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Luciano Pires -

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Você também está entre os que se indignam com a desigualdade do mundo? Por que ainda existe a pobreza? Ou não seria melhor perguntar por que existe a riqueza? Lá vem…

Posso entrar?

O podcast Café Brasil chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí olha, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai ganhar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO hoje será o Nicolai Vieira, de Cabo Frio, ele não comentou um programa especifico, mas mandou uma história de emocionar. Ouça só:

“Olá Luciano, conheci seu programa em janeiro de 2013, e ele me inspirou a colocar em prática algo q estava adormecido. Seus podcasts são fonte de inspiração pra quem deseja fazer mais. Tenho uma loja de instrumentos musicais e sempre pensei em fazer um trabalho social dentro do meu ramo com crianças. A ideia surgiu há alguns anos, mas… caiu no esquecimento, e como eu disse, seus podcasts reacenderam o desejo. Não teve um podcast específico, foi mais o “conjunto da obra”.

Então comecei a pensar em  O QUE e COMO seria. Ouvindo a música do AC/DC “let there be rock”  me veio o nome do projeto: “QUE HAJA MÚSICA!!!”.”

Let There Be Rock
Angus Young
Malcolm Young
Bon Scott

In the beginning
Back in nineteen fifty five
Man didn’t know ‘bout a rock ‘n’ roll show
‘n all that jive
The white man had the schmaltz
The black man had the blues
No one knew what they was gonna do
But tchaikovsky had the news
He said

Let there be sound, and there was sound
Let there be light, and there was light
Let there be drums, there was drums
Let there be guitar, there was guitar, ah
Let there be rock

And it came to pass
That rock ‘n’ roll was born
All across the land every rockin’ band
Was blowin’ up a storm
And the guitar man got famous
The business man got rich
And in every bar there was a superstar
With a seven year itch
There was fifteen million fingers
Learnin’ how to play
And you could hear the fingers pickin’
And this is what they had to say

Let there be light
sound
drums
‘n guitar, ah
Let there be rock

One night in a club called the shakin’ hand
There was a 42 decibel rockin’ band
And the music was good
And the music was loud
And the singer turned and he said to the crowd

Let there be rock

Que haja o rock

No início
Lá em 1955
O homem não conhecia sobre os shows de rock’n’roll
E todo aquele “swing”
O homem branco tinha a emoção
O homem negro tinha a melancolia
Ninguém sabia o que eles iriam fazer
Mas Tchaikovsky deu as notícias
Ele disse

Que haja som, e houve som
Que haja luz, e houve luz
Que haja baterias, e houve baterias
Que haja guitarras, e houve guitarras
Que haja rock

E veio a acontecer
Que o rock’n’roll nasceu
Por toda parte cada banda de rock
estava eclodindo uma tempestade
O homem de guitarras ficou famoso
O empresário ficou rico
E em cada bar havia um superstar
Com uma tremenda excitação
Havia quinze milhões de dedos
Aprendendo a tocar
E dava pra você ouvir os dedos dedilhando
E isso é o que eles tinham a dizer

Que haja luz
Som
Bateria
Guitarra
Que haja rock

Uma noite em um clube chamado “Aperto de Mãos”
Havia uma banda tocando a quarenta e dois decibéis
A música era boa
e a música era alta
E o vocalista virou-se e disse à multidão

Que haja rock

Meu!!! Eu fico até sem fôlego. Se alguém me perguntar, se alguém me pedir pra definir rock and roll eu digo assim ó: AC/DC.

“... segundo a bíblia foram com essas palavras que Deus criou o mundo, ” que haja…” agora faltava pensar em como. Na época você estava fazendo uma promoção com a Nakata, se não me engano, dando um ipad por semana. E daí surgiu o como: doando um violão por semana. E assim foi, criei uma campanha onde as crianças tinham que responder: por que aprender música?? As melhores respostas ganhavam o violão. Foram 52 violões distribuídos ao longo de um ano para as crianças da rede pública, com acompanhamento de um professor para as aulas iniciais. O projeto terminou em março de 2014. O que as crianças fizeram com os violões, eu sinceramente não sei. Não tínhamos como fazer o acompanhamento de todos, e não era minha intenção vigiar o que seria feito. A intenção era dar OPORTUNIDADE, incentivando a educação através dos benefícios que a música oferece, estimulando concentração, raciocínio, criatividade…  Se alguma dessas crianças, no futuro, se acharem na vida através da música porque um dia ganhou um violão qdo era criança, o projeto terá alcançado seu objetivo. Luciano, acho que todos devemos nos perguntar o que está ao nosso alcance. Eu olhei em volta e vi violões.”

Muito bem Nicolai, o que é que eu posso dizer, hein cara? Só um “muito obrigado”. Você é a demonstração de que as pedrinhas que jogamos no lago fazem ondas sim… Já pensou se cada dono de loja de instrumentos musicais tem uma ideia parecida com a sua? E os donos de livrarias? E os donos de lojas de computador? E os donos de escolas… Vixe…

Mas tem que ser dono pra poder tomar uma decisão, não é?

Muito bem. Além do livro, o Nicolai receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. Acesse então: facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! O Lalá tá sozinho hoje… quero ver como é que fica sozinho. Vamos lá Lalá: Na hora do amor use:

Lalá – Oras… Prudence.

E quem também está ajudando a gente a trazer pra você este cafezinho é a Nakata, que é a marca de uma das mais completas linhas de componentes de suspensão do mercado brasileiro. Inclusive dos amortecedores HG Nakata. Acesse facebook.com/componentesnakata, tem um monte de informações legais lá.

Tudo azul, tudo Nakata.

O pobre e o rico
Caju
Castanha

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

Rico come caviar, come picanha, filé
Na vida o rico tem tudo
E come tudo que quer
Onde o rico bota o dedo o pobre não bota o pé

O pobre come bolacha, tripa de porco e sardinha
Farofa de jerimum, bucho de boi com farinha
Come cuscuz com manteiga
E batata com passarinha

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

O rico leva a família para o salão de beleza
Manda cortar o cabelo
E na pele faz limpeza
E a filha volta tão linda que parece uma princesa

O pobre leva a família num salão barato e fraco
Manda raspar a cabeça
E o cabelo do sovaco
E o filho fica igualmente um filhote de macaco

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

O rico quando adoece
Vai pro melhor hospital
No outro dia seu nome sai na pagina do jornal
Dizendo que o danado já não ta passando mal

E o pobre quando adoece é feliz quando ele escapa
E quando ta internado a comida é pão e papa
Se gemer muito de noite
O café que vem é tapa

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

O filho do homem rico tem uma vida bacana
Seu papai paga os estudos
E no final de semana
Ele sai com sua gata pra passear de santana

O filho do homem pobre vai passear de jumento
Bota a nega na garupa, sai correndo contra o vento
Quando o jegue dá um pulo
Bota a bunda no cimento

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

A mulher do homem rico
se vai pra maternidade
Dá a luz de um menino falo com sinceridade
Ganha milhões de presente da alta sociedade

A mulher do homem pobre
Quando ela vai descansar
O presente que ela ganha é bolacha e guaraná
E uma bala de chupeta que é pra o guri chupar

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

A mulher do rico sai num sapato bom de couro
Cabelo bem penteado, brinco que vale um tesouro
Pulseira e colar de prata
Relógio e cordão de ouro

A mulher do pobrezinho
Só anda sem gabarito
O cabelo é assanhado o casaco é esquisito
E a saia tem mais buraco que tábua de pirulito

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

Filha de rico se forma pra trabalhar em cartório
Gabinete especial, telefone e escritório
Engenheira e medicina
Exame e laboratório

A filha do pobrezinho fica velha sem leitura
Quando aparece um emprego
É na rua da amargura
Pra jogar tambor de lixo no carro da prefeitura

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

O filho do homem rico só toma banho no chuveiro
Uma caixa de sabonete, dois, três perfume estrangeiro
Cada banho é uma roupa
E cada perfuma é um cheiro

O filho do pobrezinho só se molha no açude
Não pode ver empregada
Que ele esfrega e lhe ajuda
E os pescoço e as costelas têm quase um baú de grude

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

A filha do homem rico se arranja um namorado
Ele vai pra casa dela
Num carro novo zerado
Pois é filha de doutor, de prefeito ou deputado

A filha do pobrezinho quando arranja um mané
Ela diz meu pai é rico
E o povo sabe quem é
É um que vende pipoca na porta do cabaré

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa fome

A filha do rico vai fazer curso no Japão
Na Grécia na Argentina até Afeganistão
Porque a filha de rico só viaja de avião

A filha do pobrezinho no interior grosseiro
Passa quatro cinco dias olhando um livro primeiro
Engasgada na fumaça
No farol do candeeiro

O rico é quem come tudo
Tudo que quer ele come
Mas o pobre que trabalha
Ganha pouco e passa

Rico e pobre.,.. pobre e rico… Sempre que se fala em meritocracia, vem junto a palavra desigualdade. E com ela todo aquele rosário de lamentações seculares sobre a injustiça do sistema, do mundo. Mas onde é que isso começa, hein? Bem, eu vou ter que voltar pra 1755, com o filósofo suíço Jean Jacques Rousseau. Naquele ano ele publicou seu Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.  Ali Rousseau definiu as bases sobre as quais se firma o processo gerador das desigualdades sociais e morais entre os seres humanos.

Segundo Rousseau, os homens primitivos viviam em bandos mais ou menos organizados, que se ajudavam quando alguma necessidade surgisse, para fins de alimentação, proteção e procriação. Quando a necessidade era atendida, eles seguiam suas vidas individualmente, até que uma nova necessidade aparecesse.

Conforme as necessidades básicas foram sendo atendidas e superadas pelo gênio humano, os homens perceberam que poderiam ter mais que o necessário, o que lhes daria a sensação de serem melhores que os outros. A partir dessa ideia surge o conceito de propriedade. Propriedade de ferramentas, de armas, animais, terras e, até, de outros homens.

Da ideia de propriedade surge a ideia de acumulação de bens, da riqueza que faria com que alguns homens fossem mais que outros. Isso foi o estopim para conflitos, primeiro entre os indivíduos da tribo, depois entre tribos, cidades e nações.

O surgimento do dinheiro ampliou enormemente a luta por mais posses. Ao mesmo tempo, surge a noção de família, talvez o grande fator civilizatório, que tirou os homens da selvageria para a convivência harmoniosa entre si. Famílias, cidades, o conceito de que em  grupo somos mais fortes que sozinhos, foram fatores que deram início ao desenvolvimento do homem em sociedade.

Com a organização da sociedades surgem os especialistas, as classes sociais e a tecnologia permitem  ao homem que experimente algo que durante muito tempo foi desconhecido: o lazer. Primeiro visto como uma comodidade, logo o lazer passou a ser encarado como necessidade. Estava então pronto o caldo: dinheiro, posses, lazer… e os homens começaram a se sentir mais infelizes pela privação das comodidades do que felizes por possuí-las. O resultado? Conflitos, guerras, violência, opressão…

Foi com esse raciocínio que Rousseau concluiu que a base para as desigualdades entre os homens é a propriedade privada que alimenta a cobiça, a inveja e a necessidade de um superar o outro.

Resumindo então o pensamento de Rousseau: os homens exercem naturalmente seus instintos, não sendo nem bons nem maus, mas seres amorais. Na natureza os homens não se agrediriam sem motivação, mas apenas por legítima defesa. A desigualdade surge quando alguém cerca um lote de terra e diz “isto é meu”. Então, outros homens fazem a mesma coisa e se reunem ou se associam para poder usufruir daquilo que a terra pode lhes oferecer. Isso cria um modo de sobrevivência organizada que acaba por excluir dos benefícios da natureza, outros homens. Então, sem riqueza, sem propriedade, sem alimento nem liberdade, o homem torna-se subordinado daqueles que detém a propriedade privada. A propriedade faz perder a liberdade natural.

Esses são Cajú e Castanha, com O pobre e o rico.

Para contrapor essa situação na qual o forte subjuga o fraco, o rico subjuga o pobre, Rousseau sugeriu entãoum contrato social que assegurasse a cada cidadão a proteção da comunidade e lhe permitisse as vantagens da liberdade e da igualdade. Rousseau definia então seus princípios da liberdade e igualdade natural, que acabaram por inspirar a Revolução Francesa.

Bem, milhares de cabeças cortadas depois, sempre em nome do bem e da virtude, o homem vai conhecendo outros pensadores inspirados pelas ideias de Rousseau, que também acharam que descobriram como fazer para que o homem voltasse a ser feliz. E assim vamos de Marx a Stédile, com seu exército de sem terras, que também quer acabar com a propriedade privada, para retornar o homem à sua origem de felicidade natural neandertal. E a noção de que toda propriedade é um roubo permanece até nos discursos do Papa Bento 16! A velha noção de que “eu não tenho porque você tem”, concepção de mundo que já governou quase a metade do planeta e produziu atraso, miséria e uns 150 milhões de cadáveres.

Pois é… Esses santos farão de tudo para acabar com as injustiças. Mesmo que seja preciso matar alguns infiéis…

Rousseau e seus seguidores abriram caminho para a confusão que está na raiz de muitos dos debates no qual estamos metidos: a dissociação entre o direito e dever. O não reconhecimento da responsabilidade individual. A visão do Estado como o ente responsável pela distribuição de direitos.

Achei um texto que traz mais luz à essa reflexão. O nome é “Desigualdade, uma referência equivocada”, de autoria de Roberto Rachewsky , empresário fundador do Instituto Estudos Empresariais (IEE), do Instituto Liberal do Rio Grande do Sul, que eu encontrei no Blog do jornalista Percival Puggina.

Vamos a ele.

Ao fundo você ouvirá I DREAMED A DREAM, com Sunny Choi no piano. Essa música é trilha da peça Os Miseráveis…

A preocupação dos ideólogos do ressentimento com a desigualdade faz com que sejam criados índices com o propósito de medir a distância entre ricos e pobres.

Tais medições são fruto da equivocada visão de que se há alguém ganhando, haveria alguém perdendo.

Qualquer medição econômica que levasse efetivamente em consideração o bem estar da população, não deveria medir a distância entre ricos e pobres, mas a distância de todas as pessoas da miséria.

Assim, sempre que alguém empreende para aumentar a sua riqueza, carrega junto com ele, na elevação de seu capital, todos aqueles que de forma direta ou indireta participam daquele processo produtivo. É muito difícil, pela complexidade e capilaridade das transações, de se visualizar até onde a geração de ganhos afeta positivamente a sociedade. Mas, sem dúvida, sabe-se que afeta e melhora o nível de qualidade de vida de toda a população alcançada pelo fenômeno principal de construção de valor.

Quando um novo valor é colocado à disposição do mercado, incentiva-se que todos os que demandarem aquele bem criem e coloquem também à disposição do mercado, valores para que possam obter recursos para adquirirem, aquele recentemente criado.

Já, por outro lado, e de forma perversa, quando a distribuição de renda é feita através da coerção, não há estímulo para a necessária criação de valor para uma troca voluntária. Basta que o beneficiário passivo de qualquer distribuição, aguarde que um poder determinado use de violência, expropriando o proprietário de um determinado bem e, obviamente, de seu valor, para entregá-lo injustamente a quem nada fez para merecê-lo.

É por isso que, quanto mais livre for uma sociedade, mais rica será sua população e, independentemente da distância entre ricos e pobres, ou seja, sem dar relevância à desigualdade, mais distante da miséria se encontrarão todos os indivíduos daquela sociedade. E, de outro lado, quanto mais regulada for a sociedade, caracterizada pelo alto grau de intervenção governamental, mais próxima da miséria estará toda a população, sem que as diferenças irrelevantes entre ricos e pobres sejam eliminadas.

Provavelmente, nas sociedades livres estarão no topo da pirâmide de distribuição de renda, aqueles que tiverem produzido mais valor para os demais e para si.

Nas sociedades fechadas, onde a coerção predomina, mais ricos estarão os que detém o poder da força, que não criam valor algum, criam apenas intimidação e, eventualmente, destruição.”

Putz… já tô ouvindo a mimimizada… Mas…e você, hein? Como é que você vê essa questão da desigualdade social? Acha que existe uma saída para o homem retornar às raízes de bondade conforme Rousseau? Acha que é aumentando o tamanho e o poder do estado que se distribui justiça social? Ou acredita que é na responsabilidade individual que está a saída? Comente este programa, sem xingamentos e piadinhas, por favor, vamos tentar ampliar a discussão.

Miséria S.A
Pedro Luis

Senhoras e senhores estamos aqui
Pedindo uma ajuda por necessidade
Pois tenho irmão doente em casa
Qualquer trocadinho é bem recebido
Vou agradecendo antes de mais nada
Aqueles que não puderem contribuir
Deixamos também o nosso muito obrigado
Pela boa vontade e atenção dispensada

Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria S.A
Que acabou de chegar

Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria S.A
Que acabou de falar

Lhes deseja, lhes deseja
Lhes deseja, lhes deseja

Muito bem, é assim então, ao som de MISERIA S/A, de Pedro Luis, com O Rappa, que vamos saindo no embalo.

Com o igual Lalá Moreira na técnica, a desigual Ciça Camargo na produção e eu, que acho que quem resolve mesmo é o indivíduo, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Nicolai Vieira, o rockasso de AC/DC, Caju e Castanha, Sunny Choi e O Rappa.

E não esqueça da Pellegrino, que além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar a nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. E se você está fora do país é o: 55 11 96789 8114.

Não esqueça também do Viber, o aplicativo que você devia baixar aí no seu celular. Tem um monte de informação sobre o nosso podcast, que só quem está lá no nosso grupo Podcast Café Brasil recebe.

Pra terminar, uma frase dele, Jean-Jacques Rousseau

O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão.