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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. O ano de 2015 começa de um jeito sombrio. No dia 7 de janeiro três terroristas invadem a redação de um jornal em Paris e fuzilam jornalistas, como uma reação às piadas que o jornal publicava sobre o islamismo. Mais uma vez o fanatismo calando quem pensa diferente, pela violência. É nessa praia que vamos hoje.

Posso entrar?

E o podcast Café Brasil continua chegando até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, você sabe, né?, estão aí, ó, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem ganhou o exemplar de meu livro NÓIS… QUI INVERTEMO AS COISA, acompanhado do kit DKT foi o Vanerlan, que comentou assim o programa MINHA IDEIA, MNHA OBRA:

“Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, meu companheiro de estrada Luciano Pires. Escuto você no meu trajeto de casa para o trabalho e vice-versa há muito tempo. Fico muito feliz em ver que primeiro você se posicionou politicamente. Depois mostrou que política não define caráter e sim opiniões. E agora você vem com o assunto defendendo o diferente de opinião. Quem está jogando a pedra na Geni, não a conhece.

Sou fã de Chico desde a década de 60. Ele sempre foi da mesma opinião. Nunca mudou, porque deveria mudar agora? Quem escuta, lê ou assiste a arte dele sabe e sempre soube da opinião dele. Também sou da mesma opinião sua Luciano, votei contra o PT e sou amigo de infância do prefeito daqui da cidade que é do PT. Enquanto ficarmos discutindo quem deve mandar agora, não resolveremos nossos problemas enquanto país. Espero que estas pessoas que se julgam certas, estejam fazendo a coisa certa, que é contribuir para que o país vire nação.

Em todos partidos tem honestos e desonestos, corruptos e corretos, ladrões e não ladrões. O importante é escolher as pessoas que são menos erradas e para isso precisamos de um envolvimento consciente nos problemas de nosso país. Estamos assistindo um festival de corrupções que mancharam nossa reputação no mundo e mesmo assim elegemos calhordas e corruptos de todos os partidos. Devemos parar de olhar só para a nossa necessidade e olhar também para a necessidade do país.

Luciano, mais uma vez te agradeço por levantar estas questões polêmicas que muitos procuram jogar para debaixo do tapete. Continue nos apresentando estes assuntos que nos divertem, advertem e nos chamam para reflexão. E diga a Cissa que gostei dela ter saído dos bastidores para contribuir. Finalmente “Viva a diferença”.

Muito bem, Vanderlan, viva a diferença. Aliás, essa expressão é de origem francesa, sabia? Vive la differénce. França…o palco da mais recente demonstração de intolerância à diferença. Vamos nessa então.

O Vanderlan ganhou um kit de produtos DKT com a marca Prudence! A DKT distribui a mais completa linha de preservativos e géis lubrificantes do Brasil e também apoia diversas iniciativas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. E também ajuda no planejamento familiar! Acesse www.facebook.com/dktbrasil e conheça mais a respeito.

Então vamos lá? Na hora do amor, use PRUDENCE.

E não esqueça que a Nakata é a marca pioneira na fabricação de amortecedores pressurizados no Brasil. Você que tem mais … digamos… experiência certamente se lembra da tradicional linha HG, não é?  Garantia de 2 anos ou 50 mil km são algumas da vantagens que você leva com Nakata. E no canal da Nakata no YouTube você tem dicas de manutenção e videocasts exclusivos com dicas de gestão apresentados por quem? Por mim!

Siga youtube.com/componentesnakata.

Com Nakata tudo fica mais azul.

E 2015 começou de forma sombria. O atentado ao jornal Charlie Hebdo em Paris, que terminou com 12 mortos, entre eles cinco cartunistas franceses de grande expressão, fez com que aquele clima de ano novo, de esperança, de “agora vai”, fosse apagado num piscar de olhos. Saímos do sonho para a realidade em meio à barbárie. Pensei numa forma de tratar do tema sem cair no nhénhénhém dos críticos sociais de Facebook, que hoje abundam. Vamos ver se consigo.

Para mim é impossível imaginar que alguém possa perder a vida por manifestar sua opinião, por mais imbecil, ofensiva, preconceituosa ou violenta que seja. No entanto, tem gente que não só acha que é possível como defende os assassinos! Eu não sei quem é mais bárbaro…

Opiniões devem ser combatidas com opiniões. Ou com a lei. Quando a opinião é calada pela violência física, econômica, psicológica ou de que forma seja, à margem da justiça, deixamos de viver num estado de direito para experimentar uma ditadura onde vence o mais forte, o mais violento, o que menos se importar com o ser humano. Onde acaba o direito.

E veja que interessante: justamente por não aceitar essa violência é que tolero o raciocínio idiota de gente que culpa as vítimas. Aliás, eu li nas mídias sociais manifestações que praticamente justificaram o atentado e que me deram vergonha de ser humano.

Muito bem… O tema de hoje é looongo, complexo e provavelmente exigirá mais de um programa. Esses atentados são um horror, não existe justificativa e temos que tentar entender as motivações. A maioria das pessoas tem muito claro: a culpa é das religiões. Mas será? E quem são esses malucos que se explodem? Vou recorrer a dois textos de Leandro Narloch, colunista da Veja.com que tratam do tema.

Ao fundo você ouve OPINIÃO, música de Zé Keti, com Nicolas Krassik e os Cordestinos.

Nos últimos dez anos, 101 torcedores morreram em brigas de estádio no Brasil. O número é cinco vezes o de mortos em ataques de terroristas muçulmanos na França e o dobro das vítimas da Inglaterra no mesmo período.

Podemos então dizer que esporte mata? Que o futebol provoca violência? Pois é exatamente o que fazemos quando culpamos a religião pelo terrorismo.

A crueldade do ataque aos jornalistas do Charlie Hebdo faz muita gente ligar os pontos e afirmar que religião causa violência. Gente graúda pensa assim – como Richard Dawkins, na minha opinião um dos gênios vivos da ciência. Também parece haver bons argumentos para essa ideia. As cruzadas, as carnificinas entre protestantes e católicos nos séculos 16 e 17, os conflitos entre hindus e muçulmanos na Índia: banhos de sangue em nome da fé são frequentes na história.

Mas isso é um mito. Religião não provoca violência, ou melhor: provoca tanta violência quanto qualquer identidade de grupo. O homem mata em nome da fé, mas também em nome de ideologias políticas, da nação, de etnias, dex escolha sexual, do estilo de roupas e músicas (como as gangues de Nova York dos anos 80) ou em nome de times de futebol. O problema não é a religião, mas a tendência humana à hostilidade entre grupos.

Para entender esse padrão é preciso ir longe – até o momento em que violência entrou para o repertório de comportamentos humanos, há algumas centenas de milhares de anos.

Nas savanas da África, onde o homem passou 90% de sua história evolutiva, ficar sozinho não era uma boa ideia. Significava estar vulnerável a animais ferozes e a ataques de tribos vizinhas. A solidão também resultava em fome, pois a caça de grandes animais da megafauna (o big game) exigia ação coletiva e coordenada.

Para sobreviver e ter filhos, era preciso pertencer a um grupo. Fechar um “pacto ou conspiração baseada em interesses mútuos de longo prazo”, como diz o próprio Dawkins em O gene egoísta. Mas pertencer a um grupo não bastava. Os genes tinham mais chances de se perpetuar se o indivíduo participasse de uma coalização vencedora. Grupos mais harmônicos e cooperativos, que armavam emboscadas com maestria, construíam boas ferramentas e abatiam o inimigo sem piedade, superavam grupos humanos desunidos.

A evolução favoreceu, assim, a tendência a dois comportamentos opostos. Entre os membros do grupo, ganhou o páreo o indivíduo capaz de sentir emoções que possibilitavam a cooperação. É o caso da compaixão, a satisfação em fazer amigos, a noção de culpa (sentimento que nos empurra para reparação e conciliação com o grupo), a vontade de castigar quem não coopera, a obsessão humana com a reputação, o medo de ficar sozinho. Ao mesmo tempo, emergiu a tendência à hostilidade e à violência contra grupos rivais. É o que os biólogos chamam de “altruísmo paroquial”.

Basta uma olhadela na história mundial para perceber que boa parte dela se resume a hordas, gangues, tropas, tribos, times, bandos, exércitos – enfim, coalizações de homens jovens cooperativos entre si – lutando contra outras coalizões de homens jovens. A religião, nessa história, é só mais um pretexto para justificar uma antiga tendência humana ao antagonismo entre grupos.

Não nego que algumas crenças incitem os fiéis à violência e sejam mais problemáticas que outras. Mas achar que guerras e atentados diminuiriam se as religiões acabassem é ser otimista demais com o homem. Como mostrou o século 20, não é preciso religião para haver massacres e genocídios.

Que interessante, não? O Leandro fala das tribos, aqueles grupos tão necessários, aos quais queremos pertencer. Quando fazemos parte de uma tribo temos a sensação de pertencimento, de dividir um mesmo propósito, de proteção… e de força. Tribos nos protegem. Mas também agridem. Ou então usam de extremistas para suas operações violentas. Bem, num segundo texto, Leandro Narloch investiga o que move esses extremistas. Ouça:

O que move extremistas a se vestirem com explosivos e apertarem o detonador no meio de dezenas de crianças inocentes, como fizeram numa escola do Paquistão?

Terroristas e vítimas parecem concordar com a resposta “religião + virgens”. O objetivo seria espalhar o Islã a qualquer custo e vingar-se do Ocidente, com o benefício adicional de passar a eternidade no paraíso na companhia de 72 jovens intocadas.

Para o psicólogo israelense Ariel Merari, que estuda o assunto há 30 anos, essa resposta não passa de um mito. Merari liderou o primeiro grupo de estudiosos com acesso a terroristas palestinos que tiveram o ataque suicida frustrado – ou porque o equipamento não funcionou ou porque foram presos antes de explodirem. Por meio de testes psicológicos e longas entrevistas, ele chegou a duas surpresas:

– A religião não é a principal motivação dos homens bomba. Os terroristas que se dispuseram ao suicídio não eram mais religiosos que os não suicidas ou mesmo que a população palestina em geral. Oitenta por cento deles se disseram “moderadamente religiosos”. Eram também mais escolarizados e ricos que a média da população. Com idade entre 15 e 23 anos, 53% tinham completado o Ensino Médio ou começado a faculdade, enquanto só 33% dos terroristas não suicidas estavam nesse nível de escolarização. Para 60% dos homens bomba, o ataque seria a primeira atividade violenta de resistência.

– A segunda surpresa: os homens bomba não buscam vingança. Nenhum dos terroristas entrevistados por Merari revelou ter decidido se tornar homem bomba para vingar a morte de um parente ou conhecido. Todos os entrevistados tinham a mãe viva; 94%, o pai. Só um terço deles lembrava de algum familiar distante morto nos conflitos com Israel.

Se não lutam por vingança nem por virgens no paraíso, o que, então, os homens bomba querem? Para Merari, a maioria deles busca realizar um grande ato que possa compensar a falta de habilidade social. Os testes conduzidos pelo psicólogo mostraram que 60% dos terroristas suicidas tinham transtornos de personalidade dependente ou esquiva. É o perfil de quem tem pouca autoconfiança, timidez exagerada, dificuldade em tomar decisões, hipersensibilidade à culpa, necessidade extrema de aprovação dos outros, medo de rejeição e de expressar desacordo, e disposição a realizar tarefas só para agradar os demais.

Um caso exemplar é o de Hamed, preso aos 21 anos. Asmático desde os 10, durante a adolescência preferia ficar em casa vendo televisão que brincar com amigos. Nunca tinha se relacionado com mulheres. Conta o psicólogo:

Nos testes psicológicos, Hamed foi avaliado como uma personalidade esquiva. Ansioso, tímido e introvertido, tinha uma autoestima muito baixa, rigidez e necessidade de agradar os outros, ainda que sem competência social. Abstinha-se de relações sociais até ter certeza que seria bem vindo.

No começo, quando perguntado o que o fez participar de missões suicidas, respondeu simplesmente ‘meu objetivo era ir para o paraíso e ficar com 72 virgens’ (apesar de ter se descrito como moderadamente religioso). Depois, no entanto, ele disse: ‘Eu também queria ser famoso, ser visto num poster, e ajudar minha família a ter mais dinheiro’.

Esse perfil é uma presa fácil do fanatismo. Jovens carentes por pertencer à elite de um grupo social são mais leais, dedicados e dispostos a se sacrificar em nome do grupo. O ataque daria a eles o ingresso ao clube exclusivo dos heróis suicidas, compensando uma vida de fracassos sociais e pouca visibilidade. Mais que uma ideologia maluca, o que motiva os homens bomba a cometer crimes tão absurdos é a necessidade de se sentirem especiais.

Viu só que doideira? A culpa dos atentados não é das religiões, é da natureza humana! Pois é. Mas vou mais longe… há muito essa questão ultrapassou a questão religiosa para tornar-se política. O alvo, como sempre, é o imperialismo norte americano.

E desta vez o atentado foi em Paris, na França, o país de onde os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade ganharam o planeta. O país que tem como hino, a Marselhesa. A canção foi composta pelo oficial Clôde de Lile Claude de Lisle em 1792,  durante a Revolução Francesa, tornando-se muito popular entre as unidades do exército de Marselha, ficando conhecida como A Marselhesa. Seus versos iniciais são assim:

Avante, filhos da pátria, o dia da glória chegou. Contra nós a bandeira ensaguentada da tirania é levantada
Ouvem rugirem nos campos esses ferozes soldados? Eles vêm até nós para degolar nossos filhos, nossas mulheres

Degolar nossos filhos… nossas mulheres… estamos vendo essas cenas ao vivo, pela internet. Alguém está matando alguém simplesmente por uma diferença de opinião. E aí está o âmago do problema, aquilo que nos deixa desorientados: matar quem não concorda com você, quem não professa a mesma fé, quem não torce pelo mesmo time. Será essa a natureza humana, hein?

Bem, isso é tema para outro programa.

O fato é  que fiquei realmente impactado com o acontecimento, me recolhi a meus livros e num deles encontrei uma imagem que, para mim, serve como a Crônica à Charlie Hebdo. Trata-se de uma pintura que está no Museu Nacional de Varsóvia, na Polônia, um dos trabalhos mais famosos do pintor polonês Jan Matejko, que realizou a obra em 1862, quando tinha apenas 24 anos de idade.

Matjeko pintou Stańczyk, o bobo da corte, durante um baile. Além da fama como bobo da corte, Stańczyk era conhecido e respeitado por sua eloquência, inteligência e perspicácia. Era um homem sábio que usava a sátira, a ironia e o humor para comentar o passado, o presente e futuro do país. Como os bobos da corte, Stańczyk  exagerava até o grotesco os vícios e características da sociedade. Como os bobos da corte, era o único súdito a quem era permitido zombar o rei… E o que essa imagem tem de especial? O bobo da corte é representado de forma sombria, triste, pensativo, numa sala enquanto um baile acontece em outra sala. Sobre a mesa, uma carta com a data 1514 e o nome Smolensk, que era uma das maiores cidades da união Lituânia/Polônia. A carta dava conta da tomada da cidade pelo exército de Vasily III da Russia.

O palhaço, o bobo, o gozador, é o único a perceber a gravidade do que estava acontecendo.

Enquanto isso, a corte bailava.

E é assim então, ao som de ALL YOU NEED IS LOVE, com os Beatles , que vamos saindo de mansinho.

Com o tribal Lalá Moreira na técnica, a faca na caveira Ciça Camargo na produção e eu, que fico meio sismado com tribos, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Vanerlan, Nicolas Krassik e os Cordestinos, diversas versões do hino da França,  e…os Beatles. Tá bom assim?

E sempre lembrando você da Pellegrino, que é uma das maiores distribuidoras de autopeças do Brasil, mas que também distribui dicas muito legais sobre gestão em sua página no Facebook.

E ao apoiar o Café Brasil a Pellegrino nos dá chance de trazer conteúdo de valor para você. Então cumpra a sua parte, vai. Acesse facebook.com/pellegrinodistribuidora e deixe uma mensagem de agradecimento a eles!

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha… www.portalcafebrasil.com.br.

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Para terminar… sabe quem? Os Beatles…

Love is all you need.