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Café Brasil 487 – Unfollow

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Luciano Pires -

E aí você sofre com aquele sujeito ou aquela sujeita que entra na sua página e diz abobrinhas, publica fotos que não tem nada a ver, te enche o saco… Mas esse problema não é só virtual, viu? E você já pensou que a culpa pode ser sua, hein?

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é a Márcia, lá de Porto Alegre. Opa…você notou que a mulherada está aparecendo por aqui? Que bom!

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Aqui é a Márcia de Porto Alegre. Eu confesso que eu não sou uma ouvinte assim assídua tua, mas sempre que possível eu gosto de reservar um tempo pra relaxar ouvindo as tuas reflexões, as tuas provocações. Bom, eu ouvi ontem à noite o programa 478 – suscetibilidade à negatividade. Eu achei muito interessantes as tuas colocações e… sobre as críticas que a gente sofre, tanto quando tu fala sobre como a gente é afetado negativamente, né, por essas críticas quanto sobre como a gente pode então colher ali algo de bom a partir delas e encontrar assim pontos a melhorar. Bom, eu ouvi ontem ã noite e ficou reverberando isso em mim até agora à tarde, por isso que eu tô falando aqui contigo. Eu tenho alguns problemas com críticas, nem sempre eu sei resolver bem assim a situação. Mas eu também percebi te ouvindo que eu sou uma pessoa que… bom, eu faço sim críticas, principalmente pra pessoas próximas assim de mim, mas quando se trata de alguém mais distante em que tem menos afeto envolvido, assim, colega de trabalho por exemplo, por vezes eu prefiro me calar assim antes de falar algo que eu não tenho muita certeza de que vá ser útil pro outro. E às vezes isso me angustia muito, porque eu fico pensando que eu poderia estar auxiliando o outro se eu estivesse falando realmente o que eu penso, mas também sempre me ocorre que eu posso só causar um mal estar, algo negativo se eu não escolher bem as palavras, ou se o outro não compreender as palavras que eu escolhi. Bom, e a tua fala me fez perceber como são difíceis mesmo esses tempos hoje em que expor a nossa opinião é assim tão fácil, né, agora por exemplo, eu to aqui falando pra ti o que eu achei e eu posso entrar numa rede social e já também entrar em qualquer discussão e postar o que me passou pela cabeça e mais do que isso, às vezes parece que hoje é uma obrigatoriedade, né, que a gente tem que apresentar um posicionamento sempre, tem que falar o que pensa sobre um assunto, tem que dizer se a gente concorda, se a gente discorda e enfim, parece que muitos conflitos e situações de mal estar elas acontecem simplesmente porque a gente talvez não se dê um tempo mesmo de refletir antes de falar né, porque assim, às vezes obrigado, nisso que a gente está obrigado a dar o nosso posicionamento, a gente acaba por apresentar uma opinião rasa ou sem muito conteúdo. Bom, quis compartilhar contigo essas minhas impressões porque a tua fala reverberou aqui em mim, reverbera sempre e achei que poderia ser, dessa vez, um comentário interessante. Obrigada. Um abraço.”

Oi Márcia… interessante esse lance da quase obrigatoriedade de ter opinião sobre tudo, não é? Eu mesmo muitas vezes me pego sem opinião sobre determinadas coisas, e isso me incomoda. Mas tem gente que extrapola, né? E mesmo sem nada que acrescente, sai palpitando… Bem, o programa de hoje, em certa medida, dá uma dica de como lidar com essas pessoas.

Muito bem. A Márcia receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então! Ô dois! Hoje eu quero em gauchês.

Na hora do amor, use Prudence.

Ciça – PRUDENCE tchê!

Lalá – Bah!

Nas últimas semanas andei perdendo a paciência. Bloqueei uns caras no Facebook, alguns deles que me seguiam há anos, em especial um petista daqueles de tatuar a cara do Lula no braço, sabe. Eu cansei. Muita bobagem, muita mentira, cansei e dei um block. Chega. E quando você dá o block no Facebook ele abre a página onde estão os nomes das pessoas que você bloqueou e pela primeira vez reparei… é uma baita lista, cara! Deve ter lá uns 100 nomes, o que diante dos 123 mil seguidores da página é quase nada, mas são 100 com os quais eu não quero mais nada. Todos eu bloqueei pelos mesmos motivos: falta de educação, xingamentos, constante pregação de mentiras ou simplesmente desrespeito com dono da página. Esses são os que não quero que recebam meus posts. Mas tem uns cujos posts eu é que não quero receber…

Conforme as mídias sociais cresceram em importância e penetração, notícias de nossos amigos sobre suas famílias, seu dia a dia, suas preferências, tornaram-se onipresentes. E aí você repara que sua timeline se transformou naquela apresentação chatíssima de slides das férias do seu primo, você lembra, hein? E a gente começa a ficar incomodado. Selfies demais, gatinhos demais, comidas demais, fotos com frases espirituosas demais… Pô, quem é que quer saber o que você comeu no almoço ou como seu cachorro é lindo? Acho que só sua mãe, não é? E as fotos continuam vindo…

E o mimimi então? Somos a república dos reclamadores…eu mesmo me pego às vezes dizendo para mim mesmo: para, Luciano! Chega de reclamar, porra! Mas reclamações são inerentes ao ser humano… aliás, são ótimas para quebrar o gelo ou para nos aproximar de outras pessoas. Nada como um problema em comum para juntar pessoas, não é? Usamos reclamações para construir o rapport termo de origem francesa que descreve a sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável. Além disso, as reclamações ajudam a gente a aliviar tensões. Reclamar é parte da natureza humana e é muito mais fácil reclamar do que tomar alguma atitude a respeito do alvo da reclamação.  E lá vamos nós reclamar dos gatinhos, dos cachorrinhos, da piadinha, do chatinho do Facebook…

Bem, isso tem uma solução óbvia, viu: pare de seguir o agente da sua incomodação… Delete. Dê um “unfollow”.

Minha amiga Maria Lujan Tubio publicou em sua página uma espécie de desabafo a respeito. Ouça.

Para todos os que se queixam das redes sociais, vejam que interessante o que aprendi graças ao Facebook.

Há mais ou menos um ano um ex aluno me explicou que existia uma opção para deixar de seguir pessoas e páginas do Facebook. Graças a essa opção, a rede social se converteu em uma experiência positiva para mim, quase uma fonte de inspiração.

O conceito de “deixar de seguir” é simples: ao dar um click nesse botão, você não vê mais as publicações da pessoa ou a página escolhida. Ela deixa de aparecer em sua linha de tempo. Não existe mais…

Eu tinha mais de 600 amigos no Facebook e sei lá quantas páginas com meus likes, e o processo de “deixar de seguir” foi artesanal. Tive que ir analisando os posts de cada página ou amigo para determinar a qual tipo de conteúdo eu queria me expor. Uma espécie de detox digital.

Me surpreendi ao perceber que muitos amigos, incluindo alguns amigos de verdade, não passavam pelo filtro do “unflollow”. Me impressionou ainda mais reconhecer que eu mesma não passaria alguns anos atrás.

Optei por deixar de seguir:

– amigos que constantemente se queixavam de políticos, publicavam fotos com montagens de presidentes, insultavam partidos políticos, pediam a renúncia de fulano ou cicrano. Unfollow.

– amigos que publicavam todos os dias fotos de seus bebês. O bebê que sorri, o bebê que come, o bebe com a avó, o bebê na praia… Todos os bebês, o bebê. Unfollow.

– amigos que publicavam fotos de animais judiados, crianças desnutridas ou cadáveres de ditadores ou soldados. Unfollow.

– amigos que publicavam selfies de ângulos diferentes todos os dias. Unfollow.

– amigos que publicavam piadas machistas ou feministas. Unfollow.

– qualquer homem que entrasse remotamente na categoria de “ex”. Unfollow

E depois de aplicar esse filtro, sobraram os amigos e páginas que publicavam conteúdos que aprecio, como cursos de yoga, meditação, frases inspiradoras, fotos de comida saudável, vídeos de cães, paisagens lindas…

Passada essa etapa no Facebook, eu quis levar essa metodologia do “deixar de seguir” para minha vida real. E veja que resultado prático:

– Caixas e seguranças do Banco do Brasil. Unfollow.

– Gente que fuma na rua. Unfollow.

– Pessoas obcecadas pelo celular. Unfollow

– Amigos que não me respondem no whatsapp nem retornam chamadas perdidas. Unfollow.

– Carros que espirram água das poças na gente. Unfollow.

– Garçons que atendem mal, como os do Coco Bambu, Skye Bar, etc. Unfollow

– Gente que solta variações da frase: ”Mas como você sabe que a alface não sente nada quando você a colhe, hein?”. Unfollow.

Unfollow. Não existem mais. Os apaguei. Criei espaço.

É assim que funciona o sistema. É questão de “deixar de seguir” os elementos da realidade que te desagradam para focar nos que você gosta. Os que fazem você se sentir bem de verdade.

Porque se você deixa de insultar mentalmente o automóvel que espirrou água ou o mal educado que soprou em você a fumaça do cigarro, talvez perceba a poucos passos a senhora de setenta anos que caminha cantando pela calçada como se nada acontecesse, o passeador de cachorros que conversa com o cão que se recusa a andar, ou a árvore de frutas exóticas na qual você nunca reparou…

Obrigado Facebook, por inventar um verbo novo e por me mostrar, sem querer querendo, uma nova filosofia de vida.

Que tal? Bem, a primeira coisa que fiz foi mandar uma mensagem pra Maria pra saber se eu tinha passado pelo filtro dela. Parece que eu passei, viu…

Mas e daí? Será que conseguimos mandar unfollow nas coisas que nos incomodam? Será que não estamos presos a elas de forma obsessiva? Pense bem… se ninguém lesse nossos posts, não postaríamos, não é? É a audiência que faz com que os posts existam e é assim com tudo na vida real.

Vamos a um exemplo, hen? A separação entre Joelma e Chimbinha da Banda Calypso…

Doce mel
Lucas Cardoso

Você tem um brilho no olhar,que me deixa louca
Hipnotizada e sem pensar,Tô me sentindo boba
Você tem sabor de hortelã,um gosto refrescante
Eu fico pensando em você a todo instante

Doce mel,Doce mel você colocou em minha boca
Doce mel,Doce mel despertando essa paixão louca

Você tem um Brilho no Olhar,que me deixa louco
Hipnotizado e sem pensar,Tô me sentindo bobo
Você tem sabor de hortelã,um gosto refrescante
Eu fico pensando em você a todo instante

Quero me dar toda pra você,Te amo tanto que nem sei
dizer,como expressar todo esse amor oooo

Pronto…. eu acabo de realizar um sonho da Ciça, de tocar Banda Calypso no Café Brasil Cara! Você não acredita, mas a Ciça tá ali dançando com o Lalá… você não imagina a cena… Bem, você ouve Doce Mel, de Lucas Cardoso, com a Banda Calypso, a voz de Joelma e participação especial de Edu e Maraial…

Mas voltemos à separação do casal Calypso. A notícia tomou conta das mídias, estava em todo canto, mostrando detalhes que absolutamente não me interessavam. Mas eu acabava dando uma olhada… E se eu que não queria saber ficava sabendo, imagina quem estava curioso, cara…

Pois é essa audiência que faz com que os jornalistas publiquem mais e mais sobre o mesmo assunto, o mesmo processo que faz com que as pessoas continuem postando de tudo. É a audiência que faz com que eles permaneçam. A única forma de acabar com isso é fazer o que a Maria recomenda: unfollow. Não quero que ele pare de publicar, quero é não ter que ver mais. Então em vez de reclamar, unfollow.

 

Não quero mais
Jefferson Junior
Umberto Tavares

Mais uma vez você mudou
E a gente nem se fala mais
Da outra vez, você jurou
Que o que passou ficou pra trás
Eu avisei que era melhor
Esquecer e só viver em paz
Cadê você?
Que deu um nó
Cria os sonhos e depois desfaz

Mas te confesso que um beijo
Já me desperta, o desejo do que a gente faz
Mas, se for pra ser desse jeito
Sem compromisso eu respeito
Mas não quero mais

Eu não quero mais
Te amar demais, me entregar demais
Pra você dizer que tanto faz
Não quero mais…
Eu não quero mais,
Te amar demais, pra sofrer demais
Por alguém que diz que tanto faz
Não quero mais…

Eu tô aqui, só a dois passos de você
Você tá aí, a dez mil milhas pra entender
Pra decidir, se vai fugir ou vai querer

Eu tô aqui, a um passo de te esquecer
Você tá aí, a um segundo de ver que eu sou capaz
De dizer não quero mais

Eu não quero mais
Te amar demais
Me entregar demais
Pra você dizer que tanto faz
Não quero mais…
Eu não quero mais te amar demais
Pra sofrer demais
Por alguém que diz,que tanto faz…
Não quero mais…

Aeee…. hoje tá, viu? Ô Lalá! Eu não falei pra você não largar na m]ao da Ciça a programação das músicas? Outra homenagem à Ciça, agora com NÃO QUERO MAIS, com Ludmilla, composição de Jefferson Junior e Umberto Tavares. Bem, essa garota surgiu com os dois pés no funk carioca ….digamos que tá melhorando, vai…

Pois é. A gente não percebe como vamos devagar nos habituando às coisas e deixando que elas acumulem em nossas vidas, em nossas mentes, em nossos arquivos, em nossos corações. Eu botei o Facebook na alça de mira, sabe? O custo x benefício está baixo e tá chegando a hora de desapegar…

Me lembrei agora de uma palestra que assisti anos atrás, de um palestrante norte americano chamado Joe Calloway, que falou exatamente desse “desapegar-se do que te prende”.

Joe dizia que existe um grande poder no desapegar-se. Compreender isso é o começo de mudanças que podemos implementar em nossas vidas ou no nosso trabalho. Se sua vida e seu trabalho não estão indo do jeito que você acredita que poderiam ir, poder ser por causa de coisas que estão em seu caminho, das quais você não consegue se desapegar. Alguma coisa em sua vida está ocupando espaço. Podem ser velhos hábitos, credos ou relacionamentos que não estão funcionando e provavelmente jamais funcionarão. Do que você deveria se desapegar para livrar espaço para mudança, hein?

Vivemos numa sociedade obcecada com ter. Acreditamos que ao possuir coisas, seremos felizes e é nisso que focamos. Mas na verdade, dizia Joe, a chave para a felicidade, a produtividade, a alegria, paz de espírito e sucesso está no desapego. A vida funciona assim: para deixar entrar algo novo, você precisa liberar espaço. Você pode se sentir seguro no porto, mas sem sair dele, jamais descobrirá novas terras. Essa metáfora é um clichê e como ela existem dezenas de outras, mas é a lógica por trás dela que interessa.

Passei recentemente por uma experiência assim, ao mudar de residência e escritório em dezembro de 2014. Desde 1981, parte substancial de minha vida passei dentro de um automóvel. Sem ele seria impossível fazer tudo que fiz vivendo em São Paulo. Eu chegava a passar em média 2 a 3 horas por dia dentro de um automóvel… Portanto, ter um carro legal, confortável e confiável era fundamental em minha vida. Em dezembro me mudei para o bairro de Moema e consegui montar meu escritório a cerca de 70 metros de minha casa. E de repente, aquele carro com o qual eu me relacionava diariamente, passou a ser dispensável. Mas ele continuava lá. Pô, era meu carrão, cara! Lá parado na garagem… custando IPVA, seguro… Pois 9 meses depois de me mudar, vendi o carro, num processo de desapego ao mesmo tempo liberador e doloroso. A sensação da liberdade de não ter que me preocupar mais com o carro, de chamar um táxi pelo aplicativo, de não ter de pagar IPVA e seguro, de ligar o rádio, ouvir que o trânsito está horrível e não ligar pra isso é sensacional… mas ela vem junto com a perda de um bem, de um sinal de status, de um vazio…

Mas essa decisão mudou radicalmente a minha vida.

E como falei do Facebook, outra experiência foi quando mudei o meu enfoque em minha página e saltei de 12 mil para 123 mil seguidores em pouco mais de 12 meses. Basicamente o que fiz foi assumir as publicações na primeira pessoa, dizer claramente que linha política eu sigo e bater na oposição. Foi uma loucura e fiquei feliz em agregar tanta gente… mas vieram junto os haters, os canalhas, os ignorantes, os mal educados, uma turma que por muito tempo eu aturei. Até me desapegar. E daí foi um tal de block daqui, block dali que foi uma beleza. Mas o que a princípio doía, logo se mostrou a decisão certa. Eu não estava perdendo seguidores, eu estava selecionando os melhores. Ficando com gente que merece minha atenção, meu tempo, minha preocupação. E isso, como aconteceu com a Maria Lujan, abriu para mim uma perspectiva interessante: dar “unfollow” é selecionar o melhor pra você, entende?

Dar “unfollow” é limpar o ambiente, deixando apenas aquilo que vale, que te faz bem, que te nutre.

No segundo quem que aperto a tecla “desapegue”, “unfollow”, “deixar de seguir”, “delete”ou simplesmente “foda-se”, provoco revoluções que têm o potencial de mudar imensamente a minha vida.

Quantas vezes já aconteceu algo assim com você, hein?

Então vamos lá. Dê uma parada, examine as coisas que estão ocupando espaço em sua vida, as conversas que consomem seu tempo de vida sem dar nada em troca, as pessoas que não agregam, os posts que só atrapalham… e faça alguma coisa a respeito. E não precisa começar com algo radical, pode ser apenas simbólico, o suficiente para que você experimente a sensação de liberdade e de perda. E depois vá radicalizando…

Há alguma coisa em sua vida da qual você precisa desapegar.

E você sabe qual é.

Unfollow, meu.

Camarote
Neto Barros
Jota Reis

Como é que você ainda tem coragem de falar comigo?
Além de não ter coração, não tem juízo
Fez o que fez e vem me pedir pra voltar

Você não merece um por cento do amor que eu te dei
Jogou nossa história em um poço sem fundo
Destruiu os sonhos que um dia eu sonhei
Quer saber? Palmas pra você!
Você merece o título de pior mulher do mundo

Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Cîroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira

Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Cîroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira
Pra aprender que amor não é brincadeira!

É assim então, para homenagear de vez a Ciça, que terminamos o programa de hoje ao som de CAMAROTE, com Wesley Safadão, dando Unfollow na moça lá… dá-lhe Ciça!!!!

Com o assustadíssimo Lalá Moreira na técnica, a beijoqueira Ciça Camargo na produção e eu, que já tranquei a porta aqui, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco a ouvinte Márcia, de Porto Alegre, Banda Calypso, Ludmilla e Wesley Safadão… putz… não acredito que eu falei esses nomes….

O Café Brasil só chega até você porque a Pellegrino, resolveu investir nele.

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E para terminar, Clarice Lispector

Só apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer.