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Luciano Pires -

 

EEEEEEEbaaaaa!!! Hoje é dia de anunciar um novo patrocinador do Café Brasil! E esse eu posso dizer de boca cheia, cara: é uma delícia!

É a Perfetto.

Fundada em 1997 em Patrocínio Paulista, no interior se São Paulo, a Perfetto Alimentos trabalha no mercado de gelados comestíveis, cara! “Comestíveis” já é bom. Gelado então… São sorvetes, meu! Temos agora um patrocinador que faz sorvetes: a Perfetto!

Eu cresci num tempo em que os sorvetes eram feitos na sorveteria do bairro, lá em Bauru. Por isso sempre era uma surpresa, cada lugar um sabor… Coisa do interior, que a Perfetto combina com alta capacidade de produção, sistemas avançados de controle de qualidade e de logística.

Dê uma olhada no site deles, perfetto.com.br , esse perfetto tem dois tês. Os atributos são cremosidade, sabor, crocância, hummmm…. e com uma atitude sensacional: marca jovem, focada na inovação.

Cara, olha o time de patrocinadores do Café Brasil, bicho! Sorvetes Perfetto, preservativos Prudence e Podcasts Itaú Cultural. É só prazer…

O Café Brasil recebe de braços abertos a Perfetto, sorvete de verdade. Dê as boas vindas pra eles pelas redes sociais. No Instagram é @perfettosorvetes. Lembre-se: Perfetto com dois Ts.

Olha, vira e mexe a gente ouve falar em globalização e globalismo, como se fossem a mesma coisa. Mas não são. Aliás, não poderiam ser mais diferentes, cara. No programa de hoje, vamos esclarecer a diferença.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite,  Luciano. Meu nome é Renato Gatti, eu falo de Itaúna, Minas Gerais e me sinto aqui conversando com um amigo. Afinal, eu te conheço de longa data. Estou junto com o Café Brasil desde os primeiros episódios. Conheço a trajetória profissional, seu trabalho, um pouco da sua família e muito de seus pensamentos.

Ao mesmo tempo, me sinto envergonhado por nunca ter me apresentado ao Café Brasil depois de tantos anos. Aprendi muito com o Cafezinho, já indiquei para várias pessoas, compartilho em minhas redes sociais com frequência, curto, dou likes, mas nunca me envolvi além disso.

Vi o Café Brasil Premium nascer e não me inscrevi. Meu tempo é escasso, graças ao trabalho, família, esportes e demais afazeres. Consumir todo conteúdo gerado de forma gratuita já é difícil, imagine conseguir tempo para desfrutar de todo restante.

Tendo isso como realidade, enumerei alguns pontos e venho trabalhando neles. Primeiro: discutir política. Quem inventou a frase que futebol, política e religião não se discute, coloca a política no mesmo patamar de Deus e de uma paixão cega como o futebol. Nas quais cremos sem explicar ou justificar os motivos. Mas a meu ver, com a política é diferente. Voto em um candidato e o apoio até o momento em que ele defende majoritariamente as ideias e valores que vão de encontro aos meus. Se ele mudar, mudou eu também meu voto nas próximas eleições Isso tem que ser discutido.

Segundo ponto, Luciano. Incentivar pessoas de bem a se envolver. Meu trabalho me coloca em contato com muitos empresários, comerciantes, autônomos, agricultores, prestadores de serviço, pessoas comuns, em geral. Vejo que essas pessoas estão sempre muito ocupadas com os seus negócios, famílias e afazeres. E não querem se se envolver no mundo sujo da política. Isso é quase unanimidade. Tento mostrar que se esses cidadãos de bem não tomarem seus lugares, os maus políticos o tomarão. Incentivo essas pessoas a lutarem por seus objetivos, defenderem suas ideias, apoiarem e cobrarem quem os representa.

Terceiro,Luciano. ajudar a difundir valores e ideias que acredito. Aqui é que o Café Brasil e alguns outros projetos sociais dos quais participo se enquadram. Mudar o mindset do cidadão comum é essencial para mudar o país.

Hoje faço minha inscrição. Não pelo conteúdo extra, mas para que você, Luciano, continue levando seu belíssimo trabalho a mais brasileiros de forma gratuita. Precisamos nos envolver. Eu sigo lutando, Luciano. Trabalhando duro, cuidando da minha família, sigo firme com os meus ideais para fazer do Brasil um país do presente. Um país próspero, seguro, honesto, onde quero criar meus filhos para serem pessoas de bem.

Um forte abraço do seu amigo e vida longa ao Cafezinho.”

Grande Renato! Olha, antes de tudo, seja muito bem-vindo ao projeto Café Brasil. viu? Muitos ouvintes estão atendendo ao chamado e entrando de cabeça nesse desafio de contribuir para disseminar conteúdo não histérico para outros brasileiros. E você bateu no ponto certo: assinando o Premium você nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo gratuito, cara. Muito obrigado pela visão generosa e responsável sobre o papel de cada um de nós na construção do Brasil que desejamos.  Você faz a diferença!

Muito bem. O Renato receberá um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculino e feminino. PRUDENCE é a marca dos produtos que a DKT distribui como parte de sua missão para conter as doenças sexualmente transmissíveis e contribuir para o controle da natalidade.  O que a DKT faz é marketing social e você contribui quando usa produtos Prudence. facebook.com/dktbrasil,

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, o que é que você tem pra dizer a todos os brasileiros?

Lalá – Na hora do amor, use Prudence.

Quando eu era moleque, comprava um gibi cujo nome não consigo me lembrar e que tinha um herói que também não lembro do nome, cara. Mas o que me marcou é que a ação se passava no futuro, lá no futuro, acho que quinhentos, sei lá, no futuro nas Américas, que tinham se transformado numa só cidade, cobrindo todo o litoral continental da América do Sul, Central e do Norte. Era uma cidade só, cara. Aquilo me bugou a mente. Era começo dos anos 70… Como assim, uma cidade que não tem fim, cara? Como é que se administra isso? Eu tenho de pesquisar para encontrar aquele gibi…

Pois é. Uma aldeia global. Como é que se administra uma coisa dessa, cara? E do que é que eu estou falando?  Quais as implicações políticas? Que forças estarão envolvidas?
Mal sabia eu que aquele gibi de 50 anos atrás já começava a discussão sobre globalização e globalismo.

Bom, para facilitar, adaptei um artigo de Thorsten Polleit, publicado originalmente na página mises.org.br. O título é A DIFERENÇA BÁSICA ENTRE GLOBALISMO E GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA: UM É O OPOSTO DO OUTRO

Vamos a ele.

A trilha sonora é com músicas clássicas, todas de Mozart, que são as que têm alcance global e emocionam igualmente seja lá onde você viva. A playlist está no canal de Youtube de HalidonMusic, e o link no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br. (youtube.com/user/HALIDONMUSIC).

Com a ascensão do populismo nos países desenvolvidos, a globalização econômica caiu em descrédito. Cada vez mais pessoas estão rejeitando a globalização com o argumento de que ela não apenas é injusta como também representa a fonte de todos os males — sendo inclusive a fonte de crises econômicas e imigrações em massa.

Mas esse tipo de condenação generalizada e abrangente da globalização, apresenta dois erros graves: a crítica não só é factualmente errada, já que a globalização econômica comprovadamente aumentou o padrão de vida da população mundial, como também é conceitualmente errada.

Existe o globalismo e existe a globalização. O globalismo é um conceito político. Já a globalização é um conceito econômico.

Vamos então entender a globalização econômica.

Globalização econômica significa “divisão do trabalho em nível mundial”.

A população de cada país se especializa naquilo em que é boa, adquirindo assim uma vantagem comparativa em relação às outras: faço aquilo em que sou melhor que os outros e vendo para eles; e compro dos outros aquilo que eles fazem melhor do que eu.

Vinho francês, queijo suíço, presunto cru italiano, café colombiano (que já foi brasileiro um dia), laranja brasileira, carro alemão… cada um com suas especializações.

Todas essas transações econômicas devem ser feitas o mais livremente possível, sem a intervenção de governos com tarifas protecionistas e de outras barreiras alfandegárias.

Em alguns países — como a Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis, por exemplo. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é muito grande.

Faço aquilo em que sou melhor que os outros e vendo para eles; e compro dos outros aquilo que eles fazem melhor do que eu. A consequência deste arranjo foi, é e sempre será um aumento no padrão de vida de todos os envolvidos.

Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria, pois os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda. Mas também aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho, a não ser monetário imediato para uma pequena elite. Como consequência, todo o Brasil está muito aquém do seu padrão de vida potencial.

Hoje, nenhum país é capaz de viver em autarquia, produzindo absolutamente tudo de que sua população necessita para viver decentemente. Caso um país realmente tentasse produzir tudo o que consome, isso não apenas seria um monumental desperdício de recursos escassos, como também levaria a custos de produção e, consequentemente, preços exorbitantes, afetando drasticamente o padrão de vida da população.

Pense em uma simples camisa. Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido de Portugal. Em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento. A camisa típica da atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo. E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços, cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e abrangente, que faz com que seja vantajoso para muitos empreendedores e investidores ao redor do mundo organizarem operações de produção altamente especializadas, que são lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é de escala global. Escala, cara! Volume.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é exatamente o fenômeno da globalização econômica.

Recentemente, um homem resolveu fabricar, do zero, um simples sanduíche. Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar, ordenhou uma vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de extrair o mel do favo. Seis meses e US$ 1.500 depois, o sanduíche ficou pronto. E, a julgar pela reação dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre.

O fato é que, hoje, nenhum país produz apenas para satisfazer suas próprias necessidades, mas também para atender a produtores e consumidores de outros países. E cada país se especializa naquilo que sabe fazer melhor.

A globalização econômica, com o livre comércio sendo seu componente natural, aumenta a produtividade de todos os envolvidos. E, consequentemente, aumenta também o padrão de vida de todos. Sem a globalização econômica, a pobreza neste planeta não teria sido reduzida com a intensidade em que foi nas últimas décadas.

Olha! No roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br eu publiquei um gráfico que mostra o que aconteceu com a linha de pobreza ao longo do tempo. A queda é excepcional… e a única explicação possível foi a expansão do mercado livre global em diversas regiões do planeta.

Pra quem não se interessa em ver o gráfico, umas dicas: em 1960, 70% da população mundial vivia com menos de 2 dólares por dia. Em 2015 esse número tinha caído para 9,6%.

Ainda existem 700 mil pessoas nessa condição de extrema pobreza no mundo, mas uma queda de 70% para 10% em 60 anos, é monumental.

Por fim, vale ressaltar que todo e qualquer indivíduo é, em si mesmo, um defensor árduo da globalização econômica, mesmo que ele não saiba disso. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar exatamente para ganhar dinheiro e, com isso, poderem consumir o que quiserem. As pessoas trabalham e produzem para poder consumir produtos bons e baratos, independentemente de sua procedência. Eles podem ser oriundos de qualquer parte do mundo; o que interessa é que sejam bons e baratos. Isso é globalização econômica.

Impor obstáculos a esse consumo — isto é, restringir a globalização econômica — significa restringir a maneira como as pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do seu trabalho. No mínimo, isso é imoral e anti-humano.

Muito bem. Explicada a Globalização, vamos ver o que é o Globalismo

Logo de início, é fácil ver que o globalismo — que também pode ser chamado de globalização política— não tem absolutamente nada a ver com a globalização econômica.

Globalização econômica significa livre comércio e livre mercado. Trata-se de um arranjo que não apenas não necessita da intervenção de governos e burocratas, como funciona muito melhor sem eles. Indo mais além, trata-se de um arranjo que surge naturalmente quando não há políticos e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.

Já o globalismo é o exato oposto: trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas.

O globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.

Ai cara! Nós estamos vendo uma festa de Globalismo nesse lance aí da pandemia, com a OMS batendo cabeça pra todo lado tentando implementar política globais de saúde, sem levar em consideração a diferença entre cada país. Isso aqui está uma zona. Mas é bem… dá bem pra ver o que acontece, né?

O argumento central do globalismo é: lidar com os problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial. De novo pensando na OMS, cara! Consequentemente, leis sociais e regulamentações econômicas devem ser “harmonizadas” ao redor do mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada país.

Deixa eu dar uma pausa aqui, que não estava nem no roteiro do programa, eu vou até, por minha conta, entrar com ela aqui: porque eu já estou vendo a gritaria, já estou vendo neguinho escrevendo aqui pra me encher o saco dizendo que: a OMS é responsável por muita coisa boa…Claro que é, cara. O problema todo que eu estou colocando aqui que você tem que prestar atenção, é quando a gente diz: imposição de legislações sociais. Imposição. Imposição de regras, imposição de coisas pra tratar o mundo como se fosse uma coisa só. Não é assim que funciona. Você juntar vários países, várias pessoas, várias cabeças pra discutir caminhos pra o futuro, isso é fundamental, cara. Tem que acontecer e é assim que se evolui. Mas quando você transforma isso numa política de estado, um estado supra nacional, onde pessoas não eleitas vão definir o que que é bom pro mundo, o bicho começa a pegar e eu vou dizer porque mais à frente aqui, olha!

O estado-nação — na condição de representante soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo.

Você está entendendo o rolo, cara? Essa é a encrenca.

Obviamente, a filosofia por trás dessa mentalidade é puramente socialista-coletivista.

Representa também o pilar da União Europeia (UE). Em última instância, o objetivo da UE é criar um super-estado europeu, no qual as nações-estado da Europa irão se dissolver como cubos de açúcar em uma xícara quente de chá. Foi majoritariamente disso que os britânicos quiseram fugir.

Pausa de novo, cara! Não há problema nenhum em você juntar um bloco de países e falar: cara! Vamos fazer um bloco econômico aqui pra gente poder negociar em conjunto. Agora, quando você começa a transformar essa ideia desse bloco que faz essa cooperativa, esse condomínio pra negociar com força maior diante de outros países, você transforma isso no gerador de leis, de regras, de cagação de regra, o bicho começa a pegar. Sabe?

Olha! Ao menos para o futuro próximo, este sonho burocrático da União Européia chegou ao fim. O desejo de impor uma uniformidade afundou em meio a uma dura e difícil realidade política e econômica. A UE está passando por mudanças radicais — culminando com a decisão dos britânicos de sair dela — e pode até mesmo entrar em colapso dependendo dos resultados eleitorais em alguns importantes países europeus.

Presta atenção agora: a globalização é Steve Jobs, Jeff Bezos e Michael Dell; o globalismo é George Soros, o CFR, a Comissão Trilateral, os Rockefeller, os Rothschilds e a ONU. E a OMS, né?

Mas, vamos então partindo pra conclusão?

O globalismo só é novo na palavra que o define. Globalismo. A ideia de um império global é muito antiga, dá pra voltar lá para Gengis Khan, Alexandre o Grande e, mais recentemente, pro delírio russo da revolução proletária mundial.

O globalismo representa o autoritarismo e a centralização do poder político em escala mundial. E por que que é ruim? Porque coloca nas mãos de uma elite um poder quase infinito, e a história já mostrou que sempre que isso acontece, grupos de influência tomam as rédeas e as consequências são desastrosas.

A globalização econômica — que nada mais é do que a divisão do trabalho e o livre comércio — representa a descentralização e a liberdade, promovendo uma produtiva e pacífica cooperação além fronteiras.

Restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes diante da inteligência e das habilidades alheias. Essa postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa.

Como já alertava Bastiat se, em vez de nos permitirmos os benefícios da livre concorrência e do livre comércio, começarmos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras nações, vai dar merda. Não deveríamos nos surpreender caso boa parte daquela inteligência e habilidade que combatemos por meio de tarifas e restrições de importações, acabe se voltando contra nós no futuro. Aí estaremos produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores bens de consumo que queremos e podemos produzir, e queremos voluntariamente consumir.

Como também disse Bastiat, quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem.

Por isso é de extrema importância preservarmos a globalização econômica.

 

O Itaú Cultural. a essa altura você já sabe, tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, autores brasileiros falam de seu processo criativo. No Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam do seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas. Olha cara! Os podasts são sensacionais!

Acesse itaucultural.org.br.

Agora você tem cultura entrando por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Chiclete com banana
Gordurinha
Almira Castilho de Albuquerque

Eu só boto bebop no meu samba
Quando Tio Sam tocar um tamborim
Quando ele pegar
No pandeiro e no zabumba.
Quando ele aprender
Que o samba não é rumba.
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana.
Chiclete eu misturo com banana,
E o meu samba vai ficar assim:

Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Eu quero ver a confusão

Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Olha aí,o samba-rock,meu irmão

É,mas em compensação,
Eu quero ver um boogie-woogie
De pandeiro e violão.
Eu quero ver o Tio Sam
De frigideira
Numa batucada brasileira.

Olha que legal, cara! Então assim, ao som de Chiclete com Banana, de Gordurinha e Almira Castilho de Albuquerque, revisto e sampleado, na voz de Gal Costa, que a gente vai saindo no embalo total.

Tá entendido então? Este programa aqui foi só uma introdução a um tema que dá muito pano pra manga. Tem altas discussões a respeito. Globalização significa livre comércio e livre mercado. É um arranjo que surge naturalmente quando não há políticos e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.

Já o globalismo é o oposto: trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas.

Um é conceito econômico. O outro é político.

Um é liberdade. O outro é intervenção.

Um é desregulamentação. O outro é regulamentação.

Um é desburocratização. O outro é burocratização.

Globalização é liberdade. Globalismo é submissão.

Mas tem uns otários aí tentando convencer você que é o contrário, viu?

Fique esperto.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo, cara.

De onde veio este programa aqui tem muito mais e você pode agora fazer parte do time, vem pra cá! Acesse o link confraria.cafe. De novo confraria.cafe. Conheça os planos pra se tornar um assinante e contribuir ativamente para que conteúdos como este aqui que você acaba de receber, cheguem semanalmente pra mais e mais gente. E de graça, cara! Tem um plano lá, que custa R$12,00 por mês. Doze reais, bicho. O que é que você compra com R$12,00, hein? É um sorvete? Sei lá, cara! Olha aqui, ó: todo mês esse dinheiro vai fazer com que você nos ajude a  continuar crescendo e trazendo a nossa voz, fazendo com que ela seja ouvida, continuando a trabalhar pela liberdade, pela independência. De novo: vem pra cá. confraria.cafe.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil

Pra terminar, um presente pra você.

Chiclete com Banana, na versão da banda paulista Dona Zaíra e seu forró caipira tupiniquim.