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Luciano Pires -

Alô? Tem crise aí? Aqui tem viu… que coisa! E nesse clima de crise ficamos desesperados, desesperançados, depressivos, mal humorados… Ô clima, viu? Mas e aí, hein? É pra ser otimista ou pessimista? Como sobreviver num contexto desses? Não é mole, viu? Vamos nessa hoje.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Ed Guimarães, que comentou assim.

“Olá Luciano, como vai você. Eu estou bem, obrigado!

Fazia um tempo que não vinha degustar seu programa, mudei minha rotina e o “Cafezinho” acabou ficando com a rotina passada, porém, senti falta e vim resgatar este sabor!  Acabei de ouvir o podcast – Tá bom ou tá ruim? – e coincidência ou não é algo que estava “discutindo” em minha time line no Facebook esses dias…Tenho 25 anos, estou finalizando meu curso de Licenciatura em  Artes Visuais, moro com meus pais em uma cidade do interior do PR – a música do Belchior pode me descrever fielmente –  e faço parte daquela porcentagem de jovens que se veem desesperados em meio a esse turbilhão caótico de “más notícias”. Alguns anos atrás as coisas pareciam tão “certas”, eu terminaria o colegial, ingressaria em uma universidade, terminaria e pronto! Teria uma profissão, um emprego e o mundo a se ganhar. O fato é que a realidade é um pouco mais complexa que isso e ainda estou buscando meios de conseguir ser “auto suficiente” – A questão é que em meio a toda essa complexidade que é crescer e tornar-se adulto, vivemos esse período onde muitas vezes ser otimista e esperançoso é quase crime. É muito mais fácil e aceitável entrar em meu twitter e despejar críticas ácidas do que sair do twitter e alterar de alguma forma essa realidade em que nos cerca. Ser jovem e esperançoso no Brasil, é algo que exige um esforço quase sobre humano. E qualquer discurso que fizemos ou fazemos nos leva diretamente a política, porém, é algo muito mais além, um problema que vai além de partidos e sim essa angústia intrínseca na alma humana. Bom, o fato é que achei muito interessante o tema abordado e pude sentir uma fagulha de esperança e conforto aos que não querem enxergar apenas o Dark side of the moon. Aliás, deixo aqui minha gratidão por me apresentar músicos/bandas e escritores sensacionais e por contribuir na minha formação humana/social e cultural!  Abraço a toda equipe e muita luz e amor e arte!!!”

Olá Ed, obrigado pelo comentário. É, meu caro, nestes dias atuais fica cada vez mais complicado ter uma atitude positiva. É muita coisa ruim sendo jogada na cara da gente diariamente e se você se deixar levar por esse tsunami de maus fluídos, já era… Mas no fim é tudo uma escolha, não é?

Muito bem. Além do livro, o Ed receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.

Aliás, muita gente fica curiosaem conhece o kit. Eu vou fazer o seguinte: eu vou publicar uma foto do kit aqui no texto deste programa, no roteiro do programa no Portal Café Brasil.

kit dkt

Este é o Kit DKT, acompanhado do livro ME ENGANA QUE EU GOSTO, que você pode ganhar se comentar os programas.

Muito bem. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. Acesse facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Ô dois: hoje eu quero desespero!

Na hora do amor, use

Lálá e Ciça – Prudence.

Fui dar uma entrevista num programa de TV e a primeira pergunta que a entrevistadora me fez foi uma daquelas…

– Luciano, você acha que o Brasil tem jeito?

Aliás, acho que essa é a pergunta que mais ouço em minhas andanças pelo país. Bom e a resposta é padrão.

– Claro que tem!

– Mas por que tanta certeza?

– Porque eu tenho 59 anos de idade, já passei por poucas e boas neste país.

Olha só, sabe qual é a pior crise para o Brasil, hein? A próxima. Sempre será a próxima. Por isso é sempre bom conhecer a história de seu país para entender as poucas e boas pelas quais passamos. Só quem sabe de onde viemos pode ter a pretensão de julgar se o momento atual é aquele da crise definitiva.

A idade média do ouvinte do Café Brasil é 32 anos. Quem tem 32 anos, nasceu com este som:

Every breath you take
Sting
Andy Summers

Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take

I’ll be watching you

Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay

I’ll be watching you

Oh can’t you see
You belong to me
How my poor heart aches
With every step you take

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake

I’ll be watching you

Since you’ve gone I’ve been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it’s you I can’t replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby, please

Oh can’t you see
You belong to me
How my poor heart aches
With every step you take

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I’ll be watching you

Every move you make
Every step you take
I’ll be watching you

A cada respirar

Cada vez que você respira
Cada movimento que você faz
Cada laço que você rompe
Cada passo que você dá

Eu estarei observando você

Todos os dias
Toda palavra que disser
Todo jogo que você jogar
Toda noite que você ficar

Eu estarei observando você

Oh, você não pode ver?
Você pertence a mim
Como meu pobre coração dói
Com cada passo que você dá

Cada movimento que você faz
Cada promessa quebrada
Cada sorriso falso
Cada reclamação sua

Eu estarei observando você

Desde que você se foi eu estive perdido sem um caminho
Eu sonho e só posso ver seu rosto
Eu olho ao redor mas é você que eu não posso substituir
Eu sinto frio e espero pelo seu abraço
Eu continuo chorando baby, baby, por favor

Oh, você não pode ver?
Você pertence a mim
Como meu pobre coração dói
Com cada passo que você dá

Cada movimento que você faz
Cada promessa quebrada
Cada sorriso falso
Cada reclamação sua
Eu estarei observando você

Cada movimento que você faz
Cada passo que você dá
Eu estarei observando você

Quem não lembra do Police com Every Breath You Take? Manda mais aí, Lalá…

Quem tem 32 anos até viveu, mas não se lembra de uma época em que tínhamos inflação anual de 2.600%. Você ouviu o que eu falei, cara? 2.6005. Os preços eram remarcados no supermercado várias vezes ao longo do dia. Você pegava o produto e ele tinha um monte de etiquetas de preços, uma sobre a outra.  Recebeu o salário, todo mundo corria para as compras, pois a desvalorização do dinheiro era diária. Eram filas imensas nos dias seguintes ao dia do pagamento. Era um desespero… E veio o Collor, com a maluquice de congelar o dinheiro de todo mundo. Você consegue imaginar o presidente da república aparecendo na televisão e dizendo que todo o dinheiro de sua conta corrente seria bloqueado, ficando lá algo como 200, 300 reais pra você se virar, hein? Foi isso que aconteceu. Quando chegou o momento do Plano Real, já tinham fracassado seis outros grandes planos, o Cruzado, Cruzado II, Bresser, Verão, Collor e Collor II, dos quais dois tinham envolvido mudança da moeda (o Cruzado e Collor). Havia a sensação de que se havia tentado tudo e que tudo tinha fracassado. Era como se o Brasil estivesse fadado àquela fatalidade, como se a inflação estivesse no DNA brasileiro.Meu! Isso é que é crise, cara!

Quem tem 32 anos de idade não viveu nada disso… Por isso, quando olho pra trás e vejo as poucas e boas pelas quais passei, eu acredito sim que o Brasil tem jeito.

Deixa eu acalmar então os mais afoitos…  Atenção, atenção! É claro que estamos em crise. Eu sei o papagaio que tenho que pagar no banco, sei do patrocinador que perdi, sei dos clientes que desapareceram, sei das coisas mais caras, eu sei do preço do dólar… Há sim um cenário de crise, e estamos no meio dela. Eu não estou tentando negá-la, mas entender o impacto que a crise e, especialmente, a percepção da crise, causa em nós. Me parece que quanto mais acreditamos na crise, maior ela fica.

-Pô Luciano, então é só parar de acreditar na crise que ela desaparece é?

Não, cara! Isso é papo de petista. Estou na levada do programa Armadura emocional, lembra? Quero me proteger, quero não ficar mais preocupado do que estou, eu quero não entrar em pânico!

Imagine a Europa do século 14… epidemias de fome, doenças, pilhagens por parte de mercenários violentos, guerras, revoltas e uma praga eliminaram quase metade da população do continente em apenas quatro anos. Dá pra imaginar em que estado estava a cabeça daquela turma, hein? Por isso a igreja ganhou tanta força: no meio do desespero, o que restava era crer em Deus e no céu… Mas o oposto também era verdade. A mesma crença em Deus existia nodiabo. Havia a crença no céu e havia também no inferno. Putz meu… Deus e o Diabo… que lado vai ganhar? Tinha como não ficar aflito?

Somente quando Freud falou da ansiedade como um estado mental no começo do século 20 é que começamos a entender o que se passava e que explica essa sensação estranha que muita gente sente hoje.

A ansiedade começa com uma simples preocupação. Quanto mais pensamos nela, mais ela cresce, mais poder ganha. E mais a gente se preocupa. E aí você começa a lidar com os Facebooks da vida, com a velocidade supersônica da comunicação, todo mundo ligado 24 horas por dia, sete dias por semana, esse celular aí no qual você jogava joguinhos e hoje lê notícias, ouve podcasts  e se comunica com os outros, meu… Isso levou a ansiedade para níveis de epidemia.

Como ter calma nessa hora, hein?

E o mais louco é o seguinte, por definição, quanto mais você tenta estar seguro, mais inseguro você se sentirá. O mundo em torno de nós – a realidade – é inseguro, neu caro! Lutar para sentir-se seguro é, portanto, lutar contra a realidade, daí tanta gente sentindo a insegurança do momento.

Todo mundo com coração aflito…

Coração bobo
Alceu Valença

Meu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
Zabumba, bumba esquisito
Batendo dentro do peito

Teu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
O coração dos aflitos
Batendo dentro do peito

Coração bobo, coração bola
Coração balão, coração São João
A gente se ilude dizendo
Já não há mais coração

AH… Que delícia, cara… Alô moçada que tem 32… essa é de 1980, viu? Alceu Valença, lá de Pernambuco, com CORAÇÃO BOBO. Cara, que sucesso fez essa música…

Meu amigo Sandro Magaldi, que está à frente do projeto MeuSucesso.com, publicou um texto interessante que cabe perfeitamente aqui.

Ouça ao fundo CONDUZIR, com o paulistano Duca Belintani.

Na 5ª feira tive a oportunidade de dar uma aula para uma turma de MBA da FIA. Gostaria de estar mais em sala de aula, compartilhando conhecimento, ajudando as pessoas a quebrar paradigmas, a refletir sobre nossos desafios do dia a dia, porém hoje minhas prioridades me limitam de investir mais tempo nessa frente.

Enfim, o que me chamou a atenção no papo – que foi ótimo, a propósito – foi a insegurança causada pela instabilidade econômica atual. Isso ocorre, sobretudo, porque trata-se de uma disciplina sobre Vendas e, todos sabem, que é uma das primeiras a receber os impactos de uma crise.

Me dei conta de um aspecto que não estava tão claro para mim: existe uma geração de brasileiros que nunca passou por uma adversidade brava, por uma crise cascuda. É natural que, nessas circunstâncias, a insegurança tome conta e afete de forma significativa as expectativas e autoestima da galera.

A música para mim toca diferente. Passei por inúmeras crises cabeludas: Plano Collor, Plano Real, Crise Russa, etc. São tantas que nem me recordo seus nomes e épocas. Cada nova crise, representava um novo desafio. Foram tantas porradas, no entanto, que eu fiquei com o “casco duro”. A despeito de todos elas, continuei vendendo muito, ganhando prêmios e prosperando.

Nada mais me assusta. A única coisa que muda em situações como essa é que altero um pouco minha rotina. Por exemplo, evito ler a coluna econômica dos jornais com a mesma assiduidade de antes. Claro que me mantenho informado, porém não quero ser contagiado com o pessimismo característico em situações como essa. Sabe por quê, hein? Porque minha experiência mostra que ninguém, muito menos os jornalistas e os economistas, tem uma visão clara sobre os impactos de uma situação como essa. Tampouco uma visão de futuro clara.

Sendo assim, prefiro ter a minha própria visão de futuro e, ao invés de ficar esperando a “morte da bezerra”, correr atrás do que é meu.

Esse ninguém me tira 😉

Comigo mesmo
Lu Horta
Lincoln Rollim

Eu comigo mesmo
Consigo mesmo
Tudo o que eu quero
Comigo mesmo
E se eu quero tudo
Consigo mesmo
Comigo mesmo
Consigo mesmo.
Eu e o meu umbigo
E o meu olho vesgo

Olha que legal… você está ouvindo a paulistana LU HORTA com COMIGO MESMO, canção da Lu com Lincoln Rollim.

Fiz questão de trazer a reflexão do Sandro especialmente por causa de sua conclusão: Ter sua própria visão do mundo, que tal, hein? Sem se deixar contaminar pelos pessimistas ou otimistas de plantão… Não é fácil, viu? Eu diria até que é impossível.

Mas voltemos ao Deus e ao Diabo. Tenho uma boa e uma má notícia, qual você quer ouvir primeiro? A maioria prefere a má notícia primeiro, pois acredita que se sentirá melhor com a boa notícia no final.

Muitas situações na vida são facas de dois gumes… ou de dois legumes, como diria aquele outro lá: boas notícias que são más notícias. Fui promovido! Oba! Vem aumento de salário! Putz, mas vem junto um monte de responsabilidades…

Quem foca o lado ruim, se estressa por antecedência, mas está sempre preparado para o pior. Se o pior não acontecer, que ótimo.

Quem foca no lado bom, não se estressa por antecedência, mas nem sempre está preparado para o pior. Se ele vier, que horror.

O que será que é melhor, hein? Bem, eu acho que focar sempre no pior tem um custo alto demais, em todos os sentidos. Inclusive na nossa produtividade. É melhor o meio termo, não é?

Foco nos meus projetos, nos meus desafios, sem tirar o olho das ameaças. Mas primeiro vem o meu foco.

Pois é. Mas eu conheço um monte de gente que sofre antes, durante e depois…

O contínuo bombardeio de más notícias estimula um estado de depressão, como esse que vivemos no Brasil de hoje. Quem se concentra em más notícias vai aos poucos destruindo sua armadura emocional e se vê inclinado a tomar más decisões, como vender uma propriedade mesmo perdendo muito dinheiro, ou então, parando de consumir completamente. Mesmo quem não assiste tv ou ouve rádio, está exposto a essa onde de negativismo através das mídias sociais e da conversa com conhecidos. Quando todo mundo fala de recessão, as pessoas ficam com medo de perder seus empregos, de gastar dinheiro… e aí meu, é isso que estamos vendo aí. Tudo parado.

Mas isso é coisa de ser humano, quer ver?

Do ponto de vista evolucionário, daquele mecanismo mental que todos temos e que colocava os homens das cavernas sempre alertas para os predadores, você está sempre esperando más notícias.

Do ponto de vista neuro científico – nossos cérebros dão mais atenção às notícias ruins que às boas, até por instinto de preservação – você está sempre esperando más notícias.

Do ponto de vista das probabilidades – coisas ruins, embora sejam raras e aconteçam para poucas pessoas – tem maior probabilidade de virar notícias e são compartilhadas febrilmente por todos os canais de comunicação, você está sempre bombardeado por  más notícias.

Sacou, hein? Querendo ou não, estamos sempre esperando más notícias!

Em 2008, o megainvestidor e multibilionário Warren Buffet publicou um artigo no jornal New York Times, dizendo o seguinte

Uma regra simples dita os meus investimentos: seja medroso quando os outros são gananciosos e seja ganancioso quando os outros estão com medo. E, certamente, o medo está generalizado agora.

Os investidores têm o direito de serem cautelosos com entidades altamente endividadas ou com negócios em posições competitivas fracas. Mas os temores em relação à prosperidade a longo prazo de muitas empresas do ´país não fazem sentido. Essas empresas vão realmente sofrer grandes soluços, como sempre fizeram. Mas a maioria das grandes empresas estabelecerá novos recordes de lucros de 5, 10 e 20 anos a partir de agora.

Deixe-me ser claro sobre um ponto: Eu não posso prever os movimentos de curto prazo do mercado de ações. Não tenho a menor ideia se as ações passarão a subir em um mês ou mesmo um ano a partir de agora.

O que é provável, porém, é que o mercado vai se manifestar, talvez substancialmente, bem antes de qualquer movimento da economia. Então, se você ficar esperando pelas andorinhas, a primavera terá acabado.

Warren Buffett deu, de forma implícita, sua maior dica de investimentos: a má notícia é a melhor amiga de um investidor.

E ele diz:

“Ela permite que você compre uma fatia do futuro do país a um preço vil.”

Sacou, hein? Entendeu, hein? Que existe gente que ganha com esse seu pavor?

Você diz que vai deixar a peteca cair, malandro! Você é um papo furado. Tu vai morrer é com a batata doce na boca!

Vivemos a Era da Ansiedade, malandro, malandra. Bombardeados pelas previsões de que a coisa está cada dia mais feia, começamos a nos preocupar, a ficar ansiosos e desligar dessa espiral do desespero é a primeira atitude a tomar. Menos jornais, menos previsões dos especialistas, menos gente dizendo que está tudo uma merda, já ajuda cara, você vai ver!

Olha, nada do que eu disse neste programa é novidade. Mas eu cheguei onde queria: como sempre a decisão é sua de mergulhar irracionalmente no tsnumai de más novas… ou reprogramar seu cérebro para adotar uma nova perspectiva. Isso toma tempo, meu caro, exige disciplina. Não se muda a programação mental num estalar de dedos. É um treino constante. Quando você perceber que o sangue esquentou, que a respiração aumentou, que aquele medo começou a tomar conta de você, pare! Reflita sobre o que é que está colocando você nessa condição. Pergunte-se se há razão para isso, se vale a pena! E então FOCO. Foco, foco, foco. Foco na sua meta, foco nos seus desafios, foco na construção de seu futuro.

Seu coração agradece.

Deixe comigo
Nerino Silva

Deixe comigo.
O problema é meu.
Não vou deixar a peteca cair.
Malandro demais acaba ruim
Porque a filosofia da vida é assim

Amigo, o seu papo é furado
A sua moringa é quente
Comigo não vai dar pé
Amigo, a sua onda é facista
Você já é bola murcha
Teu embalo é nené
Zé Mané.

É assim então, ao som de DEIXE COMIGO, com o carioca Nerino Silva, que fez sucesso quando os pais de quem tem 32 anos hoje eram adolescentes, vamos saindo de mansinho.

Com o esperançoso Lalá Moreira na técnica, a ansiosa Ciça Camargo na produção e eu, o realista Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Ed Guimarães, Sandro Magaldi, Warren Buffet, o Police, Nerino Silva, Alceu Valença, Duca Belintani e Lu Horta.

O Café Brasil só chega até você porque a Pellegrino, resolveu investir nele. A Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E para terminar, uma frase de Michel de Montaigne

O homem que teme sofrer já está sofrendo pelo que teme.