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Luciano Pires -

Que tempo de medos, não? Mas será um medo objetivo,hein? Aliás, você já reparou quantas vezes durante uma discussão alguém diz “seja mais objetivo”ou então “essa opinião é subjetiva”? Quando falam de objetividade e subjetividade as pessoas estão tentando diferenciar entre os que olham o mundo focando nos fatos e números relevantes, e os que deixam a relatividade e a intuição os influenciem. E isso impacta no medo que você vive.

Vamos nessa hoje?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Olha só: é ao som de Um a Zero, de Pixinguinha, com Nailor Proveta e Alessandro Penezzi que damos a largada no nosso Cafezinho semanal.

Você comprou um carro vermelho e está muito feliz. Ao sair para a rua, começa a ver carros vermelhos do mesmo modelo que o seu, para todo lado. Ouve uma frase ou palavra pela primeira vez e pronto! Logo começa a ouvi-la por todo lado. E fica com a certeza que essa coisa nova está por todo lugar, não é?

É. Essa é a subjetividade.

Objetivamente, não é porque alguma coisa parece prevalecer, que ela se tornou mais presente ou comum do que era antes. É claro que em alguns momentos isso pode ser verdade. Uma nova música nas rádios, um carro recém lançado. Mas no geral não é assim. É o aumento da atração e do interesse que você sente por essa coisa que faz com que você a perceba mais.

Há uma antiga provocação que tem tudo a ver com esse assunto: imagine uma árvore caindo no meio de uma floresta. Ela produz algum som, se não houver ninguém por perto para ouvir, hein? A objetividade diz que sim, a subjetividade diz que não.

A objetividade tratará de ondas sonoras através do ar, que se perderão se não houver algum receptor – o seu sistema auditivo – para transformá-las no que definimos como som. Sem a experiência subjetiva, não é possível perceber a objetiva. Parece maluco isso, mas é assim que as coisas funcionam para que possamos compreender o mundo: é preciso da objetividade e da subjetividade.

Se você se colocar no campo dos fatos ou das sensações, definindo-se por um ou outro, será incapaz de compreender o todo.

Um exemplo que eu gosto de usar: objetivamente, o ataque às Torres Gêmeas em 2001 representou 3000 mortes, duas torres e mais alguns prédios derrubados e dois aviões destruídos. Isso é a tragédia objetiva.

Mas para compreende-la em toda dimensão, como um todo é preciso trazer o impacto global do atentado, o medo, a suspensão do direito de ir e vir, a desconfiança entre as pessoas determinada por suas origens, o endurecimento dos processos de imigração e muito mais. Ao agregar as consequência subjetivas às objetivas, teremos a real dimensão da tragédia.

Olha aí o Coronavírus, veja o tamanho das discussões e como se perdeu completamente o senso de objetividade e de subjetividade quando se trata do tema. Por isso não se chega a uma conclusão.

Se você escolheu pela objetividade ou pela subjetividade, só entenderá a metade do mundo na qual escolheu ficar.

A única forma de compreender o todo é objetivamente analisar seus sentimentos e subjetivamente sentir os fatos.

Veja só como funciona:

Pegue a partitura de Lacrimosa, composta pelo gênio Mozart. Essa que você está ouvindo no fundo aí. A partitura, aquela folha de papel cheia de símbolos musicais. Se ninguém tocá-la, ela pode ser considerada uma canção?

Pegue uma estátua maravilhosa de Michelangelo. Se ninguém puder vê-la, ela pode ser considerada bela?

Pegue um palavrão cabeludo. Se ninguém o considerar ofensivo, ele continuará sendo ofensivo?

Dá uma bela discussão, não é? Lembre-se que se você responder sim ou não a essas questões, haverá uma porção gente respondendo o oposto. Quem é que está certo, hein cara?

Afinal, a árvore caindo sozinha no meio da floresta faz barulho?

“Fala Luciano. Boa noite. Tudo bem? Acabei de ouvir o Cafezinho 306, Sem treta e saiba que eu tenho notado isso, é meio que geral. Não é só com pessoas assim que seguem influenciadores, mas com amigos, que se dizem, né? E seguidores e aqueles que tem alguma relação constituída, de alguma forma em alguma rede social, sabe? A pessoa pratica a falsidade virtual, né?

Porque você conversa com ela pessoalmente, grande parte delas, né? E aí, não, manda pra mim lá que eu compartilho. Manda o link lá que eu compartilho. Aí você manda o link e espera, né?

Eu compartilho da tua dor. Eu acho uma sacanagem, na verdade, pessoas assim que já te seguem há algum tempo e não fazem o mínimo plausível, mas é aquela história: você tem que se dar o seu valor, né? Tem que se dar o seu valor. Se você não fizer isso, quem é que vai fazer? Não é mesmo?

Você começou com um propósito, né? E através desse propósito, você cresceu, né? E o propósito se manteve, mas as pessoas que ao longo dos anos passaram, não se mantiveram, você já deve ter percebido isso. Você tem uma gama de seguidores ainda, mas é aquela história. Quantos, na realidade, são fiéis? Quantos são, de fato, os que seguem desde o início, que te apoiam,  que quando sai qualquer publicação sua, de alguma maneira, fazem lá uma menção, trazem o teu nome, dizem que aprenderam contigo, uma frase, um comportamento, uma dica e puderam usar na vida deles? Quantos são os que fazem isso, né?

Mas não desista, sabe? Porque assim… nesse mundão, nesse Brasilzão, ele também se adapta. né?  E é o que você vem fazendo. Também está se adaptando. Tá joia? Forte abraço, fica aqui a minha menção pra ti de que não desista, né? Não desista. Se já elaboraram um plano legal, com valores mínimos, o tal do plano inicial de doze reais, ele custa o preço de um tablete de chocolate, né? Duas garrafas de refrigerante. Ou qual é o valor desses doze reais pra você? Pra você poder trazer pras pessoas também. Tá joia, mano?

Conte comigo aí no que eu tiver… o que tiver dentro das minhas possibilidades, eu auxilio com certeza. Forte abraço!”

Opa! Esse foi o Rodrigo Vieira, mostrando que entendeu como é que a coisa funciona por aqui. Somos nós e você, e não nós pra você. Diferente de uma televisão ou rádio, que você fica esperando pra ouvir o que eles oferecem, nós aqui somos um organismo vivo, com canal de ida e de volta, com grupo no Telegram que interage com os assinantes. Por isso insisto tanto que precisamos que você faça um pouco mais que só ouvir e dizer que gostou. Compartilhe, comente, dê seus likes cara e, se possível assine! Só assim a gente consegue fazer barulho.

confraria.cafe é o link.

Muito bem. O Rodrigo receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, eu quero que você seja objetivo! Na hora do amor…

Lalá – Use Prudence! Simples assim…

Durante os tempos de pandemia, quando todos ficamos com medo, estressados,você sabe o que aconteceu, né? Em situações assim, de muita pressão, fica difícil ser objetivo. Em situações de alto stress, costumamos confiar em nossas experiências anteriores, preconceitos e vieses, o que faz com que percamos a capacidade de ver os fatos com clareza e praticar julgamentos com justiça.

Em situações de estresse, a objetividade vai pro saco. Passamos a reagir excessivamente a situações, a levar as coisas para o lado pessoal, a imaginar ameaças onde não existem, más intenções nos outros e esse é o primeiro passo para julgar as pessoas de forma injusta.

E não adianta dizer que você não é assim, cara! Todo mundo é vítima de suas inseguranças e modelos mentais limitantes, que acabam criando ainda mais estresse e reações das quais, mais tarde, a gente se arrepende.

Veja a quantidade de decisões tomadas por você, pelos seus amigos, pelos dirigentes da sua empresa, pelos dirigente aqui do Estado cara, durante a pandemia. Eu aposto que algumas delas serão consideradas apressadas, excessivas, até vergonhosas. Mas era o que tinha pra hora. Apavorados, deixaram a objetividade de lado e partiram para gerenciar as coisas subjetivamente.

A habilidade de ser objetivo depende da disposição para questionar nossos modelos mentais, a janela pela qual vemos o mundo, nossas percepções, interpretações e respostas aos fatos. Não tem segredo, cara: o que sai da sua mente depende do que entra. O modelo mental errado leva a conclusões erradas, pela simples incapacidade de entender o que está acontecendo.

Mas dá pra ser diferente, hein meu? Ô se dá…

Pequeno mapa do tempo
Belchior

Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do teu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião

Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo que Belo Horizonte
Eu tenho medo que Minas Gerais
Eu tenho medo que Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás

Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém, Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A

Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará

Medo, medo. medo, medo, medo, medo

Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo

Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí

Olha que delícia, cara… você está ouvindo Pequeno Mapa do Tempo, do grande Belchior, aqui na delicada interpretação de Lorena Nunes com Claudio Mendes.

É possível interromper nossas reações automáticas e escolher respostas diferentes. E cada vez que fazemos isso, estamos ensinando nossas mentes novos caminhos baseados em novos modelos, novas formas de perceber e responder aos fatos. Dá pra aprender a pensar de forma mais esperta.

Bem, é claro que a forma mais poderosa para transformar modelos mentais é pelo conhecimento, não é? Novas informações, novas lógicas que desafiem o modelo mental antigo e abram oportunidade para pensar de outra forma. Aquilo que eu chamo há anos de despocotização. Mas já ouvi até “desasnar”…

Bem, eu tô falando aqui de modelos mentais, mas que coisa é essa, hein cara? Modelos mentais são crenças, ideias e noções que estão profundamente enraizados e nos quais nos apoiamos para interpretar o mundo. Eles definem nosso senso de realidade e percepção, a interpretação e resposta às experiências do dia a dia. Modelos mentais são os que fazem com que a gente pense e aja de uma forma ou outra. E como esse modelos mentais estão conosco há muito tempo, tendemos a confiar neles, o que muitas vezes é o correto a ser feito.

Olha! E não é fácil mudar modelos mentais não, viu? Tem de começar com você mudando sua mente. O problema está com você, ninguém pode fazer essa mudança no seu lugar. Afinal, só quem tem acesso a esse modelo mental, e capacidade de mudar as coisas de lugar, é o dono dele.

Você terá de usar a sua capacidade lógica e razão para decidir se o modelo mental que você usa para interpretar o mundo, ainda serve para você. Afinal: tanta coisa mudou, não é?

E a forma de fazer isso é permanecer aberto para novas ideias, o que é impossível se você se recusar a se expor a elas. Se você calar as vozes dissonantes das suas. Se você se recusar a tomar conhecimento de como pensam e por que pensam as pessoas que pensam diferente de você. Se você se recusar a apreciar a obra de um artista ou intelectual só porque alguém pregou um rótulo nele.

Existe até uma explicação neurológica para isso, cara: quando ao tomar contato com uma ideia nova você tem uma sacada, aquilo que os norte-americanos chamam de insight, substâncias químicas parecidas com a adrenalina são liberadas e um conjunto complexo de novas conexões é criado em seu cérebro. É isso que acontece quando experimentamos o famoso “eureka”. Aliás, lá em 2016 no Café Brasil 497 – Eureka, eu toquei nesse assunto.

O cérebro é considerado uma máquina de predição. Ele lida com as ideias e sentimentos quase sempre da mesma forma, construindo modelos de tudo que espera que aconteça, faça e sinta e rapidamente recalcula as coisas quando está diante de uma novidade. Você entendeu, hein? O cérebro tenta transformar tudo em rotina, em hábitos, pois assim economiza energia.

Mas no subconsciente isso não acontece. Nele as ideias estão ativas, em turbilhões de conexões, filtragens e cruzamentos, até que de repente… Eureka! Surge a ideia, a solução, a inspiração!

Eu chamo isso de cozinhar as ideias. Quando estou lidando com problemas complexos, ou mesmo escrevendo um podcast, costumo deixar as ideias fluírem e depois boto o texto pra descansar e vou pensar em outras coisas. E sempre, eu disse SEMPRE, aparece uma ideia num momento que nada tem a ver com aquele texto. Surge o eureka e eu mando um e-mail pra mim mesmo com a dica que será incorporada ao texto na primeira oportunidade. E isso acontece até quando estou dormindo, cara…

Com você não deve ser diferente.

O segredo então é acumular informação e conhecimento para que o subconsciente possa trabalhar com elas. O eureka de Arquimedes na banheira, por exemplo, aconteceu depois de muuuuito tempo de reflexão. A experiência por ele acumulada estava sendo trabalhada em seu íntimo e observar a água caindo da banheira foi o gatilho. Mas havia muita experiência e reflexão acumulada em sua mente.

Acumule informações, dados, de todas as formas possíveis, reflita sobre o problema e deixe seu cérebro descansar. Mas lembre-se: se você acumular dados demais, ficará indefinidamente perdido num tsunami de informações. A velha paralysis by analysis. A paralisia pela análise. E se acumular dados de menos, sentirá falta para tomar as decisões acertadas. Achar o equilíbrio é o segredo, o que surgirá com a prática.

Será que dá então para provocar a inspiração, o insight, o eureka que nos ajuda a mudar o modelo mental, hein? Bem, vamos lá com umas dicas simples que sempre funcionam comigo.

Primeiro. Desligue-se do problema. Pare para refletir. Saia fora do tiroteio. Dê tempo para o cérebro ativar o inconsciente.

Depois. Mexa-se. Vá fazer um exercício, ande, caminhe. Faça com que o cérebro preste atenção em seu corpo deixando em paz a área inconsciente, que vai trabalhar no problema.

Em seguida. Saia do ambiente. Vá para outro lugar, viaje, visite um museu, distraia a atenção do problema e se exponha a estímulos. Arquimedes teve o eureka tomando banho.

Na sequência, leia, assista, ouça coisas. Podcasts, por exemplo. Recentemente publiquei o depoimento de um ouvinte que teve um eureka ouvindo o programa, e a partir dali mergulhou num projeto que certamente mudará sua vida. Mas ele se expôs a algo fora de sua casinha, sacou?

Depois, tome nota. Desenhe. Rabisque. Eu sou maníaco por rabiscar, anotar e um dia olhar para aquele monte de coisas aparentemente sem sentido e fazer uma conexão.

E por fim, preste atenção nos sinais de seu inconsciente. Acredite neles. E parta para a ação. Aceite esses sinais como uma missão dada. E cumpra. Mesmo que a ideia não esteja completa. Faça simples, deixe que as pessoas usem e depois sofistique. É claro que isso vale para mim, que trabalho com conhecimento.

Resumo: abra a porta para o subconsciente, curta as inspirações malucas e acostume-se a fazer conexões.

E por falar em conexões, tem o Itaú Cultural cara, que tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas. Esses caras trazem conteúdo de montão

No podcast Escritores-Leitores, autores brasileiros falam de seu processo criativo. No Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam do seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas. São sensacionais, cara!

Acesse itaucultural.org.br.

Agora você tem cultura entrando por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Então… Renata Finotti agora com Pequeno Mapa do Tempo…cara: essa é a maravilha do Podcast independente, sabe? Eu fiquei na dúvida sobre qual versão tocar, então.. toca as duas, pô.

Também vale a pena dar uma olhada em quatro Princípios da Objetividade, que estão no livro The Objective Leader, de Elizabeth Thornton, que é professora de Prática de Gestão Esses princípios ajudam a chegar aos momentos de eureka que mudam nosso modelo mental.

Primeiro Princípio da Objetividade: sempre existirão situações das quais não gostaremos.

Lembra daquela Lei de Murphy que diz que se pode dar merda, vai dar merda, hein? Pois é. A gente sabe disso, mas a cada vez que entra numa situação dessas, começa a lembrar de todas as outras vezes e…

Rararaa… quanta gente como o Hardy Rar Rar você conhece, hein? Xi, você também é assim,  cara? Tem que ver isso…

Mesmo que você ache que vai dar merda, na maioria das vezes, não dá. Ou dá uma merdinha muito menor do que o horror que você imaginou. Aceite que contrariedades existem, esse é o primeiro passo para encontrar uma solução. A não aceitação é uma reação emocional subjetiva, que vai dar merda. A não aceitação não altera o fato de que o problema existe, só cria uma cadeia de reações emocionais que piora as coisas. Seja objetivo na percepção da situação e você terá mais chances de responder de forma apropriada.

Segundo Princípio da Objetividade: as pessoas são fundamentalmente as mesmas.  Objetivamente, essa constatação quer dizer que todos formamos modelos mentais que nos servem de referência. Todo mundo que não for um psicopata quer ser bem sucedido, ter um emprego decente, quer justiça e harmonia na sociedade. Independente de seu modelo mental. Isso quer dizer que se você aceitar os outros como eles são, sem tentar muda-los a todo instante, compreendendo seu modelo mental, fica mais fácil tratar as coisas com objetividade.

Há muito mais coisas que nos unem do que nos separam.

Terceiro Princípio da Objetividade: tudo está inter relacionado.

A menos que você seja um ermitão isolado nas selvas do Timbuktu, você está conectado com outras pessoas. Mas age como se tudo estivesse desconectado. Existem leis e princípios sobre os quais não temos controle, e que ditam como as coisas interagem e se conectam umas às outras. Se você soltar as chaves do carro, elas vão cair no chão. Se botar a mão no fogo, vai queimar.

Também sabemos que existe uma ordem nas coisas. Há uma ordem física no forma como nosso corpo funciona. Uma ordem astronômica que define como os planetas se movem. Há uma ordem sociológica, psicológica. E também existem valores universais. Ninguém gosta de ser vítima de mentiras, não é? Ou de ser roubado ou fisicamente ameaçado. Há uma ordem da qual todos fazemos parte. Então, encarar os outros não como ameaças ou competidores, mas como relacionados, conectados a você, é uma forma objetiva de agir diante dos fatos. A ordem pode ser geral, mas o jeito de se conectar a ela é só seu.

Quarto Princípio da Objetividade: Nem sempre podemos controlar o resultado de nossas ações.

Existem muitas variáveis que influenciam o sucesso ou fracasso de nossas escolhas e não temos controle sobre elas. O desafio é que fomos treinados a vida toda para valorizar os resultados, não o processo ou o esforço. É por isso que muitos ficamos frustrados. No meu curso Produtividade antifrágil eu falo bastante disso, né? Você tem que focar no teu progresso cara, não tanto no resultado final, mas no progresso. Você está progredindo quando está executando? Você está ficando melhor? A tarefa está progredindo? Quando você olha só para o resultado, a ansiedade é complicada, cara! E o pior: a ansiedade pelos resultados, não muda o resultado.  Dê o melhor de si e não queira controlar os mínimos detalhes. Uma hora cara, isso vai dar merda…

Muito bem. Deu pra sacar que sempre existe uma escolha de modelo mental, não é? Dá pra escolher o modelo do Hardy Rar Rar, em que nada vai dar certo, cara . Ou dá pra ser o Leão Lippy, que sempre tem uma visão positiva sobre as coisas. Talvez porque ele entenda que é um indivíduo único, conectado a tudo, com talentos e habilidades que usará para ser bem-sucedido. Se você escolher o modelo mental do Lippy, com o tempo, sem que você perceba, seus pensamentos e ações suportarão esse modelo mental. As coisas começarão a acontecer e as pessoas dirão que você tem sorte…

Muito bem. É assim então, ao som do Pequeno Mapa do Tempo em versão acústica com Belchior no vocal e o violão de Gilvan de Oliveira que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

Sacou, cara? A vida não é só o lado objetivo. A vida não é só o lado subjetivo. Se você não combinar os dois vai ser complicado entender as coisas. E tem mais um ponto ainda. Ainda tem o relativo, cara! O que é objetivo, o que é subjetivo e o que é relativo. Sem esses três pontos, você não entende nada do que está acontecendo.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, objetivamente, você aí ó, completando o ciclo, com a sua interpretação subjetiva.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br. Vamos com um cafezinho ao vivo, mesmo que online?

De onde veio este programa tem muito mais e você pode agora fazer parte do time, vem pra cá, cara! Acesse o link confraria.cafe. De novo confraria.cafe. Conheça os planos pra se tornar um assinante e contribuir ativamente para que conteúdos como este que você acaba de receber, cheguem semanalmente pra mais gente. Tem um plano lá, cara, que custa R$12,00 por mês. Doze reais. Sabe o que é isso? É uma barra de chocolate. Todo mês esse valor vai fazer com que você ajude a gente a continuar crescendo e continuar com a nossa voz sendo ouvida, a continuar a trabalhar pela liberdade, pela independência. De novo, cara: seja objetivo, vai. Vem pra cá. confraria.cafe.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, eu vou aqui com o Congresso internacional do medo, de Carlos Drummond de Andrade:

Provisoriamente não cantaremos o amor,
Que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
Não cantaremos o ódio, porque este não existe,
Existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
O medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
O medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
Cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
Cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
E sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas