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Luciano Pires -

O que seria de nós se não fossem nossos amigos, hein? Que coisa interessante é esse sentimento que une as pessoas: a amizade, não é?

Olha! Vou revisitar um episódio lá de 2010,pra refletir sobre amigos e amizades. Nesse momento aqui de pandemia, de quarentena e de procurar um conforto cara, ter um amigo é tudo que a gente quer, não é?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Um dia, conversando com meu pai, ele me disse que uma das piores coisas de se envelhecer é ver os amigos morrendo. E depois dos cinquenta, sessenta anos, essa é uma realidade inexorável, cara. Faz parte da vida. E imagino como é o choque de ver as pessoas que compartilharam conosco momentos importantes de nossas vidas, indo embora uma a uma… Mas fazer o quê, né? Só morre quem tá vivo.

O antropólogo e psicólogo evolucionário Robin Dunbar, publicou um artigo chamado “A anatomia da amizade”, no qual ele revisou diversos tipos de literatura – antropológica, comparativa, psicológica e neurobiológica, tentando ilustrar como é que a amizade funciona. Ele afirmou que cada um de nós tem uma impressão digital social, nossas peculiaridades sobre como praticamos nossos contatos sociais.

E ele criou o chamado NÚMERO DUNBAR, que determina que 150 é o número máximo de pessoas que conseguimos ter dentro de um rol de amizades. Não é que a gente não possa  conhecer mais que isso, mas 150 é, baseado nas evidências antropológicas, o máximo tamanho de uma rede social funcional, com a qual conseguimos manter relacionamento com periodicidade.

E ele diz que se você fizer uma lista de suas 15 principais amizades, partindo da maior para a menor, dá para fazer uma experiência bem interessante.

O primeiro círculo de amizade, engloba 10% dessa lista. Parece estranho, né? Vai dar uma uma pessoa e meia… Ele é composto de gente que vê você no seu pior, tanto física como emocionalmente. São seu marido ou esposa, sua mãe, seus filhos, talvez o seu melhor amigo. É gente com quem você mantém contato todos os dias.

O segundo círculo engloba os cinco primeiros da lista, são seus parceiros mais íntimos. Pessoas que só de olhar sabem como é que você está. São as primeiras pessoas para quem você liga quando algo ruim acontece. Pessoas que divertem você. Você mantém contato com elas pelo menos uma vez por semana. Provavelmente, 40% de seu capital social você gasta com essas cinco pessoas.

O terceiro círculo engloba os 15 amigos, que consomem 60% de seu capital social. Você deixaria que qualquer um deles tomasse conta de seus filhos.

Dunbar afirma algumas coisas bem interessantes:

– Quando nos apaixonamos, o alvo de nossa paixão imediatamente salta para o círculo dos 5 primeiros, normalmente com consequências catastróficas para alguns de nossos mais profundos relacionamentos. Esse novo integrante do círculo, desloca alguém (ou alguéns) para fora dele.

– Mesmo que os integrantes dos círculos mudem com o tempo, esses números parecem estáveis. Quando uma amizade próxima se desfaz, tendemos a colocar uma nova no lugar.

– Algumas pessoas assumem a responsabilidade de manter toda a família em contato, marcando reuniões e cobrando das pessoas que estão mais afastadas. Eu me lembro de como meus avós foram importantes para manter toda a família unida nos natais da minha infância. Quando eles morreram, aquele núcleo familiar com mais de 30 pessoas implodiu, se transformando em 3 ou 4 pequenos núcleos, que não mais se encontram.

– A endorfina liberada durante os contatos sociais, quando a gente ri, dança, canta e quando nos encantamos com as histórias compartilhadas, tem um papel fundamental na criação dos vínculos de amizade.

– Parte da amizade é a capacidade de mentalizar, de imaginar o que é quyese passa na cabeça do amigo. E isso é fundamental para que o contrato implícito de amizade que mantemos com nossos amigos, seja respeitado. Saber o que seu amigo valoriza e o que ele não gosta é essencial para nutrir a amizade.

Dunbar expandiu seus estudos para as redes de mídia social do Facebook e do Twitter, e descobriu que as redes sociais têm uma hierarquia de amizade e números de amigos muito semelhantes a das redes “offline”. Você pode até ter mil “amigos” no Facebook, mas a sua interação será concentrada em círculos que vão de 5 a 15 a 50 pessoas.

Amizade é reciprocidade. E publicar informações nas mídias sociais, não inclui necessariamente reciprocidade. Por isso as redes sociais não são exatamente redes de construção de amizades. Você deverá ir mais longe que publicar posts espertos para construir amizades verdadeiras nas redes.

Na versão original deste programa, que é de 2010, eu usei um texto chamado “Eu quero ter um milhão de amigos”, escrito pela Marli Gonçalves. Um trecho dele merece entrar de novo aqui:

Há os amigos que não vemos mesmo, mas sentimos. Pelo cheiro, pelo gosto, pela alegria de uma recordação. Estão ali presentes em nossos atos, mesmo que estejam até mortos. Ou sempre longe. Por eles a gente faz mais, se dedica de coração, homenageia em silêncio com as vitórias.

Há os amigos eternos. E também há os ex-amigos, que merecem ter algum tipo de consideração da sua parte. Afinal, ora, vocês devem ter trocado duas ou três confidências. Mantenha-os à vista, se possível.

Há os amigos de infância. Sempre que deles lembramos, as imagens são boas. Puras e coloridas pela ingenuidade da época.

Há os amigos de adolescência. Costumam ser ou ter sido relações passionais, terríveis, difíceis, possessivas, mas fundamentais na formação do caráter, sexualidade, comportamento e direção. Nas safadezas da vida, por exemplo. Quando relações sobrevivem a esse período costumam também ser eternas. Pode levar para lá ou para cá, definir o futuro, nesse momento complicado e complexo. Antigamente arquivávamos esses amigos nos nossos diários, e pedíamos que preenchessem, com tolices românticas e frases feitas. Como será hoje, hein?

O que será que eles trocam?

Há os amigos da velhice. Aqueles que encontramos ou só encontraremos mais tarde, e que podem estar em qualquer lugar, ser de qualquer cor, posição social, idade ou sexo. São aqueles com os quais os solitários conversam nas ruas, o barbeiro, o jornaleiro, o dono da padaria, o chapeiro do seu hambúrguer.

Os clubes da terceira idade de certa forma devem servir para que continuemos mesmo desejando querer ter amigos. Coleção que a certa altura da vida – e essa é a verdade – a gente resolve encerrar, não quer mais achar peças, muito menos que sejam muito originais. Não tem curiosidade. Não tem mais saco de cultivar. Ficar amigo dá trabalho  cara, quase igual às plantinhas e animais que tantos preferem. Pior: planta e bicho não traem.

Amigos podem ser casados, inclusive entre si. São as relações que mais costumam dar certo. Que, se o amor acaba, mas mantém-se a amizade, o caminho da felicidade, aconteça o que acontecer, será sempre mais leve. Esposas e maridos precisam entender a importância de amigos ou amigas nas relações, inclusive para ajudar a desvendá-las.

Amigos costumam conhecer muito melhor os defeitos, por exemplo, assim como histórias pregressas. Amigos podem ajudar no equilíbrio, e até – você terá de acreditar nisso cara– ser bons conselheiros. Não implique tanto. Não desafie: “ele ou eu”.

Amigos são amigos. Com o amigo, você faz xixi de porta aberta. Toma banho com ele sentado na privada, conversando. Toma água no mesmo gargalo. O que acontece com ele acontece com você também, como se fosse uma coisa só. Você sabe tudo dele, mesmo que de longe. E a mão é dupla. Um torce e pensa no outro a distância que houver. Tem amor na receita. Precisa ter muita compreensão, carinho, confiança e admiração. A amizade não tem cara, bonita ou feia, magra ou gorda ela sobrepuja isso.

Eu quero ter um milhão de amigos. Porque amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração. Assim falava a canção, que na América ouvi.

Amizade, amigo, emociona assim.

Everybody hurts
Bill Berry
Peter Buck
Mike Mills
Michael Stipe

When the day is long
And the night, the night is yours alone
When you’re sure you’ve had enough of this life
Hang on

Don’t let yourself go
‘Cause everybody cries
And everybody hurts, sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it’s time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you’ve had too much of this life
To hang on

‘Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don’t throw your hand, oh, no
Don’t throw your hand
If you feel like you’re alone
No, no, no, you’re not alone

If you’re on your own in this life
The days and nights are long
When you think you’ve had too much of this life
To hang on

Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on

Hold on
Hold on
Hold on
Hold on
Everybody hurts
You’re not alone

Putz…. como é emocionante essa canção. Everybody Hurts, do R.E.M., foi composta em 1992  e trata de uma epidemia de suicídios entre pessoas jovens. A  versão que você ouve aqui é uma adaptação feita pelo escritório dos Médicos Sem Fronteiras na Noruega, usada no vídeo Hold On, promocional para aquela ONG…

No meio da letra original do REM ela diz assim, ó…

Se você achar que já tomou pancada demais desta vida
Bem, persista
Pois todo mundo sofre
Consiga conforto em seus amigos
Todo mundo sofre
Você não está só

“Olá Luciano. Tudo bem? Me chamo Márcio Alves e moro em Capão Bonito, interior de São Paulo. Acabei de ouvir o programa 502, Um coxinha, e confesso que estava deixando pra ouvir esse programa mais tarde, estava meio com medo de descobrir que eu sou um coxinha, né? Afinal, tantas vezes já fui xingado disso… E você disse no programa tudo que eu pensava. Mas eu não sabia como falar. Até tudo que eu sentia mas não conseguia expressar.

E confesso pra você que me arrepiei ao ouvir o programa, e bem aos 25 minutos quando eu já estava emocionado, tocou João Donato, de quem sou muito fã. Aí sim, me emocionei de vez. Já ouvi o programa duas vezes hoje e acho que eu vou ouvir mais ainda. Vou compartilhar, no Facebook, vou aproveitar e passar o link pra aqueles que insistem em me xingar de coxinha nas redes sociais. Parabéns, viu?

Em trinta minutos você acabou detonando essa hipocrisia que toma conta do país. Essas discussões nas redes sociais sobre coxinha, petralhas, isso me revolta, me deixa….. da até dor de cabeça às vezes, me deixa muito revoltado.

E falando em redes sociais, eu ouvi agora o podcast 506, sobre as amizades desfeitas. Pois é uma coisa que me deixou muito triste. Amigos meus de longa data, que tínhamos muito em comum, desfazendo amizades, pra serem excluídos, só por causa de pensamentos diferentes. 

Bom. Fica aí o meu abraço, parabéns pelo programa e vou ouvir agora lá o podcast 507. Qualquer coisa eu volto aí. Beleza? Abraço”.

Cara! Esse comentário do Márcio é de 2016, quando as pessoas ainda se xingavam de coxinhas e petralhas. Evoluímos muito em quatro anos, né? Agora é fascista e comunista… Pois é Marcio. Olha, amigos que nos excluem porque pensamos diferente, certamente não eram amigos. Considere essa exclusão como um livramento, meu caro.

Muito bem. O Marcio receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe, né? Distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan e contempla a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para ajudar a evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você ajuda nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, o que é que você recomenda para seu melhor amigo?

Lalá – Que na hora do amor, ele use Prudence, né?

Olha que legal, cara! Ao fundo você ouve WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS, dos Beatles, que se transforma num brasileiríssimo chorinho com Henrique Cazes. Sobe aí, Lalá!

E como é que o mestre Rubem Alves trata o tema AMIZADE, hein? Encontrei num trecho de um texto dele chamado A AMIZADE um momento delicioso… Presta atenção.

Uma estória oriental conta de uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim.

Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas.

Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas.

Mas a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por ser inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. Os viajantes se assentam sob a sua sombra e descansam.

Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir.

E quando você diz “amigo”, o que é que vem à sua cabeça, hein? À minha vem assim ó:  “abraço”… Sobre isso, eu vou apresentar o delicioso texto que deu nome a este episódio e que recebi por e-mail, infelizmente sem apontar o autor. Chama-se A tequinologia do abraço.

Ao fundo você ouve uma música que trata de amizade. O MENINO DA PORTEIRA, de Teddy Vieira e Luizinho. Aqui numa versão fantástica com o grupo Pó de Café.

O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia…

– É… das invenção dos hômi, a que mais tem sintidu é o abraço. O abraço num tem jeito dum só pruveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa duma beradinha…

Quandocê tá danado de sordade, o abraço de arguém ti alivia…

Quandocê ta danado de réiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum réiva…

Si ocê tá filiz e abraça arguém, esse arguém pega um poquimdasualegria…

Si arguém tá duente, quandocê abraçele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tomém…

Muita gente importante e letrada já tentô dá um jeito de sabê prumódiquê qui o abraço tem tanta tequilonogia, mais ninguém inda discubriu u segredo…

Mas, iêu sei! Foi um isprto bão de Deus qui mi contô… Iêu vô contá procêis uqui foi qui ele mi falô:

O abraço é bão prucausa do Coração… Quandocê abraça arguém, faismassage no coração!… I o coração do ôtro é massagiado tomém!

Mais num é só isso, não… Aqui tá a chave du maió segredo de tudo: É qui, quandu abraçamo arguém, nóis fiquemo tudo é com dois coração no peito!… Um agazáia o ôtro e nóis tudo fiquemo quentinho cádentro di nóis.

Brigadu pelos seus abraço, pela suamizádi e pur nossos camin ter si cruzado nesta vida. Inté!

Olha só! O Itaú Cultural tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, olha: quem gosta de literatura vai amar.São autores brasileiros falam de seu processo criativo. Pra quem prefere música, no Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam de seu trabalho. E tem também o podcast delicioso chamado Mekukradjá, onde escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasillevam você pra dentro das questões indígenas.

Acesse itaucultural.org.br , Agora você tem cultura entrando por aqui, ó:

Pelos ouvidos…

Pois é, meu amigo de fé, meu irmão, camarada… Vivemos tempos sombrios onde amizades estão sendo perdidas por conta de divergências de ideias, como se houvesse uma equivalência de valores. Não, não há. Nenhuma divergência de ideias pode justificar abrir mão de uma amizade verdadeira. Se isso aconteceu com você, a amizade talvez não fosse assim tão verdadeira.

Olha, muito provavelmente não conhecemos você aí pessoalmente, viu? Mas fique sabendo, viu? A sua amizade é sentida por nós que fazemos este programinha com carinho.

Ele é feito pros nossos amigos…

É assim então, ao som de Everybody Hurts, com o R.E.M. ao vivo, que vamos saindo lembrando dos amigos que temos, fazemos… e perdemos…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, meu amigo Lalá Moreira na técnica, minha amiga Ciça Camargo na produção e, é claro, meu amigo, minha amiga você aí ó, completando o ciclo.

De onde veio este programa aqui tem muito mais. Se você gosta do Café Brasil cara, imagina o que te esperando entrando dentro do cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Lá, você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration, um monte de conteúdo  Acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br. Vamos levar pra lá um cafezinho ao vivo, cara!

O resumo deste programa, editado como um e-book cara, é exclusivo para assinantes do Cafebrasilpremium.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, bom hoje eu vou com eles com… R.E.M

Olha, quando o seu dia for longo, e a noite
A noite é somente sua
E você tem certeza [que] já tomou pancada suficiente desta vida
Bem, persista
Não desista de si mesmo, pois todo mundo chora
E todo mundo sofre, às vezes
Às vezes tudo está errado
Essa é a hora de cantar
Quando seu dia é noite, sozinho, (Aguente, aguente)
Se você tiver vontade de desistir, segure as pontas!
Se você achar que teve demais desta vida
Bem, persista
Sabe o que é? É que todo mundo sofre
Busque conforto em seus amigos
Todo mundo sofre, cara
Não se resigne!
Apenas, não se resigne
Se você sentir como se estivesse sozinho
Saiba que não, não, você não está só
Quando você achar que está por conta própria nesta vida
Quando sentir que os dias e noites são longos demais
Quando você sentir [que] apanhou demais desta vida
Para persistir
Saiba que todo mundo sofre
Às vezes, todo mundo chora
É assim… todo mundo sofre às vezes
Então aguente firme
Todo mundo sofre
Mas você não está sozinho