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Luciano Pires -

E a Perfetto, hein? Que patrocina o Café Brasil. Sabe o que eles fazem? Sorvetes!, combinando alta capacidade de produção, sistemas avançados de controle de qualidade e de logística, com sabores deliciosos.

Dê uma olhada no site deles,que é o perfetto.com.br. Esse perfetto tem dois tês. Nao deixa de ver o blog que tem lá. Tem receitas de sorvetes que são enlouquecedoras.

A Perfetto tem como pontos de venda as melhores lojas de cada município em que está presente. São pequenos, médios e grandes varejos, onde você encontra a linha de impulso e também a linha leve para casa.

De novo, perfetto.com.br, perfetto com dois tês.

No Instagram é @perfettosorvetes.

Com sorvete #TudoéPerfetto

Você tem a impressão que a vida está passando acelerada, hein? Que cada vez mais coisas estão acontecendo ao mesmo tempo? Que não vai conseguir ler todos os livros que deseja, visitar os lugares de sonho, fazer as loucuras que almeja? Bem, eu me sinto assim, sabe? O tempo passa….

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Cara, essa semana aqui o Brasil jogou com o Peru pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. O jogo foi transmitido pela TV Brasil. E eu só sei o nome de um jogador: Neymar. E do técnico, que ainda acho que é o Tite. Jogo do Brasil por eliminatória da Copa do Mundo e eu só fiquei sabendo que aconteceu porque ouvi em algum lugar.

Pois é… É impressionante olhar para trás, para os últimos cinco, dez anos, e ver como mudamos. O Brasil pré 2013 parece uma realidade muito distante, os temas em discussão, as tensões políticas, as prioridades, os interesses… tudo mudou. Numa velocidade impressionante.

E no meio desse redemoinho de acontecimentos, somos como a Carolina…

Que o tempo passou na janela, e só ela não viu…

Carolina
Chico Buarque

Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo

Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar

Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu

Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe

Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar

Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu

Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu

Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu

Ah, essse é o Caetano Veloso numa gravação histórica de Carolina, de Chico Buarque.

A história dessa canção é curiosa: Chico havia assinado um contrato para apresentar um programa de televisão na rede Globo ao lado de Norma Bengell. Ficou tão envergonhado, que só gravou o primeiro programa. Não apareceu para o segundo. A Globo foi para cima dele cobrando uma multa por quebra de contrato. A situação estava complicada, quando Walter Clark, então superintendente da Globo disse a Chico que se ele inscrevesse uma música no II Festival da Canção que a Globo promoveria em 1967, a multa seria esquecida. Chico topou, fez a música nas coxas, num aeroporto cara… e deu para a dupla Cynara e Cibele cantar no Festival. Chico não gosta dessa música, e com espanto a viu sendo classificada em terceiro lugar, perdendo para a ganhadora Margarida, de Gutemberg Guarabyra e a segunda colocada, Travessia, de Milton Nascimento.

Caetano gravou Carolina para seu disco de 1969, antes de partir para o exílio em Londres, depois de ver na televisão um rosto de uma menina cantando a música. A moça lhe pareceu a antimusa do Brasil, daquele sombrio ano de 1969…

Cara, parece que eu estou falando da Idade Média…

É compreensível que pessoas mais velhas sintam que o tempo passa cada vez mais rápido conforme elas envelhecem.

Normalmente estimamos a duração de um evento sob dois pontos de vista: a prospectiva, quando o evento está ocorrendo, e a retrospectiva, quando o evento já ocorreu.

Além disso a percepção do tempo varia de acordo com o que estamos fazendo e como nos sentimos com relação a isso. Quando estamos nos divertindo, o tempo voa, não é? Quando estamos explorando uma atividade nova também. É por isso que quando lembramos daquele momento no futuro, a impressão que fica é que a experiência durou mais do que durou de verdade. A gente estava se divertindo, cara!

Em minha palestra A Fórmula da Inovação, eu falo dos CEUS como o processo para fazer uma palestra que as pessoas queiram ver, um livro que elas queiram ler, um podcast que elas queiram ouvir. E eu digo que consigo fazer porque uso os CEUS. E depois eu explico.

CEUS é: C de Criativo, E de excepcional, U de único e S de sensorial. Criativo, excepcional, único e sensorial. Eu acho que eu já falei isso aqui várias vezes no podcast, né?

Com esse lance das lives que estes tempos de pandemia popularizaram, os clientes começaram a pedir palestras online. E todos eles aparecem pedindo no máximo de 30 a 40 minutos, sabe por que? “Porque ninguém aguenta assistir uma palestra maior que isso online”.

Pois é. Mas todo mundo aguenta assistir um filme de 2 horas. E tem uma turma aí que aguenta maratonar uma série de dez horas. Onde é que pega, cara?

As pessoas não aguentam é conteúdo ruim, rotineiro, sem nada de criativo, de excepcional, único e sensorial.

Quando você se depara com uma experiência que tem CEUS, ela se torna irresistível, cara.  eu termino, por exemplo, uma palestra minha de duas horas  e a turma vem falar: cara, eu nem vi o tempo passar. Podia ter  continuado mais!  Por que? Porque eu consegui capturá-las pelo que havia de criativo, de exccepcional, de único e de sensorial na palestra. E isso acontece porque o nosso cérebro grava as novas experiências na memória, mas esquece as familiares. O que for rotina ele esquece. Se sua vida é uma rotina, não tem mais inteligência nela. Ninguém vai se lembrar no final do dia das coisas rotineiras que aconteceram. Mas vai se lembrar de tudo aquilo que foi CEUS: criativo, excepcional, único e sensorial.

Outro exemplo que eu uso na mesma palestra, é quando eu brinco com o pessoal falando da Copa do Mundo de 2OO2, que aconteceu lá no Japão e Coréia, né? O Brasil vai pra Copa, sai daqui todo mundo com a esperança de que o Brasil fosse ganhar e o Brasil  joga e ganha na final da Alemanha e leva mais um campeonato do mundo. Se eu perguntar pra você se você se lembra de algum lance daquela Copa do Mundo, eu tenho certeza que você vai ficar contando pra mim alguns lances que não vai esquecer nunca mais. É Brasil e Turquia com quatro turcos tentando tirar a bola do Denilson,ele driblando os quatro. Brasil e Inglaterra, com o Ronaldinho Gaúcho batendo uma falta quase do meio do campo, a bola dá uma volta no ar e entra no gol. E ninguém sabe como é que aquela bola entrou até hoje. Gol do Brasil. ninguém nunca vai esquecer daquilo. Aquele corta luz do Rivaldo deixando a bola sobrar pro Ronaldo Fenômeno, que fa o gol também. O goleiro, o maior goleiro do mundo, batendo roupa e soltanto a bola no pé do atacante brasileiro, cara! Todo mundo vai falar desses lances.

Ninguém vai falar que lembra da preparação física dos jogadores ou do esquema táatico do Felipão. Por que? Porque esquema tático e preparação física, isso é rotina. Se não tiver você nemchega na Copa do Mundo. mas o que entra na memória é aquele lance maravilhoso que o craque fez. É o drible, que ninguém mais vai esquecer. Aquela bola que ninguém imaginou que podia fazer aquela curva e entrou no gol. Porque isso é o momento criativo, excepcional, único e sensorial. Isso gruda na memória da gente. Ninguém esquece. Rotina todo mundo esquece.

E isso tem um impacto tremendo em nossa percepção do tempo.

Quanto mais novas memórias a gente cria durante uma experiência, mais tempo vai parecer que aquela experiência durou. Por isso aquela ideia de que a juventudo foi tão longa. O tempo passa devagar. A gente experimentou muito mais coisa do que experimenta agora, na maturidade.

E quando é que a gente experimenta as novidades? Exatamente por isso, quando a gente é criança, quando a gente é jovem. Tudo é novidade, novas memórias são gravadas a cada momento.  Quando amadurecemos, nossas vidas se tornam rotineiras, afinal, a gente já viveu de tudo, não é? Por isso, quando lembramos da juventude, parece que as experiências duraram mais tempo, entendeu?

Por isso é fundamental manter a mente ativa, aprendendo sempre novas habilidades, praticando uma curiosidade incansável, buscando o novo. E não interessa a idade que você tem. Aliás, cara, se você tem 98 anos de idade e continua curioso, buscando o novo praticando uma curiosidade incansável, desenvolvendo novas habilidades, você se torna um master do tempo. Voce consegue reduzir a velocidade do tempo na maturidade, sacou?

É assim que funciona.

Vou com o texto O relógio maaarca! Que chegou a mim em 2008, eu não lembro como nem de onde. A autoria está como sendo de Roosevelt de Holanda, que eu também não sei quem é… Mas o texto vale a pena.

 

O relógio marcaaaaa!!! Era assim que ecoava no rádio o bordão, na voz prodigiosa de um grande radialista (Waldir Amaral, da rádio Globo). Acontecia durante as transmissões de jogos no Maracanã, chamando atenção de todos para o escoamento (rápido para uns, impiedosamente lento para os outros) do tempo. Tanto o relógio quanto o calendário marcaram e continuam a marcar o transcorrer de nossas vidas e nos alertam — o tempo todo, sem parar — que o tempo passa. Importante aviso, porque, diante do incerto, precisamos da ilusão do tempo congelado. Mas o tempo não congela, não para e não diminui sua marcha nem nos gélidos territórios polares. O tempo de fato não para, como diz a letra de uma canção — após a qual, confirmando o seu dito, o tempo passou e o resto é silêncio, como silêncio é hoje aquela expressão do radialista. Pronto. O tempo, este senhor de tudo, venceu mais uma vez. Ele passou e lá se foi mais um ano. Procuro uma ideia que o tenha marcado e divago nas lembranças de um ensaio — sobre ele, o tempo — que escrevi no começo deste ano que finda.

Busco algo na memória e recordo que eu queria realizar todos os desejos a que havia me proposto, isto é, concluí-los e vê-los tornar-se realidade concreta no decorrer não apenas desde ano, mas da minha vida. Eram (ou são?, já nem sei) objetivos tanto intelectuais quanto físicos. Eram propósitos de correr mundos e fundos. Mundos e fundos que compreendem desde ler alguns livros, ouvir músicas, a até visitar alguns lugares mundo afora. Não vai dar tempo, claro. Primeiro, porque eu precisaria acumular os fundos para depois poder correr os tais mundos — e isto leva tempo, este bem tão precioso quanto relativamente escasso a todos. Para terminar, como tudo na vida e ela própria, o ano precisa de um começo, daí ele começar a terminar quando começa. Assim é nossa realidade.

Nossa realidade íntima e aterradora. A angustiosa constatação de que não será possível ler todos os livros que se quer (ou quis) ler, assistir a todos os filmes, shows e peças de teatro a que se quer assistir, escutar todas as músicas que se quer ouvir, ir aos lugares que se deseja ir, ver, viver e vivenciar as coisas que desejamos, leva-nos a estabelecer prioridades. No túmulo do cineasta japonês Kita-Kamakura há uma lápide com apenas uma única, acachapante e definitiva palavra, ali posta a seu pedido: “Nada”. Apesar de toda sua contundência, as duas sílabas que formam aquela palavra na sepultura do artista resumem toda a força da sua própria antítese: “tudo” — pois o nada é tudo aquilo a que se resumirão, afinal e ao final, nossas vidas e, por mais que nos iludamos, é para lá mesmo, para o “nada”, que inexoravelmente iremos.


“Bom dia, boa tarde, boa noite, meu amigo Luciano Pires. Eu sou Paulo Luz, de São José do Rio Pardo, interior de São Paulo.

No Café 734, você falou de globalização e globalismo. e anuncuu seu novo patrocinador, sorvetes Perfetto. Que fecha o ciclo da globalização. Eu trabalho como motorista autônomo de caminhão. Seu podcast me acompanha diariamente. Já ouvi quase todos.

Aí vem a Perfetto, que patrocina o Café. A fábrica para a qual trabalho fornece potes para o envase de sorvetes e assim se fecha o ciclo. O Café patrocinado pela Perfetto, que eu uso os potes produzidos pela Rio Plastic que eu transporto de uma fábrica a outra ouvindo seus podcasts que é patrocinado pela Perfetto. Legal, né?

Quando ouvi o Café 734 fiquei muito surpreso e feliz. Quero aproveitar a oportunidade pra te agradecer porr tudo que vem fazendo por nós, não medindo esforços no processo de despocotização de todos.

Vida longa ao Café Brasil! Obrigado por tudo,Luciano”

Grande Paulo… que sensacional esse comentário, meu… Como os ciclos de fecham, não é? Os pontos vão se conectando na riqueza da vida. Fico feliz com essas coincidências, sabe? Ou… não são coincidências, não. Olha! Um abraço aí, capriche no transporte desses potes aí, meu Perfetto tem de estar garantido, cara!

Muito bem. O Paulo receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, como é que você faz pra prolongar o tempo?

Lalá – Ah, na hora do amor, use um gelzinho Prudence né?

Continuando o texto de Roosevelt de Holanda…

Certeza de nada na incerteza de tudo, disse Carlos Drummond de Andrade quando questionado sobre sua fé em Deus. É nas palavras do poeta, sobretudo em seu poema “Viver não dói” que me apoiarei para seguir em frente com estas minhas tortuosas (e torturantes?) linhas. Linhas que espero nos alertem não para a morte, mas para a vida. Vejamos, então. Fato definitivo, como tudo o que é simples: nossa dor certamente não provém das coisas vividas, mas das que foram sonhadas e não se cumpriram. E, por extensão, da certeza íntima de que não se cumprirão. Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, mas apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. O certo seria agradecermos à vida pelos bons momentos vividos. Sofremos então por quê?

Porque quase automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades e lugares que gostaríamos de ter conhecido, ao lado de nossos afetos ou de alguém de modo especial, e não conhecemos. Por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto com alguém e não tivemos. Por todos os shows, paisagens, momentos, livros, festas e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos, abraços e afagos cancelados, interditados, pela eternidade, pelo tempo. Lembramos das perdas para esquecer dos ganhos. Por quê?

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para dançar, beber, ouvir música, namorar. Sofremos não porque alguém importante é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a essa pessoa nossas mais profundas angústias, caso ela estivesse interessada em nos ouvir e compreender. E as contradições? São antigas e recorrentes. Dizem as más línguas que, nas rusgas domésticas, a mulher de Pitágoras reclamava por ter trocado o dono de uma fábrica de escudos, por um “professorzinho” de aritmética.

Sofremos não porque nosso time perdeu, nosso candidato foi vencido ou alguém morreu, mas pela euforia sufocada, pela frustração sentida. Sofremos não porque envelhecemos, mas pelos insultos do tempo, porque o futuro está sendo confiscado de nós a cada minuto de cada hora, impedindo que mil venturas e aventuras nos aconteçam, sobretudo todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar de fato. Sofremos com opções do presente que desfazem alguns de nossos possíveis futuros, até que não reste opção alguma, futuro algum. Sofremos porque a vida se afunila, e se afunila de tal modo que qualquer destino, depois do ponto final (que também — eu prometo! — vou colocar neste texto aqui), parece traçado desde nossa vida intra-uterina. Como então aliviar a dor do que não foi vivido, hein? A resposta é simples e vem numa frase curta:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

Vivendo mais, curtindo mais.

O Itaú Cultural, por exemplo, tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, autores brasileiros falam de seu processo criativo. No Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam de seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui, por  aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

Finalizando o texto de Roosevelt de Holanda que vinha daquela frase se iludindo menos e vivendo mais…

Porque quando menos esperamos, eis que os dias, os meses e os anos passam (ou passaram). E a velocidade do tempo nos surpreende com suas asas ligeiras como o pensamento. Da adolescência para a chamada maturidade, é só um passo, e desta para velhice, é quase um piscar de olhos. Tratemos de viver.

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, nos faz sofrer ainda mais, mandando embora nossa felicidade possível.

Como disse o poeta, a dor é inevitável. Mas o sofrimento, me parece, é opcional.

Daqui do meu canto, dou vivas a Drumonnd!, vivas a nós e vivas à vida!

Existem coisas na vida
Alzira Espíndola
Itamar Assumpção

Existem coisas na vida
das quais até Deus duvida
tem beijos de boas vindas
tem beijos de despedida
tem choro, côro, decôro,
entrada não tem saída,

tem fórum,
falta de quorum
tem um toque de midas
tem quem apronte um salseiro
tem gente muito querida
tem cara de pau de monte
morte por uma dívida
tanta coisa pra ontem

Existem coisas na vida
das quais até Deus duvida
tem quem nao tenha guarida
nas vielas e avenidas
tem olho da rua,becos,
tem ouro de tolo,touro,
tem vaca e mulher parida
tem gente que é só sucesso
como tem gente falida
tem gente que nao tem berço,
bandido, gente excluida
tem gente muito valente
tem gente só suicida
e por ter gente demente
tem gente que é prevenida
tem coisa que segue em frente
tem coisa já falecida

Existem coisas na vida
das quais até Deus duvida
É o diabo a quatro querida

Existem coisas na vida
das quais até Deus duvida
É o diabo a quatro querida…

É assim então, ao som de Ney Matogrosso com Existem coisas na vida, de Alzira Espíndola e Itamar Assumpção, que vamos saindo pensativos.

Você viu só, cara? Passaram-se aqui cerca de 30 minutos de sua vida e você nem percebeu. Espero sinceramente que tenham valido a pena. Essa é a nossa missão aqui no Café Brasil: fazer com que os minutos de vida que você dedica a nós sejam nutritivos. Fazer com que você siga a recomendação deste episódio: se iluda menos, viva mais!

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e você aí que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa aqui tem muito mais e você pode agora fazer parte do time, vem pra cá cara! Acesse o link confraria.cafe. Nele, você vai conhecer os planos pra se tornar um assinante ativo e contribuir ativamente para que esse conteúdo chegue pra muito mais gente gratuitamente. Tem um plano lá cara, custa R$12,00 por mês. É o preço de uma lata quente de cerveja. Uma lata de cerveja quente, na verdade. Todo mês esse dinheiro vai fazer com que você nos ajude a continuar crescendo e trazendo a nossa voz, fazendo com que ela seja ouvida, continuando a trabalhar pela liberdade, pela independência e pela reflexão. De novo, cara: vem pra cá. confraria.cafe.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Agenor de Miranda Araújo Neto

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para.