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Café Brasil 763 – A Agro é pop?

Café Brasil 763 – A Agro é pop?

Luciano Pires -

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil,  fazendo sorvetes!

E para inovar com oferta de novos produtos, fizeram uma parceria com uma startup chamada Lowko, que faz um sorvete impossível, com ingredientes de origem natural, sem adição de açúcar, nem adoçantes artificiais. Baixíssimas calorias, portanto. Tem avelã com chocolate, banana com creme de avelã, brigadeiro, cheesecake de goiaba, chocochips…huumm cara, que delícia… com os produtos da Lowko, a Perfetto dá ainda mais prazer. E com um produto ainda mais saudável!

Dê uma olhada lá em lowko.com.br: l, o, w, k, o – lowco.

Com sorvete #TudoéPerfetto. Com baixa caloria!

Sabe quem mais ajuda este programa chegar até você? A Terra Desenvolvimento, que é especializada em gestão de empresas agropecuárias. E faz isso suportada por diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora. A Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente.

Para a Terra, é o olho do dono que engorda o boi, e esse olho precisa ser cada dia mais inteligente.

terradesenvolvimento.com.br – inteligência a serviço do agro

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica, pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta, está em chamas. Isso é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa emergência de primeira ordem em dois dias”

Essa fala foi de Emmanuel Macron, Presidente da França, em agosto de 2019.

A intenção era mostrar ao mundo que o Brasil está nas mãos de incompetentes que vão botar fogo no pulmão do planeta pra transformar a Amazônia em pasto.

Como é que combate uma narrativa dessas, hein?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Temos no planeta cerca de 7,8 bilhões de habitantes. O ranking tem a China em primeiro, com 1,44 bilhões, seguida da Índia, com 1,38 bilhões. O terceiro colocado fica loooonge. São os Estados Unidos, com 332 milhões. Depois vem Indonésia, Paquistão, Brasil, Nigéria, Bangladesh e México.

Desses dez, apenas os Estados Unidos podem ser considerados um país de primeiro mundo. A China, com todo seu poder, é uma panela de pressão social, com desigualdades gritantes e muito a ser conquistado em termos de liberdade. Os outros oito… bem, somos nós, né? Países em desenvolvimento, com tudo para ser ainda arrumado e com muita, muita gente para alimentar.

A previsão é chegar nos 10 bilhões de habitantes no planeta antes de 2100. É muita gente pra comer… Resumindo: as perspectivas para o Agronegócio são as melhores possíveis. Mas apesar dessa crescente demanda global por alimentos, rações, combustível e fibras, o agronegócio enfrenta grandes desafios em todo o mundo e não apenas no Brasil.

O Agro não é só o que se vê, é também a percepção que temos sobre o Agro. Aliás, que uma certa elite tem… transformando o Agro todo o tempo no vilão que envenena, queima, rouba terras, mata, destrói o ambiente e escraviza os oprimidos.  Como se entende daquela fala do Macron.

Parece uma grande loucura, não é? Pois é. Mas essa narrativa está por aí e é ela que explica a preocupação do mundo com as girafas da Amazônia.

Ao fundo você está ouvindo a versão instrumental que Guilherme Arantes e sua banda interpretam, de Planeta Água, de autoria do próprio Guilherme. Essa canção é de 1981.

O Guilherme conta que  o Ney Matogrosso ia gravar um disco sobre a Amazônia; e o Mazzolla, produtor, pediu-lhe uma canção inédita. E ele diz que fez assim:

– Cheguei em casa, e… pum! Saiu!

Água que o sol evapora,
pro céu vai embora
virar nuvens de algodão.
Gotas de água da chuva,
alegre arco-íris sobre a plantação.
Gotas de água da chuva,
tão tristes, são lágrimas na inundação.

Planeta Água… água… o que seria do Agro sem água? Bom, pergunte para alguém do agro e você vai ter uma aula.

Eu encaro a questão da imagem do Agro como uma revolução cultural necessária. É uma baita crise de imagem. Mas é uma crise muito bem direcionada.

O povo sabe muito bem do valor do Agro. Quem finge que não sabe é uma certa elite.

Quando fiz o Circuito Universitário Aprosoja em 2017, levei uma palestra na qual mostrei para a garotada de cerca de vinte anos cidades do Mato Grosso, como a imagem do Agronegócio foi manipulada nos grandes centros urbanos, por gente interessada em mostrar que temos mais razões para nos preocupar do que nos orgulhar com o Agronegócio.

As pessoas que trabalham atacando o Agro, têm diversos motivos. Há os sinceros, que estão preocupados com os impactos do Agronegócio industrial no meio ambiente. Gente que quer promover o equilíbrio e que, trabalhando em conjunto com o Agro, pode conseguir revoluções fantásticas, como existem vários exemplos.

Mas também tem os agentes de interesses estrangeiros, gente que não quer a expansão do Agro brasileiro, que ameaça os negócios de muitos países do planeta.

Há os agentes do interesse próprio, gente que ganha com especulação imobiliária, com especulação na bolsa, com grilagem, com corte clandestino de madeira, exploração de minérios, etc. Esses não têm jeito, têm de ser identificados e combatidos de frente. Se possível com cadeia.

Há também os sonháticos, uma gente que sonha com um mundo idílico no qual 10 bilhões de pessoas se alimentam em hortinhas naturais no quintal de suas casas, numa sociedade equalitária, sem ricos e sem pobres e sem propriedade privada. Esses precisam de ajuda.

A questão é que essa gente toda se espalhou pela imprensa, pelas universidades, pelas artes, por todos os ninhos de narrativas que ocupam o imaginário popular. É essa gente que transforma o Agro em vilão, em enredo de escola de samba e na boca de apresentadores ignorantes de programas de televisão. Esse povo cria as narrativas que ocupam horários e páginas nobres nos órgãos de comunicação, livros e provas do ENEM.

E isso provoca uma crise de imagem para nosso Agro. Especialmente lá fora. Aí é uma chuva de gente preocupada com a extinção das girafas da Amazônia, com o fim do pulmão do mundo, com o envenenamento das águas… por isso a tal elite pressiona para que sejamos punidos…

Cara, é uma crise de imagem, de narrativa.

“Grande Luciano Pires e toda equipe. Aqui é o Alberto Alfredo Fagundo de São Paulo, Capital. Queria só agradecer por esses Cafezinhos, porque nem eu sabia da parte do agrotóxico e olha que eu leio bastante coisa, assisto muita coisa, mas nunca me passou pela cabeça pequisar.

Sou de uma cidade pequena do interior, porr, porrrta, porrrteira e achei que eu ……… um pouco sobre essas coisas, mesmo nunca sendo totalmente do campo. Meus pais andavam no meio da fazenda junto comigo, mas nunca tivemos uma fazenda. Eu não fazia ideia da dificuldade e que seria muito mais fácil, muito, não usar. Se se usa o pesticida, os agrotóxicos, é por necessidade. Isso eu já sabia, isso eu já tinha estudado um pouco sobre o porque da necessidade, etc. Mas eu não sabia da dificuldade.”

Graaannnde Alberto! Olha, obrigado pelo comentário, viu? Eu trouxe esse comentário do Alberto aqui, porque ele tem tudo a ver com uma coisa que estamos fazendo. Surpreendentemente, temos muta gente do agro que ouve o Café Brasil. eu até costumo dizer que podcast foi feito pro Agro, né? Aqueles caras passando horas e horas andando de um lado pro outro, tudo é longe, tudo é distante, o que mais tem ali é tempo pra ouvir podcast. E no grupo também tem um monte de assinantes do Premium. Tem tanta gente, que nós montamos um grupo no Telegram, chamado ConfrAgro, que tem a missão de unir o Agro e o urbano no esforço de disseminar boas práticas e, acima de tudo, a verdade. O grupo está só começando, preparando o solo e semeando para colher muito em breve.

A gente quer mais Albertos, que descobrem como as coisas funcionam e assim não caem na manipulação de quem só conta histórias.

Muito bem. O Alberto receberá um KIT DKT, com alguns dos principais produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar o seu endereço para contato@lucianopires.com.br

A DKT distribui a maior linha de preservativos do mercado, com a marca Prudence, além de outros produtos como os anticonceptivos intrauterinos Andalan, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. Mas o que realmente marca na DKT é sua causa de reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta. A DKT trabalha para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e a AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, se no Agro, em se plantando tudo dá. E na hora do amor, como é que é?

Lalá – Ah, na hora do amor, usando Prudence, dá!

Ah cara, que maravilha… você está ouvindo Almir Sater, com Corumbá, dele e de Guilherme Rondon. Moda de viola cara, sempre…

Muito bem,  já que estamos lidando com uma crise, vamos ver o que dizem os especialistas em crises?

São três pontos a serem trabalhados: temos de ser rápidos, precisos e consistentes.

Ser rápidos: ter a resposta pronta imediatamente no momento em que a crise acontece. Por que? Para que a verdade possa ser dita. O nosso lado precisa ser ouvido, antes que a narrativa mentirosa, que vem embalada de salvação da humanidade, tome conta. Quando ocorre uma crise, as pessoas querem saber o que aconteceu. E os especialistas em crise costumam falar de um vácuo de informações criado por uma crise. A imprensa e as mídias sociais vão preencher imediatamente esse vácuo de informações com suas versões dos fatos.

Você lembra do escândalo da carne podre? As mídias e redes sociais se esbaldaram durante dez dias, causando repercussão mundial, com cancelamento de exportação de carnes brasileiras… até que a verdade surgiu e o problema teve a dimensão que merecia: meia dúzia de desonestos que foram punidos. Mas até que isso acontecesse, você desejou a morte dos pecuaristas que estavam dando carne com papelão para seu filho comer, não é? Por dez dias, a mentira reinou. E eu nem sei se o prejuízo deu pra contabilizar.

A rapidez, mesmo que sem informações novas, nos posiciona como fonte de informações, e nos permite apresentar  o nosso lado da história. O silêncio só dá espaço para que o outro lado que vai consolidar as suas narrativas.

Depois vem a precisão. É fundamental ser preciso sempre que uma organização se comunica com o público. As pessoas querem informações precisas sobre o que aconteceu e como elas serão afetadas. Num clima de crise, a pressão de tempo gera informações imprecisas, que são ouro nas mãos de bandidos. Se erros forem cometidos, eles devem ser corrigidos, não há nada de mal nisso. Mas as imprecisões fazem uma organização parecer inconsistente. A imprecisão cria o vilão. Por isso a precisão é fundamental, assim como a transparência. Declarações incorretas devem ser corrigidas imediatamente, fazendo a organização ser percebida como competente. E a filosofia de falar a uma só voz em uma crise é uma forma de manter a precisão.

Então vem a consistência. Assista à cobertura de imprensa durante uma crise e provavelmente você verá muita gente  falando. Aliás, a imprensa quer ir é atrás de gente envolvida que não tenha as manhas de falar com jornalistas. É dali que vem os furos. Se essas pessoas falam coisas diferentes ou conflitantes, pronto. Está armado o circo.

Nos anos 1990, organizei com nossa assessoria de imprensa, uma visita à nossa fábrica de Juntas Homocinéticas em Porto Alegre. Estávamos implementando novos processos de manufatura, a fábrica estava linda e queríamos que as pessoas vissem a revolução que estávamos fazendo.

Um grupo de jornalistas foi passear pela fábrica. Um deles, da finada Gazeta Mercantil, viu uma grande pilha de produtos acondicionados em pallets, num canto da fábrica, e quis saber de um dos engenheiros o que era aquilo. E a resposta: uma das montadoras, se não me engano, na época a GM, havia solicitado que as peças não fossem enviadas conforme o planejamento, pois estariam fazendo uma pausa na produção nos próximos dias.

Manchete da Gazeta Mercantil no dia seguinte: GM VAI INTERROMPER A PRODUÇÃO, uma baita dor de cabeça para nós, por conta de um jornalista enxerido que não deu uma linha sobre a nossa nova fábrica. A intenção dele era outra, e nosso engenheiro caiu como um patinho. É assim que eles funcionam, meu caro. Por isso a consistência é fundamental.

A equipe de crise precisa compartilhar informações para que diferentes pessoas possam transmitir uma mesma mensagem consistente. O ideal é que os porta-vozes em potencial sejam treinados e pratiquem as habilidades de relacionamento com a mídia antes de qualquer crise. O foco durante uma crise, então, tem de ser nas informações-chave a serem entregues, e não em como lidar com a mídia. Mais uma vez, a preparação ajuda, garantindo que os vários porta-vozes tenham o treinamento e as habilidades adequadas em relações com a mídia. Vamos falar a mesma língua. Repetir os mesmos conceitos, do jeitinho que o outro lado faz.

Mas note bem: rapidez não faz sentido se as informações não forem precisas e consistentes. Desse jeito, a rapidez só piora o problema.

A imprensa precisa de crises, de tragédias, é isso que garante audiência e, no final das contas, o dinheiro que as empresas de mídia precisam para sobreviver. O clima de terror também garante a sobrevivência de todos os tipos de organizações especializadas em lucrar com o medo alheio.

E aí que vem o pulo do gato. As providências que eu acabo de explicitar, não podem ser responsabilidade de uma agência de propaganda, de comunicação ou de relações públicas. Muito menos de assessoria de imprensa. Não dá pra terceirizar. Isso é responsabilidade de todos que fazem parte do Agro. São eles que precisam preparar o terreno e plantar as informações precisas nas mentes dos urbanos, para que as ervas daninhas intelectuais não tenham espaço.

A crise de imagem do Agro precisa ser conhecida por todos, que devem saber o que fazer e como a crise os afeta ou afetará.

Só assim, com uma massa de pessoas preocupadas com a marca do Agronegócio, os Macrons do mundo descobrirão que não existem girafas na Amazônia.

E está no ar a Escola Itaú Cultural, uma plataforma que nasce com o objetivo de desenvolver ações de formação nas diversas áreas de atuação da organização; promover acesso ao conhecimento nos campos da arte e da cultura e trocar conhecimento e multiplicá-lo. São cursos gratuitos nas modalidades pós-graduação, cursos de extensão e cursos livres. Para se inscrever em um curso mediado, basta entrar no site da Escola Itaú Cultural, criar um usuário, escolher o curso e preencher a ficha de inscrição.

Acesse itaucultural.org.br. Agora você tem cultura entrando por aqui: pelos olhos e pelos ouvidos…

E ao som da viola de Heraldo Monte, com outro petardo, o Trem do Pantanal, composição de Paulo Simões,

que eu passo algumas recomendações resumidas ao pessoal Agro, para que assumam o protagonismo sobre sua imagem na sociedade:

  1. Sejam rápidos. Assim que nascer uma narrativa negativa, deem uma resposta inicial, jamais o silêncio.
  2. Sejam precisos, verificando cuidadosamente todos os fatos. Combatam as narrativas com a verdade.
  3. Sejam consistentes, mantendo os porta-vozes informados sobre os eventos e os principais pontos da mensagem a ser passada.
  4. Façam da segurança pública e ambiental a prioridade número um. Deixem claro que vocês se importam e investem e respeitam os procedimentos.
  5. Usem todos os canais de comunicação disponíveis, incluindo a Internet, Intranet e sistemas de notificação em massa, etc. Vocês conseguem com um argumento inteligente anular aquele post malicioso daquele primo do Zé, que mora na cidade e pensa que feijão nasce em supermercado.
  6. Sempre que acontecer algum problema, tornem evidente sua preocupação/simpatia pelas vítimas e as ações imediatas tomadas para atenuar ou reduzir o problema.
  7. Lembrem-se de incluir sua equipe no problema. Todo mundo está envolvido.
  8. Acima de tudo, assumam SEMPRE uma postura de orgulho pelo que vocês fazem. É isso. Como eu disse no Café Brasil 681: Olha, essa discussão é como aquela que tratei nos programas sobre o homem na lua, cara. Quem é contra é contra, quem é a favor é a favor, não adianta mostrar números, sempre haverá alguém com números iguais dizendo exatamente o contrário. O que não dá, como disse o Xico Graziano, é botar medo na população inventando teses absurdas que afrontam a racionalidade, transformam o agronegócio em vilão e não resolvem nenhum problema.

O que não dá é ficar na janela vendo o bloco dos insanos passar.

O sal da terra
Beto Guedes
Ronaldo Bastos

Não encontramos nada.
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

Cara: que bonito isso! É assim então, ao som de O sal da terra, clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, na voz de Maria Gadú, que eu vou saindo com uma mensagem forte de equilíbrio…

Tá claro pra você?

Somos mais que competentes no agronegócio, não é? Temos a natureza a nosso favor, tecnologia e gente competente. Os melhores do mundo estão aqui no Brasil. E a consciência de que dependemos da terra, da água, para progredir também existe e muito forte dentro do Agro. Como fazer isso tudo em equilíbrio é o desafio que pessoalmente tenho visto preocupar muita gente. Do agro, especialmente, que precisa contar pro mundo o que e como fazemos aqui.

Meu amigos do Agro: parem de gastar dinheiro com propaganda bonitinha na mesma Rede Globo que ferra vocês em programas de humor e de notícias. Invistam na montagem de um núcleo central de inteligência preocupado em levar a verdade do agro adiante. Ouviu? Levar a verdade, não levar conversa mole. Montem programas que levem jovens de todas as universidades para passar uma semana no interior do Agro, vendo a verdade ali, in loco. Combatam a mentira com transparência. Financiem os pesquisadores sérios e ajudem a divulgar seus trabalhos para fora da bolha do agro. Tenham a humildade de aceitar quando erros reais forem apontados, corrijam rápido, com precisão e consistência.

Aí, cara, em vez de repetir aquele slogan sem sentido “Agro é Pop”, vamos gritar de peito aberto:

Pop nada! O Agro é foda.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, completando o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo, cara, inclusive online.

De onde veio este programa aqui tem muito mais, especialmente para quem assina o cafebrasilpremium.com.br, a nossa “Netflix do Conhecimento”. Cara! Tem um monte de informação, material de primeira linha, muito conteúdo e gente disposta a crescer, formando grupos de Telegram que discutem diarimente vários temas.  Se você acessar confraria.cafe, vai conhecer todos os planos. Vem com a gente, cara! O plano anual da Confraria custa menos que uma lata de cerveja quente na balada, por mês!

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase da pecuarista  canadense, que hoje é palestrante e se denomina uma “escritora rural” Brenda Shoepp:

“Meu avô costumava dizer que uma vez na vida você precisa de um médico, um advogado, um policial e um pastor, mas todos os dias, três vezes por dia, você precisa de um fazendeiro.”