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Luciano Pires -

E a Perfetto é a patrocinadora do Café Brasil e você já sabe o que é que eles fazem, não é? Sorvetes! Cara! E que sorvete…

O Single Variatta Mousse de Maracujá, por exemplo, é feito com a polpa in natura, o que permite oferecer todos os benefícios da fruta. O maracujá é rico em Vitaminas A e C, possui fonte de cálcio, ferro e potássio. Já a base do sorvete contém leite, uma poderosa fonte de proteínas, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. 0% de gordura trans e 26% a menos de gorduras saturadas.

Tá vendo só? Sorvete também é saúde.

Com sorvete #TudoéPerfetto

É assim que começa o clássico de animação de 1951, Alice no País das Maravilhas: com um coelho com pressa. Não se sabe bem a razão da pressa, mas o fato é que ele tem pressa! E eu me lembro quando assisti no cinema, criança ainda, de ficar intrigado… porque tanta pressa? Eu não consigo pensar em outra cena para representar o mundo de hoje. Tempos pressa. Muita pressa. E parece que esquecemos  é de ter… paciência.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.
Posso entrar?

O Alessandro Loiola, que esteve comigo no episódio 747 do Café Brasil, publicou um texto excelente em seu Facebook, chamado EU SEI, É DIFÍCIL TER PACIÊNCIA, MAS…

É ele que vou usar como base para este programa. Só que antes…

 “Olá Luciano. Tudo bem? Aqui quem fala é o Felipe Romano, eu moro na Dinamarca. Se você olha aí no feedback do seu podcast, tem um ouvinte  aqui na Dinamarca. Então: esse cara sou eu.

Então, estou mandando essa mensagem primeiro pra te convidar a ouvir o meu podcast. Chama Barman das horas vagas. Ele tem a sua mão ali cara, porque foi um pouco o empurrãozinho ali que me deu coragem de criar  esse programa, foi ouvir você falar bastante do seu histórico e da potência que é essa mídia, o podcast.

E ali a gente apresenta… esse podcast, foi criado, na verdade, por uma necessidade que eu tinha de ouvir algo assim. Como eu não achava um programa do jeito que eu queria ouvir, falei: então vou criar. Vou criar o meu próprio programa. Do jeito que eu gostaria de ouvir. Então ele tem sempre um coquetel da vez e ali, como ponto de partida do coquetel, a gente fala sobre tudo. É uma conversa que eu faço com dois colegas meus, o Gustavo Zaparolli e o Alê Stagetti e aí a gente fala de muitos aspectos culturais que circundam o coquetel, né?

Isso foi um negócio legal que, justamente nessa… ele foi idealizado antes, né? Mas ele foi ao ar mais ou menos na mesma época que começou toda essa coisa do lockdown, da pandemia. Então, a gente viu e tem recebido mesmo muitas mensagens de feedback de como isso tem ajudado as pessoas a… não a se alienar, mas a poder abrir os olhos e ver que existe algo muito maior do que só a pandemia e política. Certo? Então. Isso era uma coisa que eu queria contar. 

A outra, é que eu sou pai de sete filhos, estamos aqui na Dinamarca eu, minha esposa e nossos filhos, como família missionária da Igreja Católica. E eu tenho pensado muito num discurso que eu nasci e cresci ouvindo isso. Que era: que planeta, que mundo nós queremos deixar pros nossos filhos. E eu vejo como esse discurso ele é muito falho, né? Porque não está na nossa mão digamos, o planeta em si, o mundo em si, como é que a gente vai deixar pros nossos filhos.

Mas, sendo pai, eu tenho descoberto uma coisa muito efetiva. Algo que… isso sim eu posso fazer. Em vez de que mundo eu posso deixar pros meus filhos, eu tenho o poder escolher que filhos eu quero deixar para o mundo. Então essa coisa da educação. De como educar. Isso sim é educação, né? Se confunde muito com a instrução.

A escola, ela dá instrução. Mas é a família que dá educação. né? Eu penso que essa é uma arma muito potente que nós temos pra educar os nossos filhos com sabedoria, com a ajuda de Deus e poder deixar bons filhos para o mundo futuro. Tá legal?

Muito obrigado aí, Luciano. Um abração e ouve lá o meu podcast. Ah! Só uma coisa que eu esqueci também de falar: é que a inspiração do Café Brasil também veio no formato do nosso programa. A gente criou o programa mesmo Barman das horas vagas, que é um programa de quarenta minutos e aí a gente tem a pílulas, que seria o correspondente ao Cafezinho, que são shots. Então, quando você for ouvir você vai ver que tem programas lá de quarenta minutos, mais ou menos e pílulas de um minuto. Isso aí foi pura inspiração 100% no Café Brasil.

Valeu Luciano. De novo, um abraço. E Feliz Natal pra você também. Deus te abençoe”.

Grande Felipe, Dinamarca, meu caro? Que fantástico, bicho… Você levanta um ponto ótimo, viu? O que está sob seu controle é trabalhar a cabeça dos filhos que você deixará para o mundo. E isso tem a ver com os valores que você passará para eles. Eu tenho certeza que você está fazendo isso muito bem. Vou procurar seu podcast pra ouvir, sim, viu? Como é mesmo que se diz muito obrigado em Dinamarquês? Ah, sim tak! (tçak)

Muito bem. O Felipe receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Mas vai ter que enviar um endereço aqui no Brasil. Manda para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar a gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!
facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, o Felipe lá já está com sete filhos, cara! Qual é o recado pra ele?
Lalá – Na hora do amor, use Prudence.

Vamos então ao texto do Alessandro? Ao fundo você está ouvindo EPITÁFIO, com o Guitarinet Dúo, uma preciosidade que encontrei no Youtube.

Imagine uma casa em construção. Até que a obra termine, uma casa não é bem uma casa: o chuveiro não tem água quente, o telhado tem buracos e existem pilhas de entulhos por todo lado.

Ter uma casa em construção consegue ser pior que ter casa alguma: além dos gastos, é preciso visitar o canteiro, lidar com pedreiro e providenciar montanhas de documentos. Até terminar a obra, uma casa é quase um desastre na sua vida! Mas, quando você chega ao fim, aquela bagunça toda vira o seu LAR.

Este processo acontece sempre que estamos “construindo” algo. Por exemplo: se você olhar os ingredientes de um omelete em cima da pia da cozinha, vai achar que se trata de um monte de sobras de comida pronto para ir para o lixo.

Assim como uma casa em construção ou um omelete sendo feito, quando olhamos uma guerra em andamento, ela parece um desperdício enorme de tempo e dinheiro – até que finalmente alguém sai vitorioso daquilo.

Quando a “vitória” acontece, é como ver uma casa pronta ou um omelete no jeito: naquele momento, tudo que aconteceu passa a fazer sentido e ter valido a pena.

A situação de 2020 foi exatamente essa: uma sequência aparentemente sem fim de dificuldades e equívocos. Os burrocratas fritaram a casca do ovo e tentaram construir uma casa a partir do telhado para enfrentar um vírus que mata o mesmo que acidentes automobilísticos e 15 vezes menos de doenças do coração.

É evidente que, vendo tudo isso, a impressão é que vamos de mal a pior. De certa maneira, vamos mesmo. Porém, em todas as guerras que já aconteceram na história da civilização humana, a vitória sempre esteve ao lado daqueles que tiveram mais paciência. Igualmente, a DERROTA sempre acompanhou aqueles que perderam a paciência.

Se você está determinado a construir sua casa, no longo prazo, não interessa se alguns pregos entortaram ou se alguns azulejos quebraram. Você simplesmente retira o prego torto e bate outro, ou retira o azulejo e substitui por outro, E SEGUE EM FRENTE. O objetivo não é acertar de primeira, tampouco fazer aquilo o mais rápido possível.

O objetivo é construir a bendita casa – e você não largará o osso até roê-lo até o fim, com toda paciência do mundo.

Entretanto, muitos crianços (que desconhecem a História), quando se deparam com meia dúzia de pregos tortos, acham que a melhor solução é derrubar a casa inteira… Nada poderia estar mais distante da verdade.

Existe uma tendência para acreditarmos que o que existe hoje irá se estender para sempre no futuro e pela eternidade: o Congresso e o Senado serão para sempre uma pedra no nosso sapato; o STF será para sempre um patrocinador de uma ditadura judicial; a Constituição será para sempre uma carta medíocre que protege o Estado do cidadão quando deveria ser exatamente o oposto disso.

A tendência emocional do ser humano é prever que o que está acontecendo no momento será mantido inalterado para todo o sempre. Isso foi bem explicado pelo Princípio da Indução de David Hume, lá no século 18. Por indução, pensamos que quem quer que pareça estar ganhando a guerra neste exato momento é, no final das contas, invencível no longo prazo. Mas não é.

Olhe a História:

Quando Aníbal avançou em direção a Roma, durante a Segunda Guerra Púnica, 200 anos antes de Cristo, o General Quinto Fábio Máximo decidiu não dar combate frontal a Aníbal.

Inicialmente, o povo considerou Máximo um incapaz, um covarde. Mas o tempo obrigou todos a darem-lhe razão e admitir que ninguém seria capaz de enfrentar o desafio de maneira mais calma e inteligente: a paciência de Máximo foi o diferencial que permitiu que a estratégia de guerrilha romana funcionasse, resultando na derrota do exército cartaginês de Aníbal.

Outra lição sobre paciência: na II Guerra Mundial, tropas britânicas terminaram encurraladas em Dunquerque e a Operação Dínamo foi montada para salvar os soldados. Quando o resgate terminou, em 4 de junho de 1940, Churchill dirigiu à Câmara dos Comuns seu famoso discurso: “Nós lutaremos nas praias, nós lutaremos nos campos, nós lutaremos nas colinas, nós nunca nos renderemos.”

A Inglaterra estava cara a cara com um adversário muito mais forte, mas a confiança paciente na vitória acabou produzindo exatamente isso: a vitória.

A Independência dos EUA também foi uma guerra decidida pela paciência.

George Washington, um dos Pais Fundadores dos EUA, foi um soldado corajoso, mas temperamental e impetuoso. Como tenente-coronel, Washington tomou algumas decisões bem ruins à frente do Regimento da Virgínia durante a Guerra Franco-Indígena. Ele tinha 22 anos e era precipitado.

Mais tarde, Washington registraria que uma das lições mais valiosas que ele retirou dos anos de guerra foi a profunda paciência que devemos ter com o Poder. Em 1789, aos 57 anos de idade, o paciente George Washington se tornaria o primeiro presidente dos Estados Unidos.

Se você realmente deseja a vitória, terá que aceitar que um dos sacrifícios para obtê-la será ter paciência quando necessário.

Todavia, entenda que paciência não é a habilidade de ESPERAR. Paciência é perseverança, é a habilidade de se manter calmo nas dificuldades e caminhar focado no seu objetivo NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA.

Em 1783, quando a Guerra de Independência dos EUA finalmente terminou, George Washington escreveu uma carta ao Reverendo John Rogers, dizendo que “A paciência é uma das virtudes mais nobres e, quando bem exercitada, ela nunca nos frustra com suas recompensas”.

Isso valia naquela época. Continua valendo hoje. E mais do que nunca vale para o Brasil que estamos vivendo.

E o Itau Cultural que continua promovendo suas ações, inaugurou uma mostra com a vida e obra de Lima Duarte. Lima é a cara do brasileiro. Sua história acompanha a evolução dos nossos formatos para contar histórias – rádio, teatro, televisão, cinema e até internet. O ator, diretor, sonoplasta, dublador e apresentador, que completou 90 anos em 2020, é tema da 50ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural. Se você não consegue ir lá visitar, ao vivo, in loco, pode conhecer pelo site. Procure a Ocupação no itaucultural.org.br.

Agora você tem cultura entrando por aqui, ó: pelos olhos e pelos ouvidos…

E aí? Curtiu o texto do Alessandro, hein? Que tal agora ir pra um exercício?

Você chegou do trabalho em casa, no começo da noite. Tudo que você quer é entrar debaixo de um chuveiro quente, depois se aninhar numa poltrona, assistir um filme e dormir. Descansar. Mas antes, tem o jantar.

Senta-se à mesa e sua esposa começa a falar dos problemas caseiros do dia a dia. Ou seu marido começa a falar dos problemas caseiros do dia. Sua cabeça está cheia de problemas e os assuntos que você escuta são irrelevantes. O que você faz, hein?

Escuta com interesse verdadeiro, demonstra atenção, o que anima a outra pessoa a detalhar ainda mais a história? E no final, você diz que está com ela para o que der e vier, ou então com ele, pra o que der e vier, dá sua opinião e se coloca à disposição para ajudar?

Ou você demonstra desinteresse, inquietação, não olha nos olhos da pessoa, busca uma fuga nas mensagens do celular e tenta escapar daquele tédio de assuntos irrelevantes, hein? O que você faz?

Você entendeu o que é paciência, hein? Paciência é uma questão de qualidade e não de quantidade. Não tem a ver com o tempo que você se dedica a esperar por algo, mas com o que é que você faz enquanto espera algo. Tem a ver com a sua atitude.

Se voltamos na história para entender a origem do termo paciência, vamos encontrar pelo menos duas palavras gregas que expressam seu significado: hupomone (HUPÔMONE), que quer dizer firmeza, resistência, perseverança que permite resistir a situações irreversíveis.

O outro termo é makrothumia (macrotumía), que significa espírito paciente, que não perde o ânimo, que não se frustra facilmente. Vem de macro (grande) e thumia, que significa temperamento. Quando podemos suportar as vicissitudes com disposição e perseverança, como aquele lavrador que semeia e aguarda pacientemente até a colheita, somos praticantes da makrothumia.

Mas também encontramos no latim patientia, que tem a ver com resistência, submissão e quem assim como passividade e paixão, deriva de patere: sofrer.

Paciência deriva de sofrimento.

Entendeu? É a capacidade de suportar que está na base do conceito de paciência. E é exatamente essa capacidade que parece que a gente anda perdendo por aí, cara.

A paciência pode ser vista como um conjunto de virtudes, que incluem o autocontrole, tolerância, humildade, generosidade e misericórdia. Mas também está presente em outras virtudes como esperança, fé e amor.

E paciência exige confiança e fé nos outros, nas instituições, nos processos…

A paciência é a união de muitas virtudes.

Pois é. Mas parece que está sendo perdida, não é?

A conectividade, a tecnologia, todas as ferramentas que facilitaram nossa comunicação e a busca por informação, também aceleraram nosso processo de julgamento e tomada de decisão. Quem melhor descreveu isso foi Zigmund Baumon, com o conceito da Modernidade líquida. Ele escreveu assim:

“Na sociedade líquida, tudo que importa é o prazer individual, imediato, efêmero, superficial e que leva rapidamente ao fastio e à busca por novos prazeres imediatos. Tudo aqui e agora.”

Sacou? Tudo aqui. E agora.

Eu tenho uma cachorrinha chamada Tessa. Na hora do almoço e do jantar, ela fica ao lado da mesa aguardando alguma sobra que alguém jogará para ela. É o melhor momento de seu dia, quando ela consegue escapar da maldita ração que alguém achou que cachorro gosta.

E aí a guloseima é jogada para ela, que pega no ar… e engole. Ela não mastiga, ela não saboreia, ela não curte a comida. Ela simplesmente engole. Pra ela, comer não é um prazer, não é degustar sabores, comer é encher o estômago. Aqui e agora. Ela não consegue postergar uma recompensa. Tem de ser aqui e agora.

Ela tem pressa, pois precisa garantir a sobrevivência.

Olha! Às vezes encontro pessoas que são do jeitinho como a Tessa é, cara! Não curtem, não aguardam, não saboreiam, não postergam. Tem que ser aqui e agora.

A paciência reconhece que o mundo está repleto de dificuldades, que tem de ser vencidas por cada um individualmente. Já a impaciência é, portanto uma espécie de impotência, falta de comando e controle sobre a situação. É um sentimento que gera frustração. Impaciência e frustração são uma combinação explosiva, que levam à procrastinação. E que explicam muito do que temos visto na sociedade.

Gente julgando e condenando de forma imediata, não se dispondo a esperar que as coisas se desenvolvam, tentando pular etapas, dando opinião antes de ter os fatos em mãos… A paciência deu lugar à ambição e à ação antes de qualquer coisa. Você já deve ter ouvido falar de pesquisas na internet que apontam que num espaço de 10 segundos, metade das pessoas desistem de assistir vídeos que ainda nem começaram a passar. E quanto mais rápida a conexão da internet, mas cedo eles desistem! A tecnologia está acabando com nossa paciência.

Meu, assista logo esse stories aí, porque daqui a pouco ele some.

Queremos o tempo todo a mente eufórica, estimulada, em admiração por algo! Sabe por quê? Agora vem aqui o meu acho… Porque quando não estamos com a atenção completamente tomada por algo espetacular, deixamos que nossa mente divague. E ela começa a pensar… e a questionar. E de repente, nos vemos diante de dilemas incômodos. E a questionar nossa capacidade de resolver os problemas.

Se impaciência é impotência, a paciência é poder. Poder para vencer a frustração, para ter a perspectiva e calma para refletir e fazer as melhores escolhas na hora certa. Em alguns momentos essa escolha significa abandonar aquela fila para fazer coisas mais importantes. Em outro momento, pode ser ficar na fila e ligar um podcast para dar uma utilidade à espera na fila.

A vida é curta demais pra gente ficar esperando. Mas não é tão curta que não possamos ser pacientes.

A paciência permite obter coisas que seriam impossíveis sem ela.

 

Paciência
Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…

Ai que delícia, cara! Essa música é fantástica. Ao som então de Paciência com o Lenine, que vamos chegando pacientemente ao final deste programa.

Olha, não tem muito segredo não. Quando você estiver numa situação que gere impaciência, primeiro reconheça que você está impaciente, e não que você é impaciente. Estar é uma situação que pode ser mudada. Depois examine o contexto.

Tem algo que você pode fazer, hein? Na maioria das vezes, por exemplo, no meio de um congestionamento de trânsito, não tem o que fazer. A resposta vai ser não. Então pegue seu celular, procure um podcast e deixa rolar. Bote o foco em algo interessante enquanto a fila não anda. E assim, em vez de raiva e frustração, você responderá com paciência.

Cara: isso muda a vida da gente.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, pacientemente, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente se você assinar o cafebrasilpremium.com.br.

Meu! E agora você tem que ser impaciente. Não espera não, vai lá, acessa: cafebrasilpremium.com.br, faça uma assinatura, vem com a gente aqui. Você vai contribuir não só pra que a gente gere mais conteúdo, mas que distribua conteúdo gratuito pra muita gente. E ainda vai estar dentro do Master Life Administration. Acesse aí, cara: cafebrasilpremium.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Oswaldo Lenine Macedo Pimentel:

Enquanto a gente espera a cura do mal, e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência.