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Luciano Pires -

A Perfetto é a mais nova patrocinadora do Café Brasil. E você sabe o que eles fazem, hein? Sorvetes!

A Perfetto conseguiu combinar alta capacidade de produção, sistemas avançados de controle de qualidade e de logística, com aquela receita de origem caseira, que dá um sabor, cara!

Olha! Dê uma olhada no site deles, perfetto.com.br, Esse perfetto tem dois tês. Tem um blog lá cara, com receitas que é enlouquecedor.

A Perfetto tem como pontos de venda as melhores lojas de cada município em que está presente. São pequenos, médios e grandes varejos, onde você encontra a linha de impulso e também a linha leve para casa.

Luciano – Lalá, na hora do prazer, é pra fazer o quê?

Lalá – Use Perfetto!

Luciano – Rararararara…

Fala a verdade, quem é que não se pegou pensando sobre o seu dia, hein? Quando sua existência chegar ao fim? No dia que você morrer? Então, não é um pensamento agradável, muita gente não gosta nem de pensar a respeito. Mas conforme a gente vai envelhecendo, essa reflexão aparece. Como é que vai ser quando chegar a minha hora, hein? Aliás, eu vou morrer de quê?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Medo de avião
Belchior

Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Um gole de conhaque
Aquele toque em teu cetim
Que coisa adolescente
James Dean

Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Não fico mais nervoso
Você já não grita
E a aeromoça, sexy
Fica mais bonita

Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Agora ficou fácil
Todo mundo compreende
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand

Agora ficou fácil
Todo mundo compreende
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand

Yeh, yeh, yeh!
Yeh, yeh, yeh!

Opa…  E vamos com Belchior e seu Medo de avião pra dar a largada no programa de hoje, Esta versão é acústica, com o violão de Gilvan de Oliveira.

Quando a gente pensa sobre o que nos levará à morte, dezenas de ideias vê à mente, não é? Um acidente de avião, de automóvel, um bandido, um terremoto, cair de um prédio, uma picada de escorpião, cair da escada, cara… e, ainda mais hoje em dia, uma pandemia.

Todos esses perigos não são fantasias, eles estão por aí, são possíveis. Mas a probabilidade de que aconteçam é muito pequena. Mas mesmo que tomemos todos os cuidados para não nos expormos a esses perigos, é impossível levar uma vida 100% segura. Nosso destino é incontrolável.

Existem diversos trabalhos que tratam de estatísticas sobre as causas das mortes. Um deles é o The Global Burden of Disease and Injury Series, uma compilação das coisas que ameaçam nossa saúde. Foi produzida pelos pesquisadores da World Health Organization e a Escola Harvard de Saúde Pública. Tem uma versão dela que foi publicada em 2007 e que trazia dados muito interessantes, por exemplo:

Eles imaginavam que em 2020, as doenças do coração e infartos se tornariam a causa número um de mortes e incapacitação no mundo.

A taxa de câncer aumentaria em 50%, para 15 milhões de novos casos em 2020. Pesquisadores dizem que o câncer já mata globalmente mais que a AIDS, tuberculose e malária combinadas.

Mortes por doenças do coração, câncer e diabetes aumentariam em 77% mundialmente, especialmente pelo envelhecimento da população.

O que aquele relatório de quase quinze anos atrás dizia é que seria grande a chance de morrer de uma doença crônica. Possivelmente uma doença contra a qual poderíamos nos proteger, se seguíssemos alguns preceitos básicos para uma vida saudável, como uma dieta moderada, praticar exercícios regularmente, não beber demais, não fumar, não usar drogas, e aquilo tudo que você já sabe, né?

Olha, o resumo é o seguinte: muitas das coisas que podem nos matar são parcialmente controláveis. Um relatório mostrando as causas das mortes nos Estados Unidos em 2000 mostra isso, listando uso do tabaco, má dieta combinada com inatividade física  e consumo de álcool como as três principais causas de mortes. Um relatório anterior, de 1990, mostrou as mesmas coisas.

No Brasil, uma análise da Secretaria de Vigilância e Saúde mostrou as principais causas de mortes em 2017, com suas taxas de mortalidade. Olha só:

  1. doenças isquêmicas do coração, com 80% de mortalidade
  2. doenças cerebrovasculares, com 57% de mortalidade
  3. infecções nas vias aéreas inferiores, com 40% de mortalidade
  4. Alzheimer e outras demências, com 35% de mortalidade
  5. doenças pulmonares obstrusivas crônicas, com 30% de mortalidade
  6. e em sexto lugar aparece a violência interpessoal, com 28% de mortalidade

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. Meu nome é Ivan, tenho 30 anos, sou empresário do ramo de reforma e recuperação de elementos rodoviários e ouvindo aí o episódio 733 do Café Brasil, mais uma vez abordando o agro.

Eu moro numa cidade que tem pouco mais de cem mil habitantes e o carro chefe aqui é o agro. Sou de Sorriso, aqui no Mato Grosso, capital nacional do agronegócio e eu estou sempre inteirado aí, em mídias sociais, especialmente Twitter, direto tendo aí algumas discussões, às vezes até acaloradas sobre o assunto, porque a gente enxerga aí que o produtor rural ele é visto como um vilão, por quem está em grandes centros urbanos, especialmente por quem tem uma visão ideológica um pouco mais enviesada sobre o assunto que não tem o conhecimento.

E mais um ponto aí que me chamou a atenção… você estava falando aí sobre as distâncias. O meu pai, ele foi doente renal crônico, isso me lembrou também do episódio 688, onde você aborda o tema, episódio que inclusive me emocionou bastante. E o meu pai ele fazia hemodiálise numa cidade a noventa quilômetros daqui.

E era curioso, porque a gente tinha parentes aí no Paraná, em outros estados que ficavam chocados, tipo: nossa! Como vocês mandam fazer hemodiálise numa cidade tão longe. Por que não vão numa cidade mais perto? Era difícil fazer entrar na cabeça dessas pessoas que a cidade mais perto daqui fica a noventa quilômetros. E pra gente é super normal, tipo: ah! Vou ali… às vezes a gente vai almoçar na cidade vizinha, vai numa… comprar alguma peça… é normal. É simplesmente normal. A gente vai lá, volta e faz parte do nosso dia a dia.

Isso tem muita relação aí com a questão de onde que você consome o podcast. Eu mesmo, eu ouço só dentro do carro, eu rodo muito dentro da cidade, eu não rodo tanto em estrada, mas o meu consumo de podcasts é dentro do carro. Eu estou dirigindo, eu estou ouvindo, estou me distraindo, estou pensando e é um momento onde eu não estaria fazendo nada e eu tô tentando pelo menos trabalhar a cabeça aí, ouvindo conteúdos interessantes.

E você, Luciano, tem sido um companheiro de viagem, meu caroneiro e grande parte dos momentos aí, com conteúdos excelentes e conteúdo que eu já inclusive indiquei pra amigos que também quanto descobriram seus podcasts aí, acharam o conteúdo excepcional, então parabéns aí, continue com o ótimo trabalho e é isso aí. Um abraço!”

Grande Ivan! Pois é, meu caro, esse tema do valor do agro dá muito pano pra manga, viu? Meu caro, esse drama que você levantou da hemodiálise está presente nas vidas de muita gente e tem tudo a ver com o tema de hoje. Obrigado pelo comentário viu? Por participar ativamente do nosso Cafezinho.

Muito bem. O Ivan receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br

A DKT, você já sabe, distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, na hora do prazer, além de um bom sorvete, o que que você tem que usar?

Lalá – Usar Prudence…

Hummmm…. você está ouvindo o trio de Jacques Loussier,  que está tocando Bach em Jazz… Cara! É muito apropriado. É bom demais! O link pra isso qui você vai ver no Youtube no link desse programa aqui no cafebrasilpremium.com.br.

Bem, você ouviu então as mortalidades de cada uma das doenças mais matadoras, não ouviu? E se é assim, porque que a gente não para de se preocupar com o meteoro que vai chegar, o ataque terrorista, com as outras causas que são tão incontroláveis, hein? Porque não assumimos controles sobre nosso destino, levando uma vida mais saudável?

Porque se trata de valor futuro. Se trata de priorizar quem seremos lá no future, sobre quem somos hoje. Privar-se agora de determinados prazeres para desfrutar no futuro algum benefício. Uma coisa é saber o que é bom pra gente. Outra é viver preventivamente, cada dia de nossas vidas, abstendo-nos de muitos dos prazeres diários…

Cara, eu to aqui escrevendo e to pensando na feijoada do sábado..

Além disso, viver uma vida saudável não é garantia de que vamos escapar de alguma dessas doenças desgraçadas. Tá cheio de exemplos por aí, não tá?

Mas há outro ponto, viu? Talvez não acreditemos na inevitabilidade de nossa morte. Afinal, o destino está escrito, não é? Pense no dia em que você acordou, olhou no espelho e viu seu primeiro fio de cabelo branco… Não foi uma surpresa, hein? Mas você sabia que isso aconteceria, que era inevitável! Então porque a surpresa? Com a morte é a mesma coisa. A chegada dela, que todos sabemos que virá, será uma surpresa.

No fundo, no fundo, beeeeem lá no fundo, a gente acredita que conosco não vai acontecer, não é? Todo mundo morre. Menos eu. E talvez esse “menos eu” seja uma crença essencial para nossa sobrevivência. É ela que nos dá força para cair na luta diária, sem preocupação com nosso destino final. Achar que “menos eu”, é um fator de motivação para a vida.

Por isso a surpresa é grande quando chega a doença coronária, o câncer ou a diabetes, mesmo com uma vida saudável. E parece que cada vez mais gente está se dando conta disso. Uma doença complicada, a depressão está crescendo rapidamente em todo o mundo. Ela está ali no ranking, provavelmente junto ali com o Alzheimer, em quarto lugar… e subindo.

Pois é… devagar a mente da gente vai assumindo um posto importante na causa da morte. A mente é capaz de nos colocar em pânico, em depressão, com todas as consequências físicas.

Estamos assistindo isso nestes dias de pandemia, de informações desencontradas e da absoluta falta de um horizonte. O que é que vai acontecer, hein cara? Não se sabe. O que que aconteceu? Também não se sabe. Estamos no olho do furacão, tentando entender o que está acontecendo enquanto está acontecendo.

Isso, meu caro, é impossível.

Quem leu A lógica do Cisne Negro, do Nassim Taleb, sabe o que estamos vivendo, cara. Uma pandemia, um acontecimento global que segue as definições que ele deu para o Cisne Negro:

É um acontecimento imprevisível apenas pra quem não o previu.

É um acontecimento impossível prever olhando apenas para o passado.

É um acontecimento que se torna compreensível apenas após o acontecimento.

E é um acontecimento que causa um impacto imenso em quem não está preparado para ele.

Quem é que estava preparado pra pandemia?

Estamos vivendo um Cisne Negro, a Pandemia do Coronavírus, que eu aposto que em algum momento fez com que você achasse que ia morrer dela, não é?

E Itaú Cultural, hein? Tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

O podcast Escritores-Leitores, traz autores brasileiros falam de seu processo criativo. É uma delícia! O podcast Toca Brasil, traz artistas, produtores e pesquisadores do universo musical, também falando do seu trabalho. Outra delícia! E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas, que são essenciais.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, ó:

Pelos olhos e pelos ouvidos…

Bem, só pra botar fogo na discussão, recebi uma informação que foi publicada pelos gestores do sistema de saúde do Canadá em 29 de agosto de 2020, mostrando o que aconteceu depois que 5,4 milhões de testes foram aplicados na população:

– Taxa de mortes por Covid de pessoas  com menos de 19 anos de idade: 0,0007%

– Taxa de mortalidade geral por Covid: 0,02%

– Chances de um canadense NÃO morrer por covid: 99,97%

Eu vou repetir: noventa e nove, vírgula noventa e sete por cento de chance de não morrer por Covid.

(https://health-infobase.canada.ca/covid-19/epidemiological-summary-covid-19-cases.html)

Em 1997, estima-se que 1,87 milhões de pessoas morreram de tuberculose e a taxa global de letalidade foi de 23%, mas ultrapassou 50% em alguns países africanos com altas taxas de HIV.

(https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10517722/)

Em 2013 a situação estava um pouco melhor. Tivemos no mundo 9 milhões de casos confirmados de tuberculose, com 1,5 milhão de óbitos pela doença. Isso dá uma mortalidade de 16%. Caiu de 23% para 16%, um grande progresso. Guarde esse número. Dezesseis por cento. Era a mortalidade da tuberculose em 2013.

Em 2020 já temos cerca de 30 milhões de casos confirmados de Covid com 1 milhão de mortos pela doença. Mortalidade de 3%. Três por cento.

Cara, a gente convive com a tuberculose que mata 16%, como se ela nem existisse.

E simplesmente paramos o mundo por conta da Covid, que mata 3%…

Pronto. Lá vem o mané dizer que eu estou negando a doença, que estou desrespeitando os mortos, que sou negacionista, bolsonarista, fascista, cara…

Que tédio…

Olha, para cada dado que eu apresentar aqui dizendo que a Covid tem mortalidade baixa, provavelmente me apresentarão outro dado dizendo que não é bem assim, que só é baixo porque as autoridades tocaram o terror, etc etc etc.

Bom. Eu não quero neste programa aqui discutir a Covid. É muito cedo ainda. O tempo vai fazer isso.

A questão aqui é refletir sobre como as ondas de informação influenciam nossa crença na morte. Como somos levados a temer aquilo que é o mais improvável de acontecer.

O imprevisível traz o medo! E o imprevisível normalmente vem com as mudanças. Então vamos lá, ao velho chavão: a única coisa previsível no mundo é que tudo muda. E com a mudança vem o novo. E o novo e as mudanças trazem instabilidade. A instabilidade gera insegurança. E da insegurança nasce o medo…

Sua chance de morrer de ataque cardíaco é de uma em 300. De morrer de câncer é uma em 509. De acidente de carro, uma em 18.800. Acidente de moto, uma em 118.000. Acidente de ônibus, uma em 4.400.000… Terremoto? Uma em 5 milhões e novecentos. Acidente aéreo? Uma em 8 milhões e meio! Você tá vendo?

Em 1959, eu me dirigia de Uberaba para onde me transferira recentemente, eu me dirigia para Belo Horizonte junto da qual está a terra onde nasci na presente reencarnação.

Então, o avião decolou de Uberaba e fez uma breve parada na cidade de Araxá. Depois o avião decolou de novo e depois de uns dez minutos, o avião começou a se inclinar par um lado, para outro, às vezes fazia assim uma pirueta e o pessoal começou todo a gritar e a pedir a Deus, pedir socorro. E eu estou ali acompanhando, veio o comandante do avião e disse que não nos impressionássemos, que era um fenômeno chamado vento de cauda. E que apenas chegaríamos um pouco mais depressa.

Mas algumas pessoas disseram: mais depressa no outro mundo. Então comecei também a me impressionar, porque eu não sei qual o nome técnico da evolução que o aparelho fazia. Uma pessoa entendida em a aeronave, saberá descrever o caso, dizendo os nomes em que o avião roda de cabeça pra baixo.

E muita gente começou a vomitar e a gritar, apertar o cinto, aqueles amigos comeram a orar, senhores começaram a fazer o terço, eu com muito respeito, mas quando eu vi aquela atmosfera, eu comecei a gritar também. Me aproximei: todo mundo está gritando, eu também vou gritar. Porque isso é a hora da morte. Então comecei a gritar: valei-me meu Deus. Comecei a pedir socorro, a misericórdia  de Deus, mas com fé. Um escândalo, mas com fé.

Então nisso, peço até permissão para dizer, que alguém disse assim, um sacerdote católico, que estava não muito longe de mim. Alguém disse: o Chico Xavier está ali. Ele é médium e é espírita. E o sacerdote, com muita bondade disse: não, mas eu sei que o Chico tem pedido orações, em muitos documentos, e o Chico está orando conosco no terço. Graças a Deus, padre. Eu também estou orando.

Mas comecei a gritar: valei-me meu Deus. Então aí entra o espírito de Emanuel, que parece uma coisa de anedota, fantástico, mas é a verdade. Ele entrou no avião. Passou no meio do pessoal e o pessoal não via. A maioria das pessoas não está vendo a presença dele aqui.

Então ele me disse: por que é que você está gritando? Eu escutei o seu pedido, o que é que há. Porque aquilo já tinha mais ou menos vinte minutos. Eu falei assim: o senhor não acha que estamos em perigo de vida? E ele disse: estão, mas o que é que há com isso? Tem muita gente em perigo de vida, vocês não são privilegiados, né? Se estamos em perigo de vida eu vou gritar. E continuei a gritar e falei: socorro, meu Deus! E o povo todo gritando socorro.

Então ele me disse: você não acha melhor calar? Parar com isso? dar testemunho da sua fé? Da sua confiança na imortalidade? E eu disse: ah, mas e a morte e nós estamos apavorados diante da morte. Ele falou assim: está bem. Então você acha que vai morrer? Eu falei: o senhor não acha que estamos em perigo de vida? Ele disse: estão. Eu disse: tá bem. Eu estou com muito medo, estou apavorado. Como todo mundo eu estou partilhando, eu também sou uma pessoa humana. eu estou com medo também desta hora de morrer nesse desastre. Ele disse: então morra com educação. Cala a boca e morra com educação para não afligir a cabeça dos outros com os seus gritos. Morra com fé em Deus.

Eu quero só saber como que a gente pode morrer com educação.

Você ouviu o Chico Xavier falando do medo da morte de um jeito como eu nunca havia ouvido.

Bom, no roteiro deste programa aqui, eu publiquei um link para um página interessante chamada Como você vai morrer. Na verdade é em inglês, né? Ele fizeram uma simulação com um banco de dados que contém os registros de mortes entre 1999 e 2014 nos Estados Unidos. É em inglês sim e tem um gráfico no qual você coloca seus dados e ele apresenta as chances de morrer de diversas causas ao longo da vida. É claro, refere-se aos Estados Unidos…mas é irresistível.

https://flowingdata.com/2016/01/19/how-you-will-die/

Eu botei meus dados lá. Deu que eu tenho 3% de chances de estar vivo na idade que meu pai tem hoje, 94 anos. E 37% de morrer de problemas circulatórios. 26% de morrer de câncer e 9% de chances de problemas respiratórios. Só 2% de morrer de causas externas!

O que quer dizer isso? Que já sei do que é que eu vou morrer? É claro que não.

Então pra que serve isso mesmo?

Pra mostra o impacto das doenças conforme a idade avança, mas mais que isso. Quais doenças causam mais impacto. Eu nunca imaginei que devia me preocupar com alguma doença circulatória. Sempre me preocupei com o câncer, com o avião e com o bandido ali na esquina.

Bom. Qual é a moral da história, hein? Eu não tenho a menor ideia de quando ou do que vou morrer. Mas provavelmente eu tenho algum controle sobre alguns dos principais motivos que podem causar minha morte antes dos 100 anos. Sacou?

Eu tenho algum controle.

É bom começar a fazer algo a respeito…

Olha só… esse aí é o Belchior com Medo de avião II encerrando este programa aqui. Eu aposto que você ficou reflexivo, não foi?

Meu! Aproveita que tá vivo aí cara, e faça acontecer. O que você fizer hoje

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, nossa “Netflix do Conhecimento”, onde você tem uma espécie de MLA – Master Life Administration. Então acesse cafedegraca.com e experimente o Premium por um mês, sem pagar.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Chico Anysio.

Não tenho medo de morrer. Tenho pena.