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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. No podcast 449 – O olhar não poluído eu trouxe o olhar de alguém que, por não estar acostumado com nossa rotina, conseguia ver beleza em coisas nas quais nem reparamos mais. E foi muito legal. Muita gente reagiu ao programa e hoje trarei algumas das opiniões que recebemos. Estamos precisando, sabe?

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que,  estão aí ó, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

Quem vai ganhar o exemplar de meu livro NÓIS…QUI INVERTEMO AS COISA é o Marcos, que mandou um comentário pelo WhatsApp assim:

“Olá Luciano Pires, bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou o Marcos Santana Santos de Campinas. Segunda, voltando do trabalho, to aqui pensando também, no nosso país, é claro. Já ouço os seus podcasts há muito tempo tá, praticamente acho que todos eles. tenho ouvido vários políticos, vários educadores, vários outros podcasts, pessoas falando sobre o assunto, como melhorar o nosso país e tal, mas qual seria, Luciano Pires o caminho para tudo isso?

Sabe, precisamos de um caminho, de  um começo para toda essa melhora que queremos no nosso país. E qual seria Luciano, qual seria o caminho. A educação? Qual seria….. eu não elaborei o texto, então por enquanto, vai ser somente essa mensagem aí.

Pra você, Luciano Pires, um abraço e vida longa ao nosso cafezinho.”

Rerere…que pergunta hein Marcos? Vamos falar sobre as possíveis respostas no programa de hoje. Obrigado pelo comentário, mas da próxima por favor baixe o volume da música de fundo, o Lalá morre de ciúme aqui…

Lalá: Morro não, que é isso?

Muito bem. Além do livro o Marcos receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Eu sei que você já sabe né, mas não custa lembrar:  PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. Acesse: facebook.com/DKTBrasil

Vamos lá então!

Na hora do amor, use Prudence.

E quem também está ajudando a gente a trazer pra você este cafezinho é a Nakata, marca pioneira na fabricação de amortecedores pressurizados no Brasil, inclusive da tradicional linha HG. A Nakata lançou  a promoção, a  Pista dos Sonhos, na qual você pode concorrer a uma viagem com acompanhante para assistir a uma corrida da Nascar nos Estados Unidos, em Daytona, Las Vegas, Miami ou Indianápolis. Acesse promocaohgnakata.com.br e participe! Eu escolheria Indianápolis, e você?

Então vamos lá, você já sabe!

Tudo azul, tudo Nakata.

Que bonito isso… é ao som do Hino Nacional no violão de Marcos Neves, que vamos conhecer mais gente que escreveu pra nós.

Como um outro Marcos, por exemplo. Ouça:

Olá, Luciano. Às vésperas de uma viagem para Finlândia, para conhecer a universidade onde pretendo fazer meu mestrado ano que vem, percebi que precisava ver o “BOM BRASIL” antes que não pudesse mais. Pouco a pouco, comecei a sair das rodas de reclamação. Nas redes sociais, só notícias boas e inspiradoras. Notei, já nas primeiras semanas, algumas mudanças em mim mesmo, como sorrir mais para as pessoas, dar bom dia, por favor e com licença com mais frequência. Coisas básicas, que deveriam já fazer parte do dia a dia, mas que acabaram morrendo com a desesperança e a pressa cotidiana. Deixei o carro de lado, fui trabalhar de bicicleta, pois assim consegui sentir o vento, ver melhor a paisagem, sentir a vida e as pessoas. Falando nisso, conheci novas pessoas, que também estão fazendo isso, querendo que nossas belezas se sobressaiam e sejam o meio de transformação, como uma “corrente do bem”. Bom, nem tudo são flores. Perdi uma amiga, que nos últimos tempos só tinha prazer em conversas cheias de reclamações. Minhas boas notícias a incomodaram. No começo ela falou que eu estava apenas diferente e eu concordei, explicando meu plano de mudança de olhar. Nossos papos foram diminuindo, nossas opiniões se tornaram discordantes e surpreendentemente eu já não servia mais como amigo. Temos sim, um longo trajeto para alcançar nossos sonhos, pois haverá muita resistência de quem quer o diferente, mas não tem vontade de levantar e fazer o diferente. Fico feliz que milhares de pessoas estejam escutando esse podcast e tendo acesso a esse tipo de pensamento, pois assim, “contaminando” cada ouvinte com essa semente, colheremos frutos maiores lá na frente. Muito obrigado.

Uia… O Marcos que vai pra Finlândia começou a responder à pergunta do outro Marcos lá de Campinas, percebeu? Tudo começa com uma mudança dentro da gente, na forma como olhamos o mundo à nossa volta.

Lembra da Zona da Indiferença? Então, o primeiro passo é mudar a forma como reagimos ao mundo, às pessoas que nos rodeiam. Nos transformando nos provocadores das mudanças. Primeiro começa como uma percepção, mas aos poucos mudamos a atitude, depois os hábitos…e o mundo começa a mudar. Então a lição número um: comece mudando seu jeito, sua atitude, suas reações. Importe-se, veja o que está errado e faça algo a respeito.

E aí escreve o Yan Valderlon. Yan Valderlon. parece nome do Senhor dos anéis.Vamos alí, ó.

Olá Luciano e todos do café Brasil. Meu nome é Yan Valderlon, tenho 26 anos e sou psicólogo. Acabei de ouvir o Podcast 449 – O olhar não poluído – e anuncio que ele me fez CHORAR. Sim, eu chorei ouvindo seu programa e não foi a primeira vez. Mas este comentário não é só pra dizer isso. É também em agradecimento pela sua contribuição no meu amadurecimento cotidiano. Vamos lá. Sou do Ceará, mas atualmente estou morando em Belém do Pará por causa do mestrado.

Estava no caminho da universidade ouvindo o podcast que parecia ser mais um daqueles que pega as coisas simples da vida e nos faz pensar (como a beleza das coisas que estão ao nosso redor e nunca reparamos) e eis que você me começa a falar sobre honestidade. Quando você deu o exemplo do taxista honesto, que agiu com honestidade só pelo fato disso ser a COISA CERTA a se fazer, sem esperar nada em troca, eu me lembrei dos dois homens que tiveram grande importância no que sou hoje: meus dois meus pais. Sim, eu tenho a sorte de ter dois pais! Meu pai e meu avô materno. Eu morei exatamente 9 anos da minha vida com cada um deles. Primeiro com meu pai, (radialista e de quem herdei o hábito de ouvir rádio e, consequentemente, podcast) depois com meu avô (de quem herdei o hábito de sempre ver o lado bom das coisas). A menção de HONESTIDADE me fez lembrar que ambos sempre me ensinaram a ser honesto apenas porque isso era o CERTO e não por qualquer outro motivo. Eles nunca fizeram nenhuma discussão filosófica ou ética sobre honestidade, simplesmente o faziam, porque era o certo a se fazer. Com essas lembranças, eu, que estava no meio do trânsito, comecei a chorar copiosamente, emocionado, pois percebi que praticamente todo passo que eu dou na vida e qualquer sucesso que eu venha a ter são por causa dos meus dois pais e de como eles me ensinaram, não com palavras, mas com exemplos, como se deve agir corretamente.

A outra vez que chorei foi ouvindo o podcast sobre o álbum The Dark Side of the Moon, quando você contou a história da música The Great Gig In The Sky.

Já havia ouvido a música, mas ao saber a história por trás dela, mais uma vez, meu olhar foi despoluído e pude ver uma coisa totalmente nova.

Pra finalizar, afirmo, com toda certeza que seja possível ter numa afirmação, que existem sim muito mais pessoas honestas do que desonestas. O problema é que os casos de desonestidade parecem ser tão mais presentes do que os casos cotidianos de honestidade, que isso acaba poluindo cada dia mais nosso olhar sobre a nossa situação política nacional. Talvez as pessoas já estejam com seus olhares tão poluídos que isso lhes deixa inseguras: com medo de combater a corrupção e não dar em nada, medo de mudar de lugar e se arrepender, enfim, medo de tentar e falhar. Mas só sabe enxergar coisas novas quem não desiste de olhar as mesmas coisas com olhar diferente.

Que legal… você ouve ao fundo um cover do Pink Floyd com John Harmer ao piano e Emily Harmer na flauta…

Vamos ver se no comentário do Yan tem mais uma resposta ao Marcos de Campinas? Eu acho que tem sim… Marcos, dê o exemplo! Você viu a força que os exemplos dos dois pais do Yan têm sobre a vida dele até hoje? E você que está me ouvindo? Que tipo de exemplo está dando para as pessoas que te rodeiam? Pense nisso…

E aí é a vez do Marcelo.

Luciano, meu nome é Marcelo, tenho 31 anos e estou prestes a terminar meu doutorado em Genética pela Michigan State University…

… uma pausa aqui. Vocês estão vendo o naipe dos ouvintes do Café Brasil? Que orgulho, viu!

Michigan State University… aqui nos EUA. Conheci o Café Brasil por acidente, há cerca de dois ou três meses atrás, procurando por podcasts brasileiros no Itunes store (que acidente prazeroso!). Hoje sou ouvinte assíduo e já recomendei o programa para amigos e familiares. Parabéns por todo o conteúdo de qualidade produzido!

Escrevo para te agradecer por ter colocado uma sementinha de esperança no meu coração. Como disse, estou terminando meu doutorado aqui nos EUA e pretendo voltar ao Brasil no final desse ano. Porém, toda essa situação econômica caótica do nosso país, toda essa onda de escândalos políticos que afetam a direita e a esquerda do congresso, toda essa onda de más notícias que parece não ter fim tem me deixado frustrado, melancólico… Será que estou fazendo o certo em sair dos EUA e voltar para essa bagunça chamada Brasil? Será que a troca vale a pena???

Pois bem, o seu programa entitulado “O olhar não poluído” me encheu o coração de esperança. Ouvir histórias de como estrangeiros conseguem  enxergar coisas legais em nosso país, de como ainda existem muitos brasileiros honestos, de bom coração, dispostos a ajudar o próximo sem esperar receber nada em troca… São coisas assim que fazem a gente pensar que nosso país tem jeito sim! Que cabe a nós, brasileiros aprendermos a dar valor e atenção a quem merece valor e atenção. Cabe a nós brasileiros acreditarmos! Cabe a nós, brasileiros, expurgarmos todas as frutas podres da cesta, para que elas não apodreçam as frutas boas. Porque existem SIM muitas frutas boas em nosso país!

Obrigado, Luciano, por ter colocado um sorriso no meu rosto.

Um sorriso por me sentir brasileiro!

Algo que não acontecia tem teeeeeeeempo!

Que legal! Da resposta do Marcelo eu tiro outra recomendação: cabe a nós, brasileiros aprender a dar valor e atenção a quem merece valor e atenção. Viu uma atitude boa? Elogie, incentive! Viu um post legal, que vá além das piadinhas e merdinhas do dia a dia, compartilhe! Ouviu um podcast legal? Conte pra todo mundo. Escreva pro podcaster comentando, escreva para o patrocinador elogiando. Ficou sabendo de um político que está fazendo um trabalho legal? Escreva para ele, conte para todo mundo! Transforme-se num espalhador de bondades, despoluindo olhares, combatendo a ignorância e contaminando que está próximo de você!

Mas dá pra ir mais longe…

Algum tempo atrás usei um trecho de um depoimento de um brasileiro que morava na Holanda, e que contava como as coisas por lá eram muito mais fáceis de serem feitas que aqui no Brasil. Ele falava da burocracia, da facilidade de abrir uma empresa por lá em comparação com nosso inferno nacional. O nome daquele rapaz é Marcel Van Hattem, que pouco tempo depois voltou para o Brasil e, indignado, decidiu fazer alguma coisa.

Candidatou-se ao cargo de Deputado Estadual pelo Rio Grande do Sul e foi eleito. Ouça um trecho de seu discurso de posse:

Ouço com frequência, senhor presidente e aqui concluo, de diversas pessoas que não dá mais para viver no Brasil. Já ouvi de muita gente que na primeira oportunidade que surgisse de viver, estudar ou empreender em outro país, deixariam o Brasil. Até a pouco mais de um ano, senhor presidente, eu, eu era um desses gaúchoe e brasileiros. Eu vivia, estudava e empreendia no exterior. Morei em países verdadeiramente democráticos que respeitam as liberdades individuais. Fiz o caminho inverso, no entanto. Retornei ao Brasil e contei com o apoio decidido de amigos e voluntários estada afora, que foram se somando a uma campanha por princípios e valores. Essa ime nsa força voluntária e idealista que me trouxe aqui, quer contribuir para as mudanças no nosso Rio Grande e no nosso Brasil. 

E agora, tenho eu a oportunidade de aqui, do alto desta tribuna, ser a voz de muitos outros gaúchos e brasileiros que no fundo também estão dizendo para si mesmos: eu não quero viver em outro país. Eu quero viver em outro Brasil, um Brasil próspero e democrático, um Brasil livre.

Introdução do Hino Nacional

Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil,
Eia! sus, oh, sus!

Uia…  O meu amigo Eliezer Setton nos brinda com a introdução do Hino Nacional, que foi excluída da versão que todos conhecemos. Não há consenso sobre quem escreveu esta parte introdutória, mas consta que teria sido o paulista Américo de Moura, presidente da província do Rio de Janeiro entre 1879 e 1880. A expressão “Eia sus, oh sus!” que ele canta ao final é uma interjeição latina que significa “de baixo para cima”, que enaltece a coragem, os brios, e pode ser traduzida como sinônimo da expressão “em frente, avante”.

Mas que dica podemos tirar da história e do discurso do Marcel van Hattem, hein? O Brasil precisa de brasileiros bons, preparados, que estão por aqui e também espalhados pelo mundo e que tenham disposição de lutar para mudar o país. Gente inteligente, que saiba conspirar, que consiga penetrar no sistema e fazer a faxina necessária. Entendeu? Tem que entrar dentro do sistema pela porta que estiver aberta para implodi-lo, sabotá-lo, mudá-lo na direção que desejamos. Precisamos de gente disposta a descruzar os braços, arregaçar as mangas e partir para ação. O Marcel foi para a política. Outros estão organizando manifestações, educando pessoas, abrindo grupos de discussão nas mídias sociais e no WhatsApp, publicando ideias, organizando abaixo assinados, denunciando os malfeitos, indo a Brasília conversar diretamente com políticos, entrando com ações na justiça… Cada um do jeito que pode…

Não há outro jeito. Temos que atacar por todas frentes, com todos os meios. Aos poucos os interesses comuns vão reunindo as pessoas, formando grupos, facilitando que ações efetivas aconteçam. E de repe nte você se vê parte do grupo de conspiradores que estão construindo um novo Brasil.

Não é fácil. Mas tem que começar já.

E é assim então, ao som do Hino Nacional Brasileiro com o grupo Seis Com Casca e uma inacreditável máquina de datilografar na percussão que vamos saindo animados.

Com motivado Lalá Moreira na técnica, a preocupada Ciça Camargo na produção e eu, que vivo jogando lenha na fogueira, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco, presente aqui no estúdio o ouvinte Naeff Holanda,  dois ouvintes e um violonista chamados Marcos, outro ouvinte chamado Marcelo, mais um chamado Yan Valderlon, o deputado Marcel van Hattem, Eliezer Setton e um cover do Pink Floyd com John Harmer ao piano e Emily Harmer na flauta.

Sempre lembrando a você que a Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Escreva lá. Se você acha legal a Pellegrino estar conosco aqui, vá lá  facebook.com/pellegrinodistribuidora e deixe um recado.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp, mas abaixa a música no fundo,  no 11 96789 8114. Se você estiver no exterior é: 55 11 96789 8114.

E também tem o Viber, aquele aplicativo que você devia baixar aí no seu celular …. Tem o grupo Podcast Café Brasil por lá, mandando dicas e avisando de coisas que só quem está no Viber fica sabendo.

E para terminar, vamos de novo com o Marcel.

Eu não quero viver em outro país. Eu quero viver em outro Brasil, um Brasil.

Hino nacional brasileiro
Joaquim Osório Duque Estrada
Francisco Manuel da Silva

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
– Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!