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Luciano Pires -

A Perfetto é a patrocinadora do Café Brasil que faz sorvetes!

Eu não sei se você já foi no blog da Perfectto, mas… Olha: fica lá no perfetto.com.br,  esse perfetto tem dois tês. Cara, tem uma receita lá de sanduíche de biscoito com sorvete, que vou te contar, cara… O cookie é uma paixão bem-vinda a qualquer momento e o sorvete também é. Por isso, a proposta da Perfetto é juntar os dois para ver no que que dá. E a sugestão é usar o Big Roll, o sorvete de corte exclusivo da Perfetto!

Meu, vai lá! perfetto.com.br.

Com sorvete #TudoéPerfetto

A Uma Deusa (O Quelso)
Autor desconhecido

Tu és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermim calério,
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijom sidério.

És o bartólío do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério,
Em ticoteios de partano estírio,
Rompendo as gâmbias do hortomogenério.

Teus lindos olhos que têm barlacantes
São camençúrias que carquejam lantes
Nas duras pélias do pegal balônio.

São carmentórios de um carce metálio,
De lúrias peles em que pulsa obálio
Em vertimbáceas do pental perônio.

Barlacantes carmentórios
Pulsa obálio gâmbias lúrias
Do pijom és o bartólio
Carquejantes camençúrias

Rararara… Que complicação! É assim, ao som de O QUELSO, que meu amigo Eliezer Setton musicou a partir de um poema escrito por um poeta gozador, que o Café Brasil de hoje tratará de simplificação. Este programa aproveita parte do conteúdo do Café Brasil 169 – Sinfonia Inacabada, publicado lá em 2009…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Hummmm… quanta elegância, cara… Você ouve aqui a Sinfonia Nr 8 em Si Menor, ou Sinfonia inacabada do compositor austríaco Franz Peter Schubert. Aqui, o allegro moderato

Dizem que o homem desceu das árvores há 40 mil anos. Lá pelo ano 100, ele inventou o papel. Em 1450 Guttemberg criou a impressão. Em 1870 veio o telefone. Em 1950 chegou o computador, com a internet nascendo em 1960. E em 1993 surgiu ela: a world wide web, a internet como conhecemos hoje. E ao longo desses 40 mil anos de evolução um estudo revelou que o homem produziu 12 bilhões de gigabytes de informação. 12 bilhões de gigabytes de informação. 12 bilhões de gigabytes. Você sabe quanto que é isso, hein?

Os computadores “entendem” impulsos elétricos, positivos ou negativos, que são representados por 1 e 0, respectivamente. A cada impulso elétrico, 0 ou 1, damos o nome de Bit (BInary digiT). Oito bits totalizam um byte, que é o tamanho aproximado de uma letra, número, hífen, espaço em branco, etc. A palavra “texto”, por exemplo, tem 5 caracteres: t e x t o. Cada caractere tem 8 bits, portanto a palavra TEXTO tem 40 bits. E como a cada 8 bits temos um byte, a palavra TEXTO. T E X T O . Cada caractere tem 8 bits, portanto asw2 palavra texto tem 40 bits. E como a cada 8 bits temos um byte a palavra texto terá 5 bytes de tamanho.

Dali para a frente, temos que fazer multiplicações, do mesmo jeito que fazemos quando passamos de milímetros para metros e de metros para quilômetros: multiplicamos por 1000. No caso dos computadores a multiplicação é por 1024, por razões que um dia qualquer eu conto.

Um texto que tiver 1024 caracteres, terá um Kbyte. Se você multiplicar por mais 1024, terá 1.048.576 caracteres, ou um Megabyte. Se multiplicar por mais 1024 terá um Gigabyte. E assim sucessivamente. Então com 1 GB é possível armazenar um texto com 1024x1024x1024 caracteres (o que dá 1.073.741.824 caracteres). Bom, tente fazer a conta de 12 bilhões de gigabites que o homem criaou ao longo de quarenta mil anos e você vai ficar louco…

Mas sabe o interessante, cara? No ano de 2007, sozinho, a humanidade produziu 100 bilhões de gigabytes. Num ano produziu oito vezes o que lela evou 40 mil anos pra ser feito!  E hoje devemos estar produzindo vinte, trinta vezes mais. O resultado é que nunca tivemos acesso a tanta informação! E o que a princípio deveria simplificar nossas vidas, acaba deixando tudo muito mais complicado.

Nesse sentido, SIMPLIFICAR passa a ter um papel fundamental em nossas vidas.

Pois é… Mas simplificar, bicho é complicado, cara!

Tem uma história deliciosa que trata da Sinfonia Inacabada de Schubert. Pra contar, vamos com o segundo movimento da sinfonia inacabada: andante com moto.

É maravilhosa, não é? Schubert tinha 25 anos em 1822 quando iniciou a composição dessa sinfonia que nunca viria a terminar. Foi sua sinfonia número 8, em si menor.  Seis anos depois, em 1828 ele morreria, vítima de uma febre tifóide. Schubert compôs apenas dois movimentos o allegro moderato e o andante com moto, que é o que você está ouvindo aí. Por isso trata-se de uma sinfonia inacabada.  Mas não se sabe a razão de Schubert não terminar a sinfonia, porque ele chegou a esboçar um terceiro movimento.

Pois então, um dia o presidente de uma grande empresa recebeu algumas entradas para um concerto em que seria apresentada a Sinfonia Inacabada de Schubert. Como  ele já tinha compromisso para aquela noite, deu as entradas para um de seus assessores, um especialista em produtividade. Na manhã após o concerto, o presidente encontrou o seguinte memorando sobre a sua mesa:

“Prezado Sr Presidente. Muito obrigado pelas entradas. No geral tivemos uma noite muito agradável, mas, sobre esta sinfonia existem algumas coisas que poderiam ser melhoradas: por um longo período de tempo os quatro tocadores de oboé não tinham nada a fazer. O número deles deve ser imediatamente reduzido e o seu trabalho distribuído entre o resto da orquestra, eliminando, deste modo, picos de atividade e excesso de pessoal.

Todos os doze violinos tocavam notas idênticas. Isto me parece uma duplicação desnecessária e deve haver um corte drástico no número de elementos neste setor. Se um volume alto de som é realmente necessário, isso poderia ser obtido através de um amplificador elétrico.

Muito esforço e atenção eram necessários na execução das semi-semicolcheias. Isto me parece um refinamento excessivo, se analisado do ponto de vista custo/benefício. Recomendo que todas as notas sejam arredondadas para a mais próxima semicolcheia. Se isto for feito, sugiro que o departamento de seleção contrate estagiários ou operadores de nível mais baixo, que certamente terão salários inferiores aos dos atuais músicos.

Não vejo nenhum propósito útil em repetir com instrumentos de sopro as passagens que já tenham sido tocadas pelas cordas. Trata-se, claramente, de uma duplicidade de funções. Se todas estas passagens redundantes forem eliminadas o concerto poderia ser encurtado em, pelo menos, vinte minutos.

Na condição de especialista, lembro que o momento atual das empresas requer uma concentração de esforços em atividades de racionalização, eficiência, competitividade, principalmente se considerada a globalização da economia.

Voltando ainda ao concerto, se Schubert tivesse prestado atenção a estas questões por mim levantadas, ele, indiscutivelmente teria sido capaz de terminar esta sinfonia.”

Você sabe que eu nunca tinha pensado essa questão da forma como você colocou. Mas agora me veio a experiência que eu tive há uns meses atrás.

Eu estava na porta de um restaurante, quando dois senhores se aproximaram de mim com alguma coisa na mão e eu imaginei logo que deveriam ser Testemunhas de Jeová ou algum grupo religioso que queria me vender o seu Deus. Aí eles me fizeram a seguinte proposta: o senhor quer ler em vinte minutos um livro de trezentas páginas? Eles eram vendedores daquela praga que é a leitura dinâmica. E eu disse: mas os senhores estão loucos completamente porque ler Guimarães Rosa em meia hora, não é possível, porque o prazer quer tempo, prazer rápido, só galo e galinha, que tem … eles ficaram assustadíssimos. Eu comecei a falar: vamos ouvir a Nona sinfonia em dez minutos, o que é que o senhor quer?

O prazer demanda tempo. Então, a gente tem que gastar tempo, porque a vida é pra isso. É pra gastar tempo. Quando a gente fala que está ganhando tempo, na realidade a gente não está ganhando tempo, a gente está é estragando o tempo.

Rarararara… Eu acho que é a segunda ou terceira vez que uso esse áudio do Rubem Alves no Café Brasil…e não canso de ouvir.

Pois é… Simplificar não é só cortar coisas, reduzir, buscar eficiência. Para simplificar temos que ter filtros inteligentes, capazes de separar as informações relevantes daquelas que só ocupam espaço e tempo. Capazes de eliminar o supérfluo mantendo a essência, mantendo o prazer.

Mas desenvolver esses filtros dá um baita trabalho, meu… Tem que estudar, viu? Estudar. Estudar. Tem que comparar. Vivenciar. Dói…. Por isso preferimos usar os filtros dos outros. Adoramos as listas dos “dez mais”, por exemplo. Assim fica mais fácil, alguém já seleciona por nós. Preferimos usar a roupa que a atriz usa na novela. Ler o livro que o fulano indicou. Usar o rótulo que a patota usa. É mais fácil pensar com a cabeça dos outros..

Mas quando pensamos com a cabeça dos outros, transferimos para esses outros a decisão sobre o que é melhor para nós. E quando esses outros são profissionais, vendedores, marqueteiros, políticos… já viu o que acontece, né? Somos conduzidos para consumir aquilo que interessa a quem filtra as informações. A quem simplifica. Passamos a acreditar que o mundo é aquilo que aparece na televisão, na revista ou no jornal. Deixamos de fora de nossas vidas milhões de opções mais interessantes.

Por isso a coisa mais importante que podemos fazer ao longo de nossas vidas é desenvolver conscientemente nossos próprios filtros para simplificar.

Mas tem um problema. Ter acesso às informações não adianta nada quando não temos um  repertório para dar sentido a essas informações. Estaremos atulhados em dados, números, fatos, sem conseguir processá-los. E é aí que desistimos: ah, vô fazê qui nem os outros tão fazeno…

E – pior que isso – confundimos o simples com o simplório.

“Fala pessoal do Café Brasil, Luciano, Lalá, Ciça, como vão? Espero que bem, desejo que muito bem.

Luciano, gostaria de fazer uma pergunta. Meu nome é Daniel e a pergunta que eu te faço é: o jogo muda? A gente viu, por exemplo, esse ano, o jogo mudou claramente com o Coronavírus e tudo mais e a pergunta é: o jogo muda mas os peões continuam os mesmos?

Por que que eu digo isso? Cara, essa semana, acho que foi, você postou no Facebook, eu acho, uma tabela dos podcasts mais escutados do Brasil, fiquei contente, óbvio, com o Café Brasil lá, mas me chamou muita atenção os outros podcasts maior audiência que o Café Brasil, mais de um, onde o dono era a Rede Globo. Já há um tempo atrás, escutando um outro podcast sobre games, falando com a galera jovem, e eu descobri que uma das ligas brasileiras, eu não sei se é de LOL – League of Legends, ou de Counter Strike, alguma coisa assim, um dos dois maiores jogos do planeta, são jogados no planeta, a liga do Brasil, quem é o dono de uma das ligas? É a rede Globo.

Na verdade, não é nem nada contra, é só uma questão de opinião. Na verdade, não é uma questão de opinião, é mais uma observação de estranheza. Puxa! Será que como minha pergunta: o jogo muda os peões, será que os bobos que assistiam novela, hoje são os que assistem e ficam ali babando no próximo episódio da série do Netflix? Será que os shiu, fica quieto, vai começar o jornal, que assistiam o Jornal Nacional, hoje levantam o nariz e  escutam podcast? Não sei nem se existe, mas se um William Bonner da vida aí fizesse um de boa com o Bonner, podcast, infelizmente, mas é provável que daria pau no Café Brasil em questão de audiência.

E aí que tá… muitas coisas acontecendo, minhas filhas são pequenas, mas também elas assistem o Youtube, nem sabem o que é televisão, elas ficam no tablet e tal, assistem Youtube, lá no Youtube elas tem lá o William Bonner delas lá, são dos joguinhos, distribuem dinheiro pras pessoas lá, enfim, começo e termino com a mesma pergunta: será que o jogo muda? As gerações passam, imperadores e os peões continuam só, de repente, muda, a imagem do jogo é isso aí a minha pergunta e meu agradecimento.

A culpa é sua, Luciano. Meu cérebro ficou tanquinho. Agora eu fico questionando tudo. E olha, eu me acho muito privilegiado, uma das coisas que eu mais me orgulho é de não ter certeza de nada ou, pelo menos, de não ter certeza de tudo. Obrigado. Um grande abraço, vida eterna ao Café. Aqui Daniel eu falo da cidade de Wellington, na Flórida, nos Estados Unidos. Beijo, beijo. beijo.”

Esse foi o Daniel Biló levantando uma grande lebre, que é exatamente a forma como poucos grupos tomam conta dos espaços de mídia e comunicação… Meu caro, é assim mesmo. A história é assim. O poder econômico define esses grandes sucessos de audiência, não sei se um dia teremos uma realidade independente. Mesmo os independentes que furam essa bolha, logo são cooptados. A única forma me parece ser mesmo nossa escolha individual como consumidores, de procurar o underground, de escapar das redes desses grandes grupos que sempre serão os donos da audiência milionária. O negócio é focar nos nichos e trabalhar para construir relacionamentos nutritivos, escolhendo a dedo onde você vai aplicar seu tempo de vida, quem é que merece a sua atenção. A massa vai pra onde o dinheiro está. Eu vou onde o conteúdo está.

Muito bem. O Daniel Biló receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe, distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Ô Lalá, como é que a gente simplifica essa bagaça?

Lalá – Ora, na hora do amor, use Prudence, simples assim, né?

Mais simples
José Miguel Wisnik

É sobre-humano amar
‘cê sabe muito bem
É sobre-humano amar sentir doer
Gozar
Ser feliz
Vê que sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano e está em ti querer até
Muito mais

A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples

Mas deixa tudo e me chama
Eu gosto de te ter
Como se já não fosse a coisa mais
Humana
Esquecer
É sobre-humano viver
E como não seria?
Sinto que fiz esta canção em parceria
Com você

A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples

Cara! Que delícia… Você está ouvindo MAIS SIMPLES, de José Miguel Wisnik, com ele e a Ná Ozetti.

É… a vida leva e traz… a vida faz e refaz….

Olha, simplificar não é diminuir, perder ou deixar mais pobres as coisas. É descobrir aquilo que é realmente importante. No caso da Sinfonia Inacabada e do especialista em produtividade, ele deixou de fora tudo aquilo que não dá para medir… A sensação de vários violinos tocando juntos é muito diferente de um ou dois violinos amplificados. Quando você vai cortando as coisas, por exemplo, é preciso compreender que há um limite em que a gordura passa a ser músculos.

Uma vez fui a um restaurante e pedi um bobó de camarão. Os caras trouxeram um, estava muito bom, mas … não tinha nada a ver com o maravilhoso bobó que eu comera na Bahia. Para se aproximar do gosto médio do paulistano, eles reduziram drasticamente o dendê. Porra, meu! Quem é que tira o dendê do bobó? Isso é crime, cara! Na visão deles era simplificação.

Simplificar tem significados diferentes para cada pessoa. Mas o melhor significado é: aquilo que faz sua vida melhor. E você pode praticar a simplificação, de fora para dentro, removendo as camadas que separam você daquilo que realmente importa.

O primeiro passo é aprender a dizer não. Você vai sendo demandado cada vez mais conforme ganha experiência de vida, e quando olha cara, seu tempo foi completamente tomado. Você está metido em tudo quanto é situação. É preciso dizer não, inclusive para coisas legais. Assim você abre espaço para coisas novas que podem estar mais em sintonia com seus objetivos.

Segundo passo: veja bem com quem você anda, cara. Se você se enfia no meio de gente muito ocupada, você vai ser mais um muito ocupado. Funcionar na velocidade máxima tem um limite… Uma hora o motor vai fundir. Cuidado para não querer ser exatamente igual à patota. Cuidado pra não querer ficar muito preocupado com o que eles pensam de você.  Qual é a sua velocidade de cruzeiro? Onde tem gente que possa trazer um pouco dessa paz, do tempo para contemplar e pensar? Olhe bem quem é que está te empurrando adiante, quem é que tá fazendo que você tente ficar igual. Cuidado pra não ficar igual a patota.

Terceiro passo: planeje para a simplificação. Isso passa pela escolha de onde aplicar seu tempo. Se bobear, seu tempo sendo consumido pelas coisas que não são saudáveis para você. Tem uma inversão aí que ser feita e que é muito complicada, mas que a maturidade acaba trazendo: primeiro o que é importante para seu bem-estar. Depois aquilo que precisa ser feito. Cara! A gente vive o contrário disso.

Você quer ver uma bobagem? Quantas camisas você tem penduradas no seu armário, hein? Quantos pares de sapato? De tênis? Quanta roupa que você não usa, nunca usou e nunca vai usar, ocupando espaços? Que poderiam estar aliviando a vida de alguém que não tem? A vida da gente é assim: acumulando coisas, acumulando funções, complicando o que deveria ser simples, criando mil oportunidades de escolha que ocupam nosso tempo e, no final, não agregam nada mais às nossas vidas.

Mais atrai mais. Menos atrai menos.

Nesse sentido, a pandemia foi um aprendizado inestimável, cara. Simplificou milhares de processos, reduziu custos diretos e indiretos, agilizou as coisas e agora me permite fazer mais, muito mais.

Recentemente eu viajei para palestrar em Fortaleza. Uma viagem dessas, antes da pandemia, significaria no mínimo dois dias aplicados pra uma palestra. Desta vez eu cheguei em Fortaleza e fiz uma palestra online pela manhã, fiz a palestra presencial à noite e outra online na manhã seguinte. Cara! Três palestras num espaço de tempo que antes da pandemia só permitia uma! As duas feitas do meu laptop, num quarto de hotel.

Dá pra sacar o nível de simplificação que isso significa?

Palestras online não substituem o glamour, a energia, a troca, a dinâmica de uma palestra ao vivo. São como assistir a orquestra tocando a Sinfonia Inacabada de Shubert no Concertos para a Juventude da TV Cultura… comparadas com assistir ao vivo na magnífica Sala São Paulo. Cara! Pela TV será sempre mais simples, barato, rápido e confortável. Mas não se iguala à emoção do ao vivo. A questão é: quando escolher um quando escolher o outro?

Quando é que a simplificação é vantagem?

Pra isso tem de ter… repertório.

E por falar em repertório cara, você quer ver o exemplo do Itaú Cultural? Eles continuam promovendo suas ações, acabam de inaugurar uma mostra com a vida e obra de Lima Duarte. Lima Duarte, que é a cara do brasileiro. A sua história acompanha a evolução dos nossos formatos para contar histórias – rádio, teatro, televisão, cinema e até a internet. O ator, diretor, sonoplasta, dublador e apresentador, Lima completou 90 anos em 2020, é tema da 50ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural.

Se você não consegue ir lá visitar, ao vivo, in loco, o Itaú Cultural simplifica: você pode conhecer pelo site mais de 50 eventos riquíssimos nos quais dá pra mergulhar, cara.

Procure a Ocupação no itaucultural.org.br.

Agora você tem cultura entrando por aqui, ó: pelos olhos e pelos ouvidos…

Ser feliz é complicado
Nico Nicolaiewsky

Ser feliz é complicado
bem mais fácil é sofrer
e ficar parado
sem saber o que fazer

Eu não sei o que fazer
vou fazendo mesmo assim
eu não vou ficar esperando
alguém fazer por mim

Vou deixar o sol entrar
acabar com a escuridão
abrir a janela do quarto e gritar para o mundo
eu quero outra chance!

Alguém vai escutar
alguém que vai sorrir
alguém que como eu cansou de desistir

Vou abrir meu coração
alguém vai escutar
então vou deixar o sol entrar.

Opa, esse é o saudoso Nico Nicolaiwiski, cara com o seu SER FELIZ É COMPLICADO. É ele que eu vou usar pra  caminhar pro fechamento deste programa simplezinho.

Olha, a gente se sente exausto na vida porque assume muitos compromissos, incorporamos complexidade de todo lado, temos medo de ficar fora da patota, ficamos alucinados com a eficiência, cortamos os violinos, abraçamos a leitura dinâmica, ouvimos podcasts em velocidade acelerada, cara… E acaba que o que interessa, que é o prazer que o Rubem Alves citou, fica para trás.

Aprenda a dizer não para as coisas, deixe de se preocupar com o que os outros pensam de você. Arrume tempo, arrume tempo para as coisas saudáveis.

E o moral da história é o seguinte: construímos sistemas cada vez mais complexos, desenhados para simplificar nossas vidas, mas que na verdade complicam. Nosso cérebro não se desenvolve na velocidade da tecnologia. Temos acesso a todo tipo de informação, mas não treinamos nossas mentes a filtrar e processar essa informação. Portanto, em vez de procurar mais informação, em vez de botar um software novo, em vez de comprar uma máquina nova, mais potente e mais rápida, concentre-se em desenvolver um repertório capaz de processar a informação que já se encontra aí à sua disposição.

É assim que começa a simplificação.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí ó, completando o ciclo, simplificando as coisas.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br.

E tem muito mais ainda se você se inscrever no meu curso CAMP, onde eu entrego ali seis módulos que vão dar pra você uma visão  diferente da realidade e você vai poder simplificar os teus processos. Fica muito mais ágil tomar decisões, fazer escolhas que vão tornar a vida mais simples.  Vai lá, cara! mlacafebrasil.com. De novo mlacafebrasil.com. Vem pro CAMP, cara!

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Nico Nicolaiewiski.

Eu não sei o que fazer, vou fazendo mesmo assim. Eu não vou ficar esperando, alguém fazer por mim.