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Luciano Pires -

Quem, como eu, distribui conteúdo pela internet experimenta momentos muito especiais ao encontrar gente que lê ou ouve a gente. Nunca sabemos qual é o impacto que causamos nas pessoas, e a perspectiva de que alguém pode mudar de rumo por causa de algo que escrevemos ou dissemos, é fascinante. Ou apavorante, né?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO, é o Pedro Henrique, lá de Manaus… Ouça essa história!

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Me chamo Pedro Henrique, sou graduado em gerência de materiais, moro em Manaus, Amazonas. Gostaria de compartilhar com você uma história que, cada vez que eu penso nela, ela me emociona bastante. É a história do meu avô, o senhor Pedro. O que que tem a ver aqui esse breve relato. O meu avô, ele sofre hoje do mal de Alzheimer, ele tem problemas com memórias recentes, principalmente devido a duas crises de hipoglicemia que ele sofreu no passado, né. Ele também é diabético e tudo mais. O que que aconteceu? Ele é um leitor muito ávido e sempre teve o hábito de ler, mesmo morando no interior, quando eles moravam, ele ouvia o rádio dele, os noticiários todo dia e sempre foi uma pessoa muito bem informada. O que que eu percebi? Nos últimos meses ele estava lendo os livros e simplesmente ele não consegue mais assimilar de forma correta o que ele lê e entender as coisas que estão sendo passadas, né? Aí, ele tava lendo um livro que falava de amor, liberdade e solitude, né do professor Osho. Quando eu vi que ele estava lendo esse livro, eu comecei a debater com ele e ele realmente não entendia a fundo o que que era o solitude ou o tema que estava sendo abordado no livro. Com isso eu coloquei pra ele ouv ir o  podcast 346, que era A solidão do Chorão, justamente um podcast que falava um pouco sobre solitude, né? E para minha surpresa, o meu avô ele conseguiu assimilar as ideias do podcast muito melhor do que ele assimilava da própria leitura que ele estava fazendo e o mais impressionante foi que depois de alguns dias ele veio me cobrar novamente para ouvir novas palestras, novos, como ele diz: “coisas boas”. E foi nisso que eu comecei a colocar pra ele ouvir o podcast Café Brasil e eu percebi que esses podcasts faziam com que o raciocínio dele ficasse mais claro. E passou a ser algo comum, todas as quartas feiras, eu colocar pra ele ouvir o seu programa. E com isso gerar debates. Ele melhorou o estado clínico, hoje ele consegue entender melhor cada vez que ele ouve o podcast, você vê que ele tem momentos de lucidez plena né, ele fica num estado normal de pensamento e isso acabou me tocando bastante, porque é algo bom de ver a saúde mental dele no sentido de discutir as coisas como era antes, né? Então, eu queria deixar aqui o meu muito obrigado, queria agradecer muito a você por essa ajuda que você dá e saber que de uma forma ou de outra, você hoje faz parte do tratamento do meu avô e você faz parte de uma forma que nenhum remédio conseguiria fazer, que é fazendo a memória dele funcionar e a gente conseguir debater com ele de uma forma que, de outro meio nós não conseguiríamos. Então Luciano, eu queria deixar o meu muito obrigado pelo seu trabalho e por tudo que vocês tem impactado na minha vida. Não só você, mas toda a sua equipe, fica aqui o meu muito obrigado por terem resgatado um pouquinho desse senso crítico que o meu avô sempre teve. Muito obrigado pela  oportunidade e saiba que você tem ajudado muitas pessoas das mais difertentes formas que você pode imaginar. Fica aqui o meu obrigado e um até mais”. 

Pois é… Não é louco? Pois eu mandei uma mensagem para o Pedro Henrique, sabe o que ele  me devolveu, hein? Outra mensagem… do seu Pedro, o avô dele.

“Para mim é muito interessante, né? Porque se pudesse de vez em quando tá ouvindo umas palavras dessas, ou ao menos todo dia, se não é todo dia, ao menos uma vez por semana, isso é muito importante pra gente poder se equilibrar e estar mais disposto pra continuar.”

Fala seu Pedro! Que bom saber que o senhor curte nosso cafezinho, viu? Saiba que para nós é um prazer levar até o senhor alguns assuntos que tratam desta nossa vida cheia de surpresas. Saiba que nós aqui, não só eu o Lalá e a Ciça, mas eu tenho a certeza que todos os ouvintes, estamos torcendo pelo senhor, para que continue com saúde e com esse interesse pelo conhecimento. Muito obrigado por compartilhar essa história conosco Pedro Henrique. Você não faz ideia do impacto que ela causou em nós.

Muito bem. O Pedro Henrique receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. O bicho vai pegar lá em Manaus. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade. O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil

Vamos lá então! Ô dois! Hoje é para os fãs!

Na hora do amor, use

Lalá e Ciça – Prudence, Prudence, Prudence!!!

Enquanto me preparava para palestrar no Epicentro, o imperdível evento anual que meu amigo Ricardo Jordão organiza lá em Campos do Jordão, eu fui abordado por um ouvinte, o Rodrigo Zaneti, feliz pelo encontro. Ele dizia que ouve o Café Brasil, que é meu fã e pedia uma foto juntos. Me apresenta sua noiva, a Niwa. Conversamos um pouco e percebo que ele realmente era muito fã do meu trabalho. Esses encontros são sempre especiais, viu?

Faço a palestra, que tem uma carga emocional forte, desço do palco meio fora do ar, encontro outras pessoas e não vejo mais aquele simpático casal.

Ontem, acompanhada daquela foto tirada um mês atrás, a Niwa me manda uma mensagem dizendo:

– Ele era seu fã numero 1.

– Como assim, “era”?

– O Rodrigo teve uma parada cardíaca e acaba de falecer.

– …

– Estávamos cheios de planos!

Abalado, eu procuro a página do Rodrigo no Face e descubro que ele colocara nossa foto como capa!

no epicentro 2

O que dizer, hein? O que pensar? Me lembrei de um texto que publiquei logo após a morte de Eduardo Campos, em que eu disse assim:

Snap! Fim.

E agora? Os planos, os compromissos, as promessas, as esperanças? Nada. Acabou. Fim. Como é que pode, hein?

Você está ouvindo EPITÁFIO, a canção dos Titãs, no violão de Leandro Kasan.

É ele, o destino, o imponderável, que vive à espreita, não respeita nossas vontades, não obedece o nosso controle. Simplesmente aparece quando quer, toma conta da vida da gente, faz suas artes e pronto. Fim.

Não sei como é com você, mas sempre que acontece uma tragédia assim, interrompendo a vida de gente jovem, cheia de planos e energia, dou uma parada para refletir sobre minhas prioridades, sobre tudo aquilo que deixarei para trás se um dia o imponderável aparecer diante de mim. E invariavelmente me lembro de todas as pontas que eu deixarei soltas. Muitas delas impossíveis de serem amarradas, mas a maioria por simples falta de priorização. Estão lá, soltas, pois eu tenho coisas mais importantes para fazer…

Se o imponderável surgir, tudo que é prioritário deixará de ser, e as coisas que deixei para trás assumirão o primeiro lugar na fila. E isso me dá uma sensação de egoísmo. Talvez eu esteja, mesmo com toda a boa vontade, pensando demais em mim mesmo, ocupado em sobreviver e ser bem sucedido. Será possível aprender algo com uma tragédia dessas, hein?

Me lembrei de um artigo chamado “Freedom from Death”, no qual o professor Sidney Parnes propõe, diante da perda, uma parada para reflexão: O que é que eu quero fazer, ter ou conquistar afinal? O que é que eu gostaria que acontecesse? O que eu gostaria de fazer melhor? Para que eu gostaria de ter mais tempo, dinheiro e energia? O que mais eu quero da vida? Quais são meus objetivos não atingidos? O que eu gostaria de organizar melhor? Que mudanças eu preciso fazer? O que eu gostaria que outras pessoas fizessem? Com quem eu gostaria de passar mais tempo? Que mudanças sinto nas atitudes de outras pessoas?

Faça esse exercício, é uma espécie de revisão de prioridades. Pode ser que nada aconteça, mas eu garanto que você acordará aquela pulguinha atrás da orelha, e talvez se anime a deixar, para as pessoas que você ama, as coisas mais arrumadas caso um dia o imponderável aparecer pra você.

Perdi um fã, a Niwa perdeu o noivo e eu não sei o que dizer desta sensação estranha de perda de alguém que eu não conhecia.

Vá em paz, meu amigo.

E no mesmo Epicentro, me preparando para ir embora, boto a mochila nas costas e subo a escadaria da plateia até a parte superior onde está a saída. Vejo um indivíduo vindo na minha direção. Reconheço-o. É um dos que subiu no caixote para falar durante 5 minutos, se não me engano é de Teresina, Piauí.

A palestra que eu acabara de fazer tem como título “E Se…”. Conto um pouco de minha história, da história do Aquiles Priester que trabalhou comigo na Dana e hoje é um grande baterista e vou falando dos momentos em que nos vimos diante da pergunta “e se?”. Foram os momentos de escolhas, quando optamos por seguir determinados caminhos que nos trouxeram até aqui. Discuto na palestra se vale a pena viver com o “e se?” assombrando a gente pelo resto da vista, por causa de uma escolha que deixamos de fazer por medo, insegurança ou sei lá o quê.

Na metade da palestra eu conto a história do Café Brasil, falo do podcast e de como ele ultrapassou muito a intenção inicial e se transformou numa ferramenta capaz de impactar profundamente algumas pessoas. E dou exemplos dos estudantes que me escreveram, da professora que usa o podcast em sala de aula e chego até o Bohemian Rhapsody, quando coloco o depoimento emocionante da Jiana sobre os acordes da música. Quem ouviu o programa dos 10 anos do Café Brasil, o 454, sabe a que me refiro. Toda vez que ouço aquele depoimento preciso me segurar forte para não ir às lágrimas. Lá no Epicentro não foi diferente. Os acordes do Bohemian, a voz mansa da Jiana, a história do Aquiles, aquilo tudo construiu um clima de emoção que calou fundo na audiência e em mim.

No momento em que eu saía do local, ainda estava tomado pela emoção, quando vi o indivíduo vindo na minha direção. Ele deve ter quarenta e tantos anos, é um empreendedor de Teresina, cujo nome infelizmente eu não guardei.

Vi que algo estava estranho na expressão dele, que me estendeu a mão e disse:

– Já ouvi aquele programa 10 vezes…

E desandou a chorar, copiosamente, soluçando. Ele falava do programa 275 , o Bohemian Rhapsody e naquele momento, diante de mim, não segurou a emoção. Puxei-o na minha direção, abracei-o e ficamos os dois ali, soluçando, emocionados…

Troquei algumas palavras com ele, nem me lembro do que falamos, o que ficou foi aquele momento de profunda emoção, conectando tudo que havia acontecido, a palestra, o clima, as emoções. Foi algo insano. Coisas do Epicentro.

Fui pra casa pensando… que força é essa, hein? Que poder é esse de emocionar as pessoas?

Existem várias explicações, que vão do espiritual ao fisiológico, uma delas eu gosto muito. É calcada no médico Alfred Tomatis, que estudou profundamente a fala e um dia disse que “ouvir é vibrar em conjunto com outro ser humano”.

Pense bem… estou aqui falando, transformando minha voz em impulsos elétricos. Você provavelmente estará me ouvindo com um fone de ouvido. Se for daqueles tipo Apple, estará com ele enfiado dentro do ouvindo. Minha voz nem mesmo percorrerá o ar em volta de você, ela sairá do fone diretamente para dentro de seu cérebro. E eu estarei fazendo você vibrar.

Um ser humano vibrando em conjunto com outro. Isso é um processo físico, ao qual é impossível permanecer indiferente.

Por isso essa força, a capacidade de transmitir emoções que o podcast tem e que tem me proporcionado encontros memoráveis com gente que me ouve, não me conhece, mas já me tem como amigo. Aprendi a entender a razão.

Eu entro semanalmente em sua cabeça. Dentro de você. E faço você vibrar em sintonia comigo, sacou?

Parece sexo, né? É… mas considerando que a maioria dos ouvintes do Café Brasil é de ogros peludos meu, eu tô fora….

Você ouviu Bohemian Rhapsody no violão clássico de Steve Bean.

Muito bem. Depois vou para um evento do Murilo Gun, onde sou entrevistado. No final, várias pessoas vêm falar comigo, muitos ouvintes do Café Brasil e muitos que não me conheciam. Um deles, ouvinte, me pega na saída e o diálogo é mais ou menos assim:

– Luciano, sou ouvinte do Café Brasil há não muito tempo, mas estou viciado, o programa é muito legal, tem me ajudado bastante…

E ele me pediu para autografar meu livro que ele havia comprado e tirar uma selfie. Vamos lá…

Subi para o coquetel que aconteceria no final, no andar lotado, formamos uma rodinha e fiquei conversando com o pessoal sobre o podcast. Lá pelas tantas resolvi ir embora, fui saindo de mansinho e logo quando chegava ao elevador aquele rapaz apareceu novamente. Segurou forte meu braço, chegou perto para poder ser ouvido no meio daquela algazarra e disse:

– Luciano, eu acho que você não faz ideia do alcance que seu programa tem, do impacto que ele causa nas pessoas. Você não tem ideia da dimensão e importância, não sabe como tem me ajudado. Muito obrigado!

Ele falava com uma ênfase que dava à suas palavras um impacto ainda maior…

Não, eu não faço ideia. O que sei é dos e-mails que eu recebo, dos comentários que chegam, dos contatos que faço pelo Brasil e que são como um termômetro que indicam que para algumas pessoas o Café Brasil tem sido de grande utilidade. Mas é impossível calcular o impacto que o programa possa ter em pessoas que estão fora de meu alcance, fora de minha visão, fora da vista.

Quando estou escrevendo o programa ou aqui gravando e editando com o Lalá e a Ciça, eu não vejo você, não sei de você, de sua história, dos momentos em que eu disse algo que você precisava ouvir… Por isso é importante que você escreva, mande o whatsapp, divida conosco suas histórias. É assim que transformamos o podcast naquilo que ele é de verdade: uma mídia social, uma ferramenta de união da tribo num mesmo propósito, um grupo de pessoas que, se forem conectadas, podem criar algo inesperado simplesmente conhecendo o que cada um anda fazendo em sua casa, sua empresa, sua cidade… Simplesmente compartilhando suas histórias.

Que legal… essa é COME TOGETHER dos Beatles no violão de Ale Age. Tá no Youtube…

No evento do Murilo Gun, ganhei uma camiseta onde estava escrito: CRIATIVIDADE É SIMPLESMENTE CONECTAR AS COISAS.

É isso que acontece aqui… podcasts conectam pessoas. Mas podem ir muito mais longe.

Vou lançar dentro em breve, pra valer, a CONFRARIA DO CAFÉ BRASIL. Vem aí um aplicativo, uma página própria para a Confraria, um fórum onde as pessoas possam trocar ideias sem serem agredidas, onde conteúdos serão distribuídos de forma regular, convites para eventos, hangouts e mais uma porção de coisas legais que vão aparecer com o tempo.

Os 310 ouvintes que atenderam nosso chamado e se tornaram assinantes do Café Brasil nas últimas semanas, já experimentaram algumas coisinhas legais no ensaio da nossa Confraria. Já receberam conteúdos exclusivos, foram convidados para eventos fechados nos quais eu palestrei e fazem parte de um grupo VIP, aquele que acreditou na proposta do Café Brasil e aceitou pagar por algo que já recebia de graça.

Meu, iso não tem preço.

Além disso, lancei o projeto de financiamento coletivo para o livro do Café Brasil 10 anos pelo Kickante. 333 pessoas contribuíram e levantamos 111% da meta. O resultado será o lançamento no começo de 2016 de um livro, um e-book e o podbook com o melhor de 10 anos de Café Brasil. Nós juntos, fazendo acontecer… Mas o mais valioso é a área de comentários do Kickante, onde mais de 100 pessoas deixaram comentários dando conta do porque colaboraram. É emocionante. Mas aí vem a história do fã. Assim que lancei o projeto anunciando que o objetivo era arrecadar 30 mil reais em 60 dias, confesso que eu fiquei reticente. Achei que não chegaríamos lá. Mas de repente, na primeira semana em que anuncio o projeto, um ouvinte entra e dá uma contribuição de 10 mil reais. Você ouviu certo: dez mil reais! Quando eu recebi o aviso, tomei um susto!

– Pô, o cara errou! Digitou errado!

Mandei um e-mail pra ele, dizendo assim: Fulano, você é maluco?

E a resposta dele foi esta:

“Olha quem fala, o maior guru de malucos da Via Láctea… quero que esse projeto saia e graças a Deus posso colaborar dessa forma. Quando estiver perto de terminar o prazo, se ainda faltar alguma grana, me avisa que damos um jeito desse negócio andar. Achei a proposta uma forma legal de honrar e divulgar o esforço dos últimos 10 anos.”

Dez mil reais, cara! Para receber em retorno alguns livros, um e-book, um podbook… que eu farei questão de entregar pessoalmente. Mas o que marcou mesmo foi a frase: “graças a Deus posso colaborar dessa forma”.

A gente precisa de grana para viver, precisa de grana para tocar os projetos. Mas grana não é tudo. A coisa mais valiosa, aquela que não tem preço, é a pessoa que te abraça e diz sinceramente que você a ajudou. É a pessoa que fica genuinamente emocionada com o esforço que você fez. É aquela que coloca a foto ao seu lado num lugar nobre. É aquela que diz “muito obrigado” de verdade. É aquela que investe em você o fruto de seu trabalho, seja ele 1, 10, 50, 100 ou 10 mil reais, demonstrando assim que você merece.

Cada demonstração dessas é uma mini vitória para mim. Deixa claro que estou acertando em meu propósito, que as pessoas estão entendendo que loucura é essa de iscas intelectuais, de fitness intelectual, de despocotização. Cada demonstração de carinho recebida de um ouvinte ou leitor é a certeza de que estou criando valor em sua vida. E isso meu, acredite, não tem preço.

Por isso quando alguém escreve, comenta, abraça, aperta a mão, chora, conta para os outros, assina ou simplesmente faz um download, pode ter certeza que coloca um tijolinho nesta construção que é o Café Brasil.

Que não é minha, não é nem do Lalá nem da Ciça.

É nossa.

Muito obrigado.

Fiz este programa como uma homenagem ao ouvinte, fã, amigo Rodrigo Zaneti, que se foi. Troquei mensagens com sua noiva e ela me disse que ele colaborou com o projeto do livro, mas que não quis me dizer em nosso encontro. Não precisava.

O Rodrigo é um dos nossos, que a gente perdeu. E sempre que isso acontece, a gente pensa pô, mas e se eu tivesse trocado mais uns e-mails com ele, e se a gente tivesse se conhecido antes e se eu tivesse almoçado com ele… e se? Pense nos seus “e se”. Não vale a pena viver com eles assombrando a gente!

Epitáfio
Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.

É claro que não haveria outra música para encerrar este programa que não Epitáfio, composição de Sérgio Britto que foi grande sucesso dos Titãs em 2002. Esta versão foi produzida especialmente para o Café Brasil. O arranjo e violão é de Frederico Vanini, produção de Emil Shayeb e interpretação de minha sobrinha Luciana Pires. Essa, você só ouve aqui.

Então é isso, meu caro amigo, minha cara amiga, vamos continuar na nossa levada por aqui, falando do que vemos, vivemos, experimentamos e torcendo para que nossas reflexões tenham algum impacto positivo sobre você, sobre sua vida e as pessoas que estão à sua volta. E se isso acontecer, não perca tempo, conte pra gente.

Com meu amigo Lalá Moreira na técnica, minha amiga Ciça Camargo na produção e eu Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Pedro Henrique com o seu Pedro, Luciana Pires, Leandro Kasan,  Steve Bean, Ale Age.

O Café Brasil só chega até você porque a Pellegrino, resolveu investir nele. A Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil, que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

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E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir aliás, quer entrar na CONFRARIA,  olha é possível fazer uma assinatura do programa. Acesse podcastcafebrasil.com.br e clique no link CONTRIBUA para saber mais. Já agradeço aos 310 ouvintes que assinaram até o momento. Mais que o valor financeiro, é o gesto de confiança que nos enche de orgulho.

E para terminar, aquela frase deliciosa de Alfred Tomatis:

Ouvir é vibrar em conjunto com outro ser humano.