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Luciano Pires -

Ei! Vai um sorvete aí? Ah! Só se for Perfetto!

A Perfetto está patrocinando o Café Brasil. Ela faz sorvetes, conseguindo combinar uma alta capacidade de produção com sistemas avançados de controle de qualidade e de logística.

Olha! Dê uma olhada no site deles, perfetto.com.br, esse perfetto tem dois tês. O blog que eles colocaram lá com receitas de sorvetes é de enlouquecer.

A Perfetto tem como pontos de venda as melhores lojas de cada município em que está presente. São pequenos, médios e grandes varejos, onde você encontra a linha de impulso e também a linha leve para casa.

Você que é nosso ouvinte, dê um pulo lá nas redes socias da Perfetto, dê boas vindas, ajude a gente a mostrar pra eles como é o engajamento do ouvinte do podcast. No Instagram é @perfettosorvetes. Lembre-se sempre: Perfetto com dois T.

Com sorvete #TudoéPerfetto

Em 1949, o engenheiro aeroespacial Edward Aloysius Murphy, depois de descobrir que todos os eletrodos de um equipamento usado num experimento estavam mal conectados, disse que se algo pode dar errado, dará. Essa tese ficou conhecida como a Lei de Murphy, que muita gente acha que não tem comprovação científica. Mas como vivemos tempos de ciência, ciência, ciência, vamos ver como é isso. Com pouca ciência e muito bom humor.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Cooper – O que é que houve Murph?

Murph – Por que você e a mamãe deram pra mim o nome de uma coisa ruim?

Cooper – Nós não demos. 

Murph – Lei de Murphy?

Cooper – A Lei de Murphy não significa que uma coisa é ruim vai acontecer. Significa que tudo que possa dar acontecer, vai acontecer. E pra nós não tinha o menor problema. 

Olha! Você ouviu o trecho de uma cena marcante do filme Interestelar, quando Cooper explica para a filha o significado do nome dela, Murph. Você reparou no pequeno detalhe do “pode” dar errado, e não do “vai” dar errado? A  Lei de Murphy diz que o que pode dar errado vai dar errado, e ele explica que “pode” dar errado. Pode. Esse “pode” faz toda diferença, cara!

A lei que diz que tudo VAI dar errado é a Lei de SOD, que é muito mais antiga e pessimista que a Lei de Murphy. E que é reforçada pela Lei de Finagle, que coloca um adendo, cara: vai dar errado e na pior hora possível…

Quem tem a minha idade provavelmente viu quantas vezes apareceram papagaios que cantam o hino nacional no programa do Silvio Santos. E naquela hora não cantaram de jeito nenhum… Aí você via o dono desconcertado: pô, ele canta o dia inteiro, aqui agora não quis cantar.

Esta semana que passou aqui, como de costume, eu me preparei com antecedência para mais uma palestra on-line. Cheguei cedo, preparei todo o equipamento, me conectei com o cliente meia hora antes, testamos tudo de novo, tudo certo e preparado. Na hora da palestra, tudo correu às mil maravilhas, redondinho. Até que de repente.

O computador simplesmente desligou. Do nada. Não houve queda de energia, não pisei no cabo, não aconteceu nada. A máquina desligou e começou a religar. Como a pandemia deu pra todos nós paciência para compreender os problemas que acontecem em lives, a turma segurou a peteca até eu me reconectar e retomar a palestra, que terminou redondinha.

Até agora não sabemos porque o computador desligou. Nunca havia desligado, já passei horas usando-o em gravações e lives, nunca tinha acontecido isso.

Aconteceu justamente na hora da palestra.

Essa é a Lei de Murphy, a lei de SOD e a Lei de Finagle, juntas!

Bom, vou focar na Lei de Murphy, que é a mais conhecida.

A Lei de Murphy é uma forma de explicar a segunda lei da termodinâmica, que é baseada na observação de que, se deixados por conta própria, sistemas tendem a se desordenar. E a terceira lei da Termodinâmica diz que a ordem perfeita é praticamente impossível. Tratam-se de explicações baseadas na constatação de que não existem resultados 100% garantidos de nossas ações. Mesmo que tenhamos um objetivo claro, mensurável e quantificado, entre o sonho e a realização existem milhões de variáveis que podem fazer com que o resultado não seja o idealizado. Ou que seja até catastrófico. Todos já vivenciamos isso de alguma forma. Se você já fez algum tipo de plano estratégico sabe que no meio do caminho, algo acontece. Por isso temos de ter flexibilidade e preparo para lidar com o imprevisível. Aliás, a única coisa 100% previsível, é que o imprevisível acontecerá.

A lei de Murphy não pode ser provada nem negada, já que qualquer teste realizado para prová-la, por definição, tem tudo pra dar errado.

E milhares de testes já foram realizados, como o famoso caso do pão de pobre que sempre cai com a manteiga para baixo. Nos experimentos, conclui-se que o pão tem 50% de chances de cair com a manteiga para baixo! Então a Lei de Murphy está errada! Pois é. Mas quem é que garante que esse resultado não é a prova de que a Lei de Murphy está correta e que o experimento que deveria prová-la, sempre vai dar errado na hora de fazer o experimento? Vai dar errado. É a Lei de Murphy.

Mas uma coisa é a ciência, ciência, ciência. Outra são as experiências próprias e as percepções que elas nos trazem. E já existem experimentos que mostram que nossas percepções, talvez estejam… certas.

Veremos isso um pouco mais à frente.

“Boa noite, bom dia, boa tarde ou qualquer hora que você tomar conhecimento desse áudio, Luciano Pires.

Quem fala é o Fernando Luiz Rozar, de Florianópolis, Santa Catarina e eu estou mandando aí pra ti uma imagem de uma escultura feita em homenagem a uma das benzedouras da década de 70 que, até onde eu sei, não tem foto propriamente dela, né? E essa placa é uma placa não somente comemorativa, mas mostra um dos benzimentos que ela fazia, à época.

E ela dá nome pro terminal rodoviário que tem na cidade. E eu gosto muito de andar em Florianópolis, por exemplo, e pegar lugares assim, casas, construções antigas que são coisas que me chamam muita atenção, eu tenho uma verdadeira paixão, especialmente, por prédios que são recuperados e felizmente, isso tem acontecido bastante em Florianópolis. E gosto de pegar, registrar, é algo que em breve será um humilde projeto que eu vou colocar no meu Instagram como um dos destaques lá de casas, tanto particulares, como de prédios públicos.

Um abraço pra ti e vida longa ao Cafezinho!

Grande Fernando Rozar cara, que baita projeto esse seu aí, de guardar a memória para a posteridade. Olha! Eu dou a maior força, meu caro! Vou publicar a foto que você me mandou no roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br.

O nome da benzedeira é Rita Maria e a placa diz assim:

Deus é sol, Deus é lua, Deus é claridade
Deus é as três pessoas da Santíssima Trindade
Sai sol, sai sol, sai sol
Em nome de Deus e da Virgem Maria

Muito bem. O Fernando receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, na hora do amor, o que que a ciência diz?

Lalá – Na hora do amor, use Prudence.

Um trabalho da Universidade de Bern, na Suíça, publicado em 1981 pelos pesquisadores Alan Held e Peter Yodzis, chama-se “Sobre a interação entre Einstein e Murphy”.

Acredita-se que tenha sido a primeira pesquisa científica séria a investigar a verdade por trás da Lei de Murphy.

A pesquisa mostrou que a lei se aplica, sim, à experiência sobre o pão com manteiga. Um texto escrito por Jamie Hancock e publicado, se não me engano, no jornal El País, trata desse assunto de forma curiosa.

Ele conta que Robert Matthews, do Departamento de Ciência da Aston University em Birminghan, realizou pesquisas após tomar contato com o trabalho de Held e Yodzis, e em 1997 publicou um artigo na revista  Scientific American apresentando dados que confirmavam algumas das leis de Murphy. Uma delas, justamente a da torrada.

Segundo Matthews, é preciso levar em conta que ninguém joga as torradas para cima como se fossem uma moeda. Elas são simplesmente derrubadas enquanto tentamos tomar nosso café da manhã. Portanto, é a altura da mesa o fator preponderante, já que a fatia de pão, com ou sem manteiga, não tem tempo de dar uma volta completa no ar e cair virada para cima ao chegar ao chão. A manteiga vai cair vira pra baixo!

Matthews, que é físico e matemático, já tinha publicado um estudo demonstrando essa teoria em 1995. Seu trabalho foi premiado com um Ignobel, a paródia do Nobel cujo objetivo é recompensar as pesquisas que primeiro fazem rir e depois fazem pensar. A primeira lei de Murphy só levou esse prêmio em 2003.

Vamos então examinar o corolário: se algo pode dar errado, dará. Isso tem a ver com o universo da física sobre a qual já tratei num podcast anterior, quando me referi ao termo ENTROPIA que diz que todo sistema complexo vai se desgastando e um dia acabará. É assim com nosso corpo humano, com as peças de um computador, com o sol. Tudo funciona direitinho, mas com o tempo, as peças vão se desgastando e alguma há de pifar um dia. Portanto, se dermos tempo suficiente, a Lei de Murphy acaba se mostrando real. Um dia quebra. Um dia para. Um dia dá errado.

Voltando ao texto de Jamie Hancock , há uma outra lei de Murphy muito curiosa: A informação mais importante de qualquer mapa está na dobra da página… Quando ainda usávamos mapas, frequentemente tínhamos a impressão de que a informação importante da nossa rota ou destino se perdia em uma dobra ou na margem do mapa, o que nos obrigava a ficar virando a página para nos orientar.

No livro Por que os ônibus vêm de três em três – a matemática escondida do dia a dia, é dada uma informação interessante. Eles pegam um mapa e demonstram que, naquele mapa, se a margem tiver um centímetro, representa 28% da área total. Se for ampliada para dois centímetros, há 47% de chance de que o ponto que você procura, esteja justamente ali. É por isso que os bons guias rodoviários, ao menos os que sobreviveram ao Wase, repetem na página seguinte pelo menos 30% da informação da página anterior.

Ah, sim e os ônibus vêm de três em três nas linhas mais longas, porque como têm de parar para que muitos passageiros subam e desçam, o que faz com que o próximo ônibus se aproxime, antes que o anterior saia do ponto. Eles vão se acumulando, né? Você não concorda, hein? Bom, leia o livro para tirar a prova.

Mais uma Lei de Murphy, essa aqui já me tirou o sono, cara Meias sempre entram na máquina de lavar em pares. E sai uma só.

Essa lei é explicada pela teoria de probabilidades e combinatória, segundo o já citado artigo de Matthews.  Se perdermos uma só meia, teremos uma meia solta, sem o seu par. Provavelmente não usaremos essa meia solta. A próxima que desaparecerá será outra que tenha par. Com isso já teremos duas meias soltas. E se perdermos mais de uma de uma vez só, provavelmente serão de pares diferentes. Por isso a impressão de que sempre está sumindo, né?

O estatístico Victor Niederhoffer explica na publicação em Daily Speculations:

“Se você tiver 20 meias – 10 pares diferentes –, depois de perder a primeira meia, as possibilidades de a segunda meia perdida pertencer a um outro par são de 18 em 19. E a possibilidade de que a meia perdida seja aquela única que sobrou, são de 1 em 19. Quer dizer, se não comprarmos pares novos para repor, corremos o risco de acabar com uma gaveta cheia de meias soltas.

Que nem a minha, cara. Aliás, esse é um grande mistério da humanidade… O que é que acontece com as meias dentro da máquina de lavar? Elas vão desaparecendo misteriosamente. Comigo sempre foi assim. Com você também é? Taí um tema para um podcast investigativo…

Outra Lei de Murphy:  A outra fila é sempre mais rápida. E não adianta você trocar de fila. A outra continuará mais rápida.

A explicação está no site megacurioso.com.br: de acordo com a BBC, esse tipo de situação ocorre devido a um mecanismo natural conhecido como “correlação ilusória”. Esse tipo de função mental existe para nos auxiliar na tomada rápida de decisões, quando não temos informações suficientes nem tempo para fazer cálculos matemáticos. A fila que você escolhe para ficar em um supermercado é um bom exemplo disso – ou você calcula item por item dos carrinhos à sua frente, analisa a agilidade do operador de caixa e pergunta quais serão as formas de pagamento de cada cliente antes de escolher uma fila? É assim que você faz, é?

Repare em uma coisa: se a fila está andando normalmente, você não repara nas outras filas. Se a sua fila estiver parada, aí você vai perceber o mínimo movimento que seja na fila ao lado como superior ao seu – ainda que seja igual. Isso ocorre porque comparamos, instintivamente, um movimento saliente (o da fila do lado) com aquilo que é o mais saliente em nosso próprio ambiente: nós mesmos. A gente tá parado, cara! Isso tem a ver com a mania que as pessoas têm de se acharem azaradas demais, fato conhecido também como “teoria da vítima universal”.

É irônico perceber que, quando você se considera azarado demais e diz a todo momento sentenças como “a fila parou de andar só porque eu cheguei” ou então “começou a chover só porque eu saí de casa a pé,” seu cérebro acaba acreditando nessas sentenças e dando um jeito de fazer com que você reforce essas convicções.

Vamos lá com o Itaú Cultural que tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, são autores brasileiros falam de seu processo criativo. No podcast Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam de seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, ó:

Pelos olhos e pelos ouvidos…

Mais uma Lei de Murphy: levar um guarda-chuva quando há previsão de chuva torna menos provável que chova.

Embora não haja relação causal entre um fato e outro, o mesmo Robert Matthews explica:

Embora as previsões de chuva sejam cada vez mais acertadas, será preciso levar em conta que, se vivemos em um local com poucas precipitações, a maioria das vezes se acerta ao dizer que NÃO choverá.

Não importa tanto se vai chover ao longo do dia quanto se vai chover durante o tempo que estivermos na rua. “As probabilidades de chover mais ou menos na hora em que você estiver passeando são em geral muito baixas em quase todo mundo”. Se levarmos em conta ambos os fatores, é muito provável acabar passeando com o guarda-chuva, infelizmente inútil, porque “mesmo as previsões aparentemente precisas de que dispomos hoje não são boas o bastante para predizer de forma confiável os eventos menos frequentes”.

Chove, chuva
Jorge Ben Jor

Chove chuva
Chove sem parar
Chove chuva
Chove sem parar
Pois eu vou fazer uma prece
Pra Deus, nosso Senhor
Pra chuva parar
De molhar o meu divino amor
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e belo
Inocente como a flor
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais
O meu amor assim
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais
O meu amor assim
Chove chuva
Chove sem parar
Chove chuva
Chove sem parar
Sacundim,…

Olha que legal essa versão de Chove Chuva de Jorge Benjor… Não sei bem quem é o cantor, mas o vídeo está no roteiro deste programa no portalcafebrasil.com.br.

Vamos a outra Lei de Murphy?  Não importa quantas vezes uma mentira for demonstrada, sempre haverá uma porcentagem de pessoas que acreditam que é verdade.

Trata-se de uma das muitas versões de uma frase popular de Mark Twain, que disse que uma mentira pode dar meia volta ao mundo enquanto a verdade ainda está calçando os sapatos. Há muitos motivos que dão razão, pelo menos em parte, a esta lei de Murphy. Para começar, os rumores bem-sucedidos jogam com nossas emoções e ansiedades. Sempre tem uma verdade, ou fragmento dela que gera aquele “eu não disse. hein”? É aquela história de você comprar um modelo de carro novo vermelho e no momento seguinte, começar a ver o mesmo modelo da mesma cor para todo lado. A menos que tenha sido um lançamento recente, não aumentou a quantidade de modelos daquela cor. Sua mente é que foi condicionada a reparar neles…Assim como você condiciona a sua mente a acreditar em mentiras.

Além disso, temos as nossas inclinações e tendências. À medida que os rumores se difundem, damos a eles ainda mais credibilidade, simplesmente pelo fato de que ouvimos mais a respeito. Está todo mundo falando disso,, cara… Isso nos leva a difundi-los e assim entramos em um círculo vicioso. A imprensa tem um papel importante, acho que já sabemos que muitos meios de comunicação dedicam mais tempo e trabalho para propagar fake news do que para verificá-los e desmenti-los, não é?

Tem gente preocupada com as girafas na Amazônia, meu!

Notícias falsas resistem aos desmentidos. A cada dois anos volta a circular aquele post que diz que se a maioria não votar, a eleição está anulada, não é? Cara! Já foi mais do que provado que… Mas não adianta, cara! Todo ano volta. Ou então que as urnas eletrônicas e as eleições foram fraudadas. Como provar que existiu algo que ninguém viu? Se não tem prova, não tem como provar. E a gente acredita, né?

É a explosiva combinação de ignorância com a incapacidade de provar definitivamente um ponto, aliada a uma espécie de imunização cognitiva, que faz com que muita gente continue acreditando em mentiras.

Ouça o Café Brasil 695 e o 615, que tratam de fake news.

Por fim: sempre encontramos as coisas perdida no último lugar em que procuramos.

Ué, se encontrarmos logo no primeiro lugar onde procuramos, não dá pra dizer que esteja perdido, por mais drama que a gente faça, não é? A menos que esse primeiro lugar seja uma seção de achados e perdidos.

Benzedura
Carlos Alberto Moreira

Na medicina campeira
O que o remédio não cura
Se cura com brasa,
E prece e tesoura
De quem sabe benzedura

Sapinho doutor não cura
O bom é mandar benzer
Lá no chiqueiro do porco
A benzedeira pergunta
E manda a mãe responder

(“O que é que eu corto, sapo brabo?”
“Te corto a cabeça e te corto o rabo!”
Benziam durante três dias
Em nome de Deus e da virgem Maria)

E se o bichinho está brabo
Não quer desaparecer
Leve em duas benzedeiras
Não deixe nenhuma da outra saber

Uma que benze no portal
A outra no cocho lá do quintal

(“O que é que eu corto, sapo brabo?”
“Te corto a cabeça e te corto o rabo!”
Benziam durante três dias
Em nome de Deus e da virgem Maria)

Quem vai benzer no futuro
As crianças ao nascer?
Quem benzia está indo embora
E o novo não quer aprender
Tradição e caridade
Que vai desaparecer

Criança quando novinha
Sofre muito de quebrante
Chora muito e dorme pouco
Diz a crença popular
Que fazendo cruz na testa, com a língua
A mãe pode tirar:

“Eu te pari! Te criarei!
Se tiver quebrante, te tirarei!”

(“O que é que eu corto, sapo brabo?”
“Te corto a cabeça e te corto o rabo!”
Benziam durante três dias
Em nome de Deus e da virgem Maria)

Olha! Que história doida essa da Lei de Murphy. Muito bem… a gente vai se despedir aqui   ao som de Benzedura, de Carlos Alberto Moreira, lá de São Gabriel, no Rio Grande do Sul. A voz é de Janaína Maia, portoalegrense, Chê!

Escuta, qual foi a intenção deste programa? Ciência, ciência, ciência? Nada.Só tem especulação aqui, no texto, inclusive. Dá pra debater pro resto da vida. Física não é minha praia, nem estatística, e teve muita coisa nos textos que me deixou incomodado. Mas aí, cara, eu fui pra zoeira e desencanei.

A ideia foi trazer para você, com bom humor, uma reflexão: a ciência, ciência, ciência é fundamental para o desenvolvimento humano. Ainda bem que ela existe, cara. Mas a experiência prática, o remédio da benzedeira, a capacidade do agricultor de prever chuva, a combinação irresistível de ingredientes naquela torta da sua avó, as ervas que os índios usam para curar feridas e doenças, tudo isso tem seu valor prático. Real. Você pode contestar à vontade cara, e pode estar certo. Ou não.

Eu não acredito na Lei de Murphy. Mas que existe, existe.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras, que eu tenho feito online, cara. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, Cara! Vem com a gente. Entre no seguinte link: confraria.cafe. Vai abrir ali um lugar onde tem vários planos que você pode assinar e compartilhar conosco essa tua vontade de que este conteúdo aqui chegue pra mais pessoas. Quando você assina um plano de R$ 12,00 por mês, por exemplo, você está ajudando que esse texto aqui, que esse material, que essee conteúdo continue a chegar gratuitamente pra milhares de  pessoas. Eu fiz uma conta recente. Eu calculo que o,8% da audiência do Café Brasil é assinante. 0,8% ajudam a gente a produzir conteúdo pra 99,2% da audiência. Ajude a gente a transformar esse 0,8 em 1,6, vai? De novo: confraria.cafe.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma das Leis de Murphy que eu confirmo que é absolutamente verdadeira. É a Lei dos Aeroportos:

A distância até a porta de embarque é inversamente proporcional ao tempo que resta para pegar o voo.