encontrado três dias depois pelo eletricista que cuidava da segurança da residência.

O velório ocorreu no mesmo dia em Seattle, foi neste que sua mulher, Courtney Love leu seu bilhete de suicídio, dedicado ao seu imaginário amigo de infância, Buddah, dizendo que não aguentava mais a fama.

Kurt Cobain tinha 27 anos…

Aqui vamos com COME AS YOU ARE, do show unplugged realizado em Nova Iorque, apenas seis meses antes do suicídio.

Come as you are
Kurt Cobain

Come as you are, as you were,
As I want you to be

As a friend, as a friend, as an old enemy
Take your time, hurry up
The choice is yours, don’t be late
Take a rest as a friend as an old memory.
Memory, memory, memory.

Come doused in mud, soaked in bleach
As I want you to be
As a trend, as a friend, as an old memory.
Memory, memory, memory

And I swear that I don’t have a gun
No I don’t have a gun(2x).

Outro exemplo de triste despreparo

Encontramos em Amy Winehouse
Não me espanta que tanta droga cause
Um final que tem preço muito caro
De talento tão grande quanto raro
Conquistou multidões com seu topete
A nação da Rainha Elizabeth
Deu ao mundo artista poderosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Amy Jade Winehouse nasceu no dia 14 de setembro de 1983 na Inglaterra. Filha de uma família judia, iniciou suas atividades musicais muito cedo, fundando uma banda de rap aos 10 anos de idade. Aos 16, Amy apresenta-se cantando e tocando guitarra elétrica em pequenos bares e pubs junto ao seu amigo Tyler James. Então decidiu enviar algumas fitas demo com composições próprias para a gravadora Island Records, despertando a atenção do produtor musical Darcus Breeze.

Ele, após assistir a uma apresentação da cantora, fechou contrato com Amy e lançou o álbum Frank em 2003, bem recebido pela crítica mas com sucesso comercial relativo. No entanto, Amy passou a ser celebrada, ganhando prêmios e voltando à atenção da imprensa britânica em 2006, devido à sua drástica perda de peso e ao seu consumo excessivo de álcool e drogas. Nesse período, também chamou atenção para a sua imagem, que ficou caracterizada pela maquiagem pesada e um penteado inspirado pela moda das décadas de 1950 e 1960.

Em 2006 Amy lança seu segundo álbum de estúdio “Back to Black” e conquistou o mundo todo. Sua música ícone,“Rehab”, vendeu milhares de cópias. Amy foi considerada uma das mulheres mais influentes do século XXI.

Depois de decepções amorosas e casamentos desfeitos e até prisões, ou até por influência do primeiro marido, Amy perde o controle e os excessos com drogas pesadas e álcool passam a ser rotina. Fotos com o nariz sujo de cocaína, rosto acabado, marcas pelo corpo, maquiagem suja, magreza extrema e performances em que se apresentava em estado alterado provocaram o cancelamento de shows. E o mundo assiste à lenta deterioração da cantora. Internações em clínicas de reabilitação e por porte ilegal de substâncias tóxicas tornam-se frequentes.

No dia 23 de julho de 2011, a cantora foi encontrada morta em seu apartamento. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência. A médica legista disse que a quantidade de álcool encontrada no sangue da artista era cinco vezes maior que o suportável.

Amy tinha 27 anos…

Aqui você ouve um clássico, OUR DAY WILL COME. Ouça que delícia…

Our day will come
Bob Hilliard
Garson Mort,

Our day will come (Our day will come)

And we’ll have everything
We’ll share the joy
Falling in love can bring

No one can tell me
That I’m too young to know
I love you so
And you love me

Our day will come (Our day will come)
If we just wait a while
No tears for us
Think love and wear a smile

Our dreams are meant to be
Because we’ll always stay
In love this way
Our day will come

[Instrumental break]

Our dreams are meant to be
Because we’ll always stay
In love this way

Our day will come

Our day will come

Our day will come

Our day…will come

Our day will come

Então vamos lá.

Noel Rosa nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, em 1910. Tornou-se anos mais tarde conhecido como o “Poeta da Vila”. Morou durante seus vinte e seis anos e meio de vida na mesma casa na rua Teodoro da Silva, que tempos depois seria demolida para a construção de um prédio residencial que leva o seu nome. Noel teve em seu nascimento fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, além de uma pequena paralisia na face direita, que o deixou desfigurado para o resto da vida, apesar das cirurgias sofridas aos seis e doze anos de idade.

Quando tinha apenas 13 anos, começou a tocar bandolim de ouvido e violão, que aprendeu com o pai, primo e amigos. Já dominando o instrumento, fazia serenatas com o irmão no bairro de Vila Isabel em 1925. Nesse mesmo ano, conheceu o compositor Sinhô, de quem tornou-se grande admirador. Sem deixar de lado o violão e as serenatas, em 1929, ao terminar o ginásio, preparou-se para a Faculdade de medicina, que viria a abandonar três anos depois.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Noel compôs esse samba quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas e ele, com pressa perguntou: “Com que roupa eu vou?”.

Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Em suas músicas falava de seu bairro, seus amores, seus desafetos, suas piadas, contribuindo para a música brasileira com momentos primorosos: Pierrô apaixonado, Pastorinhas, O orvalho vem caindo, Feitio de oração, Não tem tradução, Pra que mentir, Conversa de botequim, Gago Apaixonado, São coisas nossa, Mulher indigesta, Mentiras de mulher, Feitiço da vila, Dama de Cabaré, Palpite infeliz, Último desejo, Fita amarela e muitas outras canções.

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com uma moça da alta sociedade, Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Juraci Correia de Araújo, a Ceci, prostituta de cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado que escreveu a música “Dama do Cabaré” inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens. Noel ficou enlouquecido pela beleza de Ceci. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.

Rebelde, franzino, sem queixo, com saúde frágil, Noel era boêmio, namorador, bebia direitinho, varava madrugadas nos bares. Se em vez dos anos 20 fossem os anos 60, ele teria sido um roqueiro!

Pois como em tantos outros exemplos, seus excessos acabariam por comprometer sua saúde. No início de 1935, já com os dois pulmões lesionados, viajou com a mulher para se tratar em Belo Horizonte. O tratamento durou poucos dias, pois o compositor começou a frequentar os bares e o meio artístico da cidade, apresentando-se até na Rádio Mineira. Dali para a frente foi uma sucessão de problemas de saúde, sempre seguidos da vida boêmia. Em 1936, com tuberculose, saiu muito mal, de taxi, de Ribeirão das Neves para o Rio de Janeiro, para falecer no dia 4 de maio de 1937 da tal tuberculose que o perseguia desde sempre.

Noel Rosa tinha 26 anos.

Aqui você ouve o clássico CONVERSA DE BOTEQUIM, que ele compôs com o paulista Osvaldo Gogliano, o Vadico. Gravação de 1935…

Conversa de Botequim
Noel Rosa

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d’água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro
Um envelope e um cartão
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste umas revistas
Um isqueiro e um cinzeiro

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d’água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

Telefone ao menos uma vez
Para três quatro, quatro, três, três, três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente

Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d’água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol

Que tal, hein? Janis Joplin, Jimi Hendrix, Brian Jones, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse, talentos que desapareceram aos 27 anos de idade, mas que estão para sempre na história da música mundial. Volto àquela minha tese de que pessoas geniais são sempre desequilibradas. Talvez enxerguem o mundo de outro jeito, achem que a vida como ela é, é pouco, precisam buscar mais, uma outra realidade, uma outra expressão, um algo que nós, os normais, não conseguimos perceber. E então se entregam… mas o corpo parece só suportar até os 27 anos.

E o Noel, hein? É nosso exemplo brasileiro, com tanto talento como o dos outros que se foram, sempre tão jovens. Deixo a todos uma homenagem, com o humor de Noel Rosa, noutro clássico, com gravação de 1930.

Gago apaixonado
Noel Rosa

Mu-mu-mulher, em mim fi-fizeste um estrago
Eu de nervoso estou-tou fi-ficando gago
Não po-posso com a cru-crueldade da saudade
Que que mal-maldade, vi-vivo sem afago

Tem tem pe-pena deste mo-moribundo
Que que já virou va-va-va-va-ga-gabundo
Só só só só por ter so-so-sofri-frido
Tu tu tu tu tu tu tu tu
Tu tens um co-coração fi-fi-fingido

Mu-mu-mulher, em mim fi-fizeste um estrago
Eu de nervoso estou-tou fi-ficando gago
Não po-posso com a cru-crueldade da saudade
Que que mal-maldade, vi-vivo sem afago

Teu teu co-coração me entregaste
De-de-pois-pois de mim tu to-toma-maste
Tu-tua falsi-si-sidade é pro-profunda
Tu tu tu tu tu tu tu tu
Tu vais fi-fi-ficar corcunda!

Muito bem. Gostou do programa? Diferente, né? Bom, tudo graças ao Edu Krieger, que teve a sacada dos 27 anos…

E é assim então, ao som de GAGO APAIXONADO , com Noel Rosa, que era puro Rock´n roll, que nosso Café Brasil vai saindo no embalo.

Com o jovem Lalá Moreira na técnica, a roqueira Ciça Camargo na produção e eu, que há muito tempo passei dos 27 anos de idade, UFA, meu!, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco as ouvintes Ana Paula, aliás, que está presente aqui com o marido André, assistindo à gravação, Sefika Gulfem e os artistas Edu Krieger, Janis Joplin, Jimmi Hendrix, Brian Jones com os Stones, Jim Morrison com os Doors, Kurt Cobain, Amy Winehouse e Noel Rosa. Pode hein?

Não custa lembrar que o Café Brasil chega até você com o patrocínio da Pellegrino, que é uma das maiores distribuidoras de auto e moto peças do Brasil. Em sua página no Facebook a Pellegrino distribui conhecimento sobre carreira, gestão, comunicação e outros temas muito legais. Acesse www.facebook.com/pellegrinodistribuidora e experimente.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você também com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera.

De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha… www.portalcafebrasil.com.br.

E agora tem WhatSapp pra comentar!!! É o 11 96789 8114. Repetindo: 11 96789 8114. Tecle aí! Mande uma mensagem de voz!

Pra terminar, eu não vou de frase não. Eu vou soltar outra vez, desta vez inteirinha, a música AOS 27 de Edu Krieger.

Aos 27
Edu Krieger

Janis Joplin com sua voz rasgada
Foi rainha na era da loucura
Conheceu triste morte prematura
Por levar uma vida desregrada
Personagem pra sempre relembrada
De uma história que muito se repete
Pois aqui no Brasil teve um valete
Que bem antes viveu em polvorosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Revezando momentos de algazarra
Com a força divina de seu rock
Como Janis brilhou em Woodstock
Jimi Hendrix, o mago da guitarra
O danado gostava de uma farra
Só tocava curtindo seu chiclete
Quem quiser pode olhar na Internet
O que eu digo e repito em verso e prosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Vou falar de outro grande guitarrista
Que ajudou a criar os Rolling Stones
O eterno e lendário Brian Jones
É mais um a engrossar a nossa lista
Apesar de brilhante instrumentista
Mick Jagger chamou no tète-a-tète
Expulsou o rapaz de seu escrete
Já cansado de tanta rebordosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Abusando também da própria sorte
O poeta Jim Morrison foi gênio
Um dos mais criativos do milênio
Parecia viver buscando a morte
Sua voz tão sublime quanto forte
Ecoava dos Andes ao Tibéte
Mas a vida de excessos não promete
Um futuro de pedra preciosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Kurt Cobain foi o líder de seu trio
E buscando atingir o tal nirvana
Se meteu numa vida tão mundana
Que acabou mergulhado num vazio
Quem se arisca em caminho tão sombrio
Geralmente já sabe onde se mete
Vira reles e vil marionete
De uma história cruel e perigosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete

Outro exemplo de triste despreparo
Encontramos em Amy Winehouse
Não me espanta que tanta droga cause
Um final que tem preço muito caro
De talento tão grande quanto raro
Conquistou multidões com seu topete
A nação da Rainha Elizabeth
Deu ao mundo artista poderosa
Rock’roll pra valer foi Noel Rosa
Que partiu sem chegar aos vinte e sete