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Café Brasil 444 – Tá ruim ou tá bom?

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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Vamos mais um pouquinho na discussão sobre otimismo e pessimismo? Mas especificamente sobre o pessimismo que é usado pra manipular a gente? Ou que pode ajudar a gente?

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. www.facebook.com/itaucultural e www.facebook.com/auditorioibirapuera.

Quem ganhou o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA, acompanhado do Kit DKT foi o professor Varlei Xavier, que comentou assim o programa Clássicos do Samba Enredo:

“Meu nome é Varlei Xavier, sou professor de Língua Portuguesa e Teatro. Desenvolvo um trabalho com crianças e adolescentes. Levo o Teatro (maiúsculo) para a escola (por vezes minúscula) e é lógico que tenho usado o Café Brasil como tema de provocações nos inícios de ensaio.

Gosto muito, muito mesmo da forma como o texto, as idéias e todo o conteúdo é organizado por você, Luciano, e faz tempo que tenho vontade de escrever, de dar sinal de vida. Mas o episódio 442, Clássicos do samba enredo, que reviveu em mim memórias, saudades e lembranças. Confesso ainda estar emocionado. Sou filho e neto de sambista. Hoje ando afastado do samba e o acompanho de longe com certo olhar de reserva. Meu avô, Fundador de Escolas de Samba na Cidade de Santos, inclusive a X-9, que deu origem à X-9 Paulistana, morreu num dia de desfile e meu pai, também já falecido, conta que na década de 70, a bateria parou enquanto o cortejo fúnebre do Velho Xavier passava na avenida ao lado.

Anos depois, meu pai, um semi-analfabeto técnico de telefonia, foi eleito Cidadão Samba da Cidade de Mauá. Minha casa era toda decorada com os troféus que meu pai ganhava em disputas de Samba Enredo em todo ABC. Em toda minha infância e adolescência, os sambas-enredo tiveram função importantíssima em minha formação. Peguei gosto pelas palavras por conta dos sambas e poemas que meu pai compunha, mesmo tendo pouco estudo. Passei a escrever os meus poemas e sambas. Uma vez, com 16 anos, em uma das disputas, fiquei em segundo lugar, perdendo apenas para meu pai, que levou seu samba para a avenida. Todos acharam aquilo fantástico. E eu, mais ainda…

Sempre como referência os grandes sambas do carnaval carioca, muitos deles apresentados por você neste episódio.

E foi enquanto cantava alto em meu carro, nesta quarta-feira de cinzas, ouvindo seu podcast, que percebi o quanto toda aquela experiência teve impacto sobre o ser humano, artista e educador que sou hoje. O Carnaval me ensinou mais geografia que muitas aulas com “Peguei um Ita no Norte”, aprendi e muito de história, conheci a biografia de figuras antológicas como Bidu Sayão, Margareth Mee e Catarina de Médici, por exemplo. Aprendi muito e quando digo que aprendi isso ou aquilo com carnaval é comum perceber alguns olhares de espanto.

Mais tarde, como professor utilizei o samba enredo “Minha pátria é minha língua” da Mangueira para falar da história da Língua Portuguesa, numa aula que começou com um samba enredo e terminou numa visita deliciosa dos alunos ao Museu da Língua Portuguesa. Quer coisa melhor?

Concordo com a Ciça. Hoje os tempos são outros e é mais difícil aparecer um samba incrível. Eu era daqueles que, como ela, esperava ansioso o lançamento do LP. Ouvia todos os sambas, analisava as letras e discutia em casa com meus pais e meus irmãos. Cada um com seu samba e sua escola preferida. Assistíamos ao desfile juntos, debatíamos, fazíamos apostas, torcíamos durante a apuração, minha casa era uma coisa de louco nessas épocas. E quando o Carnaval vinha acabando, uma tristeza vinha tomando conta dos olhares, um silêncio vinha se sentando no sofá da sala. Era um dos poucos momentos em que a família se unia e demonstrava interesses em comum.

O programa desta terça-feira gorda, meu amigo, reviveu em mim as memórias de algumas coisas que me ligavam ao meu querido pai, que hoje mora no céu. As diferenças entre nós, foram crescendo, a medida que os anos foram passando. Mas algo sempre nos uniu e nos aproximou. A poesia, os sambas enredo e os refrões que levantavam o povo. E esta foi a maior herança que meu pai podia ter deixado. Ela ajudou a formar o artista que sou hoje. penas isso faria este programa ser especial para mim. Contudo, o conteúdo que você trouxe, reviveu em mim, memórias que nem eu mesmo tinha noção do quão potente pode ser o carnaval e da função didática que um bom e belo enredo pode ter. Ou seja, pegou-me por vários motivos.

Dessa forma, não poderia deixar de escrever agradecendo pelo carinho com que fez este programa. Termino emocionado. Perdi a noção da escrita no meio. Queria um texto bem construído esteticamente e terminei com uma descarga emotiva.

Com um suspiro profundo termino o texto e agradeço. MUITO OBRIGADO!”

Putz, mas que baita comentário… Eu fiz questão de trazê-lo para o programa pois eu estava com uma pulga atrás da orelha, achando que o programa dos sambas enredo ficaria chato, repetitivo ou até mesmo desinteressante. Mas o Varlei  mostra que existe público para todo tipo de conteúdo e às vezes atingimos as pessoas de uma forma que nem imaginamos. Obrigado Varlei!

Muito bem. O Varlei vai receber em casa um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Vai fazer a farra depois do carnaval. Se você não sabia, PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de uma missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então?

Na hora do amor, use Prudence.

E quem também está ajudando a gente a trazer pra você este cafezinho é a Nakata, marca pioneira na fabricação de amortecedores pressurizados no Brasil, inclusive a tradicional linha HG. Os amortecedores Nakata oferecem garantia de 2 anos ou 50 mil km para você rodar tranquilo. E no canal da Nakata no YouTube você tem dicas de manutenção e aqueles videocasts exclusivos apresentados por mim.

Siga youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul, tudo Nakata.

(8:13)

Então, no programa passado terminei falando de um tal “pessimismo estratégico” que seria uma forma de usar o pessimismo a nosso favor, lembra? E aí terminei com aquela inacreditável História do cocô, lembra? Muito bem, vamos ao pessimismo estratégico.

Mas como será que isso funciona, hein? Afinal, o pessimismo tem esse rótulo de algo negativo, como é que uma coisa negativa pode ser boa?

Imagine uma situação em que tudo vai bem, quando você está confiante no seu sucesso. Uma dose de pessimismo pode ajudar a não deixar que você se acomode ou fique confiante em excesso, por exemplo. É o que é chamado de “pessimismo defensivo”, quando você imagina tudo que pode dar errado no futuro, e cuida de se preparar para enfrentar os problemas antes mesmo que eles aconteçam.

Além disso o pessimismo também pode nos ajudar a agir com rapidez: o céu está escuro. Vem uma baita chuva aí. Vai alagar a minha sala! Melhor eu agir rapidamente antes que a chuva chegue…

Percebeu? Foi a visão pessimista da catástrofe que me motivou a agir!

Entendeu a jogada? Usar o pessimismo defensivo é uma estratégia para se auto motivar a fazer sempre o melhor.

Na verdade você já faz isso. Sabe aquele jantar de família no qual você evita que o tio Sepúlveda sente ao lado da tia Ernestina, pois sabe que os dois se odeiam e o potencial de sair um bate boca é gigantesco, hein? Você com pessimismo antevê o risco e age para reduzi-lo. Sacou? Usando o pessimismo a seu favor.

Muito bem. Então onde é que o bicho pega, hein? É quando profissionais sabem que podem incutir em você uma visão pessimista que nada tem a ver com esse pessimismo estratégico que eu acabo de explicar. Eles querem é que você tenha medo.

Vamos às eleições presidenciais de 2014? Nela assistimos ao uso profissional do medo como motivador para o voto, ao criar uma visão pessimista do futuro: se você votar no candidato A os juros vão subir! Se for na candidata M o país será entregue aos banqueiros! O dólar vai explodir, a comida vai sumir de sua mesa… lembra? Pois é. Um futuro pavoroso, pessimista que só pode ser evitado se você votar em mim.

Manipulação pura. Coisa de profissionais.

(10:59)

Você ouve A FRAUTA DE PÃ. É frauta mesmo, com R – frauta, de Carlos Walker um desses artistas brasileiros de grande talento que você provavelmente não conhece. Mas João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina, Aldir Blanc, João Bosco, ah esses conhecem. Ou conheciam, né?

Mas porque é que a gente funciona assim? Vejamos. Qual é a função primordial de nosso cérebro, do momento em que saímos da cama pela manhã até a hora de dormir à noite?

Sobreviver. Manter-se seguro. Evitar ameaças. É assim desde que éramos homens das cavernas. Aliás, eu acho que até antes disso.

Por isso estamos permanentemente à cata de sinais de perigo e julgamos esses sinais rapidamente, sem tempo para juntar todos os fatos e fazer uma análise criteriosa. Usamos atalhos mentais, num julgamento rápido, transformando pequenos estímulos em algo que pode nos colocar em risco. É quase instintivo. E quanto mais algo está presente em nossa consciência, mais peso emocional carrega. Por isso a propaganda trabalha tanto com a exposição de situações de risco, fazendo-as ali presentes, ao alcance, prestes a acontecer.

Se você não usar este cartão de crédito, você será mal visto. Seu pobre! Se você não comprar este carrão você é feio! Se você não tomar esta cerveja não vai pegar as mina gostosa! Se você não votar em mim, seu futuro será maligno uahuahuah… Sacou?

O risco esfregado na sua cara, mostrado, ameaçado o tempo todo. Quanto mais familiarizado com o risco, mais peso emocional ele ganha. É por isso que você se pega apavorado com uma epidemia num país africano e não dá a menor bola para os freios do seu carro que já estão gastos e precisam de revisão. A epidemia está todo dia no jornal, no rádio, na televisão. O freio não. As conseqüências da epidemia, aquela morte horrível, estão ali descritas, mostradas… O freio não. E você provavelmente tem um milhão de vezes mais chance de morrer por causa do freio do que pela epidemia.

E vai colocar energia no medo da epidemia até parar para avaliar conscientemente, com base em fatos, na lógica, a situação.

Os profissionais de comunicação e marketing sabem disso e, portanto, trabalham para espalhar o medo, a sensação de risco, durante anos a fio. E alguém sempre ganha com isso.

Tá ruim ou tá bom? Depende do ponto de vista.

(14:07)

Enganadora
João Nogueira

Deixa me viver em paz ó mulher
eu tenho compromisso
não posso dar o que você quer
vamos acabar com isso
vamos acabar com tudo
com você já não me iludo
estou falando a verdade,
seu amor já não é puro
digo com certeza e juro
é somente falsidade,

a proposta é tentadora
mas a outra é possuidora, de um valor que você não tem.

Vá embora enganadora, me deixa em paz,
Seu amor não me convém

Deixa-me viver…

Ah que delícia…. Depois do Mussum e do Dedé, João Nogueira nos encanta com ENGANADORA… você reparou na letra? A proposta é tentadora, mas a outra é possuidora de um valor que você não tem… Depende do ponto de vista…

Vamos então ao #TutorialParaEntenderOPrograma? Meu ponto é: você tem que ficar esperto para entender como lidar com o pessimismo. Não é para negá-lo. Não é que não existam problemas… Não é que não exista violência. Não é que não exista falta de água. Não é que aviões não caiam. Meu ponto é: alguém ganha quando você fica apavorado e começa a tomar decisões emocionais, entendeu?

E é então, nesse clima de pessimismo no qual estamos mergulhados que começamos a sofrer com a sensação de perda de controle. Cara, as coisas estão caras, o desemprego está na porta, tudo subiu, eu não consigo mais ir jantar fora toda semana… estou perdendo controle sobre a minha vida! Não é assim que você se sente?

E o que é que a gente faz, hein? Somos animais sociais. Dependemos um do outro para segurança e proteção. Voltamos então para dentro de nossas tribos.  Quanto mais nos sentimos ameaçados como indivíduos, mais procuramos a proteção da tribo. E para isso adotamos os credos e valores da tribo, pois assim somos aceitos e podemos gozar da proteção do grupo.

E então… É isso que você está vendo aí, o país dividido em tribos, cada uma tentando se proteger das demais. E cada uma tentando apavorar a outra.

Nosso instinto de preservação é isso: amplia nossa percepção de risco e faz com que sejamos manipuláveis, que acreditemos em verdades simplificadas, que busquemos um salvador da pátria, que compremos o que o vendedor quer…

E quando não temos onde nos apoiar, ficamos reféns dos vendedores que estão preocupados é em trocar seus produtos ou serviços pelo nosso dinheiro, sem qualquer preocupação moral com essa troca. Se precisar enganar, enganam!

Muito bem, mas então voltemos ao uso inteligente do pessimismo.

(19:39)

Lalá, manda aí o NÍTIDO E OBSCURO, com o escultor do vento, o carioca Carlos Malta, outro daqueles talentos brasileiros reconhecido mais no exterior do que no Brasil…

Primeiro: lembre-se que otimismo e pessimismo são ferramentas que podem e devem ser usadas  por você conforme cada situação.

Segundo: fique esperto para não se deixar manipular pelos que querem enfiar na sua cabeça uma verdade pessimista. Ouviu algo pessimista? Leu algo? Recebeu um email? Seja cético, procure as fontes primárias, verifique quem está por trás da mensagem antes de sair por aí tomando decisões. Aja do jeito que você quer e não do jeito que alguém quer.

Terceiro: nossas perspectivas, sejam elas otimistas ou pessimistas, podem nos ajudar ou nos atrapalhar na tomada de decisões que nos levam a uma vida boa e tranquila. Basta que sejamos otimistas ou pessimistas em excesso. Em outras palavras: otimismo e pessimismo não são pontos de vista fixos, de novo, são ferramentas que, se usadas com equilíbrio, podem nos ajudar em nosso dia a dia.

Quarto: gerencie suas expectativas. Se você está gordo, precisa emagrecer e entra na academia otimista esperando perder 3 quilos em um mês, provavelmente vai transformar o que seria uma experiência positiva numa imensa decepção. Mas se você entrar na academia pessimista esperando perder só 300 gramas por mês, pode se surpreender com um resultado excelente! E o que seria uma experiência decepcionante torna-se algo positivo. E você passa a querer mais… É esse o pessimismo estratégico que pode ser uma mão na roda.

Estamos de acordo então, hein? Como sempre, acabo de falar uma porção de coisas óbvias, mas que acabam ficando para trás por falta de pensar a respeito. Pensar a respeito, sacou?

Se você decidir mudar seu comportamento, os benefícios que você espera receber são otimistas, pessimistas ou realistas? E se o resultado for ruim, como é que você vai reagir? Você tem a quem recorrer se precisar de apoio? Tem um plano?

É, meu… Não é mole não…

(22:11)

Severina Cooper (it’s Not Mole Não)
Accioly Neto

Eu vou comprá na feira uma cascavé
Enchê os dedo de ané
E aprendê a dançá rock
Eu vou borrá os óio todo de carvão
Amorcegá um caminhão e vou batê em Nova York
Chegando lá compro uma rôpa de cetim
Dessas que rebrilha assim
Que nem galinha pedrez
No fim do ano volto nas grana montado
Snob e afrescalhado
Machucando no inglês

It´s not mole não
Don´t have condição

Um roli roice com estacionamento
No lugar desse jumento
Que me fez passá vexame
Prá esquecê a minha vida de miséria
Vou passá as minhas féria
Lá na praia de miami
Com uma galega de dois metro de altura
Daquelas que tira côco sem precisá de vara
O punk rock tá me oferecendo a chance
Mas antes que ele se canse
Eu vô é metendo a cara

It´s not mole não
Don´t have condição

E quando eu for me apresentá na discoteque
Vou mostrá prá esses moleque
Que matuto é que é o bão
Eu que tentei aqui na terra tantos anos
Agora é o americano é que vai curtir o meu som
Depois que a gente vai embora pro estrangeiro
Que se amunta no dinheiro
O negócio é chalerá
Eu só volto aqui na terra
Prá curtir minhas estafas
Que nem diz Frank Sinatra
Não vou dá colher de chá

It´s not mole não
Don´t have condição

E é assim então, ao som delicioso de Severina Cooper (It´s not mole não), composição de Accioly Neto com o balanço maravilhoso de Paulo Diniz que vamos ficando por aqui.

Com o positivo Lalá Moreira na técnica, a construtiva Ciça Camargo na produção e eu, que ando repensando minhas expectativas, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Varlei Xavier, Carlos Walker, João Nogueira, Carlos Malta, Paulo Diniz e o Mussum com Dedé Santana,

Sempre lembrando a você que a Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também contribui distribuindo conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página no facebook.com/pellegrinodistribuidora.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha… portalcafebrasil.com.br.

E se puder, mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. Se você estiver fora do Brasil é: 55 11 96789 8114.

E se você ainda não tem o Viber, baixe aí para seu celular e acompanhe nosso grupo, Podcast Café Brasil. Tá no comecinho ainda, mas estou colocando lá uma série de informações de bastidores que só quem acessa tem.

E para terminar, uma frase do escritor americano George Will:

O lado bom de ser pessimista é que, constantemente, ou você está certo ou fica agradavelmente surpreso.