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Luciano Pires -

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Para inovar com oferta de novos produtos, fizeram uma parceria com uma startup chamada Lowko, ele-o-dábliu-ká-o, lowko, que faz um sorvete impossível com ingredientes de origem natural, sem adição de açúcar, nem adoçantes artificiais. Baixíssimas calorias, portanto. Tem avelã com chocolate, banana com creme de avelã, brigadeiro, chessecake de goiaba, chocochips…eu vou ter que parar a gravação aqui cara! Olha, com os produtos da Lowko, a Perfetto dá ainda mais prazer. E com um produto ainda mais saudável!

Dê uma olhada lá em lowko.com.br: l, o, w, k, o – lowco. lowco.com.br.

Com sorvete #TudoéPerfetto. E com baixa caloria!

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Para a Terra, é o olho do dono que engorda o boi, e esse olho precisa ser cada dia mais inteligente.

terradesenvolvimento.com.br – inteligência a serviço do agro

Pandemia, que loucura. Tranca, abre, tranca, abre. Toma vacina, trata precocemente, vai pra escola, não vai pra escola… E aí, hein? Afinal, esse lockdown funciona? E a vacina? E a cloroquina? Pô, enquanto essa ciência não chega num acordo você está determinando suas atitudes e o destino de sua vida baseado em explicações que não podem ser comprovadas?

Eu acho que tem um dragão na sua garagem, cara…

Vamos falar um pouco mais de ciência, desta vez pelas mãos de Carl Sagan.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Disco voador
Diogo Mulero

Tomara que seja verdade
Que exista mesmo
Disco voador!

Que seja um povo inteligente
Que traga pra gente
A paz e o amor!

Se for pro bem da humanidade
Que felicidade esta intervenção,
Aqui na terra só se pensa em guerra,
Matar o vizinho é nossa intenção!

Se Deus que é todo poderoso
Fez este colosso suspenso no ar
Por que não pode ter criado
Um mundo afastado da terra e do mar!

Tem gente que não acredita
Acha que é mito os mistérios profundos
Quem tem um filho pode ter mais filhos,
O Senhor também pode ter outros mundos!

Os homens de nosso planeta
Dão a impressão que já não tem mais crença,
Ao invés de fabricar remédio
Pra curar o tédio e outras doenças,
Inventam armas de hidrogênio
Usam o seu gênio fabricando bombas
Mais não se esqueça que por mais que cresça
Que perante Deus qualquer gigante Tomba!

O nosso mundo é um espelho
Que reflete sempre a realidade!
Quem planta vinha colhe uva
Quem planta chuva colhe tempestade!

No tempo que Jesus vivia
Ele disse um dia e não foi a esmo
Que neste mundo que a maldade infesta
Tudo que não presta morre por si mesmo!

Ah, que maravilha, cara… você ouve o clássico Disco Voador, com o pesquisador das raízes musicais brasileiras, violeiro, cantor e compositor Dércio Marques, de Uberlândia. Essa canção foi composta pelo cantor, compositor e diretor musical Diogo Mulero, que ficou conhecido como Palmeira. Foi gravada pela dupla Palmeira e Biá em fevereiro de 1955. Prestou atenção na data, cara? 1955! E a mensagem continua maravilhosa…

Um dos mais destacados pesquisadores sobre a vida extraterrestre foi Carl Sagan, um dos maiores divulgadores científicos de todos os tempos. Sagan era cosmólogo, cientista, biólogo, astrofísico e astrônomo. Ficou bastante conhecido por seu trabalho de divulgação científica, sendo o apresentador da série Cosmos: Uma Viagem Pessoal, onde tratou também de outros temas, como a origem da vida.

No começo dos anos 1970, logo após a chegada do homem à Lua, a humanidade estava excitada com a perspectiva de encontrar vida em outros planetas. Em 1971, enquanto exilado em Londres, Caetano Veloso lançou uma canção maravilhosa, chamada London, London.

Você está ouvindo aí ao fundo, London London em versão instrumental de Breno Monteiro. Cara, essa canção é tão boa que resistiu até aquela versão do RPM com Paulo Ricardo…

Olha cara: naquela época, eu, do alto de meus 15 anos, fiquei fascinado com aquela canção que falava de alguém caminhando pela rua procurando discos voadores no céu…

Em março de 1972, a Nasa lançou a sonda espacial Pioneer 10. Seu destino era Júpiter e, depois, er a extremidade do nosso sistema solar. Acoplado à sonda estava um diagrama científico e artístico, a Placa Pioneer. Carl Sagan e seu colega Frank Drake trabalharam juntos para projetar uma mensagem interestelar. Se alguma inteligência extraterrestre encontrasse a sonda, a placa mostraria quem somos e onde estamos. Os dois cientistas partiram da premissa de que a ciência e a matemática são linguagens universais, ou seja, podem ser entendidas por qualquer vida inteligente. E lá se foi a Pioneer. Depois de mais de 30 anos, seu último sinal muito fraco foi recebido em janeiro de 2003.

Então, quer dizer que Carl Sagan acreditava em extraterrestres? Não necessariamente. Ele acreditava é na possibilidade de existência de extraterrestres. E como um cientista, buscava evidências. E enquanto não encontrava, ele experimentava.

London, London
Caetano Veloso

I’m wandering round and round, nowhere to go
I’m lonely in London, London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear

I know, I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I’m wandering round and round here, nowhere to go

While my eyes go looking for flying saucers in the sky
While my eyes go looking for flying saucers in the sky

Oh Sunday, Monday, Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to please them

It’s good at least, to live and I agree
He seems so pleased, at least
And it’s so good to live in peace
And Sunday, Monday, years, and I agree

While my eyes go looking for flying saucers in the sky
While my eyes go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at, choose no way
I just happened to be here, and it’s ok
Green grass, blue eyes, grey sky
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
Green grass, blue eyes, grey sky
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say

But my eyes go looking for flying saucers in the sky
Yes, my eyes go looking for flying saucers in the sky

Londres, Londres

Estou vagando, dando umas voltas, sem direção
Estou solitário em Londres, Londres é amável assim
Cruzo as ruas sem medos
Todo mundo deixa o caminho livre

Sei que não conheço ninguém aqui prá dizer olá
Sei que eles deixam o caminho livre
Estou solitário em Londres, sem medos
Estou vagando, dando umas voltas, sem direção

Enquanto meus olhos saem procurando por discos voadores no céu
Enquanto meus olhos saem procurando por discos voadores no céu

Oh Domingo, segunda, Outono, passam por mim
E as pessoas passam apressadas com tanta paz
Um grupo aborda um policial
Ele parece tão satisfeito em poder atendê-los

É bom pelo menos estar vivo e eu concordo …
Ele parece tão satisfeito, pelo menos
E é tão bom viver em paz
E Domingo, segunda, os anos, e eu concordo …

Enquanto meus olhos saem procurando por discos voadores no céu
Enquanto meus olhos Saem procurando por discos voadores no céu

Não escolho nenhum rosto para olhar, não escolho caminho
Acontece apenas de eu estar aqui e estar tudo bem
Grama verde, olhos azuis, céu cinza
Deus abençoe a dor silenciosa e a felicidade
Eu vim para dizer sim e digo
Grama verde, olhos azuis, céu cinza
Deus abençoe a dor silenciosa e a felicidade
Eu vim para dizer sim e digo

Mas meus olhos saem procurando por discos voadores no céu
Sim, meus olhos saem procurando por discos voadores no céu

Ai cara! Taí a versão original de London London, de 1971, com Gal Costa numa interpretação definitiva pra essa música… O arranjo cara, é fenomenal

Carl Sagan dizia assim: “Meus pais não sabiam quase nada sobre ciência. Mas, ao me apresentarem simultaneamente ao ceticismo e à admiração, eles me ensinaram dois modos de pensamento que coabitam de maneira incômoda e que são centrais para o método científico”.

Sacou? Ceticismo é a dúvida permanente. E admiração é aquele sentimento de respeito, consideração ou reverência. Ele duvidava, mas respeitava e considerava. Dois sentimentos convivendo ao mesmo tempo dentro de uma mente brilhante, cara. Deu no que deu.

Carl Sagan dedicou grande parte de sua vida a refutar as pseudociências, e organizou dois simpósios na Associação Americana para o Avanço da Ciência. O primeiro, em 1969, tratava do estudo dos OVNIs, os discos voadores. Naqueles anos, ao longo dos anos 60 todinhos, especialmente a partir do final dos anos 50, relatos de que objetos voadores não identificados estariam visitando a Terra, eram constantes. Embora não houvesse evidências suficientes para trazer certezas, o grande volume de relatórios justificava que o assunto fosse examinado.

Naquela época eu me envolvi com astronomia em Bauru e o meu mentor chamava-se Luiz Gonzaga Bevilacqua, um sujeito excepcional, que representou o Brasil em diversos simpósios sobre astronomia e astronáutica pelo mundo. Ele me apresentou o Blue Book, um trabalho extenso de pesquisa sobre discos voadores realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos, para o qual ele colaborou. E me mostrou como era minucioso o processo de interrogação das testemunhas, e como quase todas caiam em contradição.

Carl Sagan também esteve envolvido com o Projeto Blue Book, que quando foi encerrado em 1970, havia analisado 12.618 “avistamentos”, dos quais 700 foram classificados como não identificados. Para Sagan, os casos existentes eram muito exóticos, não possíveis de serem explicados em termos de fenômenos razoáveis. Durante anos, especialmente na década de 1990, quando temas como astrologia, abduções alienígenas e medicina alternativa se tornaram moda, Carl Sagan aplicou um padrão cético que ficou eternamente associado a seu nome:

– Alegações extraordinárias requerem provas ou evidências extraordinárias.

Carl Sagan queria dar a cada cidadão ferramentas para a detecção de mentiras, como garantia de defesa contra as fraudes do comércio, da política e da ciência.

Em seus últimos anos, Sagan deu suas contribuições mais importantes na luta contra a pseudociência. Em seu livro O mundo assobrado pelos demônios, Carl Sagan lista nove regras de pensamento cético:

  1. Sempre que possível, deve haver confirmação independente dos “fatos”.
  2. Incentive o debate profundo sobre as evidências, por parte de gente bem informada de todos os pontos de vista.
  3. Argumentos de autoridade têm pouco peso – “autoridades” cometeram erros no passado e farão isso novamente no futuro.
  4. Examine mais de uma hipótese. Se há algo a ser explicado, pense em todas as diferentes maneiras pelas quais isso poderia ser explicado. Em seguida, pense em testes pelos quais você pode refutar sistematicamente cada uma das alternativas. O que sobreviver, a hipótese que resiste à refutação nessa seleção darwiniana entre “múltiplas hipóteses de trabalho”, tem uma chance muito melhor de ser a resposta certa do que se você simplesmente tivesse aceitado a primeira ideia que despertou seu interesse.
  5. Tente não se apegar excessivamente a uma hipótese só porque ela é a sua. É apenas um estágio intermediário na busca do conhecimento. Pergunte a si mesmo por que você gosta da ideia. Compare-a de maneira justa com as alternativas. Veja se consegue encontrar motivos para rejeitá-la. Se você não fizer isso, outros o farão.
  6. Se tudo o que você está explicando tem alguma medida, alguma quantidade numérica associada a ela, você será muito mais capaz de discriminar entre hipóteses concorrentes. O que é vago e qualitativo está aberto a muitas explicações. É claro que há verdades a serem buscadas nas muitas questões qualitativas que somos obrigados a enfrentar, mas encontrá-las é mais desafiador.
  7. Se houver uma cadeia de argumentos, todos os elos da cadeia devem funcionar (incluindo a premissa) e não apenas a maioria deles.
  8. Navalha de Occam. É um princípio científico e filosófico que propõe que diante de várias explicações para um problema, a mais simples geralmente é a correta.
  9. Sempre pergunte se a hipótese pode ser, pelo menos em princípio, falsificada. As proposições não testáveis ​​e não falsificáveis ​​não valem muito. Você deve ser capaz de verificar as afirmações. Céticos inveterados devem ter a chance de seguir seu raciocínio, de duplicar seus experimentos e ver se obtêm o mesmo resultado. As propostas que não podem ser provadas ou demonstradas como falsas não têm muito valor científico.

Até seus últimos dias, Sagan aplicou essas regras em sua luta contra a superstição e o que ele chamou de “ciência lixo”, exortando a humanidade a manter um espírito crítico. “A pseudociência fala de necessidades emocionais poderosas que a ciência muitas vezes deixa por satisfazer”.

Depois de sofrer de uma doença da medula óssea por dois anos, em 20 de dezembro de 1996, aos 62 anos, Carls Sagan encerrou suas atividades aqui na terra e voltou para casa.

Eu não sei dizer em qual galáxia…

“Grande Luciano. David Butros aqui de Rio Claro de novo, mandando essa mensagem, dessa vez pra fazer, não diria uma crítica, mas uma opinião, tá bom?

Eu te acompanho há bastante tempo e já me aventurei nos episódios mais antigos do Café Brasil. E eu vejo, na evolução dos seus áudios, também a evolução da sua voz. Lá atrás nos seus primeiros episódios, você tinha uma voz, um timbre de voz, uma entonação completamente diferente daquela que você tinha quando colocava os brasileiros, a música brasileira pocotó na sua versão original, que também é diferente da versão original, da versão atual, onde você coloca uma voz mais… não sei especificar, mas uma voz mais acolhedora. Acho que vou usar esse termo. Acolhedor.

Lá no começo uma voz um ppouco mais irônica, no meio uma voz um pouco mais alegre e agora uma voz um pouco mais acolhedora. Que me agrada, me agrada, uma voz suave, pra quem gosta de ouvir os áudios é uma voz realmente acolhedora na sua definição.

Nas redes sociais, pelo menos na leitura do Cafezinho, eu acho que você ainda não encontrou a sua voz. Não sei… quando você coloca pra fazer, curtir, pra compartilhar, entendo a importância de fazer isso, eu acho que você ainda tá se aventurando e se encontrando pra conseguir encontrar a sua forma de comunicação. Não sei qual está sendo o seu retorno com isso, mas eu procuraria, dando aqui o meu pitaco, uma voz também acolhedora e não essa voz dos youtubers mais jovens, que…”ora vejam”, “venha, compartilhe, curta, faça”. Não. Acho que você foge daquele Luciano Pires que eu estou acostumado a escutar no rádio do meu carro viajando pra causar reflexão.

Então, fica aqui o meu pitaco pra que, de repente, você fazer um teste de uma voz acolhedora, de uma forma acolhedora também nas redes sociais no seu Cafezinho. E nas outras formas de comunicação que você está desbravando.

Um abraço e que tenha vida longa também em todas as versões do Café Brasil”.

Grande Davi, tudo bem? Meu caro, tem várias implicações aí, viu? Lá atrás quando começou o podcast, eu tinha 49, 50 anos de idade. Eu estava transitando das palestras no palco para o microfone. Era tudo empostado, artificial. Com o tempo fui relaxando e acho que cheguei num ponto que também me agrada. Mas quando eu gravo o podcast aqui, eu estou sozinho, relaxado, debruçado sobre um microfone, saboreando um texto, a leitura. O Cafezinho é completamente diferente, cara. Ali en não estou no estúdio, estou na minha sala,estou falando para uma câmera, fora do estúdio, ainda me familiarizando com o novo processo. No Cafezinho, sou mais natural do que aqui no Café Brasil. Mas isso tudo é um processo, com o tempo a gente vai chegar lá. Afinal, vamos na ciência? É experimentando, testando e avaliando e validando os resultados que chegamos mais perto da verdade, não é?

Obrigado pela dica, cara!

Muito bem. O Davi receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, hoje eu quero que você faça com uma voz melhor. Capricha na voz aí. Qual é a mensagem?

Lalá – Ahhh, na hora do amor, use Prudence. Tá bom assim?

Two little men in a flying saucer

Two little men in a flying saucer flew down to Earth one day
Looked to left and right of it, couldn’t stand the sight of it and said let’s fly away
They took a look at a Western movie, somebody heard them say
If a horse can be a star, think how dumb the people are
We’d better fly away
Then they shook their little green antennas, scratched their purple hair
Said this planet is an awful menace, let’s go back to where we came from
Two little men in a flying saucer just didn’t care to stay
Said it’s too peculiar here, headed for the stratosphere and quickly flew away
Now they took a left in Ebbets Field in Brooklyn when the Dodgers played a baseball game
Heard all the screaming, said we must be dreaming ‘cause this planet is insane
During intermission, heard a politician making speeches as they traveled by
But they departed faster than they started ‘cause the holler blew them sky high
Two little men in a flying saucer flew down to Earth one day
Listened to a radio, saw a television show and said let’s fly away
They got their fill of commercial jingles and they were heard to say
All the people seem to be living in a nursery we’d better fly away
Traveled all around and once they’d seen us said let’s head for space
We were better off on Mars and Venus, goodness what a place to live in
Two little men in a flying saucer just didn’t care to stay
Crossed a crowded thoroughfare, saw the hats the women wear and quickly flew away
And quickly flew away

Dois homenzinhos em um disco voador

Dois pequenos homens em um disco voador voou para a Terra um dia
Parecia para a esquerda e para a direita, não podia suportar a visão dele e disse vamos voar para longe
Eles deram uma olhada em um filme ocidental Alguém os ouviu dizer
Se um cavalo pode ser uma estrela, pense o quanto as pessoas são burras, é melhor voarmos

Então eles balançaram suas pequenas antenas verdes, arranharam seus cabelos roxos
Disse que este planeta é uma terrível ameaça, vamos voltar para onde viemos
Dois pequenos homens em um disco voador simplesmente não se importaram em ficar
Disse que é muito peculiar aqui, para a estratosfera e rapidamente voou

Agora eles tomaram uma esquerda em Ebbets Field, no Brooklyn, quando os Dodgers jogaram um jogo de beisebol
Ouvi todos os gritos, disse que devemos estar sonhando porque este planeta é insano
Durante o intervalo, ouvi um político fazendo discursos enquanto viajavam
Mas eles partiram mais rápido do que começaram porque o holler os jogou alto

Dois homenzinhos em um vôo pires voou dow n à Terra um dia
Ouvimos um rádio, assistimos a um programa de televisão e dissemos “vamos embora”
Eles se divertiram com jingles comerciais e eles ouviram dizer
Todas as pessoas parecem estar vivendo em uma creche é melhor voar para longe

Viajou por toda parte e uma vez que eles nos viram disse “vamos para o espaço”
Estávamos melhor em Marte e Vênus, que lugar para morar
Dois homenzinhos em um disco voador simplesmente não se importaram em ficar
Atravessou uma via lotada, viu os chapéus que as mulheres usam e rapidamente voaram
E rapidamente voou para longe

Ah cara, que maravilha… Você ouve Ella Fitzgerald com “Two little men in a flying saucer”. A canção fala de dois homenzinhos em um disco voador que voaram para a Terra um dia. Olharam para a esquerda, olharam para a direita, não conseguiram suportar a visão e disseram: vamos voar de volta para longe… Essa canção é de 1951!

Em seu livro “O Mundo Assombrado por Demônios”, Carl Sagan escreveu um capítulo chamado “O dragão na minha garagem”. Eu vou reproduzir aqui um trecho, enquanto ao fundo o Lalá vai colocar, mais uma vez,

a versão de Eumir Deodato para Assim Falou Zarathustra, de Johann Strauss….

“Suponhamos que eu lhe faça seriamente a seguinte afirmação:

— Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.

Com certeza você iria querer ver por si mesmo. Afinal, são inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências concretas de sua existência. Que grande oportunidade!

— Mostre-me! — você diz.

Eu levo você até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

— Ué? Onde está o dragão? — você pergunta.

— Oh, está ali — respondo, acenando vagamente. — Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.

— Boa ideia — eu digo —, mas esse dragão flutua no ar.

Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

— Boa ideia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.

— Boa ideia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe, com uma explicação especial de por que não vai funcionar.

Você já passou por uma experiência assim, hein? Claro que não com um dragão?

Muito bem. Existe alguma diferença entre um dragão invisível, que flutua no ar, incorpóreo, que cospe fogo que não tem calor e um dragão que não existe? Se não é possível refutar a minha afirmação de que o dragão existe, o que significa dizer que ele existe, cara? Você vai acreditar só porque eu disse?

Alegações que nos inspiram ou motivam, mas que não podem ser testadas e que são imunes à refutações, não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que elas possam ter.

Isso me leva a citar Marx. Não o Karl, mas o Groucho:

Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?

Agora, imagine que o tal dragão invisível deixa pegadas na farinha enquanto você observa. Que seu detector de infravermelho faz uma leitura curiosa de certas fontes de calor no ambiente. A tinta borrifada revela o contorno do monstro. Por mais cético que você seja a respeito da existência do dragão — ainda mais invisíveis —, teria de reconhecer que existe alguma coisa no ar, e que de forma preliminar ela é compatível com um dragão invisível que cospe fogo pelas ventas.

Então vamos lá: uma hipótese que não pode ser testada, não é considerada seriamente pela ciência. Um dragão que não pode ter sua existência provada, para a ciência, ele não existe.

Mas…

No programa anterior, eu falei de Karl Popper e sua afirmação: o fato de você nunca ter visto um cisne negro, não prova que cisnes negros não existem. E se eles existem, mas a ciência não puder comprovar, hein?

Lembra de Galileu Galilei escapando da fogueira ao renegar sua hipótese de que a terra giraria em torno do sol? Ele foi chamado de louco, não foi? Afinal, como entender e usar um conhecimento sobre algo que não dá pra verificar? Galileu só foi redimido muito tempo depois, quando a ciência conseguiu comprovar sua hipótese. A questão que tenho eu levantado em meus podcasts mais recentes, por inspiração das discussões sobre o tratamento da Covid 19 é: o que acontece enquanto a ciência não consegue provar que o dragão definitivamente existe, hein? O dono do dragão é motivo de chacota, perseguido, ridicularizado, cancelado e, no extremo, vai para a fogueira.

E está no ar a Escola Itaú Cultural, plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização; promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui: pelos olhos e pelos ouvidos…

Vamos então às duas éticas de Max Weber, que eu acho que colocam a discussão no eixo onde ela tem de estar?

Weber falou da ética da convicção do homem comum:  de atuar segundo o conjunto de valores e crenças que consolidamos ao longo da vida.

E falou da ética da responsabilidade do homem público: pensar também no resultado de suas ações para a organização que você representa.

Como homem comum, posso perfeitamente acreditar na existência de um dragão na garagem, que a qualquer momento vai sair e incinerar pessoas das quais eu gosto. Posso até investir num muro anti-chamas e num portão ultra reforçado para a garagem, que impeça o bicho de sair. E ninguém tem nada com isso.

Mas se eu for eleito governador, eu não posso definir que verbas públicas sejam empregadas na construção de abrigos contra dragões de garagem. Você entendeu a diferença?

Eu, Luciano, homem comum, faço o que quiser desde que assuma a responsabilidade. Mas eu, Luciano, homem público, não posso fazer o que eu quiser. Ou aquilo que acho que é o melhor. Preciso estar ancorado nas evidências científicas. É ela, a ciência, que deve embasar com fatos, experiências, comprovação de hipóteses e evidências concretas, as minhas decisões de obrigar que outras pessoas ajam de uma ou de outra maneira. Eu não posso agir baseado no “eu acho”, especialmente quando tenho o poder de decidir o que outras pessoas vão fazer. E isso não quer dizer que a ciência esteja certa, mas que as hipóteses foram estudadas e testadas. Eu preciso da segurança que a ciência me dá, caso contrário eu vou ter de tomar decisões baseado naquilo que alguém acha. E se esse alguém acreditar que tem um dragão na garagem, e me influenciar, nós vamos ter um problema.

Especialmente porque nos círculos de poder e do dinheiro, influenciando a tomada de decisões, estão certos indivíduos que apresentam explicações não testáveis. E eles são espertos o suficiente para pincelar algumas verdades em suas hipóteses. Esses espertos conquistam admiradores e seguidores, influenciam tomada de decisão, metem a mão em dinheiro e desfrutam de poder. A questão é como distinguir as verdades das charlatanices, vigarices e maluquices?

Então aparece ela, a internet, e junto com ela as redes sociais. Vivemos uma era de tecnologias de comunicação que está provocando uma revolução sem precedentes na história. Mas as mesmas tecnologias que espalham conhecimento, também espalham mentiras e ignorância. Quando Sagan morreu, a internet tinha apenas alguns anos, os mecanismos de pesquisa estavam ainda começando a funcionar e as mídias sociais e os smartphones só surgiriam dez anos depois. Dos grandes temas hoje discutidos, apenas as mudanças climáticas era discutidas e eram importantes naquela época. O que aconteceu de lá para cá foi um caos de mistura de ciência, superstição, com religião e com política.

Que culminou nisso que nós estamos vendo. Politização de remédio.

Cara, como eu queria que o Carl Sagan estivesse vivo, para ouvir sua opinião sobre tudo que anda acontecendo. Mas infelizmente ele já não está por aqui. E o que sobra pra gente são… dúvidas. E dívidas.

Queremos saber
Gilberto Gil

Queremos saber
O que vão fazer
Com as novas invenções
Queremos notícia mais séria
Sobre a descoberta da antimatéria
E suas implicações
Na emancipação do homem
Das grandes populações
Homens pobres das cidades
Das estepes, dos sertões

Queremos saber
Quando vamos ter
Raio laser mais barato
Queremos de fato um relato
Retrato mais sério
Do mistério da luz
Luz do disco voador
Pra iluminação do homem
Tão carente e sofredor
Tão perdido na distância
Da morada do Senhor

Queremos saber
Queremos viver
Confiantes no futuro
Por isso de faz necessário
Prever qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder
Pois se foi permitido ao homem
Tantas coisas conhecer
É melhor que todos saibam
O que pode acontecer

Queremos saber
Queremos saber
Todos queremos saber

Uau, cara! É assim então, ao som de Queremos Saber, que Gilberto Gil compôs lá nos anos 1970 e que Cássia Eller eternizou com aquela sensibilidade que só ela, que vamos saindo. Cara, procure ouvir com atenção a letra dessa canção.

Escute só: “Razão não é só pensamento lógico: reduzi-la a isso é uma idolatria dos meios acima dos fins, que termina num fetichismo macabro. Razão é o senso da unidade do real, que se traduz na busca da coesão entre experiência e memória, percepções e pensamentos, atos e palavras.

A capacidade lógica é uma expressão parcial e limitada desse senso. Também são expressões dele o senso estético e o senso ético. O senso estético anseia pela unidade das formas sensíveis, o senso ético pela unidade entre saber e agir. Tudo isso é razão.”

Sabe quem disse isso, hein? Olavo de Carvalho. (derruba disjuntor)

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Agora tem uma loja, cara! A gente inaugurou a loja do Café Brasil. entre lá no lojadoluciano.com. De novo: lojadoluciano.com, você vai entrar numa loja onde tem livros, e-books, mas tem uma ala lá dentro com caneca, com camiseta e estão aparecendo umas camisetas com umas estampas cara, estampa de programa clássico. Tem a estampa do Bohemian Rhapsody, estampa do Rocket man, estão vindo outras aí muito legais. Dá uma olhada lá que vale a pena, tá? De novo: lojadoluciano.com.

De onde veio este programa tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! Vai lá. Tem muito material, tem gente de primeira linha, tem um grupo no Telegram que é uma delícia. Se você acessar confraria.cafe, vai conhecer todos os planos. Se você assinar o plano anual da Confraria, você vai pagar R$8,33 por mês. Pra ter conhecimento que vai usar pela vida toda.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Carl Sagan:

Na ciência não existem autoridades; no máximo, existem especialistas.