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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Estamos em festa ainda, comemorando os 10 anos do Café Brasil e este programa vai na sequência. Com um jabazão: o lançamento de meu novo livro ME ENGANA QUE EU GOSTO.

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí ó, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

Quem vai ganhar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO hoje é um profissional do ramo aqui, que está junto comigo. Outra visita. estou aqui com o Armando no Nossocast.

Armando – Muito obrigado, Luciano. Estou emocionado também, eu sei que é clichê, mas a gente está emocionado.

Luciano – Não… seja bem-vindo, cara. O Armando está aqui, sabe por que? Porque ele trouxe o Thiago. Você está fazendo uma de babá pro pernambucano, é isso?

Armando – Tenho que dar uma mão pra ele…

Luciano – … é perigoso, né? Com esse calor que está fazendo em São Paulo, o cara tá desesperado. Armando, bem vindo. Eu estou trazendo aqui esses depoimentos das pessoas que conhecem o Café Brasil, eu sei que você escuta a gente e a pergunta que eu faço pra todo mundo vai ser a mesma que eu faço pra você. Qual foi o programa que te impactou nesses 10 anos de Café Brasil.

Armando – Vai ser clichê porque um dos meus favoritos foi o que você fez do Led Zeppelin, Stairway to Heaven…

Luciano – … o 300

Armando – 300. Nossa, que programa excelente. Principalmente porque eu sempre gosto das histórias por trás da música. Quando você começou a desconstruir a música, por exemplo, quando você fala daquele momento que a gente não sabe se ele fala stairway to heaven ou to hell, aquilo ali é excelente, porque eu falei: caramba! Será que ele está passando isso pra mim mesmo? Eu acho isso muito sensacional.

Luciano – Você imagina pra mim, que estou fazendo a pesquisa, pra chegar num negócio…

Armando – Você deve ter ficado maluco fazendo a pesquisa.

Luciano – …não. É muito legal, porque esses programas elaborados aí, eles não são feitos assim de uma hora para outra. Demora. eu fico bastante tempo cozinhando o programa e eu uso uma técnica interessante que é o seguinte: eu boto a música pra tocar e escuto a música todo tempo, todo dia. Tinha uma chance de tempo livre eu estava ouvindo Stairway to Heaven. Até que aquilo… eu fico impregnado dela. Aí, quando você começa a ler as histórias, tudo, você está com a música inteirinha na cabeça e é muito fácil trazer a emoção ou pegar os momentos que… e precisa de sorte. Falei no programa com o Thiago. Não basta ter talento, tem que ter sorte. Sorte de ter encontrado aquela versão em português, lembra? Do Sérgio Sá…

Armando – Quando você começou a falar eu pensei: deve ser ruim, porque no Brasil é muito difícil. Mas, começou e em todo sentido… é excelente.

Luciano – A letra é legal…

Armando – …. eu fui atrás… sim, excelente. Acho que é  a primeira versão brasileira de uma música assim que eu gostei mesmo. Acho que depois dela só aquela do Nenhum de Nós da música do David Bowie…

Luciano – Sim… o Astronauta…

Armando – Astronauta de Mármore, né? Acho que depois dessa… Acho que essas duas mesmo. Mas eu gostei muito, excelente.

Luciano – Maravilha…maravilha… E o Nossocast, como é que tá?

NOSSOCAST

Armando – Tá bem, tá bem. A gente tem um convite pra você que a gente já fez, porque… é… sabe como é que é… você é uma pessoa muito difícil da gente achar.

Luciano – Não. eu estou aqui do outro lado, cara. Você quer que eu vá lá gravar as dez músicas mais importantes da minha vida.

Armando – …. eu quero ferrar com a sua cabeça.

Luciano – …. eu já reduzi de 1500 pra 895. Quando eu chegar nas 10 a gente vai lá e grava. Grande Armando. Faz o jabá aí. Como é que é o site?

Armando – … é o nossocast.com.br. Inclusive o Thiago Miro agora faz parte, porque a gente é amigo há muito tempo, a gente está mudando agora a nossa linha de raciocínio, que a gente é um podcast de humor, só que o nossocast, a gente tem muito ouvinte adolescente. Por exemplo: é muito difícil alguém que ouve o Café Brasil, ouvir o Nossocast, por exemplo. Mas a gente está agora botando em três, quatro podcasts, a gente tem um tema mais sério. O que vai sair, dependendo do tema, a gente acabou de gravar sobre maioridade penal, porque a gente gosta de colocar isso na cabeça. O adolescente não pode ficar ouvindo só besteira. A gente, praticamente, fala mais besteira, porque a gente gosta de se divertir, mas a gente que botar na cabeça das pessoas o certo, porque adolescente, ele absorve conhecimento mais rápido…

Luciano – E você tem uma coisa interessante. Se você conseguir colocar conteúdo na bobagem, você vai conseguir aquela coisa fantástica que é: me diverti, dei risada com esses maluco e ainda aprendi uma porrada de coisa.

Armando – Exatamente. A gente tem o Nossocast, a nossa doutrina ……. a nossa opinião… a sua opinião vale alguma coisa. O Nossocast acho que, não querendo dizer,  a gente é o podcast que mais cita ouvinte de todos. Cada Nossocast a gente cita uns cem ouvintes, mais ou menos. O pessoal… a gente quer mandar beijinho. A gente manda, que a gente gosta que a opinião dele influencie totalmente o nosso conteúdo.

Luciano – Isso é rádio das antigas.

Armando – Eu gosto pra caramba de rádio.

Luciano – Legal. Grande Armando. Bem- vindo, muito obrigado…

Armando –  Eu tô tremendo aqui…

Luciano – Vamo lá. Um abraço.

Armando – Obrigado.

Muito bem. Além do livro o Armando receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, você já sabe o que é. Tem géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. O bicho vai pegar no Nossocast. Eu sei que vocês já sabem, mas não custa lembrar:  PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence.

Vamos lá então! Alô moçada, atenção!!!

Na hora do amor, use Prudence.

[tec] melo da Nakata [/tec]

E quem também está ajudando a gente a trazer pra você este cafezinho é a Nakata, que está até junho tem uma promoção muito louca aí. Olha! Ela pode levar você e um acompanhante para assistir a uma corrida Nascar nos Estados Unidos! Quatro autódromos. Você pode escolher um deles. E é muito fácil participar! Acesse promocaohgnakata.com.br e mande ver. Quem sabe logo mais você está lá, assistindo uma corrida nascar.

Siga também youtube.com/componentesnakata.

Tudo azul, tudo Nakata.

Tô feliz! Acabo de lançar meu sétimo livro: Me Engana que eu gosto. Sete livros, cara… Primeiro foi O Ninhal, em 1987,  no qual faço o relato de uma viagem para visitar um Ninhal no Pantanal Matogrossense, com fotos de renata Falzoni. Uma experiência inesquecível. O Livro que está esgotado. Depois veio em 1989 o Lendas Brasileiras, que me obrigou a mergulhar durante dias em volumes de Câmara Cascudo na Biblioteca Monteiro Lobato, além de outros autores, capturando a essência de lendas famosas brasileiras e as reescrevendo. Foi uma espécie de arqueologia cultural. Esse também está esgotado.

Em 2003 veio O Meu Everest, relatando minha experiência de caminhar até o Campo base do Monte Everest no Nepal. É meu livro predileto, que vende – e vende direitinho até hoje.

Na sequência, em 2004, nas raízes do Café Brasil veio o Brasileiros Pocotó, o livro que me ajudou a construir um propósito, que deu sentido a tudo que faço neste programa. Esse ainda se acha à venda, mas tá acabando, viu…

Dei uma parada até lançar em 2009 o Nóis…qui invertemo as coisa, filhote do Brasileiros Pocotó e uma experiência de empreendedorismo, livro que lancei de forma independente e que me apresentou o lado negro do mercado editorial brasileiro. Esse ainda está à venda.

Em 2012 foi a vez do Diário de um líder, que me permitiu mergulhar profundamente em minha experiência liderando equipes dentro de uma grande corporação e transformar o resultado num registro que ficou bem legal. Esse você encontra facilmente.

E agora, 2015, chegou a vez do sétimo: Me engana que eu gosto.

O bêbado e a equilibrista
João Bosco
Aldir Blanc

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil!

Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil

Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

Ah, que hino… Mas o que é que o Bêbado e a Equilibrista, composição de João Bosco e Aldir Blanc na interpretação clássica da Elis Regina tá fazendo aqui, hein?

Bem, a música é de 1979 e tem tudo a ver com o que me motivou a escrever este novo livro.

Quarenta anos atrás, entre 1975 e 1977 eu estava nas ruas, no vigor de meus vinte e poucos anos, com cartazes nas mãos, correndo do Coronel Erasmo Dias e gritando “abaixo a repressão” e sonhando com quê?

Eu era um dos garotos que sonhavam com uma mudança no país. E hoje, depois que aquela geração que estava nas ruas assumiu o poder, vejo que nossos sonhos não se concretizaram. E me pergunto o que terá acontecido. Um dos objetivos desse livro é refletir sobre esse insucesso.

A que conclusão cheguei é de que os jovens cresceram, começaram a trabalhar, tiveram filhos e descobriram que para mudar as coisas não basta fazer barulho. E ao entrar no sistema, se acomodaram e passaram a agir como Belchior cantava naquela época: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.”. E os políticos que representavam aqueles sonhos, ao tomar o poder, revelaram-se iguais ou piores que os que combatiam. Ver Lula abraçado a Paulo Maluf, José Sarney e Collor é a síntese dessa condição.

No livro escrevo bastante sobre as técnicas usadas para convencer as pessoas. Falo da engenharia social, da janela de Overton, das mentiras elaboradas, dos argumentos emocionais e mais algumas coisas. Tudo aquilo que você, ouvinte do Café Brasil, já se acostumou a ouvir por aqui. Não faço análises técnicas e nem profundas, na verdade apenas comento os acontecimentos. E mostro como é que uma ação coordenada aos poucos vai fazendo a cabeça das pessoas que, sem perceber, passam a trabalhar contra seus próprios interesses, inebriadas pela ideia daquele mundo melhor que nunca chega.

É claro que os progressistas dirão que minha posição é a mesma dos “escritores de direita” que surgiram nos últimos anos. Bem, eu acho que essa classificação de “direita e esquerda está ultrapassada. Ela não abrange mais os posicionamentos que encontramos na sociedade. Se você quiser me classificar, diga que tenho ideias liberais, que sou contra o estado onipresente e que quero liberdade de mercado.

Dedico o livro a todo brasileiro que ainda é capaz de se indignar. As mudanças que queremos não virão “de cima” nem de graça. A voz do povo nas ruas é que será o catalisador das mudanças. E quem está de braços cruzados, conformado ou no mimimi, não colabora com nada, pelo contrário, ajuda  a manter tudo como está. E o negócio é o seguinte: por menos que a mobilização dos indignados dê em alguma coisa, essa sequência de iniciativas que estamos assistindo nos últimos meses está tirando a paz dos que tranquilamente pintavam e bordavam com a coisa pública. Está tirando o foco dos que estavam confortavelmente aboletados no poder, está drenando suas forças, abrindo frentes de combate, derrubando argumentos, explicitando mentiras, educando as pessoas e, principalmente, motivando para que mais gente, inclusive políticos, se engaje na luta pela moralidade. E os de sempre que continuam com a chorumela do “vai dar em nada” não perceberam que acabou a indiferença. Acabou a indiferença. O Brasil está mudando.

Me engana que eu gosto
Marquinhos Satã

Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto

Quem é carioca esta satisfeito
Pois esse é o jeito pra que reclamar
Se é bom o governo é bom o prefeito
Cidade tranqüila como essa não há
O meu capital esta sempre sobrando
Não sei até quando ele vai ser assim
Por mais que eu gaste
Esta sempre aumentando
Por mais que eu gaste
Nunca chaga ao fim

Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto

A turma do rock se diz brasileira
E é sempre a primeira da mpb
Não sofre nenhuma influência estrangeira
É até filiada ao pmdb
Se chico buarque nasceu em caxias
Caetano veloso em maria angú
Gal costa passeando em madureira
Maria bethânia sambando em bangú

Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Ee eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto

Se chego em casa atrasado de porre
minha nega morre de satisfação,
não faz cara feia, até me penteia,
pois não tem ciúmes aqui do negão;
Eu sou gente boa,
sou gente pacata,
mas sou quem desata o nó no final,
e tudo que eu digo sem eira nem beira,
é só brincadeira é fundo de quintal……pois é.

Eu gosto, que eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto
Me engana, me engana, me engana
Que eu gosto, eu gosto

Escrevi o livro baseado nos mesmos princípios que sustentam este podcast e que posso resumir assim. Preste atenção, este aqui é meu manifesto.

Acredito que a sociedade não pode viver fora da lei e que a ordem é fundamental para o respeito aos direitos individuais e coletivos. Acredito que os fins não justificam os meios, que a anarquia, a indisciplina e o desrespeito à autoridade constituída são contrários ao espírito democrático. Que o governo não deve se intrometer na vida das pessoas, a não ser na regulamentação de algumas – e eu disse algumas – atividades que precisam de um balizamento. Acredito na iniciativa individual, nas privatizações, na democracia representativa, na propriedade privada. Acredito que toda violação da ordem jurídica é um ataque à democracia. Acredito que a lei deve prevalecer sobre a vontade das pessoas ou os interesses de grupos. Abomino a pregação ideológica nas escolas, a militância partidária na imprensa e a intolerância aos que pensam diferente. Acredito na liberdade individual. Acredito em não fazer aos outros o que não quero que façam a mim. Acredito no respeito às opiniões e no direito das pessoas fazerem suas escolhas pessoais.

Resumindo, como sempre digo por aqui: quero um mundo melhor, igualzinho a você. Talvez divirjamos sobre a forma de chegar lá, e isso deve ser discutido. Mas no final, queremos o mesmo.

E pra convencer você a comprar o livro, vou agora mandar aqui um capítulo chamado a Escala Aecio. Não, não se trata do outro lá…

Essa é Me Engana Que Eu Gosto, na voz de Roberto Ribeiro. A composição é de Marquinhos Sathan e deu nome a seu primeiro disco “Me Engana Que Eu Gosto”, que acabou virando jargão na boca do povo e foi saudado como um dos grandes lançamentos do ano de 1987. É meu… Me engana que eu gosto rendeu um disco de ouro pro Marquinhos Sathan…

Pois é… a gente encontra pérolas dentro de lamaçais, não é?  Olha só, como se não bastasse ter assumido uma posição política que muita gente detesta (embora eu desconfie que a maioria esteja comigo), ainda por cima escrevo abusando de ironias, de citações, de sujeitos ocultos e sempre me encrenco com isso. A quantidade de bobagens que recebo como comentários é assustadora e durante o período das eleições presidenciais de 2014, ajudado pela leitura de alguns textos do professor Olavo de Carvalho…

… Olavo de Carvalho, minhas observações me levaram a construir a ESCALA AECIO.

Vou dar uma pausa aqui para uma provocação. Um de meus filmes preferidos chama-se O Jovem Frankenstein, uma comédia fantástica de Mel Brooks lançada em 1974. Tenho até medo de recomendar, pois aquele humor pertence a outras eras. Acho que já assisti ao filme umas 12 vezes… Tá na hora de assistir de novo. No filme, a atriz Cloris Leachman faz o papel de uma governanta assustadora chamada Frau Blücher. A cada vez que o nome dela é pronunciado os cavalos relincham do lado de fora.

Rararraa… é impagável! Me lembro disso a cada vez que menciono Olavo de Carvalho aqui ou em meus escritos…

– Olavo!

(relinchos)

Um dia farei um programa sobre ele. Sim, isto é uma ameaça. Mas voltemos à Escala aecio…

A Escala aecio é um fenômeno relacionado a interpretação de textos, que se tornou muito evidente com o surgimento das mídias sociais onde todo mundo opina, todo mundo tem razão.

A cada postagem que eu fazia nas mídias sociais, ficava maravilhado com os comentários que chegavam. Alguns eram densos, provocativos, com conteúdo, inteligentes até. Mas a maioria respeitava a Escala aecio. Vamos então a ela.

A de acesso. O indivíduo tem acesso a uma determinada informação. Lendo, ouvindo, assistindo, não importa.

E de entendimento. O indivíduo faz seu esforço mental para interpretar e conseguir entender a informação, usando os recursos, o repertório que ele tem.

C de conclusão. O indivíduo tira sua própria conclusão sobre a informação com a qual teve contato.

I de imputação. Em seguida o indivíduo imputa sua própria conclusão a um terceiro, normalmente o autor ou mensageiro da informação com a qual ele teve contato.

E finalmente, O de ofensa. Então o indivíduo passa a ofender aquele terceiro pela conclusão que ele, o indivíduo, tirou da informação que recebeu.

A escala AECIO portanto é: acesso, entendimento, conclusão, imputação e ofensa.

O sujeito não entende o que lê, tira as conclusões que consegue, imputa as conclusões a mim e me ofende pelas conclusões que ele mesmo tirou.

Eu não escrevi o que ele entendeu. Eu não disse o que ele compreendeu. Eu não mostrei o que ele acha que viu. Mas ele acha que eu sou o responsável pelo que ele entendeu, portanto…

Se você tem Facebook ou publica suas opiniões de alguma forma nas diversas mídias, certamente sabe do que estou falando.

A Escala AECIO é uma das pragas que têm destruído as áreas de comentários de jornais, revistas e da internet. É ela que tem acabado com a capacidade das pessoas de dialogar ou mesmo de debater de forma sadia qualquer tema por qualquer meio.

As outras pragas são a falta de educação e a intolerância, mas esse é tema para outro livro. E para muuuuuuitos programas.

Será mentira ou será verdade
Renato e seus Blue Caps

Dizem que a Tereza está me enganando
Será mentira ou será verdade
E por meus amigos anda me trocando
Será mentira ou será verdade
Toda noite sai não sei o que acontece
Será mentira ou será verdade
Mas só chega em casa quando amanhece
Será mentira ou será verdade

Será mentira ou será verdade que ela me engana
Será mentira ou será verdade que ela não me ama

Dizem que ela pensa em me mandar embora
Será mentira ou será verdade
Mas não acredito pois ela me adora
Será mentira ou será verdade
Eu lhe prometi um dia dar meu nome
Será mentira ou será verdade
Dei minha palavra, palavra de homem
Será mentira ou será verdade

Será mentira ou será verdade que ela me engana
Será mentira ou será verdade que ela não me ama

Dizem que ela pensa em me mandar embora
Será mentira ou será verdade
Mas não acredito pois ela me adora
Será mentira ou será verdade
Eu lhe prometi um dia dar meu nome
Será mentira ou será verdade
Dei minha palavra, palavra de homem
Será mentira ou será verdade

Será mentira ou será verdade que ela me engana
Será mentira ou será verdade que ela não me ama

Bem, tá feito o jabá. O Me Engana Que Eu Gosto pode ser encontrados e papel e logo mais em ebook na loja do portalcafebrasil.com.br. Compre, leia, empreste, sei lá. Venha refletir sobre o que fizemos de errado. Quem sabe conseguimos que a nova geração não repita nossos erros.

E é assim então, ao som de Renato e Seus Blue Caps com Será Mentira, Será Verdade, que já merece uma versão mais politizada, que vamos ficando por aqui.

Com o revoltado Lalá Moreira na técnica, a espumante Ciça Camargo na produção e eu, este escritor tupiniquim de mal traçadas linhas, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o Armando do Nossocast, Elis Regina, Roberto Ribeiro e Renato e Seus Blue Caps e… Frau Blücher!

Sabe quem é que ajuda a gente a trazer o Café Brail até você? É a Pellegrino, que além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também contribui distribuindo conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página no facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. E se você está fora do país é: 55 11 96789 8114.

E também tem o Viber, aquele aplicativo que você devia baixar aí no seu celular …. Bom, tem um grupo chamado, Podcast Café Brasil por lá, onde eu mando dicas que só quem está no grupo conhece.

E para terminar, atenção Lalá! De novo!

– Olavo!

(relinchos)