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Luciano Pires -

Sempre que um ano termina, a gente se enche de planos e prepara um recomeço. Alinha os problemas que tem que resolver e… pronto! Mas como é difícil, né? Pois é… mas o problema de verdade nem sempre é o problema, mas é o problema que você tem com o problema. Que confusão, cara!

Posso entrar?

Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite. Este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Este programa chega até você com o apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera que, como sempre, estão aí, a um clique de distância. facebook.com/itaucultural e facebook.com/auditorioibirapuera.

E quem vai levar o exemplar de meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO é o Bruno Piero, colega podcaster. Ouça:

“Olá Luciano, bom dia. São 7:52 da manhã, meu nome é Bruno Piero, faço um podcast chamado Ressaca Cast. Estamos bem no começo, né? Nessa semana, como não teve o lançamento do meu e nem outro me chamou a atenção dos temas possíveis de podcast, baixei a série sobre produtividade que você fez. Achei muito bacana, muito legal e eu queria comentar alguns… alguma coisa que… halguma situação que está acontecendo comigo neste momento, né? Eu tava… eu trabalho num setor, sou montador e me mandaram para outro setor, almoxarifado pra ajudar porque estava apertado, né?  Nesse ponto já mandaram minha motivação pro saco né? Porque eu faço de tudo pra continuar no setor. Aí o que aconteceu: eu tava trabalhando e tava tentando o máximo ajudar e a falta de atenção por parte de outras pessoas acabou engargalando todo o processo e sobrando pra mim que não tenho nada a ver com isso. Sabe, um processo todo cagado, todo zoado,  todo engargalado, né? E eu, cansado de ter que estudar e trabalhando pra tentar ser alguém na vida, estudando rádio e TV, semana de provas, tudo mais, eu saí pra fumar um cigarro, porque é o que eu pude fazer. E aqui, hoje de manhã, pra poder acordar, pra poder dar um ânimo, que eu acordo às 4:30, eu escutei Bohemian Rhapsody, o episódio 275 né? E a música ficou na minha cabeça e eu aqui fumando, lembrando do episódio, comecei a chorar, porque foi tudo pra fora. Eu to me sentindo realmente um idiota por tá chorando por causa de serviço mas, eu queria compartilhar isso com você. Espero que você continue fazendo esses programas, porque eles me dão muito… muita motivação pra continuar estudando, mesmo trabalhando feito um porco pra manter o meu serviço, com probabilidade de ser mandado embora agora em janeiro e tudo mais. Espero que você não perca a sua motivação, como eu posso estar perdendo a minha. Valeu, Luciano. Abraço”.

Ô Bruno, chorando por causa de serviço… Vamos lá, meu caro. Eu tenho uma birra com esse termo ”serviço” que você usou, sabe? Você está “chorando pelo serviço”… Eu não sei… quem tem “serviço” tem uma carga pra carregar, não tem algo prazeroso, mas uma carga. Comece por aí, vai. Deixe de fazer um serviço e passe a cumprir uma missão, a resolver problemas. E se está fazendo o que não gosta e sofrendo por isso meu, passou da hora de pensar em mudar, não é? Vou falar disso no programa de hoje, ok? Levanta a cabeça, meu caro, 2016 vem por aí e tem que ser enfrentado de peito aberto.

Muito bem. O Bruno receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. Aí, Bruno! Dá pra levantar o ânimo, cara! PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence.

Vamos lá então, hein? Ô dois! Hoje eu quero esperançosos…

Na hora do amor, use

Lalá e Ciça – Prudence.

Vamos lá então… Mudanças existem para resolver problemas. Ninguém decide mudar para pior, não é? E compreender o problema que queremos resolver é parte essencial de buscar uma solução para ele. Você vive isso todo o dia, todo o tempo. E essa necessidade de compreender os problemas me leva à lembrança do livro O QUE SE VÊ E O QUE NÃO SE VÊ, de Bastiat, sobre quem eu fiz o Podcast 448 que eu  sugiro que você ouça.

Bastiat diz que na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos.  Dentre esses, só o primeiro efeito é imediato.  Manifesta-se simultaneamente com a sua causa.  É visível.  Os outros efeitos só aparecem depois e não são visíveis.  Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los.

Bastiat tratava de economia, mas podemos fazer uma reflexão para o nosso dia a dia. Nos fixamos apenas na parte visível dos problemas que queremos resolver.

Quando mudei para a nova sede do Café Brasil, reformei o pequeno quintal da casinha. Ficou um brinco e na primeira chuva inundou tudo! Na segunda chuva eu estava lá para ver e descobri que a água descia pelas calhas e saía de volta pelos ralos. Ralo entupido!

Chamei um profissional e desentupimos o ralo. Nova chuva, outra inundação. Pô! Deve ser o outro ralo! E lá fomos desentupir o outro ralo. E nada. Então falamos com um vizinho que mora no local há anos… e ele explicou que o problema é que o quintal está abaixo do nível da rua, a água da enxurrada da calçada é que entra pelo quintal pelo ralo…

Sem conhecer os vários ângulos do problema, partimos para resolvê-lo conforme aquilo que podíamos ver: a água saindo pelo ralo. E erramos…

Conhecer a fundo os vários ângulos do problema a resolver é, portanto, fundamental.

Quando enfrentamos problemas que não conhecemos muito bem e vemos nossos esforços darem em nada, começamos a sofrer o estresse psicológico. Você já passou por isso, até mesmo com problemas que conhece muito bem. Lembra quando você se separou daquele amor? Ou perdeu o emprego, hein? Ou não atingiu aquele objetivo pelo qual você tanto lutou? Lembra como você respondeu ao problema, hein? Foi sofrido, hein? Tirou você do ar por algum tempo é?

Pois é. Quando eventos como esses geram sentimentos com os quais não conseguimos lidar, ou que nos impedem de levar nossas rotinas normalmente, estramos num quadro de estresse psicológico. Estresse psicológico é aquele desconforto psicológico que interfere em suas atividades diárias, que provoca tristeza, amargura, angústia e até mesmo problemas mentais. Com estresse psicológico temos uma visão negativa do ambiente, das coisas, das pessoas e de nós mesmos.

O estresse psicológico é uma experiência subjetiva: cada um tem o seu, cada um vê uma situação de uma forma particular e reage a ela do seu modo. Por isso certas coisas que acontecem geram estresse psicológico em alguns e nada em outros. Por exemplo, o que para mim é um horror, pra Ciça é normal… (entendeu a piada, né?)

Um bom começo para lidar com estresse psicológico é compreendê-lo como um conflito. Olha só: conflito. Para ter um conflito, você precisa de dois lados, não é? E normalmente, quando estamos em estresse psicológico, tendemos a pensar apenas num lado, o mais visível, o mais óbvio. Por exemplo: eu preciso perder peso. Meu foco está em retomar a academia, os exercícios físicos, o controle da alimentação. É aí que eu coloco toda a minha energia. Quase nunca dedico tempo a pensar no outro lado: nos benefícios que obterei se perder peso. E lá fico eu procrastinando,  culpando a agenda, as dores nas costas e nas juntas…  Cara! Uma coisa tão difícil assim de começar ou de parar deve ter alguma outra coisa puxando ou empurrando do outro lado. Alguma coisa nos impedindo de fazer acontecer. Identificar essa coisa pode ser a chave para começar a resolver o problema.

Ou então, para se adaptar.

Não vou me adaptar
Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar,me adaptar (2x)

Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara já não é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Não vou!

Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara já não é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Não vou!
Não vou me adaptar!Eu não vou me adaptar!
Não vou! Me adaptar!

Esses é Arnaldo Antunes com NÃO VOU ME ADAPTAR, uma música dele mesmo… Daqui a pouco entra o Nando Reis, tá? Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Conhecer então todos os lados do problema é importante, mas vai muito além disso. É necessário compreender qual é o problema que você tem com o problema. Entendeu? Que problema você tem com o problema… parece louco, né? Mas é fácil, olha só:

Qual é o problema que você tem com o problema, que te impede de partir para resolvê-lo, hein? É medo de falhar? Mas medo de falhar porquê, hein? Porque as pessoas vão pensar coisas ruins sobre você, é? E o que é que te incomoda sobre o que as pessoas pensam de você, hein? Entendeu? Eu vou repetir, olha só.

Você tem medo de falhar porque as pessoas vão ver e vão achar que você é um perdedor. Por isso você não adota uma solução pro problema. Por isso você não ataca o problema. É disso você tem medo. Do que as pessoas vão pensar. Mas qual é o problema das pessoas acharem que você é um perdedor, se você sabe que não é?

Você já viu lutas do UFC? Reparou na caminhada do lutador até o hexágono? Ele sai do vestiário e vai caminhando focado, com seus assistentes atrás gritando palavras de apoio: você pode, você é o campeão, você vai vencer… e é assim que a equipe se comporta todo o tempo. O lutador PRECISA sentir segurança. Tem que ter certeza que pode vencer a luta. Enquanto isso, o adversário tenta quebrar sua confiança, colocar em dúvida sua competência. Ganha-se a luta, muitas vezes, fora do ringue.

Onde é que eu quero chegar? É fundamental que um lutador do UFC acredite na sua própria competência. O que o outro pensa dele não tem importância alguma. E com você é igual! É sua preocupação com o que os outros vão pensar que gera o medo de falhar, é? O que é que você deve para eles, hein? O que elas podem fazer contra você?

Quando você compreende isso, fica mais fácil lidar com o problema que você tem com o problema e partir pra solução.

O que é que me impede de ir pra academia hoje, agora hein? De começar uma dieta agora? É medo de sentir dor? É achar que eu não tenho tempo, é? É achar que é caro? Bem, para cada um desses “porque não” existe uma proposta, uma solução. E aí é partir pra resolver o problema.

Seja qual for o problema, refletir sobre a razão dele ser um problema ou sobre o que é que te incomoda de verdade, pode jogar uma luz sobre aspectos importantes da sua vida, do seu comportamento e que estavam nas sombras, já que a luz estava somente sobre aquilo que se pode ver. E de repente você ilumina a fonte do problema e descobre que ele não é tão problemático assim.

Eu sei, meu! Aconteceu comigo.

O Eterno Deus Mu Dança
Gilberto Gil

Sente-se a moçada descontente onde quer que se vá
Sente-se que a coisa já não pode ficar como está
Sente-se a decisão dessa gente em se manifestar
Sente-se o que a massa sente, a massa quer gritar:
“A gente quer mu-dança
O dia da mu-dança
A hora da mu-dança
O gesto da mu-dança”

Sente-se tranquilamente e ponha-se a raciocinar
Sente-se na arquibancada ou sente-se à mesa de um bar
Sente-se onde haja gente, logo você vai notar
Sente-se algo diferente: a massa quer se levantar
Pra ver mu-dança
O time da mu-dança
O jogo da mu-dança
O lance da mu-dança

Sente-se – e não é somente aqui, mas em qualquer lugar:
Terras, povos diferentes – outros sonhos pra sonhar
Mesmo e até principalmente onde menos queixas há
Mesmo lá, no inconsciente, alguma coisa está
Clamando por mu-dança
O tempo da mu-dança
O sinal da mu-dança
O ponto da mu-dança

Sente-se, o que chamou-se Ocidente tende a arrebentar
Todas as correntes do presente para enveredar
Já pelas veredas do futuro ciclo do ar
Sente-se! Levante-se! Prepare-se para celebrar
O deus Mu dança!
O eterno deus Mu dança!
Talvez em paz Mu dança!
Talvez com sua lança

Uau!! Essa é a banda FUNKACID com  sua mistura irresistível de black music, funk e acid jazz mandando ver no ETERNO DEUS MU-DANÇA, de Gilberto Gil. Sente aí, ó balanço dos caras…

Muito bem… Retomando um assunto que tratei no programa passado, no final de 2014 eu estava diante da perspectiva de mudar de casa, um processo longo, pois eu morava há quase 30 anos em Alphaville, num condomínio fechado, distante 30 km do centro de São Paulo. Muito verde, pássaros, sem barulho, sem carros nas ruas, um paraíso. A perspectiva de perder aquilo tudo ao retornar a São Paulo me tirava o sono me colocava em conflito com minha esposa, que era quem queria a mudança. E eu resisti, resisti bravamente por 2 ou 3 anos. Mas aos poucos eu fui mudando o foco. O que é que me impedia de mudar, hein? A perspectiva de sair de uma casa grande para um apartamento menor, hein? De ter vizinhos barulhentos? De não ter vista para o verde, de viver no meio de um engarrafamento em São Paulo… Não, cara! Não era isso que eu queria não!

Até que eucomecei a pensar no que eu ganharia com a mudança. Estaria mais perto de coisas que eu gosto de fazer, ficaria muito, mas muito menos tempo no trânsito, economizaria dinheiro em pedágio, em serviços, em gasolina… Até que eu aceitei a possibilidade de mudar, mas transformei a busca por um apartamento num inferno. Eu queria “O” apartamento, cheio de condições… e assim eu consegui arrastar mais um ano. Até achar um apartamento e dizer: muito bem.  É esse. Ainda desconfiado, eu fui derrubando a resistência… até acertar no que eu não vi.

Eu queria trabalhar perto de casa e por acaso, ou não, achei uma casa para alugar e instalar o Café Brasil, distante 70 metros do meu apartamento. E comecei a viver uma nova possibilidade: a vida sem automóvel, como eu comentei no podcast anterior o Unfollow… E na nova casa alugada para o escritório, sobrou uma sala… e quando surgiu a chance a sala se tornou o novo estúdio do Café Brasil… Tudo acontecendo num turbilhão, a partir do momento em que eu tirei a luz do problema e comecei a iluminar os benefícios.

Sacou?

Então vamos lá:

UM: Reconheça o problema.

DOIS:  identifique qual é o problema que você tem com o problema. O que te impede de ir pra cima do problema.

E TRÊS: defina o seu verdadeiro objetivo e então, meu… mãos à obra.

Faça sua escolha. Reconheça a relatividade do problema. Pense nele como tendo dois lados e não apenas um. Seu problema é aquele cliente que é um pé no saco, é? Ignorante, mal educado, desagradável, é? Esse é o problema, que causa um conflito em sua cabeça: digo ao cliente o que penso dele ou finjo que está tudo bem para manter o trabalho, hein? Opa! Ao compreender a batalha entre esses dois lados em sua mente, o problema deixa de ser o cliente e passa a ser o dilema que você vive!

Pronto! Hora de identificar qual é o problema com o problema. Qual é o problema de escolher fingir que está tudo bem para manter o trabalho e não dizer ao seu cliente tudo que você pensa de seus modos, hein? Qual é o problema? Ah, vai ferir o meu orgulho, vou ficar nervoso, me sentindo um rato… Bem, vale perder o cliente para não sentir mais isso, hein? Olha! Muitas vezes até vale, viu. Mas refletir sobre qual é o problema que você tem com o problema pode abrir uma nova saída.

Refletir sobre o problema fará você pensar naquilo que não se vê: no seu senso de justiça, de decência, que está sendo perturbada pelo cliente. Talvez você se sinta incomodado com a sensação de impotência. Talvez você descubra que o que você quer é que as coisas fiquem melhores para todo mundo.  E você descobre também, que é necessária uma força interior para não mandar aquele cliente para a puta que o pariu, que assim você está protegendo o trabalho que gera recursos para fazer com que as coisas fiquem melhores pra sua família. Talvez isso crie uma espécie de escudo de proteção contra o cliente idiota: afinal, posso lidar com isso, pois estou focado em uma coisa muito maior, muito melhor… Pronto! Você definiu um objetivo maior, é ele que dará sentido a sua vida e determinará o que fazer a seguir.

Inclusive escolher a mudança que você tanto deseja…

Certo sim, seu errado
Netinho
Catalau

Quem é você pra dizer o que eu devo fazer
Quem é você pra dizer o que eu devo sentir
Quem é você pra dizer o que eu devo pensar
Quem é você pra dizer o que eu devo fumar

Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado

Quem é você pra dizer o que eu devo cantar
Quem é você pra dizer o que eu devo amar
Quem é você pra dizer como devo me vestir
Quem é você pra dizer com quem eu devo andar

Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado
Certo sim, Seu errado

Pois é… é com CERTO SIM, SEU ERRADO, de Catalau e Netinho, com uma banda que marcou época, a Casa das Máquinas, lá em 1976…

que eu puxo aquela pergunta: Vem cá, ô Luciano, quem é você pra dizer o que eu devo fazer, hein? Olha! Eu já ouvi essa pergunta mais de uma vez, viu?  Tem gente que ficou brava, inclusive. E a resposta eu eu dou é sempre a mesma: olha aqui, cara! Eu não sou ninguém, apenas um cara provavelmente mais experiente que você, que já quebrou a cara por aí e que vem aqui dar pitacos que ninguém, ninguém é obrigado a seguir. No fim, meu caro,  as escolhas são sempre suas e só suas, sacou?

Vamos lá então? Ano novo, vida nova… no programa anterior eu falei do Unfollow, de se livrar daquilo que te incomoda. Neste aqui falei de tirar o foco do problema e colocar o foco no problema que você tem com o problema. Acho que os dois programas se complementam, não é? E talvez sejam uma excelente provocação para terminar um ano. Ou então, começar um novo.

Bem, este é o último programa de 2015. Que ano, viu? Foi bastante complicado, cheio de desafios, politicamente estressante, termina pegando fogo, coloca diante de nós um 2016 que não sabemos como será… Eu, pessoalmente, termino o ano financeiramente abalado viu, profissionalmente assustado… mas quando eu olho pra trás pra ver o que fizemos no Café Brasil… cara! É uma loucura. Quando tiro a luz dos problemas e jogo naquilo que não se vê… No ano complicado de 2015 eu lancei um novo livro, o Me engana que eu gosto, em papel, e-book e áudio podbook.

Promovemos o primeiro debate Iscas Intelectuais ao vivo, na FNAC, no lançamento do livro, tendo pela primeira vez uma plateia com cerca de 40 ouvintes do Café Brasil. Ao vivo, meu!

Experimentamos pela primeira vez o marketing digital que pode significar meu futuro profissional.

Lançamos um baita projeto, o novo Podcast, LíderCast, com 32 horas em 24 entrevistas arrasadoras!

O pessoal do Mundo Podcast me escolheu como o melhor podcaster do ano cara, o que muito me honrou.

Lançamos um projeto de financiamento coletivo que você fez dar muito certo e que vai desembocar no livro Café Brasil 10 anos no começo de 2016.

Construímos um estúdio, meu! Um estúdio profissional, todo aparelhado para produção de vídeo e áudio! Aliás, montamos toda a estrutura de vídeo para retomar os videocasts em 2016.

Mudei de casa e mudei de escritório.

Lançamos as raízes da Confraria Café Brasil, que já conta com 400 assinantes e que vai explodir em 2016 cara, com conteúdos inovadores.

E aquecemos os motores pra comemorar os 10 anos do Podcast Café Brasil dia 13 de maio de 2016!

É, meu caro! Que ano, bicho!

Olha só! Nos aguarde, viu…

Have yourself a merry little Christmas
Hugh Martin
Ralph Blane

Oh yeah, mm
Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
From now on your troubles will be out of sight, yeah

Have yourself a merry little Christmas
Make the Yuletide gay
From now on your troubles will be miles away, oh

Here we are as in olden days
Happy golden days of yore, ah
Faithful friends who are dear to us
They gather near to us once more, ooh

Through the years we all will be together and
If the fates allow
Hang a shining star upon the highest bow, oh yeah, oh
And have yourself a merry little Christmas now, oh, oh

Faithful friends who are dear to us
They gather near to us once more, oh, oh

Through the years we all will be together and
If the fates allow, oh yeah
But ‘til then we’ll have to muddle through somehow, oh yeah, oh, oh
And have yourself a merry little Christmas now, ooh yeah, oh, ooh

Tenha um feliz natal

Oh yeah, mm
Tenha um Feliz Natal
Deixe seu coração ser iluminado
De agora em diante seus problemas ficarão fora do caminho, yeah

Tenha um Feliz Natal
Celebre a véspera de Natal com algria
De agora em diante seus problemas ficarão milhas distantes, oh

Aqui estamos como nos velhos tempos
Felizes passados dias dourados, ah
Amigos leais que são muito queridos
Eles se reúnem conosco mais uma vez, ooh

Através dos anos nós estaremos juntos e
Se o destino permitir
Segure uma estrela brilhante no mais alto laço, oh yeah, oh
E tenha um Feliz Natal agora, oh, oh

Amigos leais que são muito queridos
Eles se reúnem conosco mais uma vez, oh, oh

Através dos anos nós estaremos juntos e
Se o destino permitir, oh yeah
Mas até lá nos vamos no confundir de alguma maneira, oh yeah, oh
E tenha um Feliz Natal agora, ooh yeah, oh, ooh
E tenha um Feliz Natal agora, ooh yeah, oh, ooh

Muito bem… Faça seus planos, verifique as mudanças que você quer, bote uma data nelas, analise os problemas e especialmente os problemas que você tem com os problemas e então… parta pra execução! Faça de 2016 o seu ano! E… ô dois, vem cá.

Da família Café Brasil pra vocês: feliz ano novo!

É assim então, já em clima de natal e ano novo que vamos saindo em festa ao som de HAVE YOURSELF A MERRY LITTLE CHRISTMAS, com o Post Modern Jukebox, que apresentamos pra você neste ano. A voz é de Von Smith.

Com o entusiasmado Lalá Moreira na técnica, a assanhada Ciça Camargo na produção e eu, que vou destruir cada problema em 2016, Luciano Pires na direção e apresentação.

Estiveram conosco o ouvinte Bruno Piero, Casa das Máquinas, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Funkacid e o Post Moderm Jukebox.

O Café Brasil só chega até você porque a Pellegrino, resolveu investir nele.

A Pellegrino, além de ser uma das maiores distribuidoras de auto e motopeças do Brasil, também distribui conhecimento sobre gestão, comunicação e outras coisas legais em sua página em facebook.com/pellegrinodistribuidora. Conheça. E se delicie.

Pellegrino distribuidora. Conte com a nossa gente.

Este é o Café Brasil. Que chega a você graças ao apoio do Itaú Cultural e do Auditório Ibirapuera. De onde veio este programa tem muito mais. Visite para ler artigos, para acessar o conteúdo deste podcast, para visitar nossa lojinha no … portalcafebrasil.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96789 8114. E se você está fora do país: 55 11 96789 8114. E também estamos lá no Viber, com o grupo Podcast Café Brasil.

E se você acha que vale a pena ouvir o Café Brasil e quer contribuir, olha só! Faça uma assinatura do programa. Acesse podcastcafebrasil.com.br , clique no link CONTRIBUA e venha para nossa confraria. Obrigado aos 400 ouvintes que já aderiram aqui em 2015. No ano que vem, cara, nós vamos fixar outra meta que eu não sei qual é, mas nós vamos dobrar a meta. Dica!

E para terminar, Albert Einstein:

Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos.