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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Cara, é tanta notícia ruim pra todo lado que a gente acaba entrando naquele modo pessimista de ver a vida. Nada vai dar certo, nada funciona, só ladrão, só incompetência, ó vida… Meu, quero ir embora daqui!… Mas será que tá certa essa visão, hein. E dá pra usar o pessimismo a nosso favor? É nesse caminho que vamos hoje.

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí ó, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem ganhou o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, acompanhado do Kit DKT foi o Alexandre, que comentou assim o artigo que abre este programa de hoje e que eu publiquei antes no Portal Café Brasil

Compartilho do seu ponto de vista… há uma sensação de que as coisas estão piores do que já foram…Não estão…estão melhores, apesar de sermos inundados por tantas e tantas notícias deprimentes.

O fato é que antes vivíamos num quarto com pouquíssima iluminação e, por isso, toda a sujeira se acumulava sem que nos déssemos conta dela… a medida que a humanidade progride (ciência e tecnologia, principalmente) acendemos a luz do quarto e podemos ver cada vez mais a sujeira, dando-nos a oportunidade de nos indignar e limpá-la…

O problema é que há uns e outros aí que ao invés de se indignar com a sujeira, acham-na normal, afinal, sempre convivemos com ela antes não é?

O Leandro Narloch, colunista da Veja, tratou desse ponto ao falar que o mundo está e vai ficar cada vez melhor. Para ele, “é perfeitamente racional ser otimista em momentos ruins”:

Grande abraço,”

Muito legal o comentário do Alexandre, que mandou o link para o artigo do Leandro que eu vou usar neste programa.

Muito bem. O Alexandre vai receber em casa um kit DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Se você não sabia, PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. Visite:  facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então!

Na hora do amor, use Prudence.

E quem também está ajudando a gente a trazer pra você oe cafezinho, cafezinho Brasil é a Nakata, marca pioneira na fabricação de amortecedores pressurizados no Brasil,especialmente da tradicional linha HG. Os amortecedores Nakata oferecem garantia de 2 anos ou 50 mil km para você rodar tranquilo. E no canal da Nakata no YouTube sabe o que tem, hein? Tem dicas de manutenção e tem uns videocasts muito legais sobre gestão. Apresentados por quem? Por mim.

Siga youtube.com/componentesnakata

Tudo azul, tudo Nakata.

(4:20)

Com o saco cheio de tanta notícia ruim tomei a decisão de publicar durante um dia inteiro apenas boas notícias no Facebook. Um desafio. Um post por hora durante todo o dia, só com coisas legais. E cumpri, no dia 22 de Janeiro de 2015, uma experiência interessante que provocou algumas reflexões.

Primeira: não foi fácil. As notícias boas estão perdidas no meio de desgraças, malfeitos e deslizes. Encontrar algo que realmente vale a pena exige um esforço extra. É muito mais fácil falar do que está errado, das tragédias, incompetências e roubos nossos de cada dia.

Segunda: o fiasco dos posts. Poucos comentários, poucos compartilhamentos, poucos “likes”. Um fiasco. Coisa boa não dá audiência.

Terceira: a reação das pessoas. Essa foi a que realmente me chocou. Notícias boas são recebidas com ceticismo, com ironia, com desprezo. Basta ler os comentários, especialmente se as notícias envolverem políticos.

Publiquei que o governador e o vice do Rio Grande do Sul abriram mão do aumento de salários. Isso é uma boa notícia! E lá veio a enxurrada de comentários dizendo que só o fizeram pela pressão, que o governador é isso e aquilo… Nenhum argumento que fizesse com que a boa notícia deixasse de ser boa notícia, mas todos desviando o foco do acontecimento em si para as más intenções, os mal feitos, as atitudes não confiáveis que estariam por trás dos fatos. E a curtição da boa notícia é apagada pela raiva contra os malditos políticos.

Eu lembrei então dos Cães de Pavlov.

Ivan Pavlov era um médico russo que fez um experimento interessante cerca de um século atrás. Reuniu alguns cães e começou a condicioná-los. Cada vez que chegava com comida, Pavlov tocava uma sineta, até um ponto em que, mesmo sem comida, bastava acionar a sineta para que os cães começassem a salivar. Ficavam com a boca cheia d’água só de ouvir o sino. Pavlov desenvolveu a ideia dos reflexos condicionados.

Todos temos reflexos condicionados, a maioria deles naturais. Diante da visão de um cachorro rosnando com os dentes à mostra, imediatamente ficamos com os músculos tensos. Estamos condicionados a preparar a fuga ou o enfrentamento diante de uma situação de perigo. No cinema é assim também: de tanto assistir a filmes de suspense, estamos condicionados. Quando aparece aquela musiquinha, já preparamos o susto. O gato vai pular! Mas também podemos ser intencionalmente treinados a reagir de forma condicionada a determinados estímulos.

O que aconteceu com nossa relação com as mídias foi isso então. Anos de condicionamento recebendo más notícias, quebrando expectativas, vivendo desilusões nos treinaram para o que somos hoje: uma sociedade desconfiada, cética, que sempre espera o pior. Quase não há mais espaço para o deleite, para curtir uma boa nova, para acreditar que alguém está fazendo algo bom. O otimista, o que acredita, o que confia no bom, no belo, no justo, é um otário.

Parece impossível baixar a guarda e simplesmente curtir, saborear a notícia boa e compartilhá-la para que, por exemplo, outros governadores também abram mão dos aumentos. Há que se buscar o sofrimento, pintar o pior cenário, dizer que aquela boa notícia não merece crédito.

Como cães de Pavlov, estamos condicionados a babar.

Isso sim é que é herança maldita.

(8:26)

O pessimista banguela
Hélio Ziskind

Dum durum dururu rum…
Durum dururu rum…
Durum tchó ró ró ró ró

Eu sou
Um ser
Tão azarado…

(Não diga isso…)

Da sorte não chego
Nem perto

Se uma coisa
Pode dar errado,
Por que é que vai dar certo?
(Ai ai ai)

É sempre comigo
É sempre comigo

Eu queria ter um pouco de sorte
Mas eu só tenho azar

(Só tem azar)

Eu sou assim
Tenho que me conformar

Eu queria ter um pouco de sorte
Mas eu só tenho azar

Dum durum dururu rum…
Durum dururu rum…
Durum tchó ró ró ró ró

Vida dura,
Cheia de azar
Ai ai ai

Vida dura,
Cheia de azar
Ai ai ai

Ainda mais pra mim
Que sou banguela… ai ai ai

Rararaa… que tal, hein? É a turma do Cocoricó com o O PESSIMISTA BENGUELA… fala a verdade, às vezes você se sente assim, é?

(9:30)

Muito bem, mas vamos então a artigo do Leandro Narloch, publicado no site da Veja.com logo no início de 2015:

O ano começa cheio de previsões nebulosas. O desemprego e a miséria vão aumentar, o câmbio deve passar pertinho de uma crise, a economia brasileira seguirá patinando. Não duvido dos economistas que nos antecipam esses problemas, mas me permita explorar uma outra verdade. Se houver alguma liberdade para empreender e inovar, o mundo em 2015 e nos próximos anos vai ficar mais próspero, barato, abundante, fácil, divertido, saudável, pacífico, seguro, rico, limpo e verde.

Por herança da evolução, o homem tem uma tendência a se concentrar no que pode dar errado. Nas cavernas do Pleistoceno, gerava mais descendentes quem tinha medo de ataques e antecipava problemas. A ansiedade garantiu nossa sobrevivência, mas nos faz enxergar a realidade de um jeito enviesado. Nos aterrorizamos com ameaças mesmo quando há motivos para ficarmos tranquilos

É perfeitamente racional ser otimista em momentos ruins. Tome como o exemplo os anos 80, quando o Brasil teve sua pior crise econômica. A economia decepcionava, mas vivíamos uma pequena revolução da medicina. Até aquela década, era preciso lidar com gastrites e úlceras a vida inteira. O escritor Nelson Rodrigues acordava todas as madrugadas para “amestrar a úlcera” com mingau. Então um laboratório farmacêutico criou um remédio simples que inibe a produção de ácido gástrico. Úlceras que antes duravam décadas hoje são resolvidas com omeprazol em poucos dias – a um custo de poucos reais.

Enquanto a hiperinflação tirava qualquer esperança dos brasileiros, empresas de eletrônicos se digladiavam para inventar um aparelho de diagnóstico que produzisse imagens a partir do ultrassom. A ultrassonografia obstétrica, ao detectar doenças antes do nascimento, hoje evita a morte de milhares de bebês. A mortalidade infantil brasileira caiu 75% de 1990 a 2010. Os exames de pré natal, entre eles a ultrassonografia, respondem por metade dessa redução.

Cito aqui só duas inovações, mas há milhares delas. Telefones celulares, internet, internet em telefones celulares, variedades de plantas mais produtivas e resistentes, lâmpadas que gastam dezenas de vezes menos energia, vacinas, transplantes, cirurgias com câmeras, carros que liberam 90% menos poluição. Sim, deveríamos ter vivido as últimas décadas transbordando de otimismo.

Muita gente acredita que esse avanço da tecnologia e do consumo acontecerá a custo da natureza. Não, é o contrário. Como diz o meu guru intelectual, Matt Ridley, autor do brilhante otimista racional, quanto mais ricos, mais sustentáveis nos tornamos. Só quando estamos de barriga cheia podemos nos dar ao luxo de evitar abater um animal em extinção. Só quando a produtividade é alta podemos pensar em máquinas mais caras que poluem menos e gastam menos combustível.

Admito que alguns problemas devem se agravar no futuro, mas são questões que pessoas de outras épocas adorariam enfrentar. Um deles é a abundância. A maior parte das notícias ruins de hoje tem a ver com abundância. Temos alimentos demais, carros demais, lixo demais. Ficamos perdidos diante de tantas opções de vida.

Veja que enorme privilégio. Em quase toda a história da humanidade, o grande problema foi falta, fome, carestia. Até 200 anos atrás, os países europeus viviam crises de fome que, duas ou três vezes por século, eliminavam 10%, 20% da população. Comer carne ou alimentos fora de época era luxo reservado a monarcas. Que baita sorte nós temos de viver numa época em que a abundância é o problema.

Agora imagine o que virá nos próximos anos – se os governos deixarem. Os remédios e técnicas de diagnóstico que devem surgir, os artigos de luxo que estarão até na mão dos mais pobres, as doenças hoje mortais que curaremos com uma simples ida à farmácia. Carros sem motoristas vão transformar acidentes de trânsito em esquisitices do passado. Eu imagino que uma única e pequena usina de fusão nuclear vai fornecer energia elétrica para uma metrópole inteira. Trens serão mais velozes que aviões.

Por isso fique tranquilo e aproveite. O mundo nunca foi um lugar tão bom – e deve melhorar ainda mais.

(14:33)

Fool’s Gold
Raul Seixas

I should now be feeling happy
Since I have a fine new job
A wife an’ family
I’m the model man who made it
Every month a thousand bucks

I should thank the Lord I have it
And my success as an artist
Should be proud I’ve got a Chevy
I’m the kind of guy that lucks

So, I should now be glad as glad
With my brand new home is the best quarter
After starving for two years
In this whore of whores of towns

Should be proud of being socially
Respected and even feared
But I think this kind of success
Is for circuses and for clowns

You know, I should be vain and proud
To have won my place in life
But I must vow I´m dazed
And I just don´t know where I am at

Because it was so easy picking
So I ask myself, “And now”?
I have so many worlds to conquer
And I know I can not be even satisfied with that

I should be happy God has granted me
Sundays that I wanted
With my family to play the father
To play the husband and display

But a monumental bore
You will find I am and more
Don’t you feel I’m happy and easy
At the end of every day

Stand against a looking glass
And see yourself, what an ass
God and devil took the mass
On ten percent use of your brain

You are a doctor of philosophy
Priest or copper, what a topper
Don’t you wish you could grow young
And start it all again?

Uau! Raulzito com Fool´s Gold, a versão gringa de Ouro de tolo que tal? Essa você não tinha ouvido, não é?

(15:52)

Viu só o recado do Leandro? Concordo com ele, basta uma olhada sensata, sem o viés ideológico, para ver que o mundo está muito melhor, o Brasil inclusive. O que  não quer dizer que temos que cruzar os braços e olhar tudo só com otimismo. Não. Pesquisas recentes já determinaram que essa história do otimismo bom, pessimismo ruim não existe, embora sejamos estimulados o tempo todo a ver o mundo com otimismo. Otimismo e pessimismo não são pontos de vista fixos, mas visões que devemos adotar conforme a situação exigir. Ambos são funcionais, ambos têm valor.

Otimismo e pessimismo são sentimentos com relação ao futuro, que nos ajudam a determinar nossas expectativas e ações enquanto seguimos em frente.  Como o mundo é imprevisível, estamos sempre imaginando os cenários futuros, que podem ser luminosos ou sombrios, conforme adotamos uma posição otimista ou pessimista.

Mas então não seria só não adotar nem uma nem outra, mas apenas a realidade? Bem, não é tão fácil. É possível olhar racionalmente para o futuro e antecipar em termos objetivos o que pode acontecer. Mas o otimismo e o pessimismo trazem consigo sentimentos que nos levam a agir de uma forma que o pensamento racional não conseguiria fazer.

O otimismo e o pessimismo nos dão mais do que a realidade pode dar. Podem ser poderosos motivadores. Por exemplo, um otimista pode encontrar na perspectiva de que algo vai dar certo a motivação para mergulhar de cabeça.

O otimismo também nos ajuda quando as coisas não dão certo, tirando-nos da sensação de desespero ou desesperança. Em vez de cair na depressão, você imagina uma futuro otimista, levanta e toca em frente, quanta vez você já não fez isso, hein?

Se você é um empreendedor sabe do que estou falando: qual você acha que é a força que te faz trabalhar 18 horas por dia, sete dias por semana, meses a fio, na busca de um objetivo, mesmo com tudo mundo dizendo que você é maluco? É a visão otimista de que você vai alcançar o tal objetivo. Parece que só você acredita, não é? E é esse credo, esse otimismo que te dá combustível para seguir em frente.

(18:11)

Ouro de tolo
Raul Seixas

Yo debía estar contento porque tengo un
Empleo y so un ciudadano respetable y gano
Cuatro mil por mes.

Yo debía agradecer al Señor por tener suceso
En la vida como artista
Yo debía estar feliz porque conseguí comprar
Un modelo setenta y tres.

Yo debía estar alegre y satisfecho por vivir en
Ipanema después de haber pasado hambre por
Dos años aquí en la “Ciudad Maravillosa”.

Yo debía estar contento y orgulloso por haber
Finalmente vencido en la vida pero yo creo que
Esto es una gran mentira tanto como peligrosa.

Yo debía estar contennto por haber conseguido
Todo lo que quise pero confieso espantado que
Estoy decepcionado porque fue tan fácil
Conseguir que ahora yo me pregunto ¿y de ahí?

Yo tengo una porción de cosas para conquistar
Y yo no puedo quedarme ahí parado.

Yo debía estar feliz por el Señor haberme
Concedido el domingo para ir con la familia al
Zoológico dar bananas a los macacos.

Pero que sujeto tonto soy yo que no ve nada
Gracioso en macaco, playa, auto, periódicos, boling

Yo creo todo eso un odio
Si te miras al espejo te sentirás un grandísimo
Idiota por saber que sois un ser humano, lo ser
Limitado que sólo usas el 10% de tu cabeza animal
Y que todavia crees que en doctor, padre que
Conocías están contribuyendo en su función
Nuestro viejo cuadro social.

Yo que no me siento en el trono de un
Apartamento con la boca desencajara llena de
Dientes esperando la muerte llegar
Porque lejos de las cercas alambradas que
Separan los campos en el diez calmo de mi ojo que ve
se acerca la sombra sonora de un disco volado

Aeeee….que tal? Raulzito en español.

(19:18)

Mas e o pessimismo, hein? Bem, ele também pode ajudar quando baixa as expectativas, quando nos coloca em nossa real dimensão, com os pés no chão. O pessimismo é uma estratégia de proteção do ego quando controla nossas expectativas e nos protege das grandes desilusões. Ao jogar nossas expectativas para baixo, o pessimismo nos ajuda a obter mais satisfação quando conseguimos o que buscamos.

O otimismo e o pessimismo têm ainda a função de controlar outras emoções que podem nos atrapalhar. Por exemplo, você está ansioso! O otimismo pode ajudar quando te dá a sensação de que você pode interferir nos eventos, evitando as dúvidas e preocupações que te paralizam.

– Meu, eu sou mais eu!

Qual é a chave então, hein? Bem, é usar o otimismo e o pessimismo de forma estratégica, conforme a situação. Pessimismo estratégico cara? Mas que merda é essa. Na semana que vem eu conto…

(20:22)

A história do cocô
Hélio Zizkind

Já tô acostumado,
Já tô acostumado a ser pisado,
Maltratado,
Ser jogado pro esgoto,
Ser usado como xingamento,
Palavrão,coisa ruim.

Já tô acostumado.

Ah coitado!
Que coitado o que?
Ele é um cocô!
Ô seu cocô,não fique chateado.
É mesmo,
O que há de errado?

Vou contar a minha história,
Uma triste,
Triste história,
Me chamam de fedido,

Fedido!
Nojento,

Nojento!
Caca,

Caca!

De tudo que é ruim.
Ninguem gosta de mim,
Mas eu não tô nem aí,
Eu sô cocô,
E eu nasci assim.

Já tô acostumado,
cocô,
cocô,
olha o cocô!
Já tô acostumado,
cocococô!

Hihi,cocô!

Hnf,hnf,
Cocô.

Eu existo,
porque vocês são bichos,
que gostam de comer.

Milho é muito bom!
Hum,chocolate!
Hum,grama!

E tanta comida serve pra que?

Pra gente ficar mais forte,
Mais bonito,
Mais crescido ó!

Mais todo bicho que gosta de comer,
Depois do que ele come,
Lá dentro da barriga ele faz o que?
Cocô!
Faz o cocô!
Cocô!
Ele faz o cocô,
Yeah,
Yeah,
Uuuuuuuu,
Ele faz o cocôôôôô,
Uôuô!

Opa!
Me dá uma licencinha?

Cocô,
Cocô.

Hihihi,
cocô.

Tá,
Mais agora posso limpar você daí?

Ah,limpa Júlio,
Cocô não serve pra nada mesmo.

Opa!
Inútil não!

Tem muito bicho,
Que acha que cocô é lixo,
E não serve pra nada
Que acabou.
Ô bicho,
Você não sabe de nada,
Cocô ajuda a terra a fazer comida pra você comer,
Yeah!
Ãããã???
É verdade,
o meu avô!

Nada como um cocô de vaca,
De cavalo,
Ou de galinha,
Pra adubar a terra…

Ô cocô,
Então você gosta de voltar pra terra?

Eu amooo…
A terra e minha mãe,
Ela me quer,
Tchutchurutchururu,
Com ela eu sou feliz,
Tchutchururururu,
Eu ajudo,
Ajudo,
Ajudo,
Ajudo,
Eu viro adubo,
Adubo,
Adubo,
Adubo,
Meu cheiro vai saindo,
Seco e sou feliz!
Yeah!

Óóóóóóóó,
Ó tá de parabéns viu seu cocô.

Obrigada,
Obrigada.

Vamos lá então: pessimista ou otimista? A escolha é sua, mas escolha. E principalmente, use ambos como ferramentas cuidadosamente escolhidas conforme o contexto.

Pois é… Então otimisticamente vamos ficando por aqui, ao som da inacreditável A História do Cocô com o Cocoricó.

Com o otimista Lalá Moreira na técnica, a pessimista Ciça Camargo na produção e eu, que ando desconfiaaaaado….. Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Alexandre, Leandro Narloch, Raul Seixas e a turma do Cocoricó.

Sempre lembrando a você que a Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página no Facebook,meu. A Pellegrino acaba de renovar o patrocínio do Café Brasil por mais seis meses! Se você acha legal isso, se acha a atitude boa e quer que outros façam igual, vá lá no facebook.com/pellegrinodistribuidora e deixe um recado pra eles. Vai ajudar a gente aqui, ó.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Você já passou lá no www.portalcafebrasil.com.br para ver a descrição desse programa, pra ver as coisas que a Ciça põe aqui hein?, os links para as músicas, letras de músicas, vídeos e tudo mais? Faça isso.

E aproveite pra mandar um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. E se você estiver fora do Brasil é 55 11 96789 8114.

E se você preferir o Viber, baixe aí no seu celular e acompanhe nosso grupo, Podcast Café Brasil. Tem um monte de coisas que a gente só conta pras pessoas lá.

E para terminar, uma frase do escritor norte americano Ray Bradbury:

Não estou tentando predizer o futuro. Estou tentando evitá-lo.