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Café Brasil 483 – A luta contra a AIDS

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Luciano Pires -

Todo dia primeiro de dezembro se comemora o Dia Internacional do Combate à AIDS. Tá bom, eu sei que todo mundo vai falar sobre isso, mas vou tentar abordar uns aspectos diferentes aqui, passando pela história e pelos impactos da epidemia que a gente viu e que não viu.

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é a Ana Dantas, lá de Marilia, que fica na grande Bauru.

“Eu to aqui na estrada, foi onde eu comecei a apreciar o podcast e quem me apresentou o podcast, o seu particularmente, foi minha filha de 21 anos. Eu sou a Ana, Ana Dantas, eu moro em Marília, tenho 51 anos e sou uma daquelas mulheres maduras, como você fala. Me refiz, me refiz, me fiz e refiz de novo, sou fruto de uma vida boa, que me busquei sempre. Acho que mais ou menos como você. Inquieta, me buscando. Hoje estou pós um casamento bem sucedido, tenho duas filhas, uma de 26 e uma de 21, as duas bem encaminhadas na vida, bem resolvidas. Fiz enfermagem na USP em Ribeirão Preto, fiz odontologia, trabalhei como dentista. Fiz faculdade de nutrição, me reinventei, me encontrei. Hoje sou muito feliz e tenho uma filha em Campinas e uma filha em Ribeirão Preto. Uso o podcast Brasil, Café Brasil na estrada, pra ver minhas filhas. Hoje conheci Questão de mulher e acho que vou adicionar aqui nos meus podcasts no meu  celular. Muito obrigada pela companhia sempre presente no meu carro, nas minhas viagens, Luciano. Um grende beijo da Ana Dantas aqui de Marília”.

Querida Ana, que ótimo seu comentário, viu? Você é coisa rara – mulher madura que ouve podcasts – e fico muito feliz em saber que tem gostado do nosso cafezinho. E mais feliz ainda por saber que chegou até aqui pelas mãos de sua filha! Agora conte para suas amigas aí, ajude a aumentar o time de mulheres que ouve o Café Brasil. Vamos em frente, continue inquieta, se reinventando em suas buscas que nós estamos aqui nas nossas…

Muito bem. A Ana Dantas receberá também um KIT DKT recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. A DKT está comemorando 25 anos de atividades no Brasil, dedicando-se a campanhas de combate às doenças sexualmente transmissíveis, em especial à AIDS. Distribuindo preservativos, contribuindo com organizações não governamentais e principalmente, praticando o marketing social. É assim que a DKT tem ajudado não só a salvar vidas, mas a contribuir pra que as infecções pelo HIV sejam reduzidas, com um grande impacto social. Quer saber o que a DKT faz, hein? Ouça o podcast Café Brasil 350 – Sexo Bom. O programa de hoje nos foi sugerido pelo pessoal da DKT, e vamos aproveitar para comemorar os 25 anos da empresa no Brasil, sorteando 25 KITS DKT. 25 kits, meu… só de camisinhas são quase 200… que festa, viu?

No final deste programa eu digo como é que vai ser a mecânica, ok?

Ô dois! Vamos lá então! Hoje eu quero excitados.

Na hora do amor, use

Lalá – Prudence. Prudence!!!

Como eu disse, o programa de hoje foi uma sugestão da turma da DKT, que está empenhada há muitos anos no desenvolvimento de campanhas e produtos para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS, é claro. Fui pesquisar e como sei que milhares de publicações serão feitas sobre o assunto, não serei mais um a dizer como fazer para se proteger, que cuidados tomar, etc… Se você está ouvindo o Café Brasil, não precisa ouvir mais do mesmo. E se quiser saber, acesse os sites correspondentes, inclusive a página da DKT no Facebook, que tem muita coisa lá: facebook.com/dktbrasil.

Vou tentar não fazer mais do mesmo, ok? Mas algumas coisas óbvias, no entanto, vamos ter aqui. A música, por exemplo. Você vai sacar que na trilha deste programa estamos usando alguns artistas que amamos e que perdemos para a AIDS. Nenhum deles morreu em vão. Cada um que se foi deixou uma mensagem importante sobre a seriedade dessa doença e a importância das precauções que todos devemos tomar.

O começo aqui, é claro, é com Freddie Mercury, que a AIDS levou em 1991. É claro que a música teria que ser SOMEBODY TO LOVE…

Desde os anos 80 muito se debate a respeito das origens do HIV e da AIDS. Vamos lá. HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, esse vírus ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas que podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

O HIV é um retrovírus, que tem um período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune. Cara, eu ia explicar aqui o que é retrovírus, mas faça o seguinte: vá ao Google e procure. É muito RNA, DNA e transcriptase reversa pra cabeça…

O HIV é muito similar ao SIV – o vírus da imunodeficiência em símios, que teria surgido em macacos pequenos, que teriam sido devorados por chimpanzés e sofrido alterações que transformaram o SIV num vírus capaz de infectar humanos. A teoria mais aceita é que algum caçador africano teria se alimentado de chimpanzés infectados e desenvolvido uma mutação do SIV para HIV.

Usando algumas das mais antigas amostras do HIV, os cientistas conseguiram determinar uma “árvore genealógica” do vírus, concluindo que a primeira transmissão teria ocorrido em 1920 em Kinshasa, no Congo. Na mesma região se encontra a maior diversidade genética das correntes do HIV, indicando que várias transmissões do SIV para humanos teriam ocorrido, cada uma delas desenvolvendo um tipo de HIV diferente. Muitos dos primeiros casos de AIDS surgiram naquela região.

Kinshasa é um centro importante no Congo, com estradas, ferrovias e transporte hidroviário e em 1920 tinha também um importante comércio sexual. Migrantes levaram o vírus para Brazzavile, a capital do Congo, por volta de 1937.

Num novo livro chamado O Chimpanzé e o Rio, o pesquisador David Quammen diz que na verdade a epidemia da AIDS começou no sudeste de Camarões por volta de 1908, só depois chegando à Leopoldville, hoje Kinshasa. E ele indica como o fator principal para a doença se espalhar o costume de se usar seringas de uso comum, com a mesma agulha aplicada a diversos pacientes. Ele diz que um tratamento para algumas doenças comuns na região exigiam a aplicação de 36 injeções ao longo de 3 anos. Imagine o fator de multiplicação das infecções. Bem. Uma vez que centenas de pessoas receberam o vírus, as relações sexuais se encarregaram do resto.

No início dos anos 80, muitos trabalhadores haitianos que estavam no Congo retornaram para o Haiti, levando consigo o vírus, que chegou assim à América.

Muitas pessoas dizem que o HIV surgiu nos Estados Unidos no começo dos anos 80, mas na verdade essa foi a época em que o vírus ficou conhecido e oficialmente apontado como origem de uma nova doença.

Em 1981 alguns casos de doenças raras apareceram entre homens gays em Nova Iorque e na Califórnia. Eram cânceres e infecções oportunistas e ninguém sabia porque essas doenças estavam se espalhando. Suspeitava-se que haveria alguma doença infecciosa por trás desses casos.

A doença foi chamada por vários nomes diferentes, muitos relacionados à palavra “gay”, como a “praga gay”, indicando que seria uma doença exclusiva dos homossexuais. Uma espécie de castigo divino. Em 1982 descobriu-se que a doença estava se espalhando por outras populações, como hemofílicos e usuários de drogas injetáveis.  E em setembro de 1982 a doença foi finalmente batizada como AIDS, sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Auto Adquirida. A sigla usada em Portugal e nos países de idioma espanhol é SIDA, mas no Brasil ficou como AIDS mesmo.

A AIDS é incurável. Foram desenvolvidas drogas que permitem que portadores do HIV levem uma vida quase normal, sem manifestar a doença. Mas esse “quase” faz uma baita diferença.

Bem, é claro que existem também os que juram que o vírus da AIDS foi criado num laboratório por cientistas do exército imperialista capitalista norte americano como uma arma química, de onde teria escapado no começo dos anos 80. Olha só. Escolha em que versão você quer acreditar, isso não vai mudar nada na doença.

Bem, e aí temos o Cazuza, que a AIDS levou em 1990. Aqui ele canta DOWN EM MIM, composição dele mesmo lançada em 1982. Ouvir hoje, depois de tudo que aconteceu o Cazuza cantando “Eu não sei o que o meu corpo abriga/Nestas noites quentes de verão” é de arrepiar…

Epidemias devem ser observadas em termos de impactos medicinais e sociais. Para a medicina, uma epidemia é o surgimento de uma doença, muitas vezes fatal, em número maior que o normal. Já em termos sociais, uma epidemia é um evento que impacta na vida de uma comunidade, causando incertezas, medo, preconceitos, acusações, fuga e… mudanças!

Para se ter uma ideia de como uma epidemia pode impactar a sociedade, por volta de 1348 e 1350, cerca de 20 milhões de pessoas, um terço da população da Europa, morreram por causa da peste negra. Outras dezenas de milhões morreram na ÁSIA na década seguinte. Historiadores atribuem a essa epidemia a emergência dos estados, como nações, o surgimento de economias mercantis e movimentos religiosos que levaram à grande Reforma Protestante. A peste negra mudou a cabeça da humanidade, desde a forma como se organiza a sociedade até o significado da morte e o papel da autoridade na religião e na vida social.

O mundo que saiu da peste negra era muito diferente do mundo antes dela. E o mesmo acontece com a AIDS, embora seja muito cedo para avaliar o impacto das mudanças na mente coletiva da sociedade.

Outro exemplo de como as epidemias podem impactar na sociedade: atribui-se o surgimento do Canadá como nação independente, ao fato das tropas britânicas terem sido vacinadas contra varíola antes da Batalha de Quebec, enquanto as tropas norte americanas foram dizimadas pela doença. Aposto que essa você não sabia…

Desde 1981, cerca de 78 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV, e 39 milhões morreram, segundo estimativas das Nações Unidas.

Esses números identificam o primeiro e mais óbvio impacto da epidemia da AIDS na sociedade: uma grande população atingida por uma doença desconhecida. Mas por trás da matemática está o impacto social das vidas que foram perdidas ou mudadas pela epidemia, tanto dos infectados como doss que os rodeiam.

As pessoas e a sociedade não sentem apenas o impacto do evento, mas precisam refazer suas vidas e instituições para acomodar, negar ou preservar os efeitos da epidemia. E foi exatamente o que aconteceu com a AIDS e seu impacto no sistema público de saúde, no financiamento dos sistemas de saúde em geral, nas pesquisas e regulação de drogas, nas organizações voluntárias, nos sistemas de prevenção e correção e até mesmo na religião.

Muito bem. E o Brasil nessa? Bem, nas questões do enfrentamento da AIDS o Brasil tem uma historia muito boa pra contar. Começa lá em 1988 com a Constituição Cidadã, que incluiu pontos importantes relacionados às epidemias e especialmente a AIDS. Um dos pontos principais foi dar o direito de quem já estava infectado a ter tratamento gratuito pela rede de saúde pública. Esse ponto foi crucial ao demonstrar que o governo tinha um foco no problema.

Em 1993 houve a implantação da Rede Nacional de Isolamento do HIV-1 no Brasil, criada com suporte do Ministério da Saúde e da Unaids e Organização Mundial da Saúde para mapear a diversidade genética do vírus no país e orientar a seleção de potenciais vacinas e medicamentos antiaids a serem utilizados por brasileiros. Em 1994 um acordo entre Ministério da Saúde e o Banco Mundial impulsiona as ações de controle e prevenção da Aids no Brasil. Em 1996 a Lei 9.313 estabeleceu a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV.

Na sequência o que assistimos foi a uma inusitada colaboração do governo com grupos comunitários e interessados, num trabalho em equipe como não é comum por aqui. A colaboração desses grupos, mais um trabalho intenso na imprensa, ajudou que o preconceito e a discriminação com a doença fosse combatido e que campanhas de prevenção fossem implementadas. Em 1998  a lei 9.656 definiu como obrigatória a cobertura de despesas hospitalares com Aids pelos seguros saúde privados, sem assegurar despesas com a terapia antirretroviral.

Em 2001 o Brasil ameaça quebrar patentes e consegue reduzir o preço de medicamentos antirretrovirais. A aprovação da Lei 10.205, que regulamenta a coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados e proíbe o comércio destes materiais no Brasil, também foi uma importante conquista.

Ajudou bastante o fato de nós brasileiros entendemos que sexo, sexualidade e a expressão sexual são parte da natureza humana e devem ser entendidos com naturalidade. Diferente de outros povos, não nos envergonhamos nem temos tabus religiosos que nos inibam no trato das questões sexuais. Dessa forma temos muito mais facilidade de acesso e compreensão da informação relacionada à situações de risco com o sexo, a contraceptivos e processos que tornem o sexo seguro. Mesmo sendo um país com imensa maioria religiosa, a expressão sexual faz parte integral da nossa cultura. Esse clima de liberdade cultural tornou muito mais fácil a implementação de programas de prevenção.

A DKT me envia periodicamente exemplos da propaganda de preservativos em países como Índia, Etiopia e Paquistão. Vou publicar alguns junto com o texto deste programa. Dê uma olhada, veja a diferença brutal das mensagens quase explícitas das nossas propagandas brasileiras. Agora imagine uma campanha falando de sexo seguro por lá…

 

O resultado é que o Brasil chegou a ser premiado na ONU por sua campanha de combate à AIDS, e gente do mundo inteiro veio aqui pra ver como é que faz. A história do combate à AIDS no Brasil é um exemplo de quando e como o Estado deve assumir o papel de protagonista na sociedade.

Você está ouvindo Renato Russo interpretando MAIS UMA VEZ, que ele compôs com Flavio Venturini. Curiosamente essa musica foi o maior sucesso da carreira solo de Renato Russo, apesar de lançada sete anos após sua morte, vitimado pela AIDS em 1996.

Investimentos gigantescos foram feitos na pesquisa da cura para a AIDS, cruzando o século 20 para o 21. E o impacto disso foi imenso. Aprendemos como nunca sobre nosso sistema imunológico, a ponto dos cientistas dizerem que “a virologia pode ser dividida em antes e depois do HIV.”

Os estudos sobre a AIDS levaram a descobertas importantes sobre a hepatite e o câncer. Novas drogas surgiram. Novos procedimentos, muito mais seguros, foram adotados, como a triagem do sangue para doação, o uso de agulhas descartáveis e a inclusão dos exames de HIV nos check ups anuais. Existem cerca de 30 versões de vacinas em testes. Terapias novíssimas estão em desenvolvimento, com novas drogas e processos que atuam diretamente em nosso código genético. Um gel anti HIV está em desenvolvimento…

Bem, já se vão 35 anos desde que o mundo despertou para a AIDS. Aprendemos muito nesse tempo, mudamos hábitos, revimos preconceitos, desenvolvemos respostas e aprendemos a combater a doença. Mas apesar de tudo, o crescimento de casos de infecção entre jovens é assustador. E entre pessoas com mais de 60 anos também. A turma pensa os remédios resolveram o problema, mas é um engano achar que a AIDS ficou no século 20 ou que está sob controle. Não está. A epidemia da AIDS não aniquilou a humanidade, mas o HIV continua aí, à espreita. Ele infecta igual, mata igual. E nem é possível mais alegar desconhecimento.

É só marcar bobeira. Mas enquanto não descobrimos o remédio certo para aniquilar o vírus, o que é que temos que fazer?

É assim então, ao som Riachão com CAMISINHA, que vamos saindo no embalo.

Com o apreensivo Lalá Moreira na técnica, a pensativa Ciça Camargo na produção e eu, este perdido que amadureceu bem entre o amor livre e a AIDS, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Ana Dantas, Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury e… Riachão

O Café Brasil só chega até você porque a Pellegrino, resolveu investir nele.

A Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

E a campanha dos 25 Kits DKT, hein? Eu vou publicar uma foto do Kit para você ter uma ideia de como é, no roteiro deste programa no Portal Café Brasil.

kit dkt

(O kit DKT. A imagem é aproximada, os itens podem mudar conforme disponibilidade de estoque. )

Tem duas formas de concorrer:

Se você tem Facebook: vamos publicar um post no facebook.com/dktbrasil sobre a campanha. Entre lá e faça um comentário marcando um amigo. Se seu post for escolhido, você e seu amigo ganham um kit cada um . O critério de escolha será a criatividade do comentário.

Se você não tem Facebook: mande um e-mail para contato@lucianopires.com.br contando uma experiência sua com o uso de preservativos. Se a história for divertida e publicável, puder ser publicada como um post no Facebook da DKT, você ganhará um kit.

A campanha acontecerá durante o mês de dezembro de 2015. Boa s E orte!

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. Pra quem está fora do país é: 55 11 96789 8114. E também estamos no Viber, com o grupo Podcast Café Brasil.

E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir, agora é possível fazer uma assinatura do programa. Acesse podcastcafebrasil.com.br e clique no link CONTRIBUA para saber mais. Já agradeço aos 363 ouvintes que assinaram até o momento. Mais que o valor financeiro, é o gesto de confiança que nos enche de orgulho.

E para terminar, a palavra dita por Lucinha Araújo, a mãe de Cazuza numa entrevista, quando o jornalista perguntou: Eu não sei se senhora acredita nisto, mas, em um reencontro com Cazuza, o que diria para ele?

Volta!